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O País – A verdade como notícia

Depois de, numa carta aberta, onde mais de 200 cientistas defenderam a transmissão do novo Coronavírus pelo ar, a Organização Mundial de Saúde (OMS), reconheceu a possibilidade, principalmente em locais arejados.

A OMS recomenda por isso que se evitem espaços fechados e apela ao uso de máscara.

Paul Edelstein, Professor emérito de medicina patológica e laboratorial da Universidade da Pensilvânia, diz concordar com os investigadores que alertam a OMS de que “é preciso considerar todos os vetores de propagação e que a ventilação acrescida nos espaços fechados é necessária”, acrescentando que se esqueceram de fazer referência às fontes de contaminação, ou seja, evitar, em primeiro lugar, que as pessoas transmitam a doença”.

A Real Sociedade de Londres também publicou um comunicado em que urge o público para usar máscaras de protecção depois de dois novos estudos terem apresentado dados sobre a eficácia do uso das coberturas faciais como proteção.

“O uso de máscaras previne o uso de transmissão pode gotículas, tanto as de grande tamanho como as de pequena dimensão porque antes de transformarem em partículas de tamanho de aerossol elas são expelidas num tamanho grande, capturadas pelas máscaras”, diz Paul Edelstein

Já é oficial. A administração Trump notificou, oficialmente, sobre a retirada do país da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Donald Trump tinha anunciado, em Maio, o fim desta relação, dizendo que a OMS não tinha aptidão para gerir a pandemia da COVID-19 e acusava o Organização de ser demasiado benevolente para com o Governo chinês.

O Presidente dos EUA pretendia introduzir alterações ao modelo de financiamento da OMS e ameaçava fechar a torneira. Na altura, o Presidente americano acusava Pequim de guardar informações relevantes para evitar a propagação do novo Coronavírus.

Nas redes sociais o senador Democrata Robert Menendez, do Comité dos Negócios Estrangeiros do Senado, dizia que o Congresso tinha sido notificado da decisão de Trump no meio de uma pandemia.

“Chamar a resposta de Trump à COVID-19 de caótica e incoerente não lhe faz justiça”, afirmou Robert Menendez.

 

Segundo avança o G1, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, informou hoje que seu exame para COVID-19 deu positivo.

“O presidente afirmou que a febre chegou a 38 graus, mas que, à noite, a temperatura começou a ceder. Afirmou também que sentiu mal-estar e cansaço. Ele disse que agora está se sentindo ‘perfeitamente bem’”, escreve G1.

“Estou bem, estou normal, em comparação a ontem [segunda], estou muito bem. Estou até com vontade de fazer uma caminhada, mas, por recomendação médica, não farei”, cita o órgão brasileiro, acrescentando que Bolsonaro já havia informado aos seus apoiantes, ontem, que estava com febre e dores no corpo e, por isso, decidiu fazer o exame. O Presidente Brasileiro disse que fez uma radiografia e que o pulmão estava limpo.

Jair Bolsonaro tem 65 anos, fazendo, por isso, parte da faixa etária considerada por especialistas como grupo de risco.

 

A informação é avançada pelo canal de Televisão CNN Brasil. Esta segunda-feira, o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro confirmou à CNN Brasil que tem sintomas da COVID-19. Bolsonaro disse estar com 38ºC de febre.

Em entrevista à CNN, o presidente afirmou que está tomando hidroxicloroquina, medicamento defendido pelo governo como alternativa para tratamento da virose.

Também disse que fez uma ressonância magnética nos pulmões e que o resultado não apresentou problemas.

O presidente já realizou um teste ao novo coronavírus no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, cujo resultado deverá ser conhecido esta terça-feira. O chefe de Estado disse ainda que efetuou uma radiografia ao pulmão, mas que “está tudo bem”.

Devido às circunstâncias, a agenda de Bolsonaro para os restantes dias da semana foi cancelada.

 

Mais de 239 cientistas de 32 países defendem que há provas de que pequenas partículas de novo Coronavírus presentes no ar podem infectar pessoas e pedem à Organização Mundial de Saúde (OMS)  que reveja as recomendações que tem divulgado referentes ao Coronavírus. Para os cientistas, sistemas de ventilação em escolas, lares de idosos e empresas poderão ter de ser adaptados para minimizar a circulação do ar.

De acordo com os especialistas, avançou este domingo o New York Times que teve acesso à versão inicial de uma carta aberta assinada pelas duas centenas de cientistas, há provas de que o novo vírus pode estar presente no ar através de pequenas partículas e, assim, infectar as pessoas.

Ainda segundo o documento, que deverá ser divulgado na próxima semana na revista científica ‘Clinical Infectious Diseases’, da Universidade de Oxford, a OMS apenas tem alertado para o risco de transmissão da COVID-19 pelo contacto físico ou pela disseminação de pequenas gotículas respiratórias que são expelidas nos espirros, por exemplo. Os cientistas acreditam que não estão a ser consideradas gotículas mais pequenas que ficam no ar e não caem rapidamente para o chão ou superfícies, como sustenta a OMS.

“A maior das experiências levadas a cabo pela OMS são realizadas em ambientes hospitalares, onde há uma boa ventilação do ar. Uma situação que se opõem ao acontece na maioria dos espaços interiores, onde a taxa de renovação do ar é muito mais baixa, permitindo que o vírus se acumule no ar e represente um risco maior”, declarou Linsey Marr, co-signatária desta carta e especialista da Universidade Virgina Tech, nos EUA.
De acordo com a OMS, o vírus SARS-CoV-2 (causador da covid-19) é transmitido maioritariamente através de contacto e pequenas gotículas respiratórias que depois de expelidas pelas pessoas (através de espirros ou tosse) não ficam no ar e caem rapidamente para o chão ou outras superfícies.

Os 239 médicos acreditam, porém, que a OMS apenas se refere a gotículas maiores e não está a considerar a possibilidade de pequenos aerossóis, que também são emitidos por pessoas, ficarem no ar.

OS especialistas deixam ainda a sugestão de que poderia passar a ser obrigatório o uso de máscara de protecção individual no interior de espaços fechados, independentemente do distanciamento social, tal como deveriam ser adaptados sistemas de ventilação em lugares propícios ao ajuntamento de pessoas como escolas, lares de idosos e empresas.

Os croatas votaram este domingo o comando de um novo Governo que terá de enfrentar as consequências económicas do novo Coronavírus, em um momento em que os conservadores estão sob pressão devido ao aumento de casos.

Os conservadores consolidam o poder na Croácia. A União Democrática Croata (HDZ), de centro-direita, conduzida pelo primeiro-ministro Andrej Plenkovic obteve este domingo 68 assentos parlamentares, um resultado melhor do que nas anteriores legislativas.

“É uma grande vitória, mas também significa uma grande obrigação. Tivemos um mandato difícil e os desafios que nos esperam são certamente ainda maiores”, disse Andrej Plenkovic, primeiro-ministro Croácia.

A coligação de centro-esquerda “Restart”, liderada pelo Partido Social Democrata de Davor Bernardic teve, ao contrário, um resultado dececionante, ficando-se pelos 41 assentos.

“Não é fácil falar depois de um resultado destes”, afirmou Davor Bernardic, líder do Partido Social Democrata.
O próximo governo terá a árdua tarefa de recompor a economia e relançar o turismo depois da epidemia de Coronavírus.

A eleição também ficou marcada pela ascensão da extrema-direita, com o recentemente formado Movimento da Pátria a obter a terceira posição.

Argélia marca a celebração dos 58 anos de independência do domínio francês com funeral de antigos combatentes.

As cerimónias fúnebres foram dirigidas pelo Presidente Abdelmadjid Tebboune, no principal cemitério do país, este domingo.

Na sexta-feira, as autoridades argelinas receberam os crânios de 24 combatentes de resistência argelinos decapitados durante o período colonial.

Os restos mortais chegaram ao país a bordo de um Hércules C-130 da força aérea francesa escoltado por aviões de combate argelinos.

Em comunicado, as autoridades francesas descrevem a devolução dos restos mortais como um “gesto de amizade” e parte de esforços para “reconciliar as memórias do povo francês e argelino”.

De recordar que o domínio colonial francês da Argélia durou 132 anos e terminou de forma brutal num conflito que durou 8 anos.

Argélia é proclamada independente após 132 anos de colonização francesa – que teve início em 14 de junho de 1830 com o desembarque de forças francesas na costa de Sidi Fredj, a 05 de Julho de 1962.

Na Bélgica, a morte do afro-americano George Floyd reacendeu o debate sobre a violência do período colonial no Congo e o papel muito controverso do falecido rei Leopoldo II, acusado de matar milhões de congoleses.

Por ocasião dos 60 anos da  independência da República Democrática do Congo (RDC), o rei Filipe apresentou pela primeira vez na história os “seus mais profundos arrependimentos pelas feridas” causadas durante o período colonial no Congo.

O pedido de desculpas foi expresso através de uma carta enviada esta terça-feira ao presidente da RDC, Félix Tshisekedi, na qual o Rei da Bélgica escreveu o seguinte: “Gostaria de expressar os mais profundos pesares por essas feridas do passado, cuja dor agora é reacendida pela discriminação ainda presente nas nossas sociedades”.

“Na época do estado independente do Congo [quando este território africano era propriedade do ex-rei Leopoldo II], foram cometidos atos de violência e crueldade, que ainda pesam na nossa memória coletiva”, afirmou Filipe, que reina desde 2013.

“O período colonial que se seguiu [o do Congo Belga de 1908 a 1960] também causou sofrimento e humilhação. Encorajo a reflexão iniciada pelo nosso parlamento para que a nossa memória seja definitivamente pacificada”, acrescentou.

O Estado Livre do Congo foi fundado por Leopoldo II em 1885 e perdurou até 1908, como propriedade absoluta do rei belga. Durante esse período, foram massacrados ou morreram de doença entre cinco e 20 milhões de congoleses. Muitos outros foram mutilados devido às regras cruéis impostas pelo regime de Leopoldo. O reino terminou com a anexação à Bélgica, que durou até à independência do país agora chamado República Democrática do Congo, conseguida por Patrice Lumumba em 1960.

O Partido do Congresso do Malawi é o partido fundador do Malawi mas encontrava-se na oposição há 26 anos. Em 1964 levou o Malawi à independência sob a presidência de Hastings Banda e governou o país num sistema unipartidário até 1993 quando perdeu um referendo constitucional. No ano seguinte perdeu as eleições e esteve na oposição até hoje.

Hoje, após 26 anos na oposição, o partido de Lazarus Chakwera volta ao poder. O líder da oposição Lazarus Chakwera é o novo presidente do Malawi, depois de confirmada a sua vitória pela Comissão Eleitoral do Malawi na noite de sábado. Este domingo, Chakwera, prestou juramento como novo presidente do país para um mandato de cinco anos.

Com 65 anos de idade e líder do Partido do Congresso do Malawi, Lazarus Chakwera venceu com 58,57% dos votos. O seu adversário e  presidente cessante, Peter Mutharika, de 79  anos, obteve  cerca de  40%  dos sufrágios. Os  resultados eleitorais  foram  confirmados no sábado pelo presidente da Comissão Eleitoral do Malawi, Chifundo Kachale.

No seu discurso de tomada de posse, na Praça da Liberdade em Lilongwe, Chakwera disse sentir-se honrado e ter “imensa gratidão” pela confiança que o eleitorado lhe deu.

“Com a vossa ajuda vamos restaurar a fé de uma nova geração na possibilidade de haver um governo que serve e não um governo que manda”, disse o novo presidente.

O antigo Chefe de Estado Peter Mutharika que, no sábado, afirmara ter havido irregularidades no escrutínio, não se pronunciou sobre o triunfo eleitoral de Chakwera.
O antigo Chefe de Estado Peter Mutharika, afirmou que as eleições foram “as piores da história do Malawi”.

Mutharika disse terem-se registado irregularidades nas eleições de terça-feira, incluindo violência e intimidação contra monitores eleitorais do seu partido mas isso foi rejeitado pela comissão eleitoral.

O seu partido, DPP, (Partido Democrático Progressista) exigiu a anulação pura e simples da eleição de 23 de Junho de 2020, o que, segundo os analistas  locais, é o prenúncio à  uma nova  batalha perante a justiça do Malawi.

Contudo os mesmos analistas, consideram que depois da anulação da eleição de 21 de Maio de 2019, que tinha proclamado Peter Mutharika como o vencedor, as  hipóteses de um terceiro escrutínio são remotas.

Filho de um  agricultor, Lazarus Chakwera é formado em filosofia e teologia, e antes de enveredar pela carreira política foi, entre 1989 e 2013,presidente  das  Assembleias de Deus do Malawi, assim como militou no Comité para os Assuntos Públicos, um  grupo de orientação religiosa para a defesa dos direitos humanos.

Lembre-se que a eleição presidencial, foi disputada novamente no dia 23 de Junho, depois da anulação pelo Tribunal Constitucional, em Fevereiro, do escrutínio organizado em 21 de Maio de 2019, por fraude.

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