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O País – A verdade como notícia

A Hungria vai fechar totalmente, de novo, as fronteiras para os cidadãos estrangeiros, a partir da próxima terça-feira, para tentar travar a alta de novos casos do novo Coronavírus. Os húngaros que regressarem de viagem no estrangeiro serão mantidos em quarenta durante 14 dias.

“A partir de 01 de Setembro, os cidadãos estrangeiros não serão mais autorizados a entrar no território da Hungria. Os cidadãos húngaros que regressarem do estrangeiro deverão permanecer durante 14 dias em quarentena ou devem apresentar um teste negativo”, disse Gergely Gukyas, chefe de gabinete do primeiro-ministro húngaro, numa conferência de imprensa, segundo a Angop,  citando a Lusa.

Gergely Gukyas disse ainda, segndo a mesma fonte a que nos referimos, que “persiste o perigo de que [o vírus] entre [no país] a partir do estrangeiro”.

O interlocutor lembrando que o número de contágios pela COVID-19 está a crescer em toda a Europa e que a intenção do Governo é necessária “para defender a saúde dos húngaros, a economia e o início do ano escolar”.

“A medida não implica restrições à circulação o país”, esclareceu o chefe de gabinete do primeiro-ministro húngaro.

A Hungria, governada pelo primeiro-ministro ultranacionalista Viktor Orban – o Presidente é János Áder -, tem fronteiras terrestres com a Áustria, Croácia, Eslováquia, Eslovénia, Roménia, Sérvia e Ucrânia.

Nas últimas 24 horas, a Hungria registou 132 novos casos da COVID-19, o número mais elevado desde Abril, tendo diagnosticado um total de mais de 5.500 infectados. Pelo menos 600 pacientes morreram devido ao novo Coronavírus.

Opositores angolanos mostram-se dispostos a uma coligação com vista a ter alternância do poder nas eleições gerais de 2022, considerando que a “vontade da mudança e da consolidação da verdadeira democracia no país são enormes”.

“Penso que a ideia é boa, nas democracias as coligações também fazem crescer a democracia e depois também o nosso modelo vai exigir que os partidos na oposição se unam e que tenham um projecto comum nesta questão das eleições”, afirmou esta semana à agência de notícias Lusa o Presidente da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Lucas Ngonda, citado pela DW.

O político angolano, Abel Chivukuvuku também manifestou seu interesse em participar da possível coligação dos partidos da oposição nas próximas eleições gerais de Angola, em 2022.

Abel Chivukuvuku, que luta pela legalização do seu novo projecto político, denominado PRA-JA Servir Angola, sublinhou que o assunto “ainda está um discurso e um debate muito incipiente” e “não aprofundado”- citou a DW.

“Vão surgindo vozes e, obviamente, vai havendo posturas diferenciadas, até porque os próprios partidos também têm forças várias dentro das forças políticas em função do espaço democrático e de complementaridade que existe, mas considero que é bom já que em Angola surja esse debate, que deve ser alimentado, mas de forma estruturada, aprofundada, bem pensada, por que não? Em 2020 haver só o MPLA e a União dos Povos de Angola”, acrescentou a fonte.

Esta terça-feira, o presidente da FNLA disse concordar com a ideia de Chivukuvuku, afirmando que só com um projecto comum se poderá “fazer face à situação” de “uma ditadura parlamentar imposta pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no poder desde 1975.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, ficou a saber, hoje, da proposta para a revisão da Constituição, apresentada pela Comissão Técnica criada para o efeito. A revisão vai permitir resolver as “fricções” entre os vários órgãos de soberania naquele país.

A comissão, criada ao abrigo de um decreto presidencial de Maio passado, é coordenada pelo jurista guineense Carlos Vamain.

Segundo Umaro Sissoco Embaló “não haverá outra comissão a par” da que ele próprio criou. “A única Constituição que será aplicada na Guiné-Bissau é a que vocês propõem. Ainda falta trabalho e vamos ter em conta os subsídios que ainda podem vir de outras pessoas ou entidades”.

O Chefe de Estado guineense disse que a proposta que recebeu será submetida aos demais órgãos, entre eles a Assembleia Nacional Popular e partidos políticos.

Por sua vez, Carlos Vamain disse, no fim do encontro ocorrido no Palácio da Presidência, em Bissau, que “o que mereceu a nossa atenção na Constituição actual são alguns problemas que geram fricções entre os diferentes órgãos de soberania”.

Continuando, Carlos Vamain explicou aos jornalistas, de acordo com a Lusa, que Guiné-Bissau vive um “sistema semi-presidencial, com um executivo bicéfalo. E isso gera sempre algumas fricções, porque há uma diferença de legitimidade entre as duas figuras que ocupam funções de Presidente da República e de chefia do Governo”.

Para Carlos Vamain, a futura constituição deve ser adaptada aos “desafios contemporâneos” e sistema de Governo que “garanta a estabilidade do país”.

Assim, prosseguiu a fonte, “o objectivo a revisão é tentar criar mecanismos que possam criar harmonia no relacionamento entre as diferentes instituições públicas e, também, no sentido de que haja estabilização do próprio sistema”.

Questionado sobre se o sistema de governo poderá mudar, Carlos Vamain disse que “não”, mas considerou que “correções ao sistema podem ajudar” sem o “descaracterizar”, refere a Lusa.

“Umas das diferenças mais salientes é a introdução do Tribunal Constitucional, que poderá desempenhar um papel importante na estabilização do próprio sistema, com controlo preventivo, com controlo à posterior. Isso também é uma das questões que figura na ordem do dia e que pode ajudar de sobremaneira no equilíbrio entre os diferentes órgãos de soberania do país”, afirmou Carlos Vamain.

A Guiné-Bissau não tem um Tribunal Constitucional e é o Supremo Tribunal de Justiça que tem acumulado as funções do órgão em falta.

A chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS) em África, Matshidiso Moeti, acredita que o continente poder já ter passado pelo pico da pandemia do novo Coronavírus, mas aconselha mais cutela agora que muitos países abrem a economia.

Num encontro virtual de ministros africanos da Saúde, a médica e especialista em saúde pública disse que o número de novos casos estava a diminuir, mas alertou contra a complacência para evitar uma segunda vaga de infecções, a par do que está a acontecer, por exemplo, na Bélgica, Holanda e Espanha.

“Estamos a ver que tivemos o que parece ter sido um pico. Agora temos números diários de casos a serem relatados globalmente na região a descer”, afirmou a dirigente, segundo escreve a Lusa, citando a AFP.

Apesar do aumento do número de casos positivos em alguns países, como a Namíbia, a directora regional da OMS para África teceu elogios aos líderes africanos por terem tomado “decisões extremamente corajosas e difíceis” para programar bloqueios para os seus países e economias a fim de “evitar a catástrofe prevista nas primeiras projecções sobre como o novo Coronavírus afectaria o continente”.

Mas agora que muitos governos estão a começar a levantar as regras de bloqueio impostas para limitar a propagação do vírus – em Moçambique é assim também – e há abertura de economias, “é necessária uma maior vigilância”, uma vez que a situação continua a ser muito grave.

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, exortou os ministros a aproveitarem a pandemia para reforçar as suas infraestruturas de saúde. “COVID-19 ensinou-nos que sistemas de saúde fortes são uma questão de segurança nacional e sobrevivência”, aponta a Lusa, com base na sua fonte.

O continente africano registou, até esta quarta-feira, 1.202.918 pessoas pela COVID-19, das quais 28.276 morreram e 931.057.

Com a morte de mais quatro pessoas, nas últimas 24 horas, Angola atingiu a marca dos 100 óbitos por COVID-19, desde o surgimento dos primeiros casos positivos no país, em Março último.

A faixa etária das pessoas que morreram situa-se entre 10 a mais de 70 anos de idade, sendo 61 do sexo masculino (61 por cento) e 39 feminino (39 por cento), segundo o boletim epidemiológico do país, escreve a Angop.

Conforme o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, uma das quatro pessoas que perdeu a vida nas últimas 24 horas é da província de Benguela, que regista o primeiro óbito. Trata-se de um cidadão de 75 anos.

A par de Benguela, as províncias do Cuanza Norte (município do Cazengo) e Cuanza Sul (Sumbe) também já registaram um óbito cada, enquanto Luanda continua a liderar a lista de infectados no país, com mil e 153 activos, 856 recuperados e 97 mortes, acrescente ao órgão.

Com o diagnóstico de 51 novos casos, 59 recuperados e quatro óbitos, nas últimas 24 horas, a tabela evolutiva da pandemia em Angola regista um total de dois mil e 222 casos positivos, com 877 recuperados, 100 óbitos e mil e 245 activos.

Comparativamente aos quatro países que fazem fronteira com Angola, a Zâmbia lidera a lista dessa região, com um acumulado de onze mil e 82 infectados, dos quais 280 pessoas perderam a vida.

A seguir vem a República Democrática do Congo (RDC), com um total de nove mil e 829 casos, sendo 251 óbitos.

A Namíbia regista um total de cinco mil e 854 infectados, enquanto a República do Congo tem três mil e 850 casos confirmados, indica a Angop.

A Junta Militar que tomou o poder no Mali recorrendo a um golpe de Estado propôs a criação de um órgão dirigido por um militar, para conduzir um processo de transição política de três anos, anunciaram os negociadores.

“A junta afirmou que deseja conduzir uma transição de três anos para rever os fundamentos do Estado maliano. Essa transição será dirigida por um órgão presidido por um militar, que será simultaneamente chefe de Estado”, disse, citada pela agência France Presse, uma fonte da equipa de mediadores da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que se encontra na capital do Mali, Bamako.

A mesma fonte indicou que a Junta Militar concordou que o Presidente deposto, Ibrahim Boubacar Keïta, detido pelos militares desde o golpe de Estado de semana finda, possa regressar à sua residência e que possa viajar para receber cuidados de saúde.

A Itália iniciou, esta semana, os testes clínicos da sua vacina contra o novo Coronavírus em humanos. O primeiro ensaio nesse sentido foi realizado em 90 participantes no hospital Spallanzani de Roma.

A Itália continua a lutar contra o aumento de casos do novo Coronavírus, de acordo com a CCTV, que acrescenta que durante as testagens, os pacientes serão observados por quatro horas antes de regressarem à Casa.

Despois desse processo, igualmente estarão sob observação médica por 12 semanas, após as quais os médicos farão a verificação dos possíveis efeitos colaterais e da produção de anticorpos viáveis, no âmbito dos para combater a COVID-19.

A vacina é financiada pela região italiana de Lazio e co-desenvolvida pelo Ministério da Saúde, o Ministério da Pesquisa Científica e Educação e a empresa italiana de biotecnologia ReiThera.

Uma figura sénior encarregada do programa com o Instituto Nacional de Doenças Infecciosas disse, segundo a CCTV, que a vacina deverá ser colocada em produção na próxima primavera caso os testes tenham sucesso.

No calor da disputa internacional para encontrar uma vacina contra a COVID-19, a Rússia revelou sua vacina ‘Sputnik V” a 11 de Agosto, reivindicando um avanço na corrida global.

A Junta Militar que tomou o poder no Mali recorrendo a um golpe de Estado propôs a criação de um órgão dirigido por um militar, para conduzir um processo de transição política de três anos, anunciaram os negociadores.

“A junta afirmou que deseja conduzir uma transição de três anos para rever os fundamentos do Estado maliano. Essa transição será dirigida por um órgão presidido por um militar, que será simultaneamente chefe de Estado”, disse, citada pela agência France Presse, uma fonte da equipa de mediadores da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que se encontra na capital do Mali, Bamako.

A mesma fonte indicou que a Junta Militar concordou que o Presidente deposto, Ibrahim Boubacar Keïta, detido pelos militares desde o golpe de Estado de semana finda, possa regressar à sua residência e que possa viajar para receber cuidados de saúde.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, decidiu prolongar, esta segunda-feira, pela oitava vez, o Estado de Emergência no país por mais 15 dias, refere um decreto presidencial divulgado à imprensa, citado pelo Observador.

Segundo a fonte, o Chefe de Estado decidiu prolongar o Estado de Emergência, que terminava às 24h desta segunda-feira, até 8 de Setembro, porque as “medidas implementadas com vista a controlar a propagação da COVID-19 e limitar o seu impacto na economia e em outros sectores da vida das populações não lograram atingir aquele desiderato”.

No decreto, Umaro Sissoco Embaló ressalta que tomou a decisão de prolongar o Estado de Emergência, tendo também em conta o relatório do Alto Comissariado para o Combate à COVID-19 e para “defender e preservar a saúde pública”.

“Neste contexto, torna-se necessário manter algumas medidas de combate à pandemia e exigir às populações maior responsabilização e engajamento no cumprimento generalizado e rigoroso das mesmas”, acrescenta o chefe de Estado.

O decreto determina a obrigatoriedade do uso de máscara de proteção individual e o dever de respeitar o distanciamento social. O governo da Guiné-Bissau tinha proposto esta segunda-feira, na sequência de um Conselho de Ministros extraordinário, que o Estado de Emergência fosse prolongado.

O Estado de Emergência na Guiné-Bissau foi decretado pela primeira vez em Março, depois de confirmadas as primeiras infecções pelo novo coronavírus no país. Desde então, o Presidente guineense já prolongou o Estado de Emergência por oito vezes, incluindo a decisão desta segunda-feira.

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