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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 12 pessoas morreram e 10 estão desaparecidas devido as chuvas fortes que atingiram o sudoeste da China, aumentando o número de vítimas em inundações e deslizes de terra em todo o país.

Segundo a informação das autoridades locais, citadas pela imprensa oficial, o condado de Mianning, na província de Sichuan, foi atingido por tempestades na sexta-feira e no sábado, com inundações severas no município de Yihai.

Mais de 7.700 pessoas foram retiradas da região, que fica numa planície entre colinas íngremes que se estendem até ao planalto tibetano, onde estão as nascentes dos principais rios da China.

As inundações sazonais atingem grande parte da China todos os anos, e as autoridades têm procurado mitigar os danos através da construção de barragens, particularmente a enorme estrutura das Três Gargantas, no rio Yangtze.

As piores inundações sofridas pela China nos últimos anos ocorreram em 1998, quando mais de duas mil pessoas morreram e quase três milhões de casas foram destruídas.

O partido de Peter Mutharika considera “inconclusivos” e irregulares os resultados das eleições presidenciais, realizadas na passada terça-feira, no Malawi. Os resultados provisórios do escrutínio apontam para uma vitória do seu adversário Lazarus Chakwera.

Os eleitores de Malawi foram às  urnas na terça-feira, 23 de Junho, depois do Tribunal Constitucional  ter decidido anular,  por  fraude, o escrutínio da eleição presidencial  de 21 de Maio de 2019, na  qual Peter Mutharika tinha sido reeleito.

Os resultados não oficiais recolhidos pela MBC (Malawi Broadcasting Corporation), televisão pública, apontam para uma vitória do opositor Lazarus Chakwera, que representa o Partido do Congresso do Malawi (MCP),  com  60% dos sufrágios contra 39% para Mutharika.
Em conferência de imprensa, realizada este sábado, o Presidente Peter Mutharika afirmou que a repetição das eleições gerais foi marcada por “irregularidades”.

“Esperávamos uma eleição sem irregularidades. Infelizmente, como todos os malawianos viram, esta eleição foi a pior da história das eleições do Malawi”, disse Mutharika aos jornalistas na cidade de Blantyre.

Peter Mutharika, que representa o Partido Democrático Progressista (DPP), sublinhou ainda que os  resultados comunicados à Comissão Eleitoral não são o reflexo da vontade popular. Porém, ele não pediu a organização  de  um novo escrutínio.

Contestando os resultados, o secretário administrativo do Partido Democrático Progressista (DPP), Francis Mphepo, alertou para “vários incidentes” que podem “afectar a integridade e credibilidade” dos resultados.

“Gostaríamos de chamar a atenção para vários incidentes que podem potencialmente afetar a integridade e a credibilidade dos resultados da eleição presidencial”, afirmou o responsável do partido no poder, num comunicado citado pela agência France-Presse.
O partido alega que houve secções de voto das quais os seus observadores foram excluídos e afirmou que mais de 1,5 milhões de votos foram marcados por “violência e intimidação”.

“Não há dúvida de que estas irregularidades e más práticas afectarão de forma substancial os resultados de uma maneira ou de outra”, precisou Francis Mphepo, para afirmar que o partido exige “uma declaração de que as eleições presenciais não foram conclusivas”.

Em conferência de imprensa, o presidente da Comissão Eleitoral do Malawi (MEC), Chifudo Kachale, referiu que esta entidade está “a analisar as queixas do DPP” e que tomará “em breve uma decisão”.

Esta foi a primeira vez que o Malawi repetiu eleições. Fraudes durante as votações levaram o Tribunal Constitucional a anular o escrutínio anterior, ganho por Peter Mutharika, o Presidente em exercício desde 2014. Mutharika acusou o Supremo Tribunal de “golpe de Estado judicial”, garantindo que não ocorreram irregularidades.

Lazarus Chakwera, actualmente com 65 anos, o antigo pastor evangélico que presidiu a Assembleia de Deus do Malawi durante 24 anos, é doutorado em Teologia. O seu percurso académico passou pelo Malawi, África do Sul e Estados Unidos da América.

Desde 2013 que lidera o Partido do Congresso do Malawi, que governou o país de 1964 a 1994 sob o punho de ferro de Hastings Banda.

Políticos da oposição nos países vizinhos já felicitaram a Chakwera pela vitória, ainda não confirmada.

O Presidente da Islândia, Gudni Johannesson foi reeleito com quase 90% de votos, indicam os resultados provisórios divulgados este sábado.

De acordo com as sondagens, o chefe de Estado islandês superou amplamente o adversário nestas presidenciais, o empresário e economista Gudmundur Franklín Jónsson.

Historiador e antigo professor na Universidade da Islândia, Gudni Jóhannesson, 52 anos, foi eleito presidente da Islândia em 2016, sucedendo a Ólafur Ragnar Grímsson, que esteve 20 anos no cargo.

Johannesson é visto como um homem de consensos, sóbrio, independente e, tal como a maioria dos islandeses, um eurocético e opositor à adesão da Islândia à União Europeia (UE).

O outro candidato, empresário e economista Gudmundur Franklín Jónsson já havia concorrido anteriormente ao parlamento e à Presidência da Islândia.

O Presidente do Kosovo, Hashim Thaci, foi formalmente acusado, esta quarta-feira, contra a humanidade e crimes de guerra, durante o conflito contra a Sérvia no final da década 1990. A acusação foi feita pelo procurador do Tribunal especial para o Kosovo em Haia, na Holanda.

A acusação obrigou Hashim Thaci a interromper a viagem aos Estados Unidos, onde se reunir com o homólogo sérvio Aleksandar Vu?i?, numa tentativa de normalizar as relações entre os dois países.

“Neste processo, todos os principais dirigentes do exército de libertação do Kosovo foram declarados inocentes, o que prova que foram os sérvios e não os albaneses a cometer crimes de guerra”, disse o antigo presidente do parlamento e líder do partido democrático do Kosovo, Kadri Veseli.

Thaçi é presidente desde 2016. Em 2008, foi o principal artífice da declaração de independência, que continua a não ser reconhecida por vários países. É agora acusado de mortes, perseguições e torturas-crimes que terão sido cometidos quando era guerrilheiro no conflito que opôs os kosovares albaneses aos sérvios no final dos anos 90.

Este conflito só terminou quando a campanha de bombardeamentos da NATO, em 1999, obrigou ao recuo das tropas da então Jugoslávia.

Após três meses encerrado devido a pandemia da COVID-19, a Torre Eiffel reabriu hoje, as suas portas, para o público, informou a entidade que gerencia o famoso monumento em Paris.

Porém, neste primeiro momento, os elevadores mantêm-se fora de funcionamento e quem quiser subir a Torre Eiffel terá de fazê-lo a pé, isto é, sem uso dos elevadores. Todas as pessoas com mais de 11 anos devem usar máscara de protecção facial para entrar no monumento.

Segundo nota oficial divulgada no passado dia 09 do corrente mês, a quantidade de pessoas que visitam o local será limitada e dividida em dois caminhos: um para subir e outro para descer. A decisão de manter os elevadores inoperantes foi tomada para evitar aglomerações tanto dentro dos equipamentos como em filas para entrar neles.

A famosa torre de Paris está encerrada desde Março, altura em que a pandemia da COVID-19 se alastrou pelo mundo. Este será o período mais longo de encerramento do espaço desde a II Guerra Mundial, refere a Associated Press.

Agora, que se regressa faseadamente à normalidade, a reabertura do monumento, esta manhã, representa mais um passo rumo ao retomar do dia a dia dos franceses.
A abertura do monumento faz-se, porém, com regras. Quem quiser visitar a Torre Eiffel tem de proceder a uma marcação prévia online.

Prevê-se que no próximo mês, o espaço reabra também o seu segundo piso e que alguns elevadores comecem a funcionar.

Mesmo no actual contexto de Coronavírus, continua a repressão sobre os líderes do movimento popular de contestação (Hirak), opositores, jornalistas, meios de comunicação  independente e internautas, na Argélia.

Após mais de 500 detenções em 23 cidades de todo o país, durante as manifestações de sexta-feira, a condenação a um ano de prisão da activista Amira Bouraoui, a adversária iconoclasta, o grande nome dos protestos dos cidadãos, este domingo, suscitou forte emoção e provocou indignação na Argélia e no mundo, de acordo com o jornal argelino Al Watan.

Durante 56 semanas, denunciando a corrupção, o nepotismo e o “Estado militar”, o Hirak exigiu uma mudança no “sistema” em vigor desde a independência, em 1962. Em vão, apesar de ter conquistado a queda do Presidente Abdelaziz Bouteflika, após 20 anos de reinado.

Entretanto, o poder está enfraquecido não só pelo Hirak e pela emergência sanitária, mas também pela queda do preço dos hidrocarbonetos, que ameaça a Argélia, hiper-dependente das receitas petrolíferas, com uma grave crise económica.

 

França vai reabrir as escolas a partir de desta segunda-feira. O objectivo é retomar o ensino escolar por completo a partir de Setembro.

A medida visa também dar espaço ao país regressar ao trabalho e dar oportunidade aos alunos para rever professores e colegas antes das férias de verão no dia 4 de Julho.

Um regresso limitado começou em Maio, sob duras regras de distanciamento e limitação das turmas.

França também está a reabrir os cinemas. Com a pandemia da COVID-19, a indústria afundou num mar de dificuldades financeiras.

Pelo menos cinco pessoas morreram, na noite deste domingo, na Turquia ocidental, província de Bursa devido as inundações causadas por chuvas fortes, anunciou hoje a CNN Türk, um canal de notícias da televisão turca, citada pela Lusa.

CNN Türk, noticiou que quatro corpos supostamente da mesma família foram hoje encontrados por equipas de salvação pública num jardim inundado da casa onde viviam.

As equipas continuam à procura de outro membro da família, uma jovem de 16 ou 17 anos.

Previamente, o Governo da província de Bursa anunciou, em comunicado, a morte de um jovem com deficiência, de 22 anos.

A nota acrescentava que 257 pessoas de várias equipas de salvação estavam a trabalhar na zona afectada pelas inundações, que provocaram igualmente danos graves em habitações.

O Instituto Nacional de meteorologia daquele país alertara para o risco de novas inundações na mesma província, uma vez que se prevê mais chuva até à próxima quinta-feira.

 

“Devemos atacar a substância do problema, não os símbolos. Devemos abordar o presente, não tentar reescrever o passado e isso significa que não podemos, nem devemos manter um debate sem fim no qual nenhuma personagem histórica conhecida é suficientemente pura ou politicamente correcta para ficar à vista do público”, escreveu Boris Johnson, num artigo no The Telegraph, divulgado no domingo no site do jornal.

O Primeiro-Ministro Britânico anunciou este domingo a criação de uma comissão encarregada de examinar “todos os aspectos sobre as desigualdades” no emprego, na saúde ou ainda no ensino universitário.

Johnson defendeu que a “substância” do racismo deve ser atacada e não os símbolos, numa referência às estátuas vandalizadas à margem de recentes manifestações antirracismo.

O líder do Governo britânico voltou a referir-se ao caso da estátua do antigo primeiro-ministro Winston Churchill, situada nas imediações do Parlamento, em Londres, e vandalizada à margem de protestos contra o racismo, desencadeados pela morte do norte-americano George Floyd, asfixiado por um polícia.

Sob o nome de Churchill, acusado de declarações racistas nomeadamente contra os indianos, foi escrito: era um racista”.

Actualmente, a estátua encontra-se protegida por uma caixa metálica. Milhares de manifestantes, apoiados por grupos de extrema-direita, concentraram-se no sábado junto ao Parlamento britânico para guardar o monumento.

A polícia efectuou 113 detenções, na sequência de confrontos com manifestantes de extrema-direita.
Boris Johnson considerou “absurdo que grupos de arruaceiros de extrema-direita e agitadores se tenham concentrado em Londres com a missão de proteger a estátua de Winston Churchill”.

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