Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O presidente da Gâmbia, Adama Barrow, foi declarado vencedor das eleições presidenciais de sábado, anunciou hoje a comissão eleitoral.

Numa declaração à imprensa, o presidente da comissão eleitoral, Alieu Momarr Njai, anunciou que Adama Barrow foi eleito “para servir como Presidente da República da Gâmbia”, num segundo mandato de cinco anos.

De acordo com Notícias ao Minuto, as eleições decorreram no sábado, quando cerca de um milhão de eleitores, de uma população de dois milhões, foi chamado às urnas para votar entre seis candidatos.

Estas eleições foram consideradas cruciais para uma jovem democracia que procura superar um passado ditatorial recente e os efeitos da COVID-19 sobre uma economia muito frágil.

Quando venceu as eleições no primeiro mandato, Adama Barrow, de 56 anos, antigo promotor imobiliário, derrotou Yahya Jammeh, um ditador que durante mais de vinte anos conduziu um governo caracterizado por inúmeras atrocidades cometidas pelo Estado, nomeadamente assassinatos, desaparecimentos forçados, violações e tortura.

Jammeh, que se recusou a reconhecer a derrota eleitoral, foi forçado ao exílio na Guiné Equatorial, onde ainda vive, sob a pressão de uma intervenção militar da África Ocidental.

A possibilidade de Yahya Jammeh vir a ser responsabilizado por crimes que lhe foram atribuídos e aos seus agentes entre 1994 e 2016 – assassinatos, desaparecimentos forçados, atos de tortura, detenções arbitrárias, violações – foi uma das principais questões em jogo nestas eleições, a par da crise económica.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre Moraes, decidiu, ontem, abrir um inquérito a Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, por este ter associado a vacina contra a Covid-19 à SIDA.

Moraes decidiu aceder ao pedido da Comissão parlamentar de inquérito, cujo relatório final foi concluído no final de Outubro, e criticou a atuação da PGR por ter apenas aberto uma apuração preliminar interna para o caso, segundo avança o jornal Folha de São Paulo.

Em causa está um vídeo que foi transmitido, em directo, no dia 21 de Outubro, em várias redes sociais do Estadista.

No vídeo, Bolsonaro citou uma notícia falsa na qual se defendia que relatórios oficiais do Governo do Reino Unido teriam sugerido que algumas pessoas vacinadas contra estariam a desenvolver SIDA muito mais rápido do que o previsto, justificando assim a sua posição contra a imunização, escreve o Notícias ao Minuto.

“Eu só vou dar a notícia. Não a vou comentar porque já disse isso no passado e foi muito criticado. Relatórios oficiais do Governo do Reino Unido sugerem que pessoas totalmente vacinadas estão desenvolvendo SIDA 15 dias após a segunda dose. Leia essa notícia. Não vou ler aqui porque posso ter problemas com a minha transmissão ao vivo”, disse o Presidente.

As declarações de Bolsonaro geraram uma onda de críticas de diferentes associações médicas e científicas, que rapidamente negaram qualquer ligação entre a vacina e a SIDA, e as rotularam como notícias falsas.

Na sequência das declarações, algumas redes sociais retiraram das suas plataformas o vídeo em questão.

África do Sul já está na quarta vaga da propagação da pandemia da COVID-19. A informação foi avançada ontem pelo ministro da Saúde sul-africano, Joe Phaahla, tendo referido que o país pode endurecer as medidas restritivas caso a situação se agrave.

Nos últimos dias, os números de infecções da COVID-19 na África do Sul tem mostrado uma tendência cada vez mais crescente, um aumento relacionado com a nova variante Ómicron.

Nesta sexta-feira, o ministro da Saúde sul-africano, Joe Phaahla, anunciou que o país já está na quarta vaga do novo Coronavírus, tendo afirmado que os sul-africanos sabiam que, a uma dada altura, a nova onda de infecções iria aumentar, mas não na proporção em que se encontra.

“Hoje, ao entrarmos na quarta onda com uma nova variante, podemos ver a confirmação disso. Passamos de um total de 2.465 novos casos na tarde da última quinta-feira para 11.535 e aumentamos em 9 mil novos casos por dia em sete dias”, disse Joe Phaahla.

Numa conferência de imprensa, Phaahla disse que ainda não é o desejo do executivo sul-africano endurecer as medidas restritivas, sobretudo numa altura em que se aproxima o natal, mas, para isso não acontecer, pediu aos sul-africanos para cumprirem as orientações das autoridades da Saúde.

Na África do Sul, os novos casos aumentaram em mais de 300 por cento nos últimos sete dias, a taxa de positividade é de acima de 22 por cento. A província de Gauteng é a que detém 80 por cento de novas infecções.

A Guiné Equatorial vai proibir a entrada de voos dos países com a nova variante da COVID-19, Ómicron, a partir de segunda-feira até 2 de Janeiro de 2022. Entre as medidas restritivas também está o recolher obrigatório, para conter a propagação da doença.

O decreto presidencial diz que apenas será aceite a entrada de cidadãos equato-guineenses provenientes do estrangeiro, mas estes terão de cumprir quarentena.

Para os voos internos, as autoridades exigirão testes com resultado negativo e cartão de vacinação para cada passageiro no check-in e embarque.

Outra medida a ser adoptada é o estabelecimento de um recolher obrigatório a partir das 23 até às 6 horas locais do dia seguinte durante o período previsto pelo decreto.

Até o momento, a Guiné Equatorial registou cerca de 13.600 casos e 175 mortes por COVID-19.

De acordo com a Lusa, que cita um decreto presidencial, o recolher obrigatório foi imposto “a fim de prevenir a transmissão da doença pela comunidade” e “o Governo deve continuar a sensibilizar a população com o objetivo de atrair e aumentar a perceção de risco da população e conseguir mudanças de comportamento duradouras”.

O número de infecções por Coronavírus tende a aumentar na vizinha África do Sul. Só nas últimas 24 horas, foram registados mais de 11 mil casos. Segundo o Ministério da Saúde sul-africano, o pico está a registar-se em quase todas as províncias.

Os novos casos diários da COVID-19 na África do Sul quase triplicaram em três dias, de acordo com novos dados divulgados na quinta-feira, levantando alarmes sobre a possível disseminação da nova variante Ómicron recentemente detectada pelos cientistas do país.

Nesta quinta-feira, foram registados cerca 11.535 casos do novo Coronavírus na África do Sul, um aumento de 24 por cento em relação aos dados da passada quarta-feira, em que  4.373 pessoas testaram positivo para a COVID-19.

A maioria das novas infecções está na província de Gauteng, ao redor da região metropolitana de Joanesburgo, com 8.280 casos.

Segundo o ministro da Saúde sul-africano, Joe Paahla, as infecções por novo Coronavírus estão a aumentar rapidamente em todo o país, onde para além da província de Gauteng, destaque vai para KwaZulu-Natal, Limpopo e Mpumalanga.

O dirigente reiterou o apelo para que as pessoas completem a segunda dose de vacinação, devido à alta transmissibilidade da nova variante.

Face ao aumento dos casos, as autoridades da saúde estão a reaproveitar as camas, reabrir alguns hospitais de campanha, e a preparar o sistema de saúde do país. “Vamos voltar às coisas que fizemos à corrida até ao pico da primeira onda, a segunda onda e a terceira onda. A terceira onda foi muito maior para nós”, disse o ministro.

De acordo com a News24, testes indicam que a variante Ómicron está a espalhar-se rapidamente e agora está em cinco das nove províncias da África do Sul.

O secretário-geral das Nações Unidas diz que “sofreu muito” para tomar a “difícil” decisão de receber a dose de reforço da vacina contra a COVID-19 e tinha retardado a sua toma em solidariedade com os países africanos.

“António Guterres está totalmente ciente do simbolismo do secretário-geral receber a terceira dose enquanto a situação global das vacinas é terrível”, salientou Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário geral da ONU.

António Guterres, que recebeu na sexta-feira passada a dose de reforço da vacina contra a COVID-19, tinha protestado na quarta-feira contra o facto de apenas 6% da população africana ter pleno acesso às vacinas, quando grande parte do mundo multiplica pelo menos por dez essa percentagem, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

O diplomata português, que falava em conferência de imprensa conjunta com o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, apelou também à uma estratégia com vista a aumentar os números da vacinação também no continente africano.

Guterres manifestou, também, a sua preocupação com o isolamento dos países da África Austral devido às novas restrições de viagens, impostas devido ao surgimento da nova variante Ómicron.

O responsável da ONU, de 72 anos, estava a ser pressionado pela sua família e médicos para receber a terceira dose da vacina antes da Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorreu em Setembro, e da cimeira do clima de Glasgow, em Novembro, mas adiou a toma, referiu o seu porta-voz.

Stéphane Dujarric salientou ainda que Guterres tem viajado e que irá continuar a fazê-lo nas próximas semanas.

Esta situação que levou à decisão, como atitude “mais responsável” devido à idade e responsabilidade do cargo, de ser vacinado com a dose de reforço, acrescentou. “Posso confirmar que ele, de facto, sofreu muito para tomar esta decisão”, concluiu.

Os países europeus estão a negociar um protocolo extremamente reforçado para poder retomar os voos suspensos com a África Austral devido à variante Omicron.

O anúncio foi feito hoje pelo secretário de Estado francês para os Assuntos Europeus, Clément Beaune, durante entrevista à cadeia de rádio televisão RTL.

Citado pelo Notícias ao Minuto, Clément Beaune declarou que o seu país vai prolongar até sábado a suspensão dos voos com sete países da África Austral para a preparação desse protocolo em discussão.

O secretário de Estado francês afirmou que a prorrogação desta suspensão de voos dará tempo para negociar as medidas de controlo coordenado que serão aplicadas quando os contactos aéreos forem restabelecidos.

Beaune indicou que serão estabelecidas obrigações de realização de testes antes do embarque e após o avião aterrar no seu destino, bem como períodos de isolamento. O responsável francês acrescentou que os testes provavelmente serão impostos até mesmo a pessoas vacinadas.

O secretário de Estado francês dos Transportes, Jean-Baptiste Djebbari, declarou, por seu lado, noutra entrevista ao canal de televisão CNews que a reabertura das linhas com estes países da África Austral será feita “de forma muito restrita”.

No entanto, Djebbari sublinhou que todos os franceses e residentes em França que se encontrem naquela região poderão ser repatriados.

Dados preliminares indicam que 29 pessoas morreram num naufrágio em um rio e outras 13 desapareceram na Nigéria. As autoridades dizem que a maioria das vítimas têm entre oito e 15 anos de idade.

Segundo avançou à Lusa o porta-voz dos bombeiros do estado de Kano, Saminu Abdullahi, estão a realizar operações com vista a encontrar os desaparecidos.

A sobrelotação da embarcação é apontada como a principal causa do naufrágio, uma vez que podia “transportar apenas 12 pessoas”, mas o comandante permitiu que entrassem a bordo “um número significativo de crianças”, disse o porta-voz, indicando que entraram a bordo mais de 35 pessoas adicionais.

De acordo com a Lusa, as crianças a bordo eram estudantes na escola islâmica de Badau e iam assistir a uma cerimónia religiosa para assinalar o aniversário do profeta Maomé na cidade de Bagwai, na outra margem do rio.

Os naufrágios são frequentes nos rios da Nigéria, devendo-se na sua maior parte a sobrelotação, falta de manutenção, desrespeito pelas regras de segurança e também ao mau tempo.

Salim Abdool Karim, um dos principais cientistas sul-africanos envolvidos no combate à COVID-19, acredita que a pandemia poderá até acabar mais cedo do que o esperado. O cientista defende que a variante Ómicron causa doença leve e poderá ser tratada cada vez mais como uma constipação comum.

De acordo com o especialista, citado pelo Notícias ao Minuto, mesmo os pacientes que têm sintomas, como dores de cabeça, cansaço e dores musculares, ficam assintomáticos poucos dias depois.

Recorde-se que, face ao surgimento de uma nova variante do novo Coronavírus, vários países suspenderam voos provenientes de vários Estados africanos incluindo Moçambique, o que para a Organização Mundial da Saúde (OMS) devia ter sido feito mediante uma recomendação do sector da saúde, baseada em dados científicos.

A agência da ONU lembra à população mundial a importância da utilização contínua das máscaras, evitar aglomerações e higienizar as mãos sempre que possível.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE