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O País – A verdade como notícia

A Pfizer já começou a desenvolver uma nova versão da sua vacina contra a nova variante da COVID-19, ômicron. A farmacêutica está, neste momento, a analisar a eficácia da substância face à nova estirpe de modo a determinar a necessidade de alguns ajustes.

A Pfizer já criou anteriormente duas novas versões da sua vacina em menos de cem dias, contra as variantes delta e beta, que acabaram por não ser usadas e agora pretende produzir uma vacina em 30 dias para frear a nova estirpe, denominada ômicron.

De acordo com o presidente da Pfizer, Albert Bourla, o modelo de ADN, que é a primeira etapa de desenvolvimento de uma nova vacina, já está pronto e, caso se prove que a actual vacina não é eficaz, a farmacêutica vai iniciar, na sexta-feira, a produção de uma nova.

O presidente da farmacêutica acrescenta ainda que os testes devem estar concluídos em duas semanas e o prazo de produção da nova substância passa dos actuais 100 dias para o máximo de um mês.

O Governo talibã, no Afeganistão, pediu ontem aos Estados Unidos para que suspendam as sanções que o impedem de aceder às reservas internacionais do país, bem como as sanções contra os seus líderes.

Segundo escreve a Lusa, o pedido foi feito no final de dois dias de negociações entre a delegação afegã, liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Amir Khan Muttaqi, e a delegação dos EUA, liderada pelo representante especial dos EUA para o Afeganistão, Thomas West.

Durante o encontro, segundo a imprensa portuguesa, os dois representantes “discutiram e trocaram opiniões sobre os problemas políticos, económicos, de saúde e educacionais do Afeganistão”.

“Os grupos técnicos de ambas as partes realizaram reuniões separadas para avançar mais. Em geral, as sessões foram positivas e ambas as partes concordaram em continuar com as reuniões no futuro”, acrescentou a diplomacia afegã.

Este foi o segundo encontro oficial entre o enviado de Washington e os talibãs, após uma outra reunião que decorreu no Paquistão, no início de Novembro.

O Afeganistão atravessa uma grave crise económica e humanitária, que aumentou para níveis sem precedentes após a chegada dos talibãs ao poder, em 15 de Agosto, como resultado de sanções económicas internacionais, em particular dos Estados Unidos, para impedir o acesso de líderes islâmicos ao sistema financeiro internacional.

O instituto de saúde RIVM dos Países Baixos anunciou hoje que descobriu a variante Ómicron em amostras de casos positivos que datam do período entre os dias 19 e 23 deste mês, avança a Associated Press. A nova variante já circulava no país possivelmente há 11 dias.

De acordo com o Notícias ao Minuto, esta revelação do instituto RIVM indica que a nova estirpe do SARS-CoV-2 já estava a propagar-se na Europa antes dos primeiros casos terem sido detectados na África do Sul (as autoridades de saúde sul-africanas reportaram a Ómicron à OMS no dia 24 de novembro) e antes dos casos identificados no aeroporto de Schiphol, em Amesterdão, este fim de semana.

O RIVM afirmou que “ainda não é claro se estas pessoas visitaram o sul de África”.

“Nos próximos dias, vamos realizar vários estudos sobre a disseminação da variante Ómicron nos Países Baixos”, adiantou o instituto, acrescentando que vai reexaminar outras amostras de testes anteriores.

Com 16 casos agora confirmados, os Países Baixos registam, actualmente, um dos maiores índices de contágio da nova variante na Europa.

O Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, diz estar “muito preocupado” devido à segregação da região da África Austral decorrente da descoberta, pela África do Sul, da nova variante da COVID-19, Ómicron.

“O povo africano não pode ser responsabilizado pelo nível imoralmente baixo das vacinas disponíveis em África, e não deve ser penalizado por ter identificado e partilhado as informações científicas e sanitárias essenciais com o mundo”, disse Guterres, segundo a AFP, citada pela Lusa.

Como consequência do surgimento da nova variante, vários países suspenderam voos provenientes de países africanos como forma de conter a propagação da nova variante do vírus da COVID-19.

De acordo com a Lusa, o recente surto na África do Sul tem atingido mais as pessoas com idades entre os 20 e os 30 anos e os médicos enfatizam que os sintomas da COVID-19 são frequentemente ligeiros nesse grupo etário.

A COVID-19 já provocou pelo menos 5.197.718 mortos em todo o mundo, entre mais de 260.81 milhões de infecções pelo novo Coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, citada pela Lusa.

O ministro da Saúde da África do Sul, Joe Phaahla, diz que não há “absolutamente nenhuma necessidade de entrar em pânico” em relação à nova variante do Coronavírus, Ómicron, apesar de um surto de casos.

“Já estivemos aqui antes”, acrescentou Phaahla citado pela BBC, referindo-se à variante Beta detectada na África do Sul em Dezembro passado.

A África do Sul também condenou as proibições de viagem impostas ao país, dizendo que estas deveriam ser levantadas imediatamente.

A Ómicron foi classificada como uma “variante de preocupação”. Os primeiros indícios sugerem que tem um risco acrescido de reinfecção. A variante fortemente mutante foi detectada na África do Sul no início deste mês e depois comunicada à Organização Mundial de Saúde (OMS) na passada quarta-feira.

A variante é responsável pela maioria das infecções encontradas na província mais populosa da África do Sul, Gauteng, durante as últimas duas semanas.

O número de casos de “parece estar a aumentar em quase todas as províncias” do país, de acordo com a OMS.

A África do Sul registou 2.800 novas infecções no domingo, um aumento em relação à média diária de 500 na semana anterior.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, apelou ontem ao levantamento imediato e urgente das restrições de viagens a partir da África Austral impostas por vários países, após a detecção da uma nova variante da COVID-19, argumentando que falta “justificação científica”.

O Chefe de Estado disse estar “profundamente desapontado com o fecho completamente injustificado” das fronteiras e que a medida representa uma forma de “discriminação”contra o seu país e países vizinhos afectados pelas mesmas medidas.

Estas restrições “clara e totalmente injustificadas contradizem os compromissos assumidos pelo G20 em Roma, no mês passado, e apenas prejudicam ainda mais as economias e minam a capacidade de resposta e recuperação da pandemia”, disse, num discurso à Nação.

Referindo-se ao aumento constante do número de novos casos confirmados nos últimos dias, particularmente na região de Joanesburgo e Pretória, o Presidente sul-africano confirmou que o país caminha para uma quarta vaga “nas próximas semanas, senão mais cedo”, escreve a Lusa.

“Temos um instrumento poderoso, chama-se vacinação, disse Ramaphosa, explicando que a taxa de vacinação completa no país é no máximo de 23,8%, um número muito mais elevado do que no resto de África, mas muito mais baixo do que a média global.

Para restaurar também a economia, o Presidente apelou a todos os que ainda não estão vacinados a fazê-lo sem demora e a motivar aqueles que os rodeiam a fazer o mesmo, afirmando que “há demasiadas pessoas que ainda expressam dúvidas”.

“Não se trata apenas de se protegerem, mas também de reduzir a pressão sobre os sistemas de saúde”, acrescentou, sublinhando que o Governo estuda a possibilidade de introduzir a vacinação obrigatória para certas actividades e em certos lugares.

Quase três quartos dos casos recentes de COVID-19 comunicados na África do Sul devem-se à variante Omicron. Contudo, os números permanecem baixos, com cerca de 3.000 novos casos positivos nos últimos dias, muito aquém dos números oficiais de vários países europeus em particular.

Estados Unidos da América, Espanha, França, Itália, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Singapura, Canadá, Áustria e Israel e Portugal estão entre os países que suspenderam temporariamente as viagens de e para os países africanos ou anunciaram que irão impor restrições depois de ser detectada a nova variante.

Morreu, ontem, em Paris, o príncipe Norodom Ranariddh, o primeiro chefe de Governo democraticamente eleito após o regime dos Khmers Vermelhos. Ranariddh morreu aos 77 anos de idade.

O actual primeiro-ministro do país, Hun Sen, que o sucedeu em 1997, disse estar de luto numa declaração em que descreveu Ranariddh como “um dignitário, um membro da família real que era patriótico para a Nação, a religião e o rei”.

De acordo com o Notícias ao Minuto, os filhos de Ranariddh e outros membros da família real estão a organizar um voo charter para levar os seus restos mortais de Paris para Nom Pen, onde será realizado um funeral real.

Ranariddh ganhou as primeiras eleições democráticas em 1993 após o regime dos Khmers Vermelhos e a subsequente tutela do país pela ONU, mas quando não conseguiu obter a maioria absoluta formou um governo de coligação com Hun Sen, com quem partilhou o cargo de primeiro-ministro.

Em 1997, num clima de violência com confrontos entre a polícia e milícias de apoio a Hun Sen, demitiu-se, deixando o caminho aberto para que o atual primeiro-ministro assumisse sozinho o cargo, que não renunciou desde então.

Ranariddh é o meio-irmão do atual rei, Norodom Sihamoni, e filho do monarca anterior, Norodom Sihanouk, e tem sido o membro da família real mais politicamente envolvido nas últimas décadas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse, hoje, que ainda não há indícios de que a variante Omicron provoque casos mais graves da COVID-19 ou com sintomas diferentes das estirpes anteriores.

Embora a taxa de internamentos devido à COVID-19 tenha aumentado nos últimos dias na África do Sul, país onde a nova variante foi detectada pela primeira vez, “isto pode ser o resultado de um aumento geral das pessoas infectadas, e não apenas de infecções específicas com a variante Omicron”, refere um comunicado do grupo de peritos consultivo da OMS para a monitorização da evolução do SARS-CoV-2.

Por outro lado, muitas das primeiras infecções pela variante Omicron reportadas são de estudantes universitários, jovens que tendem a sofrer formas mais moderadas da doença, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

O grupo de estudo salientou que “compreender o nível de severidade da variante Omicron pode levar vários dias ou semanas”.

Os peritos acrescentaram que a variante parece aumentar o risco de reinfecção (a hipótese de uma pessoa que já teve COVID-19 voltar a contrair a doença), mas que “não é ainda claro se é mais contagiosa”.

Sobre a resposta dos tratamentos contra a COVID-19, os cientistas observaram que os corticosteroides e os antagonistas da interleucina-6 (IL6) parecem continuar a ser eficazes em pacientes graves, não havendo ainda conclusões sobre a resposta das vacinas existentes à variante Omicron.

Angola encerrou fronteiras terrestres e aéreas com oito países da África Austral. Moçambique está na lista negra deste que é o primeiro país africano a fechar-se após a descoberta da variante Ómicron.

O anúncio da descoberta da variante Ómicron pelas autoridades sul-africanas colocou o mundo em choque e a Europa não demorou a reagir e de forma drástica, encerrando as fronteiras para voos e passageiros provenientes de países da África Austral.

Numa altura em que a Associação Médica sul-africana desdramatiza as informações à volta da estirpe Ómicron, Angola tornou-se o primeiro país africano a fechar-se aos Estados do sul de África.

“O executivo angolano, sob proposta da comissão multissectorial aprovou a implementação da medida encerramento das fronteiras aéreas com a África do Sul, Moçambique, Zimbabwe, Eswatini, Lesoto, Botsuana e Tanzânia”, disse o Ministro de Estado e da Casa Civil, que acrescentou que “a medida começa hoje, 28 de Novembro, e vai até ao dia 5 de Janeiro de 2022”.

Depois deste anúncio do Governo, a companhia de bandeira em Angola, a TAAG, seguiu à risca as orientações e suspendeu os voos.

“Dando cumprimento à determinação do comunicado da Comissão Multissectorial de Prevenção e Combate à COVID-19, que suspendeu as ligações aéreas de passageiros provenientes da África do Sul, Botswana, ESwatini, Lesoto, Namíbia, Moçambique e Zimbabué, a partir das 00h00 do dia 28 de Novembro de 2021, a TAAG Linhas Aéreas de Angola SA informa os seus passageiros e clientes, que estão suspensos a partir das 00h00 do dia 28 de Novembro, todos os voos com destino à Joanesburgo, Cidade do Cabo, Maputo e Windhoek, até novas instruções”.

Mas há uma ressalva. A TAAG anuncia que poderá haver voos especiais para Angolanos que estejam num dos países banidos e que queiram voltar para casa.

“A TAAG informa igualmente aos seus estimados passageiros que se encontram na África do Sul, Namíbia e Moçambique que, em articulação com as autoridades Angolanas, tudo fará para garantir o seu regresso o mais breve possível”.

Dados disponíveis indicam que a variante B.1.1.529 tem pelo menos 32 mutações. Contudo, estudos feitos pelos mesmos cientistas que a descobriram indicam que não há grandes possibilidades de evolução para estado grave para pessoas vacinadas, sendo que as não vacinadas podem ter uma reacção mais adversa.

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