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Netanyahu quer derrubar regime do Irão

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em campanha para as legislativas de 27 de Outubro, defendeu que derrubar o Governo iraniano é a única opção para

Netanyahu quer derrubar regime do Irão

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em campanha para as legislativas de 27 de Outubro, defendeu que derrubar o Governo iraniano é a única opção para

Dezenas de milhares de pessoas participaram hoje do funeral do general-maior do Irão, Qasem Soleimani, e comandante das milícias iraquianas morto na sexta-feira pelas tropas norte-americanas. A filha do general-maior prometeu um dia terrível para os Estados Unidos.

Decorreu esta segunda-feira o funeral do general-maior Qasem Soleimani, chefe das forças al-Quds e a segunda figura mais poderosa do Irão, depois do supremo líder iraniano, Ali Khamenei.

Em Teerão, capital do Irão, estiveram presentes dezenas de milhares de pessoas que prestaram homenagem a Soleimani, que também foi arquitecto da influência militar do Irão no exterior e Abu al-Muhandis, comandante das milícias iraquianas.

Ambos foram mortos na sexta-feira num ataque aéreo efectuado pelos Estados Unidos no aeroporto internacional de Bagdade. O pretexto dos Estados Unidos foi de que Soleimani estava a preparar uma série de ataques contra os norte-americanos. O ataque ocorreu uma semana depois de a embaixada dos Estados Unidos ter sofrido um atentado, sem registo de vítimas mortais. O atentado a embaixada servia de retaliação a 25 soldados iranianos mortos pelas tropas norte-americanas na fronteira entre Síria e Iraque.

Durante o funeral, onde várias pessoas gritavam “morte a América” a filha do general-maior, Zeinab Soleimani, chamou Trump de maluco, tendo prometido um dia terrível para os Estados Unidos. Porque o ataque ocorreu no território iraquiano, o parlamento do Iraque aprovou no domingo a expulsão das tropas tanto americanas como iranianas que se fazem presentes nesse país sob o compromisso de combater os militares do Estado Islâmico.

Em reacção a esta medida parlamentar, o presidente norte-americano disse que os Estados Unidos poderiam impor as mais severas sanções sobre o Iraque, caso tome decisões não amigáveis como expulsão das tropas norte-americanas, depois de tudo que elas fizeram pelo povo iraquiano. Trump também reiterou a ameaça de destruir 52 lugares importantes do Irão, caso este país islâmico que se desvinculou totalmente do acordo nuclear de 2015, vingue a morte de Soleimani.

 

 

As autoridades indonésias elevaram hoje para 53 o número de mortos devido as inundações que atingiram a área metropolitana de Jacarta e o oeste da ilha de Java, na Indonésia. Até ontem, o balanço anterior indicava 43 mortos.

Muitas das vítimas morreram na sequência de deslizamentos de terra causados pelas intensas chuvas dos últimos dias, que levaram ao transbordo de vários rios que atravessam a capital.

Segundo a Agência Nacional de Gestão de Desastres, no mais recente comunicado, as últimas dez vítimas foram localizadas em Bogor e Lembak, na periferia da capital, Jacarta.

Mais de 170 mil pessoas continuam em abrigos temporários na área metropolitana de Jacarta, onde vivem 30 milhões de pessoas e dezenas de milhares de pessoas continuam sem abrigo.

 

 

Estas foram as palavras proferidas na capital iraniana, na reação ao assassinato de Qassem Soleimani pelos Estados Unidos durante as manifestações contra os EUA no Irão e no Iraque.

“Ele usou farda militar durante quarenta anos e sempre a ajudar as pessoas. Se havia apenas um homem de verdade neste país, era o general. Sinto-me muito mal e passei o dia a chorar”, disse um cidadão iraniano, entrevistado pela Euronews nas ruas de Teerão.

“Se o Irão se comprometesse neste acontecimento trágico, eles atravessariam mesmo as nossas fronteiras. Deveriam acabar com a presença deles no Médio Oriente e não deixá-los ter qualquer base militar na região”, afirmou uma mulher iraniana.
Em Basra, no Iraque, os cidadãos protestaram contra a influência do Irão e dos Estados Unidos no país.

Lembrar que O líder supremo do Irão, o aiatolá Ali Khamenei e o Presidente do país, Hassan Rouhani, prometeram vingar a morte de Qassem Soleimani, principal autoridade da inteligência do país e um dos líderes da Guarda Revolucionária, pelos Estados Unidos.

Qasem Soleimani, o general iraniano foi morto em ataque aéreo dos EUA em Bagdá no início desta sexta-feira.

Soleimani, de 62 anos, liderou as operações militares iranianas no Oriente Médio como comandante da Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã. Ele foi morto quando sua comitiva deixava o aeroporto de Bagdá, junto a integrantes de uma milícia iraquiana aliada do Irã, em um bombardeio ordenado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

O ataque aconteceu poucos dias após manifestantes invadirem a embaixada dos EUA em Bagdá, entrando em confronto com as forças americanas no local. E, de acordo com o Pentágono, Soleimani teria aprovado os ataques à embaixada.

Os manifestantes protestavam contra o bombardeio, no domingo passado, a bases do grupo Kataeb Hezbollah no Iraque e na Síria, em que pelo menos 25 pessoas morreram.

 

 

Subiu para 43 o número de mortos devido a inundações que atingiram a região de Jacarta, na Indonésia, na noite de Ano Novo. A informação é avançada pelo porta-voz da Agência de Gestão de Desastres indonésia, anunciada pela Lusa.

Segundo autoridades locais, as pessoas morreram por afogamento e desabamentos de terras na área metropolitana de Jacarta e na região de Lebak, no extremo sul de Java. As autoridades continuam também à procura de dezenas de desaparecidos.

Cerca de 400 mil pessoas foram retiradas para abrigos temporários e muitas ainda não conseguiram regressar a casa. O porta-voz da agência, Agus Wibowo apela as pessoas cujas casas continuam inundadas a mudarem-se para locais mais seguros.

Segundo as autoridades indonésias, a água está agora a recuar e a electricidade a ser restaurada em várias zonas da área metropolitana, depois de chuvas torrenciais e a subida dos rios na noite de Ano Novo terem submergido centenas de bairros.

“Hoje estamos concentrados nas buscas em 11 locais, que continuam submersos, para retirar pessoas”, disse o porta-voz da agência de busca e salvamento indonésia, Yusuf Latif.

 

Argélia já conta com um novo governo apesar dos protestos contínuos contra as eleições realizadas a 12 de Dezembro do ano passado.

Após a vitória nas eleições de 12 de Dezembro do ano passado com 58% dos votos, o novo presidente da Argélia Abdelmadjid Tebboune, junto com o novo primeiro-ministro Abdelaziz Djerad formaram esta quinta-feira um novo governo. Entretanto, os cargos-chave continuam a ser ocupados pelas figuras que faziam parte do regime deposto do líder Abdelaziz Bouteflika, situação que ainda gera descontentamento na população argelina que esperava uma nova era política sem influências do velho regime.

Desde Fevereiro do ano passado que Argélia continua a registar protestos contra a permanência da velha elite no poder. Por conta destes protestos, as eleições de 12 de Dezembro registaram a menor taxa de afluência da década que foi de 40 %. O novo Governo argelino tem o desafio de revitalizar a economia deste país que depende fortemente da produção e exportação de petróleo e gás.

 

 

Já está concluída a troca de prisoneiros entre Kiev e rebeldes pró-russos. Este foi um dos pontos mais importantes do acordo feito há cerca de 20 dias entre os presidentes da Rússia e da Ucrânia, com a primeira troca de prisioneiros entre as autoridades ucranianas e os grupos rebeldes que controlam partes do leste do país.

76 pessoas detidas pelos separatistas pró-russos,  12 militares e 64 civis, incluindo dois jornalistas, chegaram a Kiev e foram recebidos pelo presidente Volodymyr Zelenskiy. Em troca, a Ucrânia libertou 138 pessoas.

Edward e Victoria são alguns dos ucranianos que podem finalmente respirar liberdade:

“De momento, sinto-me bem, porque estou livre. Finalmente posso andar livremente, ninguém me vai parar, não vou ter cães a ladrar-me nem ninguém a dizer-me para ficar de pé e por as mãos atrás das costas”, diz Edward.

Victoria, uma jovem mãe de 24 anos, testemunha: “Sou de Lugansk. Fui visitar os meus pais e a autoproclamada República Popular de Lugansk condenou-me a 12 anos de cadeia por alta traição. Tenho um filho em casa, tenho pais, tenho uma razão para viver e estava ansiosamente à espera deste dia”.

O mesmo sentimento de alívio era visível nos outros prisioneiros libertados pelas autoridades ucranianas, um grupo que inclui cidadãos da Ucrânia, russos e um brasileiro que combatia ao lado das tropas rebeldes. Houve quem se queixasse de atropelos aos direitos humanos: “Fui torturado com gravidade. Quando me levaram para a prisão, a administração não me queria aceitar. Disseram várias vezes que estava morto”, conta um homem.

A troca de prisioneiros foi um dos pontos do acordo alcançado no dia 9, na reunião do chamado grupo da Normandia, entre os líderes da Ucrânia, Rússia, França e Alemanha.

 

 

A Assembleia Geral da ONU aprovou esta sexta-feira uma resolução que condena os abusos dos direitos humanos contra os muçulmanos Rohingya em Myanmar e contra outras minorias. A resolução condena especificamente actos de violência como tortura, violação e detenções ilegais.

Dos 193 presentes, 134 votaram a favor da resolução, 9 contra e houve ainda 28 abstenções a favor do documento, o qual também pede ao governo do Myanmar que tome medidas urgentes.
Na mesma sessão, foi ainda aprovada uma resolução russa de combate ao cibercrime.

Esta resolução recebeu 79 votos a favor, 60 contra e 33 abstenções. EUA e União Europeia não deixaram passar o documento que se baseia na elaboração de um novo tratado internacional. Os representantes justificaram o voto negativo com a existência de uma entidade da ONU que já se dedica ao crime informático.

 

Os estudantes de iraquianos saíram este sábado em protesto contra a classe política iraniana. Os estudantes rejeitam que o país seja governado por um executivo com ligações ao Irão e dizem-se ao lado do presidente, que ameaçou demitir-se caso Asaad al-Eidani seja nomeado primeiro-ministro. 

“Os iraquianos e o povo de Bassorá rejeitam qualquer interferência externa e a nomeação de um primeiro-ministro apoiado por partidos pró-iranianos”, afirmou Safaa Haitham, estudante e participante na manifestação.
Os protestos contra o governo iraquiano e a corrupção no país duram há quase três meses. De acordo com uma organização humanitária local, desde 1 de outubro as autoridades do Iraque foram responsáveis pela morte de 490 manifestantes.

 

Pelo menos 15 pessoas morreram, 66 ficaram feridas e 50 estão hospitalizadas na sequência de um acidente aéreo ocorrido hoje, no Cazaquistão. Dos feridos 12 delas estão em estado grave.

O avião da companhia aérea Bek Air, um Fokker 100, seguia para Nursultan, a capital do país, com mais de 90 passageiros e cinco membros da tripulação a bordo, e perdeu altitude às 07h22, hora local, momentos após a descolagem de Almaty, a maior cidade do Cazaquistão.

“Os responsáveis serão punidos severamente de acordo com a lei”, garantiu o Presidente, Kassym-Jomart Tokayev, numa mensagem de condolências na rede social Twitter.

O Ministério dos Transportes da antiga república soviética informou que o avião da Bek Air perdeu “altitude na descolagem e atingiu um muro de cimento e colidiu com um edifício de dois pisos”, uma casa de dois andares que ficou parcialmente destruída.

O Ministério da Indústria e Infra-estruturas do Cazaquistão determinou a suspensão de todos os voos do modelo Fokker 100 até que sejam esclarecidas as causas do acidente.

 

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