Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Dito e feito. O ex-presidente sul-africano Jacob Zuma faltou hoje ao tribunal constitucional. Zuma é acusado de vários crimes de corrupção alegadamente cometidos durante o seu tempo no poder.

Tal como havia jurado, Jacob Zuma não compareceu esta segunda-feira perante a comissão de inquérito para responder sobre dezenas de acusações de corrupção.

Os advogados de defesa já haviam informado à comissão sobre a ausência de Zuma que ainda se vai registar por toda a semana.

A defesa acrescentou que a intimação emitida para que Zuma se fizesse presente perante o vice-chefe da Justiça, Raymond Zondo, era irregular.

Por sua vez, Zondo já havia avisado que caso Zuma faltasse ao julgamento, teria de enfrentar novas acusações de desobediência de justiça, tendo reiterado que ele não está acima da lei.

Zuma de 78 anos já havia adiantado a justificativa da sua ausência, acusando a comissão de inquérito de trata-lo de maneira parcial o que o levou a desistir de colaborar com a justiça, ainda que isso implicasse na sua prisão.

O partido da oposição de esquerda nacionalista venceu, ontem, as eleições parlamentares de Kosovo contra o governo dos ex-comandantes rebeldes, de acordo com resultados parciais da comissão eleitoral central.

Segundo a contagem oficial, o movimento Vetevendosje (Autodeterminação, VV, esquerda nacionalista) seguia na frente, com 48% dos votos, seguindo-se o Partido Democrático do Kosovo (PDK) com 18% e a Liga Democrática do Kosovo (LDK) com 14%.

A comissão eleitoral, citado pela Lusa, comunica que resultados finais só serão conhecidos na segunda-feira, mas com aquela percentagem de votos já obtida, o VV, liderado por Albin Kurti, estará a escassos cinco ou seis deputados da maioria absoluta num parlamento com 120 lugares e com 20 reservados às minorias, 10 para os sérvios e número idêntico para as restantes. As sondagens atribuíam ao VV entre 40 e 61 deputados.

Antigo prisioneiro político, Albin Kurti fez uma campanha centrada na luta contra a corrupção. Acusou as elites tradicionais de desperdiçarem os primeiros anos de independência do país com má gestão.

No primeiro discurso depois da vitória, disse que “um referendo a favor da justiça, do emprego e contra a corrupção foi ganho, algo que não acontecia desde a guerra”.

Os apoiantes falam na “libertação do governo e do povo” e dizem que “foi feita justiça e chegou o momento da pessoa certa liderar o país”.
As eleições legislativas no Kosovo foram antecipadas após o Tribunal Constitucional ter considerado em dezembro que a eleição pelo parlamento, seis meses antes, do Governo conservador de Avdulah Hoti fora ilegal.

Em meio a pandemia da COVID-19, a Guiné Conacri declarou ontem um novo surto de Ébola, após confirmação de três mortes pela doença e registo de  quatro pessoas doentes no sudeste do país.

“Tivemos um total de sete casos, com três mortes. Entre os sete, há quatro homens e três mulheres. Três estão isolados em Conacri e dois em Nzérékoré”, revelou Sakoba Keita, chefe da agência sanitária do país, citado pela CNN Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde daquele país, os sete pacientes apresentaram diarreia, vômitos e sangramentos depois de participarem de um enterro na subprefeitura de Goueke. Os que sobreviveram foram isolados em centros de tratamento.

Sakoba Keita explica que as autoridades de Saúde guineenses têm estado reunidas para avaliar a situação.

Keita conta ainda como foram detetados os primeiros casos: “Uma enfermeira adoeceu, faleceu e foi sepultada em Gouéké, no dia 1 de Fevereiro. Algumas das pessoas que participaram no funeral começaram, dias mais tarde, a manifestar sintomas como diarreia, vómitos, sangramentos e febre. A confirmação das análises chegou no dia 12 de Fevereiro”.

Segundo a Euronews, a Guiné Conacri tem sido dos países africanos mais afectados pelas sucessivas epidemias da febre hemorrágica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que vai enviar rapidamente para a Guiné meios de combate ao vírus, particularmente vacinas.

 

 

 

Um sismo 7,3 na escala de Richter deixou 140 pessoas feridas, entre elas três graves, nas províncias de Fukushima e Miyagi, nordeste do Japão, segundo informações divulgadas hoje pelas autoridades locais.

O Notícias ao Minuto refere que, além de feridos, o fenómeno destruiu alguns edifícios e causou cortes no abastecimento de energia eléctrica, o que afectou milhares de pessoas.

O sismo abalou zonas consideradas propensas a tremores de terra daquelas províncias que há 10 anos tinham sido atingidas por um forte terramoto, que desencadeou um tsunami e um acidente nuclear, quando o núcleo de três reatores entrou em fusão.

“Em matéria de Coronavírus, todas as hipóteses estão em aberto”, diz director-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Tedros Adhanom Ghebreyesus admitiu, esta sexta-feira, não descartar qualquer explicação sobre a origem do SARS-COV-2, até ao momento desconhecida.
Ainda esta semana, a equipa liderada pela OMS na China afirmou ser improvável o vírus ter saído de um laboratório. No entanto, Tedros Adhanom Ghebreyesus diz que é preciso mais investigação.

“Todas as hipóteses permanecem em aberto e requerem uma análise e estudos mais aprofundados”, diz director-geral da OMS, citado pela Euronews.

A falta de doses disponíveis da vacina contra a COVID-19 no Brasil está a diminuir o ritmo de vacinação no país, cuja campanha nacional começou em janeiro. Autoridades locais, citados pelo Observador, afirmam que a vacinação já teve de ser suspensa por vários dias esta semana.

Autoridades no Rio de Janeiro, cidade que mais casos de morte regista, alertaram que só tinham doses suficientes para vacinar “até sábado”. “Esperamos a chegada de novas doses na próxima semana. Se não for o caso, a vacinação será interrompida”, alertou governo local em nota.

Em duas cidades da periferia do Rio de Janeiro, São Gonçalo e Niterói, a vacinação já teve de ser suspensa por vários dias nesta semana por falta de vacinas. O mesmo aconteceu em Salvador, capital da Bahia, que interrompeu a vacinação dos profissionais de saúde e atrasou o processo para as pessoas de 80 a 84 anos, que deve começar para a semana.

Em São Paulo, as autoridades de saúde também tiveram de adiar o início da vacinação dessa faixa etária, para 01 de Março.
“As datas foram definidas de acordo com a quantidade de vacinas disponíveis. E não é suficiente”, disse Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde de São Paulo, citado pelo Observador, nesta sexta-feira.

Segundo autoridades de saúde, até o momento, quase 12 milhões de doses, vacinas dos laboratórios chinês Sinovac e anglo-sueco AstraZeneca, foram distribuídas para todos os estados do Brasil e mais de 4,5 milhões de pessoas já receberam a primeira dose. Mas, de acordo com o jornal O Globo, 70% dos imunizantes restantes estão reservados para garantir a segunda dose.

 

O número de mortes por COVID-19 em África aumentou na ordem dos 40% no último mês, comparativamente com o mês anterior, aproximando-se do marco dos 100.000 óbitos, escreve a Euronews.

Alguns países já começam a receber as primeiras vacinas, mas vêem-se confrontados com o anúncio da África do Sul sobre o cancelamento do plano de vacinação, devido à alegada pouca eficácia da vacina da AstraZeneca na imunização contra a variante predominante naquele país.

“O grupo consultivo estratégico de peritos em imunização da OMS, também conhecido como SAGE, recomendou que os países utilizassem a vacina da AstraZeneca para grupos prioritários, mesmo num país com outras variantes, enquanto se realiza mais investigação”, lembrou Matshidiso Moeti, directora regional para África da Organização Mundial de Saúde.

Uma opinião que é reforçada pelo especialista em microbiologia, Peter Piot. “A questão chave para mim agora é agir. Depois a produção aumentará e haverá escolha de vacinas que serão mais acessíveis. Porque o preço da vacina AstraZeneca ou da Johnson & Johnson é muito mais baixo do que o das vacinas de RNA, particularmente a logística e a logística muitas vezes determina o sucesso de um programa,” diz o investigador e director da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, citado pela Euronews.

 

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA recomendou a utilização em simultâneo de duas máscaras para evitar a propagação das estirpes do SARS-CoV-2, mais contagiosas, detetadas no Reino Unido, Brasil e África do Sul.

De acordo com as directrizes anunciadas pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos da América (EUA), citado pela Lusa, é recomendada a utilização de uma máscara reutilizável por cima de uma cirúrgica (que é descartável) para conter a propagação do vírus.

É também recomendável a utilização de uma máscara considerada de alta protecção, como, por exemplo, as máscaras FFP2, com um reforço para que fique bem fixada, de modo a bloquear a entrada do SARS-CoV-2 de qualquer maneira.

O Presidente dos EUA anunciou a obrigatoriedade da utilização de equipamentos de protecção individual em transportes, uma decisão que até agora era exclusiva dos operadores.

Estas recomendações chegam na mesma altura em que o país está a registar o aumento no número de infecções originadas pelas variantes detetadas no Reino Unido, Brasil e África do Sul, que são mais contagiosas.

O Senado norte-americano aprovou ontem, com os votos dos senadores democratas e de alguns republicanos, a continuação do processo judicial de destituição do ex-presidente Donald Trump, escreve a Lusa.

Com 56 votos a favor e 44 votos contra, a Câmara Alta do Congresso, segundo a Euronews, confirmou assim que o processo contra o ex-presidente se enquadra na sua jurisdição.

Seis senadores republicanos votaram a favor da continuação do processo, juntamente com os 50 senadores democratas.

Para condenar o antigo presidente é preciso uma maioria de dois terços. Ou seja, será preciso que mais 11 senadores republicanos mudem o sentido de voto.

Trump é o primeiro Presidente a passar por um processo de destituição duas vezes no mesmo mandato. É também o primeiro a ser julgado já ter abandonado o cargo, escreve a Euronews.

A defesa do antigo presidente considerou que este processo é uma manobra política que vai contra o espírito da constituição.
Para Bruce Castor, advogado de Trump, o impeachment só avança “porque a maioria na Câmara dos Representantes não quer enfrentar Donald Trump como um rival político no futuro”.

O julgamento arranca formalmente esta quarta-feira. Acusação e defesa terão 16 horas cada para apresentar argumentos antes de serem questionados pela câmara e poder intimar testemunhas a depor.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE