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O País – A verdade como notícia

A Rússia anunciou este sábado que detectou o primeiro caso de transmissão a humanos da estirpe H5N8 do vírus da gripe das aves.

Segundo a chefe da agência sanitária russa Rospotrebnadzor, Anna Popova, citada pela Lusa, o vírus foi detectado em sete pessoas infectadas num aviário localizado no sul da Rússia, onde uma epidemia de gripe das aves afetou os animais em Dezembro de 2020.

Citada pela agência France-Presse, Anna Popova garante que os doentes estão bem e sem nenhuma complicação. “Foram tomadas medidas rapidamente para controlar a situação”, acrescentou.

“Esta variante do vírus não é transmitida de pessoa para pessoa atualmente”, asseverou Anna Popova, adiantando que a informação já foi remetida à OMS.
Segundo a responsável da agência sanitária, esta descoberta “dá ao mundo tempo para se preparar”, criando testes e uma vacina, “no caso de este vírus se tornar mais patogénico e mais perigoso para o homem, e adquira a capacidade de ser transmitido de pessoa para pessoa”.

O vírus da gripe das aves está a espalhar-se em vários países europeus, incluindo França, onde milhões de animais foram abatidos para impedir a progressão da doença, escreve a Lusa.

O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, anunciou ontem que a Rússia aprovou o uso da sua terceira vacina contra a COVID-19, a CoviVac, avança a Reuters.

A nova vacina está a ser desenvolvida pelo Centro Científico Federal de Investigações e Desenvolvimento de Fármacos Imunobiológicos M.P. Chumakov, e poderá produzir 10 milhões de doses por ano, escreve o Observador.

Tal como sucedeu com as duas anteriores, a vacina foi aprovada ainda antes de serem conhecidos os resultados dos ensaios clínicos de larga escala.
“Hoje, a Rússia é o único país a ter três vacinas contra a COVID-19”, disse Mishustin, Notícias ao Minuto.

A CoviVac requer a inoculação de duas doses, que devem ser administradas no espaço de 14 dias, refere a fonte.

A Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, foi a primeira vacina a ser aprovada pela Rússia, em Agosto e foi mesmo a primeira vacina contra a COVID-19 a ser aprovada no mundo, embora a sua efetividade tenha suscitado dúvidas entre a comunidade científica internacional por ter sido aprovada antes de ter início a fase final dos ensaios. No entanto, os resultados da fase 3 dos ensaios clínicos, que foram validados por especialistas independentes, indicaram que a Sputnik V tem uma eficácia de 91,6%. Mais de dois milhões de russos já foram inoculados com a primeira dose desta vacina, escreve Notícias ao Minuto.

A segunda vacina foi desenvolvida pelo Instituto Vector e está agora a começar a ser administrada.

A CoviVac é uma vacina diferente das outras duas. Foi concebida a partir de um Coronavírus inativado, ou seja, que perdeu a sua capacidade de se replicar.
“A vacina que desenvolvemos… reflete toda a história da Rússia, assim como da ciência global das vacinas”, afirmou Aidar Ishmukhametov, o director do Centro Chumakov.

A principal vantagem da CoviVac é que oferece uma resposta imunitária mais ampla, que deve proteger de qualquer estirpe do SARS-CoV-2, revelou o virologista Alexander Chepurnov ao Lenta.RU.

As primeiras 120 mil doses da CoviVac vão ser produzidas para fazerem parte do programa de vacinação russo já a partir de março, adiantou o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin.

Japão identificou, esta sexta-feira, uma nova estirpe do novo Coronavírus, anunciaram as autoridades de saúde japonesas.

Segundo a fonte, citada pela Lusa, a nova variante da COVID-19 foi detectada, até agora, em 91 pessoas infectadas, na região de Kanto, no leste do país. As autoridades de saúde diz ainda que foram detectados dois casos no aeroporto.

O Governo afirmou estar atento ao surgimento de novas estirpes, uma vez que estas podem ser mais resistentes às vacinas. O surgimento de uma nova variante coincidiu como o início da campanha de imunização no país.

Na Europa, a propagação de novas variantes é uma das razões apontadas para o lento declínio das infecções.

“O que estamos a ver claramente, hoje em dia, é que o vírus não está a recuar. Por um lado, vemos nas últimas duas ou três semanas um número decrescente de casos e um número crescente de vacinações. Por outro lado, vemos um número crescente de mutações preocupantes do vírus também aqui na Alemanha, e neste momento os números já não se estão a afundar, mas sim a estagnar. Isto diz-nos para nos mantermos vigilantes”, conta o ministro alemão da saúde, Jens Spahn, citado pela Lusa.

O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Joe Biden, anunciou hoje o retorno do país ao Acordo de Paris, após ter saído em 2017, sob tutela de Donald Trump. A administração Biden já se comprometeu com cortes “drásticos” nas emissões de gases das próximas três décadas.

Segundo o Notícias ao Minuto, Biden assinou, poucas horas após ascender ao poder nos EUA, um decreto sobre o regresso do país ao Acordo. “Vamos lutar contra as mudanças climáticas como nunca fizemos antes”, disse Presidente norte-americano.

O Acordo de Paris é um tratado internacional no âmbito da convenção-quadro das Nações Unidas sobre a mudança do clima, cujo objectivo é combater o aumento da temperatura terrestre provocada pelo aquecimento global.

Tudo aconteceu na marugada de quarta-feira, quando trabalhadores realizavam tarefas de manutenção em equipamento de mineração, na mina de ouro de Caojiawa, na província de Shandong, na China, segundo a imprensa local, citada Lusa.

Dez mineiros ficaram encurralados no incêndio, entre os quais seis perderam a vida e outros quatro foram resgatados e enviados para um hospital, noticiou o jornal oficial em língua inglesa China Daily.

Cerca de 200 soldados participaram dos esforços de resgate de quatro trabalhadores desaparecidos, que foram encontrados mortos. As autoridades abriram uma investigação sobre o incidente na mina que opera há mais de 30 anos.

Um tribunal holandês ordenou esta terça-feira ao governo o fim imediato do recolher obrigatório.  Segundo uma nota publicada no Notícias ao Minuto, o tribunal em causa considera que a medida (o recolher obrigatório) põe em causa o direito à liberdade de movimento e de reunião dos cidadãos.

Reagindo à declaração do tribunal de Haia, o primeiro-ministro dos Países Baixos, Mark Rutte disse que “o recolher obrigatório é um meio e não um objetivo. O objetivo é colocar o vírus sob controlo para o país poder recuperar todas as liberdades. Essa é a razão pela qual a medida foi imposta, e até agora nada mudou”.

Na semana finda, o governo dos Países Baixos prolongou o recolher obrigatório até Março. O primeiro-ministro espera agora pelo resultado do recurso da decisão do tribunal de Haia e pede aos holandeses para continuarem a ficar em casa entre às 9 da noite e as 4h30 da manhã.

Pelo menos 35 pessoas morreram, sete ficaram feridas e várias desapareceram, na manhã desta terça-feira, num canal de água no centro da Índia, no distrito de Madhya Pradesh, anunciaram as autoridades locais do país.

O agente responsável pela esquadra local, Ashok Pandey, explicou à agência de notícias Efe que o acidente aconteceu cerca das 07h30 (hora local) na localidade de Rampur Naikin, quando o veículo saiu da estrada e caiu num canal de água.

“O motivo do acidente ainda não está esclarecido. Até ao momento, foram recuperados 35 cadáveres do canal e feito o resgate de sete pessoas, transportadas para o hospital”, explicou Ashok Pandey.

Pandey esclareceu ainda que todos os resgatados encontram-se bem, sem ferimentos graves. O agente da polícia disse não saber ainda o número de passageiros desaparecidos, mas que “não deveriam ser muitos mais”.

O responsável pelo distrito de Madhya Pradesh, Shivraj Singh Chauhan, citado pela Lusa lamentou, numa mensagem na sua conta na rede social Twitter, o registo de vítimas do acidente e anunciou uma ajuda de 500 mil rupias para as famílias de cada um dos falecidos.

Foi nomeada ontem para chefiar a Organização Mundial do Comércio (OMC), a nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala, tornando-se assim a primeira mulher e a primeira a africana a liderar a entidade, escreve o Notícias ao Minuto.

“Os membros da OMC acabam de aceitar nomear Ngozi Okonjo-Iweala como próxima directora-geral da OMC. A decisão foi tomada por consenso durante uma reunião especial do Conselho Geral”, indicou a organização poucos minutos após o início do encontro.

Okonjo-Iweala vai assumir a função no dia 01 de Março e o seu mandato, que pode ser renovado, expira a 31 de Agosto de 2025, refere a mensagem da organização de supervisão do comércio mundial, mencionada pelo Notícias ao Minuto.

“O nacionalismo da vacina não faz sentido”, diz nova líder da OMC

Anigeriana Ngozi Okonjo-Iweala, que foi esta segunda-feira nomeada para chefiar a Organização Mundial do Comércio alertou para um “nacionalismo da vacina”, que poderá retardar o processo de acabar com a pandemia global, escreve Notícias ao Minuto.

“O nacionalismo da vacina, nesta altura, não faz sentido, porque as variantes estão a chegar. Se outros países não estiverem imunizados, irão existir consequências”, afirmou Ngozi Okonjo-Iweala, citada pelo Guardian.

A nova líder da Organização Mundial do Comércio, citada pela Reuters afirmou que a sua principal prioridade é assegurar que a OMC faz mais no âmbito do combate à pandemia.

“A OMC pode contribuir muito mas para ajudar a parar a pandemia. Ninguém está seguro até que todos estejam seguros”, disse.

No seu entender, os membros da organização devem acelerar o processo de levantamento de restrições de exportação, quando estão a bloquear a transição de medicamentos e material médico.

 

Dito e feito. O ex-presidente sul-africano Jacob Zuma faltou hoje ao tribunal constitucional. Zuma é acusado de vários crimes de corrupção alegadamente cometidos durante o seu tempo no poder.

Tal como havia jurado, Jacob Zuma não compareceu esta segunda-feira perante a comissão de inquérito para responder sobre dezenas de acusações de corrupção.

Os advogados de defesa já haviam informado à comissão sobre a ausência de Zuma que ainda se vai registar por toda a semana.

A defesa acrescentou que a intimação emitida para que Zuma se fizesse presente perante o vice-chefe da Justiça, Raymond Zondo, era irregular.

Por sua vez, Zondo já havia avisado que caso Zuma faltasse ao julgamento, teria de enfrentar novas acusações de desobediência de justiça, tendo reiterado que ele não está acima da lei.

Zuma de 78 anos já havia adiantado a justificativa da sua ausência, acusando a comissão de inquérito de trata-lo de maneira parcial o que o levou a desistir de colaborar com a justiça, ainda que isso implicasse na sua prisão.

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