Dezenas de milhares de pessoas participaram hoje do funeral do general-maior do Irão, Qasem Soleimani, e comandante das milícias iraquianas morto na sexta-feira pelas tropas norte-americanas. A filha do general-maior prometeu um dia terrível para os Estados Unidos.
Decorreu esta segunda-feira o funeral do general-maior Qasem Soleimani, chefe das forças al-Quds e a segunda figura mais poderosa do Irão, depois do supremo líder iraniano, Ali Khamenei.
Em Teerão, capital do Irão, estiveram presentes dezenas de milhares de pessoas que prestaram homenagem a Soleimani, que também foi arquitecto da influência militar do Irão no exterior e Abu al-Muhandis, comandante das milícias iraquianas.
Ambos foram mortos na sexta-feira num ataque aéreo efectuado pelos Estados Unidos no aeroporto internacional de Bagdade. O pretexto dos Estados Unidos foi de que Soleimani estava a preparar uma série de ataques contra os norte-americanos. O ataque ocorreu uma semana depois de a embaixada dos Estados Unidos ter sofrido um atentado, sem registo de vítimas mortais. O atentado a embaixada servia de retaliação a 25 soldados iranianos mortos pelas tropas norte-americanas na fronteira entre Síria e Iraque.
Durante o funeral, onde várias pessoas gritavam “morte a América” a filha do general-maior, Zeinab Soleimani, chamou Trump de maluco, tendo prometido um dia terrível para os Estados Unidos. Porque o ataque ocorreu no território iraquiano, o parlamento do Iraque aprovou no domingo a expulsão das tropas tanto americanas como iranianas que se fazem presentes nesse país sob o compromisso de combater os militares do Estado Islâmico.
Em reacção a esta medida parlamentar, o presidente norte-americano disse que os Estados Unidos poderiam impor as mais severas sanções sobre o Iraque, caso tome decisões não amigáveis como expulsão das tropas norte-americanas, depois de tudo que elas fizeram pelo povo iraquiano. Trump também reiterou a ameaça de destruir 52 lugares importantes do Irão, caso este país islâmico que se desvinculou totalmente do acordo nuclear de 2015, vingue a morte de Soleimani.

