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O País – A verdade como notícia

“As medidas de confinamento podem ajudar a reduzir a transmissão de Covid-19, mas não podem acabar com ela completamente. O rastreamento de contactos é essencial para encontrar e isolar casos e identificar e colocar em quarentena os seus contactos”, disse diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), esta segunda-feira, em conferência de imprensa sobre o novo Coronavírus.

Tedros Adhanom Ghebreyesus que falava sobre o impacto da pandemia nas populações indígenas na América do Sul defendeu que uma das ferramentas-chave para suprimir a transmissão da COVID-19 em comunidades indígenas, e em todas as comunidades, é o rastreamento de contactos.

Para Tedros Adhanom Ghebreyesus  “nenhum país consegue controlar uma epidemia se não sabe onde está o vírus”, disse o responsável médico.

O director-geral da OMS garantiu que “nada substitui mão-de-obra no terreno, profissionais treinados de porta em porta para encontrar casos e contactos, e interromper cadeias de transmissão”.

“O rastreamento de contactos é essencial para todos os países, em todas as situações. Pode evitar que casos individuais se tornem em surtos e que surtos se tornem em transmissão comunitária”, disse, recordando que este mecanismo foi a base do combate a epidemias como a do ébola ou da poliomielite.

“A COVID-19 pode ser parada com uma liderança forte, envolvimento da comunidade e com uma estratégia compreensiva para suprimir a transmissão e salvar vidas. Não temos que esperar por uma vacina. Temos que salvar vidas já”, completou.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, diz que a COVID-19 “revela fraturas no esqueleto frágil das sociedades que construímos. Enquanto flutuamos todos no mesmo mar, está claro que alguns se encontram em iates, enquanto outros estão agarrados a destroços à deriva”.

António Guterres aponta desigualdades, cada vez mais evidentes, devido à pandemia e apela à criação do que considera um “Novo Contrato Social para uma nova era” e de um Novo Acordo Global.

No seu discurso virtual proferido em directo para a Fundação Nelson Mandela, na comemoração do nascimento do Prémio Nobel da Paz, António Guterres disse que “a COVID-19 foi comparada a um raio-X que revela fraturas no esqueleto frágil das sociedades que construímos. Está a expor falácias e falsidades em todo o lado. A mentira de que o livre mercado pode oferecer cuidados de saúde para todos”.

E mais, esse um raio-X desconstrói “a ficção de que o trabalho não remunerado não é trabalho. A ilusão de que vivemos em um mundo pós-racista. O mito de que estamos todos no mesmo barco. Enquanto flutuamos todos no mesmo mar, está claro que alguns se encontram em iates, enquanto outros estão agarrados a destroços à deriva”, sublinhou Guterres, citado pela Euronews.

Em meio a estas desigualdades económicas, sociais e nas relações de poder – no contexto da pandemia do novo Coronavírus –, o secretário-geral das Nações Unidas insiste que é preciso pensar um futuro apoiado em valores humanistas de solidariedade em nome de um Novo Acordo Global orientado para uma “globalização justa, uma vida em equilíbrio com a natureza” e com atenção aos “direitos das gerações futuras”.

Guterres defende que todos devem ter acesso a iguais oportunidades, garantindo, em simultâneo, que o poder e a riqueza são partilhados de maneira justa e que os direitos humanos são respeitados.

O economista bengali Muhammad Yunus e prémio Nobel da Paz em 2006 entende que há falta de “uma frente comum” para enfrentar a pandemia do novo Coronavírus, que está a mostrar a divisão da humanidade, com “todos a tentar proteger-se a si próprios”.

“Infelizmente, hoje estamos mais divididos. Já não somos mais uma comunidade global e o Coronavírus tornou isso claro. É um inimigo comum, que ataca todo o mundo, mas não temos uma frente comum para fazer face à pandemia”, afirmou Muhammad Yunus.

Em entrevista à Lusa, a propósito do Dia Internacional Nelson Mandela, assinalado sábado, o prémio Nobel da Paz disse que “todos estão a tentar proteger-se a si próprios. O que acontece com os outros não é da sua conta, o que contrasta com o que pessoas como o [Nelson] Mandela faria, que mobilizava todos para a luta”.

Para Muhammad Yunus a importância da lição de Nelson Mandela está no facto de ter feito “coisas impopulares e que ninguém esperava”, mas que chamava todos para a luta dos problemas do mundo.

Alguns países como os Estados Unidos da América – que cortaram financiamento à Organização Mundial de Saúde (OMS) e anunciaram saída da organização – “optaram por atacar” a OMS, “um organismo que deve representar todo o mundo numa pandemia” como o novo Coronavírus.

Sobre a procura da vacina contra o vírus que tem estado a colocar o mundo de rastos, desde Dezembro do ano passado, Muhammad Yunus considerou que, “novamente, o que vemos é os líderes, como os Estados Unidos e outros países na Europa, a tentarem garantir o máximo de vacinas”.
Contudo, Muhammad Yunus não acredita que quando essa vacina ou novos tratamentos forem descobertos estarão disponíveis de igual forma para ricos e pobres.
“Não vejo nenhum sinal disso. O que vejo é os países ricos a tentarem assegurar as vacinas para si. Quando os países pobres precisarem não vão ter, porque as companhias estão a produzir para os países ricos”, declarou o economista bengali e prémio Nobel da Paz em 2006, de acordo com a Lusa.

O Vaticano ordenou esta quinta-feira aos bispos de todo o mundo para informarem a polícia de crimes sexuais cometidos por membros do Clero, mesmo que não sejam obrigados por lei a fazê-lo.

O documento de referência intitulado “Vademecum” oferece instruções para lidar com casos de abusos sexuais praticados por elementos do Clero.

O novo documento de referência é visto como um passo em frente significativo na luta contra os abusos sexuais praticados contra menores

Apesar de estarem em vigor há duas décadas leis canónicas sobre esta matéria, as regras são ignoradas por alguns bispos que rejeitam as alegações das vítimas a fim de protegerem os elementos da sua congregação.

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, realizou esta terça-feira o segundo teste do novo Coronavírus, e o resultado foi positivo. A informação foi confirmada pelo mandatário à CNN Brasil nesta quarta-feira.

Passaram oito dias desde que o presidente brasileiro testou positivo para o novo coronavírus pela primeira vez.

Segundo a CNN Brasil, o Presidente ainda está infectado pelo novo Coronavírus, mas não apresenta sintomas.
Em declarações à CNN Brasil, Bolsonaro garantiu não ter febre desde o dia 6, nem falta de ar ou de paladar. Além do teste ao novo coronavírus, o presidente realizou também análises sanguíneas e um exame ao coração que, de acordo com o próprio, apresentaram resultados normais.

O Chefe de Estado brasileiro admite ainda que continua a tomar hidroxicloroquina, um antiviral cuja eficácia contra o SARS-CoV-2 ainda não está comprovada.

Novamente, Bolsonaro garantiu que a utilização da hidroxicloroquina tem dado resultados positivos, por mais que não seja cientificamente comprovado que o remédio é eficaz contra a COVID-19.

Desde que testou positivo à Covid-19, no passado dia 7 de junho, Bolsonaro está em isolamento no Palácio da Alvorada, a sua residência oficial. Na conferência de imprensa que realizou nesse mesmo dia, o presidente desvalorizou o diagnóstico.

O embaixador do Irão em Lisboa disse, citado pela agência Lusa, que o acordo internacional sobre o programa nuclear pode ser aplicado mesmo com a retirada dos EUA, mas admitiu o regresso da cooperação caso Washington recue na sua decisão.

“Consideramos que o acordo pode ser aplicado, mesmo com a retirada dos Estados Unidos. As outras partes não saíram. E se os EUA regressarem ao acordo e pretenderem a sua aplicação, estamos prontos a trabalhar com eles”, indicou o embaixador Morteza Damanpak Jami em declarações à Lusa, e quando se assinalam os cinco anos da assinatura deste documento entre o Irão e as grandes potências.

O Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), a designação oficial do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, foi assinado em 14 de Julho de 2015 entre a República Islâmica do Irão e o designado P5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e ainda a Alemanha), com a participação da União Europeia.
Ainda de acordo com a Lusa, a 08 de Maio de 2018, a administração do Presidente norte-americano Donald Trump decidiu retirar-se do acordo e reimpôs um duro pacote de sanções internacionais à República islâmica.

O representante diplomático de Teerão assegura que o seu país “nunca fechou as portas à diplomacia”, considera o JCPOA uma “vitória da negociação” e assegura que o Governo do Presidente iraniano, Hassan Rohani, acredita numa “interação construtiva” a nível mundial.

 

Na Indonésia, 16 pessoas morreram e 23 estão desaparecidos devido as chuvas fortes na província de Sulawesi, no sul da Indonésia.

Segundo fontes oficiais, as inundações começaram na segunda-feira, desencadeadas por fortes chuvas que fizeram três rios transbordar, cobrindo de lama e escombros estradas e milhares de casas.

As cheias afectaram mais de quatro mil habitantes da região de North Luwu e deixaram bloqueadas estradas, bem como o acesso entre o principal posto de comando e as áreas afetadas.

 

Os Estados Unidos se tornaram o epicentro da COVID-19 no mundo. O número de casos diários registados é pavoroso.

Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre as mortes causadas pela COVID-19 no mundo mostra que a doença nos Estados Unidos e México os números estão a multiplicar-se.

Segundo a OMS, numa altura em que o número total de casos identificados supera os 13 milhões, é preciso falar em responsabilidades políticas.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, veio sublinhar que “a pandemia só vai piorar” caso “os governos não comuniquem de forma clara com os cidadãos sobre a estratégia para travar as transmissões e salvar vidas”.

Nos Estados Unidos, a Califórnia registou perto de 9 mil novos casos no espaço de um dia. O governador Gavin Newsom voltou a ordenar encerramento de restaurantes, bares, cinemas, entre outros.

Tudo indica que o Estado do Texas siga o mesmo caminho, depois do agravamento da situação também na Flórida e no Arizona, onde os hospitais estão na iminência do colapso.

Num continente americano que se tornou no epicentro da pandemia, o México assume agora o quarto balanço mais elevado de mortes, mais de 35 mil.

Na Cidade do México, as autoridades estão a preparar um isolamento focado nas zonas mais problemáticas.

O Manchester City ganhou o recurso contra a suspensão de dois anos da UEFA e vai, afinal, poder continuar a jogar a Liga dos Campeões.

Depois de, em Fevereiro, a Câmara Adjudicatória Independente do Organismo de Controle Financeiro de Clubes da UEFA ter considerado o City culpado por exagerar a sua receita de patrocínio nas suas contas e nas informações de equilíbrio apresentadas à UEFA entre 2012 e 2016″, a decisão fica agora sem efeito.

Os citizens, emblema detido pela família real de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, garantiram ter “provas irrefutáveis” da inocência e acabaram por convencer o Tribunal Arbitral do Desporto a reverter a suspensão da UEFA.

A decisão permite ao clube encaixar também o prémio de dezenas de milhões de euros pagos pela UEFA aos clubes que se apuram para a Liga dos Campeões.

A suspensão do City abria mais uma vaga para a próxima fase da prova rainha de clubes da UEFA e, neste momento, beneficiava o rival Manchester United, onde alinham os portugueses Bruno Fernandes e Diogo Dalot, atual quinto classificado da Liga inglesa.

O levantamento da suspensão reacende a luta pelo terceiro e quarto lugar, ocupados respetivamente pelo Chelsea e pelo Leicester, com 60 e 59 ponto.

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