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O País – A verdade como notícia

O Ministério da Saúde brasileiro anunciou esta terça-feira que mais 51.486 pessoas testaram positivo para o novo Coronavírus e 1.350 perderam a vida.

Segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) e pelo Ministério da Saúde, o total de infecções identificadas no país subiu para 9.599.565, e os óbitos chegam a 233.520.

Segundo a Euronews, o Conass não divulgou o número de recuperados. Mas o Ministério da Saúde avança que 8.523.462 pacientes já se recuperaram da doença.

São Paulo foi o estado que reportou maior número de novos casos. São mais de 13 mil em 24 horas.

É o estado brasileiro mais afectado pela pandemia praticamente desde que foram registadas primeiras infeções no país. São Paulo perfaz um número acumulado de 1,8 milhões de casos positivos e ultrapassou hoje as 55 mil mortes.

A Organização Mundial de Saúde diz que a vacina da Oxford/Astrazeneca não deve ser descartada na luta contra a COVID-19.

A posição da OMS, segundo a Euronews, surge logo após a publicação de um estudo que aponta para a pouca eficácia do medicamento contra a variante sul-africana do vírus.

O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, citado pela Euronews, diz que a notícia é preocupante, mas diz que há algumas considerações importantes a fazer.

Dado o tamanho limitado da amostra do estudo e o perfil mais jovem e saudável dos participantes considera que é importante determinar se a vacina continua a ser eficaz na prevenção de doenças mais graves.

Discursando num encontro preparativo para realização da conferência climática da ONU, COP26, a decorrer em Novembro deste ano, na Escócia, o Secretário-Geral das Nações Unidas apelou aos líderes mundiais a preparar planos climáticos ambiciosos para redução do aquecimento global.

“O mundo ainda está longe da meta que é de permanecer 1.5 graus do limite do Acordo de Paris. Por essa razão, precisamos de mais ambição, mais ambição na mitigação, ambição na adaptação e ambição no financiamento. A coligação global para rede de emissões zero precisa crescer, cobrir mais de 90% das emissões. Este é um objectivo centrarl para Nações Unidas este ano. As palavras não são suficientes. Até COP26, todos os países precisam avançar com mais contribuições ambiciosas nacionalmente definidas, com as metas de 2030 consistentes com o caminho de rede zero. As maiores economias e membros da G20 devem liderar o caminho. Os países em desenvolvimento, particularmente os pequenos Estados insulares em desenvolvimento e os países menos desenvolvidos, deve-lhes ser dado o apoio de que precisam para reforçar a sua ambição climática” disse.

Guterres acrescentou que o uso de carvão devia gradualmente ser banido até 2040 e os financiamentos sobre o sector e sobre combustíveis fósseis deviam ser direcionados para solução de energia limpa.

O governo da África do Sul suspendeu o uso da vacina da AstraZeneca, depois de os cientistas terem descoberto que ela não é eficaz para variante sul-africana da COVID-19. Trata-se da mesma vacina que Moçambique pretende comprar, nos próximos dias, para prevenir a doença.

Um milhão de doses da vacina da COVID-19 produzidas pela AstraZeneca, que chegaram à África do Sul, na semana passada, estão em risco de ser inutilizadas. Estudos preliminares mostram que a vacina em referência não chega a prevenir sintomas ligeiros nem moderados da variante sul-africana da doença, actualmente responsável por 90% dos casos positivos naquele país.

O cientista e Professo Shabir Madi disse que, consistentemente, laboratórios descobriram que “muitos anti-corpos induzidos pela vacina não estavam realmente activos contra a variante que está actualmente a circular na África do Sul, a variante b1351”.

“Vimos uma queda significativa em termos da habilidade da vacina indutora do anti-corpo para neutralizar actividades deste vírus quando testado no laboratório. Então, obviamente esta é uma razão suficiente de preocupação de que a vacina poderá não fazer o que nos determinarmos alcançar”, afirmou Shabir Madi.

Com base nos estudos realizados, que envolveram cerca de dois mil pacientes de idade média de 31 anos, o governo sul-africano decidiu suspender a vacinação dos funcionários de saúde. Deste modo, o uso da vacina da AstraZeneca fica dependente, doravante, de novos resultados científicos.

Reagindo ao assunto, ministro da Saúde na África do Sul, Zweli Mkhize, comentou: “a primeira coisa que queremos é que os nossos cientistas nos digam o que fazer com a AstraZeneca (…). Isso é que nos dirá o que fazer dela [a vacina]. Não temos plano de devolvê-la. O plano é saber dos cientistas como lidar com isso daqui para frente”.

Entretanto, a suspensão da vacina da AstraZeneca não vai comprometer o plano de vacinação. Um comunicado do governo sul-africano que a “O País” teve acesso aponta que a nova aposta é a vacina da Johnson & Johnson, a partir de meados de Fevereiro.

“O nosso plano de vacinação não mudou, excepto que vamos começar com a vacina da Jonhson & Johnson, ao invés da Astrazeneca. A vacina vai ser administrada em fase 1 para mais de 1.2 milhão dos nossos funcionários de saúde da linha da frente. Asseguramos também doses de Pfizer para fase 1 e continuamos em negociação com todos os fabricantes para assegurar mais doses”, lê-se no documento.

Em reacção aos resultados sul-africanos, o Reino Unido e a Austrália defenderam vacina da AstraZeneca na prevenção da morte. Pediram à população que mantivesse a calma, pois pelo menos ainda não há evidências de que a vacina da AstraZeneca seja incapaz de prevenir sintomas graves da variante sul-africana presente em mais de 20 países, incluindo Moçambique.

“Não há evidências que as vacinas da AstraZeneca não previnam a morte ou doenças severas, e a África do Sul apenas impôs uma suspensão temporária no uso da vacina”, disse ontem o ministro britânico da Saúde, Edward Argar.

“As variantes dominantes neste país não são de África do Sul, há poucos casos positivos da variante sul-africana. Uma das variantes dominantes é a variante Kent contra qual a vacina (da AstraZeneca) mostra-se fortemente eficiente”, acrescentou o governante.

Por sua vez, o ministro de saúde da Austrália, Greg Hunt, disse que a vacina de AstraZeneca era eficaz para satisfação dos objectivos primários.
“Actualmente, não há evidências que indicam a redução da eficácia da vacina de AstraZeneca ou de Pfizer para prevenção de sintomas severos e morte. Esta é principal tarefa, proteger a saúde”, disse Hunt em Canberra.

Mais três países da União Europeia receberam os primeiros lotes das vacinas da Astrazeneca. Trata-se da Espanha, Bulgária e Polónia.

O Ministério espanhol da Saúde, segundo a Euronews, decidiu que não vai administrar esta vacina a pessoas com mais de 65 anos, uma decisão já tomada por outros países.

A Bulgária, com sete milhões de habitantes, encomendou 4,5 milhões de doses e apostou fortemente na vacina da Astrazeneca, por ser mais barata e mais fácil de armazenar e utilizar, escreve a Euronews.

“A única maneira de lidar com uma pandemia global é garantir quotas justas em todo o mundo agora. Isso é o que se deve fazer. E tenho esperança que os líderes mundiais nas próximas semanas percebam que ter alguns países a vacinar muitas pessoas e, depois, países mais pobres com muito poucas vacinas não é realmente o caminho a seguir a nível económico, social, ambiental e até moral”, realçou o enviado especial da OMS para a COVID-19, David Nabarro, citado pela Euronews.

Mas a escassez de vacinas é o que mais preocupa os governos nacionais agora e há cada vez mais países da União Europeia a começarem a olhar para as vacinas chinesa e russa. A Áustria e a Eslováquia dizem estar dispostos a produzir as vacinas, desde que estas sejam aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos.

 

A queda de um glaciar nos Himalaias, na Índia, destruiu uma barragem, causando inundações e morte de nove pessoas. Segundo a imprensa internacional, além de de mortos, há várias pessoas desaparecidas.

O incidente aconteceu no estado indiano de Uttarakhand, que é atravessado pelos Himalaias. De acordo com fontes locais, a água da represa transbordou e atingiu várias vilas ao seu redor, escreve o Notícias ao Minuto, citando a agência Reuters.

A Índia colocou várias regiões em alerta máximo em consequência do incidente. As pessoas foram retiradas das suas residências devido ao aumento do nível da água no rio que é alimentado pela massa de gelo.

A administração Biden manifesta o compromisso de reforçar as relações diplomáticas com o continente africano. A intenção foi manifestada por Joe Biden, numa mensagem por ocasião da abertura da 34ª Cimeira da União Africana.

Numa mensagem dirigida aos Chefes de Estado e de governos africanos, Joe Biden defende uma diplomacia sustentada, em concertação com a União Africana.
No seu primeiro discurso sobre os contornos da nova política estrangeira dos Estados Unidos, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, realçou a importância dos laços com o continente africano e o destino que liga o seu país e as Nações de África, escreve a RFI.

Joe Biden, segundo a fonte, afirmou que os Estados Unidos é um parceiro pronto, para ajudar a África a resolver os seus problemas económicos, políticos, em matéria de saúde e a superar os conflitos que têm destruído países e travado o desenvolvimento.

Segundo o chefe de Estado norte-americano nada será fácil, mas os Estados Unidos da América estão prontos para ser parceiros da África na realização da difícil tarefa.

A autoridade reguladora de medicamentos da China aprovou, ontem, de forma “condicional” uma segunda vacina contra a COVID-19, a Coronavac da Sinovac, anunciou a empresa farmacêutica, citada pela Lusa.

Num comunicado de imprensa, também citado pela Lusa, a SINOVAC disse que autorização vem após vários ensaios da vacina em países como Brasil e Turquia, embora os resultados em termos de eficácia e segurança ainda não tenham sido confirmados.

A aprovação condicional significa que a vacina agora pode ser dada ao público em geral, embora a pesquisa ainda esteja em curso. A empresa terá de apresentar dados de acompanhamento, bem como relatórios de quaisquer efeitos adversos após a vacina ser vendida no mercado.

Sinovac é a segunda vacina produzida localmente a receber aprovação condicional. Em dezembro, Pequim autorizou a vacina estatal da Sinopharm.

Tanto a injeção da Coronavac quanto a injeção de Sinopharm são vacinas inativadas de duas doses, contando com a tecnologia tradicional que torna mais fácil o transporte e o armazenamento do que as vacinas da Pfizer, que requerem armazenamento extra frio o que pode fazer a diferença para os países em desenvolvimento com menos recursos, escreve a Lusa.

 

“Os EUA estão de volta” foi essa a mensagem do Presidente norte-americano, Joe Biden, para o mundo no seu primeiro discurso sobre política externa, escreve a Euronews.

“A América está de volta. A diplomacia está de regresso ao centro da nossa política externa. Como disse no meu discurso inaugural, repararemos as nossas alianças e voltaremos a envolver-nos com o mundo, não para enfrentar os desafios de ontem, mas os de hoje e os de a manhã”, afirmou Biden.

Segundo a Euronews, Biden diz querer ir ao encontro “das ambições crescentes da China, da determinação da Rússia, dos desafios globais do clima e da pandemia de COVID-19”.

O Presidente dos Estados Unidos diz ainda que irá aumentar o esforço diplomático em relação à guerra no Iémen.

Estima-se, segundo a Euronews, que mais de cem mil pessoas tenham morrido durante os seis anos de conflito que já fez milhões de deslocados.

“Esta guerra tem de acabar, e para sublinhar o nosso compromisso estamos a acabar com todo o apoio americano a operações ofensivas na guerra no Iémen, incluindo a relevante venda de armas”, afirmou Joe Biden citado pela Euronews.

Biden anunciou ainda o fim dos planos de retirada das tropas das várias bases militares americanas na Alemanha. Há mais de trinta mil efetivos estacionados no país e havia planos para redistribuir cerca de 9.500.

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