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O País – A verdade como notícia

O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, divulgou, esta quarta-feira, a proposta de renovação do Estado de Emergência no país até 16 de Março.

Num comunicado divulgado pela Presidência da República portuguesa, citada pela Euronews, Marcelo de Sousa defende desconfinamento faseado, respeitando as recomendações impostas pelas autoridades de saúde.

Na mesma nota, o Presidente da República diz que “continua, infelizmente, a manter-se a situação de calamidade pública provocada pela pandemia COVID-19”.

“Não é recomendado pelos peritos reduzir ou suspender, de imediato, as medidas de restrição dos contactos, sem que os números desçam abaixo de patamares mais geráveis pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), que sejam aumentadas as taxas de testagem e a vigilância de novas variantes, que a vacinação possa cobrir uma parte significativa da população mais vulnerável para a COVID-19, contribuindo para uma crescente imunidade de grupo, refere o documento.

“Impõe-se, em consequência, renovar uma vez mais o estado de emergência, para permitir ao Governo continuar a tomar as medidas mais adequadas para combater esta fase da pandemia”, acrescenta.

Segundo o chefe de Estado, “as medidas tomadas no quadro do Estado de Emergência estão a ter os efeitos sanitários positivos desejados, com alargado cumprimento das restrições em vigor.

Ontem, o Governo venezuelano notificou a embaixadora da União Europeia, a portuguesa Isabel Brilhante Pedrosa, de que foi declarada “persona non grata” e deverá abandonar o país nas próximas 72 horas.

Durante um encontro em Caracas, coube ao ministro venezuelano de Relações Exteriores, Jorge Arreaza, notificar a embaixadora.

O governante disse à televisão estatal venezuelana que “as circunstâncias” não deixavam opção (…). “A República da Venezuela é irrevogavelmente livre e independente”. Por isso, “damos-lhe um prazo de 72 horas para que abandone o território venezuelano”.

De acordo com o Notícias ao Minuto, as declarações Jorge Arreaza não pararam por aí. Explicou à embaixadora europeia que esta terça-feira, “por decisão do Presidente da República”, Nicolás Maduro, o executivo entregou “à senhora Isabel Brilhante, que nos últimos anos foi chefe da delegação da União Europeia na Venezuela”, a declaração como “persona non grata”.

O parlamento venezuelano aprovou na terça-feira, por unanimidade, uma resolução pedindo ao governo do Presidente Nicolás Maduro que declare “persona non grata” a embaixadora da União Europeia (UE), Isabel Brilhante, diz a nossa fonte.

Reagindo à ocorrência, a União Europeia acusou Caracas de acreditar que é “dona do mundo” ao aplicar sanções contra venezuelanos e depois de notificar a embaixadora Isabel Brilhante de que deverá abandonar o país até sábado.

“A UE respeita o Direito Internacional e os direitos humanos? Eles acreditam que são o centro do mundo e nada mais são do que a velha Europa, onde aconteceram os piores conflitos, guerras, de onde surgiram os que cometeram os piores genocídios na África e aqui na América Latina”, disse o ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, em Caracas, numa intervenção transmitida pela televisão estatal venezuelana.

Milhares de argelinos manifestaram-se na segunda-feira, nas ruas da capital (Argel) e vários pontos do país, reeditando, dois anos depois, as primeiras manifestações contra a candidatura do antigo presidente Abdelaziz Bouteflika, ao quinto mandato, e ao controle do país e da sua economia, por via das armas.

Catorze meses depois da chegada do novo presidente Abdelmadjid Tebboune, os argelinos mantêm as revindicações do Hirak, para uma verdadeira mudança do sistema e um Estado de Direito.

“Tebboune é uma fraude”, “Generais ao lixo”, “O povo exige a independência” eram as palavras de ordem que gritavam os manifestantes.

Pela manhã, as forças de segurança, procederam com dezenas de interpelações, controle de identificação e de bagagens, sem o devido rigor, defronte às baragens, em vários quarteirões e locais onde os protestantes tinham o hábito de se reunir durante cinquenta e seis manifestações semanais entre Fevereiro de 2019 e Março de 2020, data da suspensão do movimento em razão da epidemia da Covid-19.

Segundo um comunicado do Comité Nacional para a Libertação de Prisioneiros (CNLP), o opositor Rachid Nekoposito e tinha sido liberto da prisão três dias antes, foi preso ontem a tarde em Mostaganem. E vários manifestantes foram presos em Argel e em outras províncias, nomeadamente em Tiaret em Tebessa em Msila e também em Oran, segundo CNLP. Para além disto a Amnistia internacional denunciou, o segundo aniversário do Hirak, num comunicado publicado segunda-feira, por ocasião do segundo aniversário do Hirak, as detenções arbitrárias na Argélia. A ONG critica “uma estratégia deliberada das autoridades argelinas visando quebrar a dissidências ”  nesses dois últimos anos, apesar do carácter pacífico das marchas.

A Guiné-Conacri lançou hoje uma campanha de vacinação contra Ébola em N’Zérékoré, onde um novo surto do vírus foi declarado, anunciou a Agência Nacional de Segurança Sanitária (ANSS), citado pela Lusa.

De acordo com a ANSS, a vacina será apresentada no hospital regional e depois transportada para Gouéké para o início da campanha na presença das autoridades sanitárias.

A vacina será administrada aos doentes de Ébola e seus contactos, num total de 371 pessoas.

As autoridades sanitárias também planeiam lançar a campanha de vacinação na área de Conacri na comuna de Dubreka, a norte da capital, avança a ANSS.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde guineense anunciaram na semana finda que a Guiné-Conacri receberia mais de 11.000 vacinas contra o Ébola no domingo e que iniciaria a sua campanha de vacinação na segunda-feira.

No entanto, como relatado pela ANSS, a chegada das vacinas à Guiné-Conacri foi adiada por um dia porque o avião que as transportava não pôde aterrar devido ao mau tempo.

O governo guineense confirmou a detecção do Ébola no seu território a 13 de Fevereiro passado e no dia seguinte declarou oficialmente o primeiro surto no país após a grande epidemia de 2014 e 2016 na África Ocidental.

Embora o caso zero seja desconhecido de momento, o ponto de partida é uma enfermeira de Gouéké que morreu entre 27 e 28 de janeiro e cujo funeral foi realizado a 01 de fevereiro, evento após o qual alguns participantes tiveram sintomas de Ébola.

A Grécia já está a emitir certificados de vacinação contra a COVID-19 para facilitar as viagens. O sistema começou a funcionar na sexta-feira de manhã e até segunda-feira foram emitidos 55.000 certificados. Para obter o certificado é preciso ter as duas doses da vacina, escreve a Euronews.

“O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, já apresentou a nossa proposta a nível europeu, ou seja, o certificado a ser utilizado como um instrumento para facilitar, obviamente não como um instrumento para discriminar. A proposta centra-se nos postos fronteiriços, para quando se atravessa uma fronteira as pessoas terem naturalmente a possibilidade de fazerem um teste e serem colocadas em quarentena, mas também, se tiverem sido vacinadas, terem a oportunidade de atravessar facilmente a fronteira. Uma espécie de via rápida dentro dos aeroportos, para quem tiver sido vacinado, ter a oportunidade de ir para uma via diferente daqueles que não foram vacinados. É muito simples”, explica as vantagens dos certificados o ministro da Governação Digital, Kyriakos Pierrakakis, citado pela Euronews.

No que diz respeito à passagem da fronteira, o ministro Kyriakos Pierrakakis, diz que “estamos muito optimistas quanto à adoção desta proposta, porque se não o fizermos enfrentaremos a versão absurda, em que alguém que está vacinado, ainda precisa de ser testado ou colocado em quarentena, quando estes recursos podem ser melhor utilizados para outros cidadãos”.

A mulher de Joaquín Guzmán Loera (“El Chapo”), ex-líder do cartel mexicano de drogas, Sinaloa, foi detida ontem nos Estados Unidos da América, acusada de narcotráfico.

Emma Coronel Aispuro, de 31 anos de idade, foi detida no aeroporto internacional Dulles.

Ela deverá enfrentar o seu primeiro interrogatório judicial, por videoconferência, esta terça-feira, no tribunal do District of Columbia, refere a BBC News, citando um comunicado do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

A mulher é também acusada, pelas autoridades norte-americanas, de ajudar o marido a gerir o seu império de drogas, avaliado em milhares de milhões de dólares; conspiração para distribuir cocaína, metanfetaminas e marijuana nos EUA.

Emma Aispuro é igualmente acusada de participar na fuga do marido de uma prisão mexicana, em 2015, e de planear um segundo resgate.
A jovem, com dupla nacionalidade, sendo uma mexicana e outra norte-americana, já estava sob investigação pelas autoridades federais, há pelo menos dois anos, por ser cúmplice de “El Chapo”.

“El Chapo” foi extraditado para os EUA em Janeiro de 2017, a pedido das autoridades norte-americanas, avança o “The New York Times”.

Em Julho de 2019, o narcontraficante foi considerado culpado por todas as 10 acusações de que era alvo, tendo sido condenado à prisão perpétua e mais 30 anos de detenção nos EUA. O seu julgamento foi considerado o maior da história do país, por narcotráfico.

O cofundador do poderoso cartel de Sinaloa está a cumprir a sentença numa prisão de alta segurança no Colorado.

O embaixador da Itália na República Democrática do Congo, Luca Attanasio, foi morto, esta segunda-feira, num ataque contra um comboio da missão das Nações Unidas. Desconhecem-se os motivos da ofensiva que fez três mortos, ou quem a realizou.

A locomotiva que escoltava uma missão do Programa Alimentar Mundial (PMA), nos arredores da cidade de Goma, no leste da República Democrática do Congo.

As outras duas pessoas que morreram no ataque são o segurança do embaixador e o motorista do veículo em que seguiam.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano confirmou que um membro que fazia parte da escolta do embaixador, morreu juntamente com Attanasio. “O embaixador e o militar viajavam a bordo de um veículo da MONUSCO”, escreve o Público de Portugal, citando a agência noticiosa italiana AdnKronos.

A fonte do “O País” acrescenta que Luca Attanasio, de 43 anos de idade, que desempenhava as funções de embaixador na República Democrática do Congo desde início de 2018, foi “baleado no abdómen” e transportado “em estado crítico” para um hospital em Goma.

O exército congolês disse que “as Forças Armadas” locais estão a tentar descobrir quem foram os agressores”.

O norte de Goma, capital da província do Kivu Norte, é alvo da violência de grupos armados há mais de 25 anos, refere o jornal português.

Sete membros locais da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) do Níger morreram ontem quando uma viatura onde seguiam explodiu, após pisar uma mina na região de Tillabéri, anunciou o governador à France-Presse.

O veículo, segundo a Lusa, tinha sido alugado pelo CENI de Tillabéri para transportar funcionários, para fiscalizar a segunda volta das eleições presidenciais, que hoje se realiza.

“Recebi a informação por volta do meio-dia. Houve sete mortos quando o veículo bateu numa mina”, afirmou Tidjani Ibrahim Katiella, referindo que as vítimas são “presidentes de assembleias de voto e seus secretários”, recrutados pelo CENI.

De acordo com autoridades locais o acidente provocou ainda três feridos.

No início de Janeiro, após a primeira volta das eleições presidenciais, cem pessoas foram mortas no ataque a duas aldeias na região de Tillabéri, um dos piores massacres de civis neste país do Sahel regularmente alvo de grupos ‘jihadistas’.

O duplo ataque foi cometido por terroristas que se faziam transportar em motos, segundo as autoridades. A região de Tillabéri está em Estado de Emergência desde 2017.

O ministro do Interior da Líbia, Fathi Bachagha, escapou hoje a uma tentativa de assassinato na autoestrada perto da capital Tripoli, segundo fonte da sua comitiva.

O comboio de Fathi Bachagha, um dos mais poderosos do governo líbio, foi alvo de balas disparadas de um carro blindado, segundo a mesma fonte, citada pelo Notícias ao Minuto.

“A escolta de polícias que seguia o ministro ripostou após os disparos. Dois dos assaltantes foram presos e o terceiro está no hospital. O ministro está bem”, garantiu o porta-voz da comitiva, explicando que Fathi Bachagha regressava de uma visita de rotina à sede de uma nova unidade de segurança tutelada pelo seu ministério.

Bachagha foi nomeado ministro do Interior do Governo de Unidade Nacional (GNA), reconhecido pela ONU, com sede em Trípoli, em 2018.

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