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O País – A verdade como notícia

O ex-presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, revelou ontem na Conferência de Acção Política Conservadora (CPAC), realizada em Orlando, uma cidade no centro da Flórida, que vai recandidatar-se à presidência dos Estados Unidos em 2024, escreve o Observador.

No seu primeiro discurso após a saída da Casa Branca, Donald Trump começou por referir a “incrível viagem” que começou há quatro anos e que “está longe de terminar” e prometeu “discutir o futuro” do partido e do país.

“Vou continuar a lutar ao vosso lado, vamos fazer o que fizemos desde o início, que é ganhar”, afirmou, deixando claro que não vai criar um novo partido.
“Temos o Partido Republicano que vai ser mais forte do que nunca”, acrescentou.

Durante a sua intervenção na conferência de CPAC, segundo o Expresso, o ex-presidente norte-americano criticou a administração do Presidente Joe Biden.
“Todos sabíamos que a administração ia ser má, mas não sabíamos o quão má ia ser”, afirmou Trump considerando que o atual presidente dos EUA teve, até agora, o pior primeiro mês da história.

Continuando o ataque, com particular incidência na política de imigração, Trump declarou que as mudanças políticas de Biden estão a desencadear uma nova crise na fronteira sul e a criar uma crise de jovens migrantes e exigiu a reabertura de escolas.

Este é o primeiro discurso de Donald Trump desde que deixou o cargo enquanto presidente dos EUA. O discurso acontece poucas semanas depois de ter sido absolvido da acusação de “incitamento à insurreição” — no julgamento de impeachment. Alguns membros do partido Republicano votaram contra o ex-presidente. A participação na CPAC representa a influência contínua de Trump sobre o partido.

O ex-presidente continua banido das redes sociais, incluindo Facebook e Twitter, na sequência da invasão ao Capitólio dos Estados Unidos em Janeiro.

 

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou, no sábado, a revisão de todas as relações diplomáticas e políticas com a Espanha, país que acusou de “constante ingerência” nos assuntos internos venezuelanos.

“Vamos rever aprofundadamente todas as relações com a Espanha, em todos os níveis, já basta de agressões”, afirmou Nicolás Maduro, que falava durante o Congresso Bicentenário dos Povos.

O estadista questionou a visita da ministra dos Negócios Estrangeiros de Espanha, Arancha González Laya, a Cúcuta (norte da Colômbia), para alegadamente apoiar a política do Governo do Presidente da Colômbia, Iván Duque, “contra os venezuelanos”, diz o Notícias ao Minuto.

“O que faz o chanceler de Espanha na fronteira da Colômbia com a Venezuela, em vez de ir ao Mediterrâneo em busca de refugiados e de pessoas que fogem de África? Por que vem intrometer-se nos assuntos da Venezuela? Por que vai directamente a Cúcuta falar contra a Venezuela?”, questionou Nicolás Maduro.

“O nosso ministro das Relações Exteriores advertiu a tempo o Governo da Espanha”, disse o Presidente venezuelano, sublinhando que o seu país responderá “de maneira contundente a qualquer agressão que surja, seja de palavra, de acção, diplomática ou política”, acrescenta o Notícias ao Minuto.

O Presidente da Venezuela frisou que o país não aceitará mais a “hipocrisia e os abusos” de Espanha. “Já chega de humilhações, vá ao Mediterrâneo e ajude os refugiados, não se meta nos assuntos da Venezuela, chega de ingerência”, escreve a fonte que citamos.

Na quarta-feira passada, o Governo venezuelano notificou a chefe da delegação da União Europeia em Caracas, a diplomata portuguesa Isabel Brilhante Pedrosa, de que foi declarada “persona non grata” e que deveria abandonar o país nas 72 horas seguintes.

Pelo menos duas pessoas morreram e várias ficaram feridas, este domingo, em Myanmar (antiga Birmânia), quando a polícia pretendia reprimir manifestações contra o golpe militar ocorrido a 1 de Fevereiro.

Segundo a imprensa internacional, a polícia atirou contra os manifestantes recorrendo a balas reais, durante um protesto na cidade de Dawei, no sul do país.

Um jovem também foi morto em manifestações em Rangum, a antiga capital do país, após alegadamente ter sido baleado pela polícia, escreve o Notícias ao Minuto, citando o diário Mizzima, que acrescenta ainda que pelo menos quatro pessoas ficaram feridas.

No sábado, houve igualmente violência quando 479 pessoas foram detidas sob a acusação de “protestos contra o Estado”.

Apesar da repressão do dia anterior, milhares de birmaneses voltaram este domingo às ruas para rejeitar o golpe militar de 1 de Fevereiro e exigir a libertação dos políticos eleitos detidos, incluindo a líder deposta e Prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi.

A polícia em Rangum, a antiga capital e cidade mais populosa de Myanmar, voltou este domingo a responder duramente, numa tentativa de dispersar a multidão e silenciar a dissidência contra os militares, diz o Notícias ao Minuto.

Até sábado, oito pessoas tinham morrido em resultado da violência desencadeada após o golpe, três delas mortas a tiro pela polícia, segundo dados da Associação de Assistência aos Prisioneiros Políticos na Birmânia, tendo sido detidas desde o início da revolta 854 pessoas, das quais 83 já foram libertadas.

A junta militar, chefiada pelo general Min Aung Hlaing, acusado de genocídio por alegadamente ter orquestrado a campanha de violência contra o grupo étnico rohingya em 2017, no oeste do país, afirmou que a polícia utiliza o mínimo de força contra as manifestações.

Os militares justificam o golpe de estado alegando fraude eleitoral cometida nas eleições legislativas de Novembro, nas quais a Liga Nacional para a Democracia, partido de Suu Kyi, venceu por esmagadora maioria, diz a nossa fonte.

A comunidade internacional tem anunciado sanções contra os líderes do golpe militar, incluindo o general Min Aung Hlaing, presidente do Conselho Administrativo de Estado e autoridade máxima em Myanmar.

A nova Comissão Eleitoral da União de Myanmar reuniu-se com representantes dos partidos políticos na capital Nay Pyi Taw e anulou os resultados das eleições realizadas em Novembro de 2020. Prometeu realizar com sucesso novas eleições livres e justas ao abrigo da Constituição.

Serra Leoa recebeu na quinta-feira um lote de 200 mil doses de vacina contra a COVID-19 da Sinopharm doadas pela China para apoiar a campanha de vacinação do país.

As autoridades de saúde de Serra Leoa consideram que a vacina “desempenhará um papel importante na prevenção e contenção da COVID-19 no país”.

De acordo com as autoridades, a vacina chega em um momento em que o governo de Serra Leoa planeia vacinar cerca de 1,6 milhão de pessoas vulneráveis.

“Estamos apoiando Serra Leoa com a vacina contra a COVID-19 em um momento em que os países de todo o mundo estão se esforçando para obter a vacina”, disse o embaixador da China em Serra Leoa, Hu Zhangliang, apelando um bom uso da valiosa vacina para salvar o país da COVID-19.

O vice-ministro das Relações Exteriores de Serra Leoa, Solomon Jamiru, expressou a apreciação de seu governo pela China por ajudar na luta de Serra Leoa contra a pandemia e assegurou que a parte leonesa continuará trabalhando com as equipes médicas chinesas para combater a pandemia de COVID-19.

Na passada quarta-feira, Moçambique recebeu da China a mesma quantidade de vacinas que será administrada nos próximos dias.

 

 

 

A nova comissão eleitoral de Myanmar, nomeada pela Junta Militar responsável pelo golpe de estado, invalidou hoje os resultados das eleições legislativas realizadas em Novembro passado, ganhas pelo partido da líder Aung San Suu Kyi.

A comissão que tem estado a rever o processo eleitoral desde 5 de Fevereiro, assegura que continuará a actualizar o público sobre as suas novas conclusões após completar a primeira tarefa de roteiros e as listas de eleitores que serão recolhidas.

Com efeito, a comissão eleitoral refere que irá cooperar com os partidos políticos para realizar com sucesso novas eleições livres e justas ao abrigo da Constituição.

Mais de 60 representantes de 53 do total de 91 partidos políticos de Mianmar participaram na reunião, enquanto 38 partidos estiveram ausentes.

O estado de emergência de um ano foi declarado em Mianmar após Win Myint e Aung San Suu Kyi, juntamente com outros altos funcionários da Liga Nacional para a Democracia, terem sido detidos pelos militares no dia 1 de Fevereiro.

No início deste mês, o Conselho de Administração do Estado reformou a Comissão Eleitoral da União, tomando medidas para rever o processo das eleições gerais.

Há uma batalha jurídica à volta do recolher obrigatório nos Países Baixos. Um tribunal de recurso deu, sexta-feira, razão ao governo holandês nas restrições impostas para conter a COVID-19, diz a Euronews.

O recolher obrigatório nos Países Baixos, que deverá vigorar até 15 de Março, foi imposto a 23 de Janeiro – medida que não se aplicava no país desde a Segunda Guerra Mundial e que desencadeou vários protestos.

Semana passada, a medida chegou a ser suspensa por um juiz de primeira instância, que considerou que a lei violava o “direito à liberdade de circulação”. O executivo recorreu da decisão e ganhou, mas o grupo que esteve na origem do processo ameaça levá-lo a uma instância superior, acrescenta a fonte.

O governo considera que tem razão e que tem argumentos para a decisão: os casos ainda estão a aumentar; mais de 15.000 pessoas morreram e a taxa de infecção não desce abaixo de um, o que se deve principalmente a novos casos das variantes britânica e sul-africana.

Arrancou hoje a vacinação contra a COVID-19 em Hong Kong e a Coreia do Sul. Segundo a agência France-Presse (AFP), a Coreia do Sul prevê vacinar 70% da população nos próximos sete meses, enquanto Hong Kong espera inocular todos os adultos até final do ano.

“Tenho uma confiança absoluta na nossa mãe-pátria”, disse à AFP uma idosa que foi hoje vacinada em Hong Kong.

As autoridades do território encomendaram 22,5 milhões de vacinas de três laboratórios: Sinovac, BioNTech e AstraZeneca.

O Japão só iniciou a vacinação em meados de Fevereiro, com a Coreia do Sul e Hong Kong a iniciarem a campanha alguns dias após a Austrália e a Nova Zelândia.
A China é actualmente o segundo país do mundo em número de doses administradas, mais de 40 milhões, um resultado ainda assim aquém do objetivo de vacinar 50 milhões de pessoas até meados de Fevereiro.

O Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, falou ao país, esta quinta-feira, e disse que “é muito tentador defender desconfinar o mais rápido possível”, apesar da redução significativa do número de infecções e mortos nos últimos 15 dias.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, é preciso “que se estude e se prepare com tempo e bem o dia seguinte, sem precipitações, (…) para não se repetir o que já se conheceu. Planear o futuro é essencial, mas desconfinar a correr por causa dos números destes dias será tão tentador quanto leviano, até porque sabemos: os números crescem mais depressa do que descem”.

“Nesta situação é muito tentador defender que há que abrir e desconfinar o mais rápido possível, e as escolas seriam o setor mais proposto para o início da abertura”, afirmou Marcelo, enumerando as razões para que tal acontecesse. “A economia e a sociedade sofrem uma crise profunda, cultura, movimento associativo, hotelaria, restauração, muito comércio, sofrem ainda mais. A saúde mental está crescentemente abalada. As escolas vêem o segundo ano letivo atropelado”, reconheceu, segundo escreve o Notícia ao Minutos.

Os argumentos de quem defende um desconfinamento “têm lógica” e é “muito sedutor”.

“É mesmo o mais sedutor perante o cansaço destas exigentes semanas”, sublinhou o estadista. “Há, porém, um outro prato na balança: o número de internados ainda é quase o dobro do indicado por intensivistas que estão no terreno; o número de cuidados intensivos é mais do dobro do aconselhado para evitar riscos de um novo sufoco. Nunca se pode dizer que não há recaída (…)”.

Marcelo lembrou ainda, sobre esta matéria, que os números que nos colocaram como piores do mundo não são de há um ano ou de há meses, são de há um mês, três semanas. Tal como de há três semanas são as filas de ambulâncias à porta dos hospitais. “Pior mesmo (…) é se tivermos de regressar ao que acabamos de viver daqui a semanas ou meses”, diz o Notícias ao Minuto.

Na quarta-feira, o Presidente da República divulgou o decreto para a renovação do estado de emergência em Portugal, manteve o confinamento e pediu que o alívio futuro das restrições seja faseado.

O documento estabelece que o novo estado de emergência que vai iniciar a zero horas do dia 2 de Março e terminar às 23h59 horas do dia 16 do mesmo mês.

O Governo português formalizou, hoje, a recandidatura de António Guterres para um segundo mandato de cinco anos como secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

O secretário-geral da ONU teve uma actuação “exemplar” e uma “liderança firme”, disse o primeiro-ministro, António Costa, que assinou a carta de formalização da proposta do executivo português, segundo escreve o Notícias ao Minutos.

O documento foi enviado ao presidente da Assembleia-Geral da ONU, o diplomata turco Volkan Bozkir, e à presidência do Conselho de Segurança, este mês assegurada pelo Reino Unido.

“Ao longo dos últimos cinco anos, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, serviu de uma forma exemplar às Nações Unidas, a sua Carta, os seus valores. Encheu seguramente Portugal de orgulho, mas, sobretudo, devolveu força a valores fundamentais que o Humanismo que inspirou a Carta das Nações Unidas precisa de ver devidamente promovidos e defendidos”, afirmou António Costa, citado pela fonte compulsada pelo “O País”.

Aliás, António Guterres recebeu um telefonema do próprio Presidente da República. Para Marcelo Rebelo de Sousa, a recandidatura de Guterres “é uma excelente notícia para as Nações Unidas, porque demonstrou ser um brilhante secretário-geral”, e também “é uma excelente notícia para Portugal, porque é um português de enorme valor”.

O mandato de Guterres como secretário-geral da ONU iniciou-se em 1 de Janeiro de 2017 e termina em 31 de Dezembro. Em Janeiro deste ano, o secretário-geral da ONU anunciou a sua disponibilidade para cumprir um segundo mandato de cinco anos, entre 2022 e 2026.

As Nações Unidas deram início, este mês, ao processo formal de selecção do próximo secretário-geral da organização, ao pedirem aos 193 Estados-membros que submetessem os nomes de candidatos ao cargo.

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