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O País – A verdade como notícia

O Brasil ultrapassou o Reino Unido e se tornou o segundo país do mundo com mais mortes causadas por COVID-19, depois dos Estados Unidos.

Brasil deixou Reino Unido para atrás, que tinha 41.566 mortes na noite desta sexta-feira, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

Segundo o levantamento conjunto feito pelos meios de comunicação Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL, Euronews entre outros, no país morreram quase 42 mil pessoas vítimas da COVID-19.

Os dados do Ministério da Saúde, que usam informações das secretarias estaduais e que foram divulgados no Painel COVID-19, também apontam que o país registou mais 25.982 casos da doença entre quinta e sexta-feira. Com isso, o total chegou a 828.810. Nas últimas 24 horas foram registados mais 909 óbitos por Coronavírus.

Segundo a Euronews, em São Paulo, os cemitérios são já pequenos para sepultar todas as vítimas.

Apesar dos números desoladores, nas duas maiores cidades do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, os centros comerciais voltaram à atividade. Já praticamente não há medidas de confinamento visíveis. Em vários Estados há um aumento no número diário de infecções que faz temer um novo pico da epidemia.

Segundo o Ministério da Saúde, actualmente o país tem 829 902 casos confirmados, 396 692 recuperados e 41.901 mortes.

A partir desta terça-feira, os restaurantes angolanos já podiam abrir, mas apenas para servir almoços. Esta é uma das várias medidas permitidas pelo Estado de Calamidade, esta segunda-feira aprovado em Luanda, após 60 dias de Estado de Emergência devido à pandemia da Covid-19.

Angola é um dos países africanos elogiados pela Organização Mundial de Saúde pela forma como reagiu à propagação global do novo Coronavírus, somando 70 casos registados de infecção, incluindo quatro mortos com Covid-19.

Em declarações à Euronews, o representante da OMS em Angola, Javier Aramburu, considerou “uma medida necessária”, a transição do estado de saúde pública no país, um dos oito africanos destacados pela organização da ONU como exemplo no continente devido às acções de prevenção e combate ao SARS-CoV-2.

Javier Aramburu não identificou os outros sete países e admitiu que a testagem ainda é reduzida “por causa do abasatecimento”, mas elogiou como “um bom indicador o número de pessoas assintomáticas em relação aos casos confirmados com sintomas”.

“Essa proporção é muito boa, mesmo não havendo uma grande quantidade de testes a nível nacional e um número mínimo por dia”, precisou o representante peruano da OMS em África.

Em relação a Angola ter sido considerada um exemplo em África, Aramburu afirmou que “o país logrou passar de uma restrição com muitos poucos casos, menos de 50 casos, a poder flexibilizar e minimizar o impacto nas actividades essenciais da população”.

“Isso só se pode lograr quando o controlo da transmissão é importante”, sublinhou.

Angola manteve o estado de emergência de 27 de Março a 25 de Maio. Nesse período realizou 8.112 testes, dos quais apenas 70 resultaram positivos, e manteve em quarentena institucional 1.050 pessoas.

Quanto ao Estado de Calamidade, agora em vigor, o ministro de Estado e chefe da Casa Civil de Angola, Adão de Almeida, garantiu que “estas medidas não representam um afrouxamento, nalguns casos há até um reforço para melhor regular algumas actividades”.

O ministro informou que não há reabertura imediata dos serviços, usando-se a estratégia de adaptação, sendo a reavaliação constante.

Um primeiro grupo será reaberto dentro de 15 dias e o segundo 15 dias depois, continuando assim a lógica quinzenal, avançou Adão de Almeida.

Os estabelecimentos devem assegurar o uso obrigatório de máscara, assim como das outras medidas de higiene pessoal e ambiental e preparar um plano de segurança específico para a Covid-19.

A capacidade máxima de pessoas dentro dos estabelecimentos deve estar afixada e as filas de espera terão de ter um espaçamento de, no mínimo, dois metros.

Estes locais terão de disponibilizar soluções para a higienização das mãos, localizados perto da entrada do estabelecimento e garantir a higienização, pelo menos três vezes por dia, das instalações sanitárias e dos espaços.

Dentro dos referidos 70 casos positivos de Covid-19 registados em Angola e além dos quatro óbitos, o país contabiliza 18 pessoas recuperadas e 48 casos activos.

O continente africano atingiu, este fim-de-semana, mais de 100 mil casos confirmados da COVID-19. Cerca de metade dos países africanos têm registado transmissões comunitárias.

 

Passam 14 semanas desde que  o continente africano foi atingido pela pandemia da COVID-19 e, actualmente, conta com mais de  100 mil casos confirmados e mais de 3 100 mortos,  segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

Apesar do aumento de casos, África continua o continente menos afectado do mundo, sendo que a Europa lidera com 1.9 milhão de casos, dos quais 171 mil são óbitos.

Na África do Norte, Egipto é o país com maior número de óbitos, contando actualmente com pelo menos 696 mortos dos mais de 15 mil infectados, seguido de Argélia com 575 mortos dos 7 728 infectados.

Já na África subsaariana, a África do Sul é que está em frente com 407 mortos e mais de 21 mil casos.  Entretanto, alguns especialistas de saúde acreditam que África tenha mais casos não reportados, devido à escassez de testes.

Segundo a OMS, até agora África já conduziu mais de 1.5 milhões de testes, um número reduzido. Quase metade dos países africanos têm registado transmissões comunitárias, e 3, 400 funcionários de saúde estão infectados.

Enquanto na Europa, cerca de 95% da população que morre tem acima de 60 anos, em África mais de 60% da população tem abaixo de 25 anos.

A OMS continua a apelar aos países africanos que continuem a reforçar medidas de contenção do vírus, pois apesar de haver relativamente poucos casos, o continente mostra-se o mais vulnerável de todos devido a fracos sistemas de saúde.

 

Cerca de 80 milhões de crianças estão em risco de perder acesso a vacinas de imunização, devido ao combate fortemente focalizado à COVID-19. O alerta é da OMS que pede aos governos que não se esqueçam da saúde das crianças.

 

Se o mundo continuar simplesmente focado no desenvolvimento da vacina contra COVID-19, poderá haver riscos de milhões de crianças não receber vacinas de imunização que já existem, avisou o chefe da OMS, Tedros Adhanom, numa conferência virtual com a directora-executiva da UNICEF.

O chefe de emergências da OMS, Michael Ryan, disse em uma entrevista colectiva virtual em Genebra que o baixo número de mortes foi "realmente bem-vindo, e é um crédito para os sistemas e países que eles estão a rastrear casos e a lidar bem com assunto".

O epidemiologista irlandês disse que o quadro era variado em toda a África, com alguns países registrando um grande aumento nos casos e outros relativamente estáveis.

Ryan disse que, na última semana, nove países tiveram um aumento de pelo menos 50% nos casos; quatro tiveram um aumento de mais de 100%.

Em Junho realiza-se a Cimeira Vacina Global, no qual espera-se que os líderes mundiais mantenha o compromisso de financiar GAVI Alliance, uma parceria de entidades públicas e privadas com o objectivo de salvar vidas de crianças e a proteger a saúde da população humana.

Mesmo com os casos de COVID-19, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu esta sexta-feira aos governadores dos Estados a reabertura imediata de igrejas, sinagogas e mesquitas.

“Hoje, considero locais de culto como igrejas, sinagogas e mesquitas, como lugares essenciais que fornecem serviços essenciais”, disse Trump em entrevista colectiva na Casa Branca, citado pela RFI.  

“Os governadores precisam fazer o que está certo e autorizar a abertura destes importantes locais de fé neste fim-de-semana. Se não o fizerem, eu tomarei a decisão pelos governadores”, disse Trump, sem especificar como faria isso.

Segundo Donald Trump, “alguns governadores indicaram lojas de bebidas e clínicas onde acontecem abortos como essenciais, mas deixaram de fora igrejas e outros locais de culto. Isso é um erro”.

Trump concluiu dizendo que a América, precisa de mais orações, e não menos.

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, diz ainda estar a trabalhar nas novas regras de abertura e que não estarão prontas até segunda-feira. Gavin Newsom não adiantou a data para a reabertura das igrejas. Apesar da posição do governador da Califórnia, mais de 1.200 líderes religiosos do Estado preparam-se para começar as celebrações a 31 de Maio.

 

O ex-Presidente brasileiro Lula da Silva afastou a possibilidade de se recandidatar nas eleições previstas para 2022, mas disse que quer impedir que o Brasil tenha outro chefe de Estado como Jair Bolsonaro, actual mandatário do país, avançou Notícias ao Minuto.

“Tenho repetido que, quando chegar em 2022, eu vou estar com 77 anos de idade. Eu não tenho porque ser candidato a Pre- sidente. Eu já fui. O que eu não vou deixar é esse país voltar a ter um Presidente da 'qualidade' do Bolsonaro”, escreveu o histórico líder do Partidos dos Trabalhadores na rede social Twitter, na noite de terça-feira.

“O Bolsonaro poderia ter chegado e dito às pessoas: “Olha, eu não tenho a solução, não tenho a vacina. Mas vamos ter cuidado, nos cuidar, conversar para preservar os empregos”. Era o que esperava de um chefe de Estado preocupado com 210 milhões de pessoas”, indicou ainda o antigo mandatário, acrescentando que "se não fosse o coronavírus”, já “estaria na rua gritando 'Fora Bolsonaro”.

Lula da Silva referia-se à posição do atual Presidente em relação ao combate à pandemia da covid-19, que tem estimulado a população a regressar ao travalho e criticado as medidas de isolamento social decretadas por governadores e prefeitos. Para Bolsonaro, que está mais preocupado com a paralisação econó- mica do país, a covid-19 “infetará 70% da população mais cedo ou mais tarde” e “matará muitas pessoas”, independentemente das medidas de confinamento adotadas.

O ex-Presidente admitiu ter “consciência” de que "poderia ter feito mais" enquanto liderou o país sul-americano por quase uma década, motivo pelo qual diz ter tentado a reeleição em 2018: “É um processo de aprendiza- gem. Se você olhar 10 anos atrás, sempre tem coisa que você poderia feito diferente. E melhor”, defendeu.

O antigo chefe de Estado foi condenado em dois processos por corrupção e tem pelo menos sete outras investigações contra si.
Esteve preso durante 580 dias, tendo sido colocado em liberdade em novembro passado.

O Brasil contabilizou pela primeira vez, esta quarta-feira, mais de mil mortos em 24 horas, num total de 1179 óbitos e e 19.951 infectados, o maior número diário registado desde o início da pandemia naquele país, informou o executivo.

No total, o país sul-americano totaliza 18.859 óbitos e 291.579 pessoas diagnosticadas com Covid-19, tornando-se no segundo país do mundo com o maior número de novos casos, apenas atrás dos Estados Unidos, segundo fontes oficiais.

Como se não bastasse essa crise, ainda ontem, e em menos de três meses depois de assumir funções, Regina Duarte demitiu-se da Secretaria da Cultura, sendo mais uma saída de cena no Governo de Jair Bolsonaro. A actriz que tinha a pasta da cultura e que entrou para o Executivo em Março deste ano, alega motivos pessoais.

Num vídeo partilhado ao lado da actriz, Bolsonaro negou qualquer problema com Regina Duarte, acusando a imprensa de tentar desestabilizar o executivo.

Regina Duarte tomou posse a 4 de Março e sai agora para ocupar a Direcção da Cinemateca Brasileira em São Paulo. Tudo foi já confirmado pelo próprio Presidente Jair Bolsonaro na rede social Twitter.

Em menos de um ano e meio, são já 12 as demissões no Governo de Bolsonaro.
Contudo, na semana passada, vários artistas brasileiros repudiaram publicamente declarações da Secretária de Cultura, Regina Duarte, por alegada “visão da ditadura e política cultural de Bolsonaro”.

Foram mais de 500 artistas brasileiros, incluindo Caetano Veloso e Chico Buarque, que assinaram um manifesto de repúdio às declarações de Regina Duarte, depois de ela minimizar as mortes pela pandemia e a tortura da ditadura militar.

Antes de Regina Duarte assumir a Secretaria de Cultura, a tutela foi entregue a Roberto Alvim, um encenador que tinha o apoio do Governo brasileiro, mas acabou demitido depois de citar parte de um discurso do ex-ministro nazi Joseph Goebbels em um vídeo criado para anunciar as regras de um prémio.

 

Lesoto já tem um novo primeiro-ministro, um dia depois de Thomas Thabane ter renunciado ao cargo por supostamente estar envolvido na morte da sua antiga esposa.

Moeketsi Majoro, antigo ministro de finanças do Lesoto, foi esta quarta-feira empossado como novo primeiro-ministro, em substituição de Thomas Thabane que renunciou ao cargo na terça-feira. Majoro vai ocupar o cargo até as novas eleições marcadas para Junho de 2022. Esta é a terceira vez que Lesoto regista uma transição pacífica do poder, após um longo historial de golpes de estado e detenções.

Thabane deixou o cargo, após uma longa pressão política feita pelos deputados, ONGs e diplomatas sul-africanos por causa do caso de homicídio Lipolelo Thabane, no qual Thabane e sua actual esposa são considerados suspeitos. A antiga esposa de Thabane foi assassinada em Junho de 2017, dois dias depois de Thomas ter assumido o cargo do primeiro-ministro, segundo News 24. O facto de Thabane ter aceitado deixar o poder, não significa que goza da imunidade, assegurou o parlamento de Lesoto.

Decorrem hoje eleições presidenciais no Burundi em meio a pandemia da COVID-19. Estas eleições marcam fim dos 15 anos do poder do presidente Pierre Nkurunziza.

Mesmo com ameaças sérias da propagação da COVID-19, que já infectou 42 pessoas e causou uma vítima mortal, o povo do Burundi foi desafiado a ir às urnas esta quarta-feira para eleger um novo presidente, para o país com 11 milhões de pessoas. Desta vez, as eleições não contam com o presidente cessante Pierre Nkurunziza, que esteve no poder por 15 anos, que concorreu ao polémico terceiro mandato em 2015, que resultou em protestos mortíferos.

Os candidatos principais são Evariste Ndayishimiye, do partido no poder, e Agathon Rwasa, o principal líder da oposição. Agathon, um opositor histórico, alertou dias antes sobre a possibilidade de haver fraudes eleitoras, uma vez que há poucos observadores eleitorais internacionais devido à pandemia da COVID-19.

A Comissão Eleitoral apela aos eleitores a votar e rapidamente regressar às suas casas. Espera-se que estas eleições marquem a primeira transição pacífica do poder democrático em 58 anos de independência do Burundi.

 

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