Skip to main content

O País – A verdade como notícia

As autoridades de saúde dos Países Baixos confirmaram, hoje, a presença de 13 casos da nova variante Omicron do Coronavírus entre os 61 passageiros que acusaram positivo na sexta-feira, após aterrarem no aeroporto Schiphol, de Amesterdão.

Os passageiros chegaram num dos voos procedentes da África do Sul, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

O Instituto de Saúde Pública (RIVM) está a analisar, este fim de semana, as amostras recolhidas a 61 dos 624 passageiros que chegaram na sexta-feira de Joanesburgo e da Cidade do Cabo.

A investigação dos restantes testes positivos continua, pelo que os casos da nova variante podem aumentar.

As autoridades estão a apelar a todas as pessoas que regressaram da África do Sul nas duas últimas semanas para fazerem o teste da COVID-19 e montaram um centro de testagem no aeroporto para cidadãos regressados da região.

Os testes são voluntários e as pessoas podem esperar os resultados, em isolamento, em casa.

O Governo dos Estados Unidos da América (EUA) agradeceu hoje às autoridades sul-africanas pela sua transparência na comunicação em relação à nova variante do vírus da COVID-19, Omicron, considerando-a um exemplo para o resto do mundo.

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, manteve uma conversa telefónica com a sua homóloga sul-africana, Naledi Pandor, a quem transmitiu o seu apreço pela cooperação em matéria de saúde pública entre os dois países, disse o Departamento de Estado num comunicado.

Citado pela Lusa, Blinken elogiou também a “identificação rápida” da nova variante do Coronavírus por parte dos cientistas sul-africanos.

A detecção desta nova variante na África Austral é preocupante para a comunidade científica porque apresenta uma amálgama de mais de 30 mutações que, embora algumas tenham sido observadas noutras variantes, como a Beta, esta é a primeira vez que são vistas juntas.

Os receios desta nova variante levaram vários países em todo o mundo, incluindo na União Europeia, a encerrar o tráfego aéreo de países da África Austral, em particular da África do Sul e do Botsuana.

Os EUA, Espanha, França, Itália, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Singapura, Canadá, Áustria e Israel estão entre os países que suspenderam temporariamente as viagens ou anunciaram que irão impor restrições.

A Austrália confirmou, hoje, dois primeiros casos da nova variante do Coronavírus, Omicron, após análises aprofundadas ao vírus de dois passageiros provenientes da África Austral que tinham dado positivo à chegada a Sidney.

Num comunicado, o governo do estado de Nova Gales do Sul (leste) indicou que os dois passageiros, vacinados com as duas doses e assintomáticos, chegaram a Sidney num voo da Qatar Airways procedente de Doha, onde fizeram escala após partirem de um país do sul do continente africano.

De acordo com o Notícias ao Minuto, os dois casos positivos com a variante Omicron, considerada de “risco” pela Organização Mundial de Saúde (OMS), foram enviados para um centro de quarentena, tal como 12 outros passageiros, não contaminados, que procediam, também via Doha, de países da Africa Austral, enquanto a tripulação e os restantes 260 passageiros terão de permanecer em isolamento profilático.

A Austrália proíbe desde sábado a entrada no país a viajantes não australianos nem residentes no país que tenham visitado nos últimos 14 dias a África do Sul, Botsuana, Malauí, Moçambique, Namíbia, ilhas Seychelles e Zimbabué, região onde se suspeita como sendo prevalecente da circulação do vírus.

Aqueles que têm permissão para entrar no país devem cumprir uma quarentena de 14 dias num centro designado pelas autoridades.

O grupo de especialistas da OMS, reunido na sexta-feira para analisar o impacto da nova variante do coronavírus detectada na África do Sul, determinou que se trata de uma “variante de risco”, possivelmente mais contagiosa, e batizou-a com a letra grega Omicron.

A OMS reconhece que algumas das novas mutações da variante parecem sugerir uma capacidade de transmissão ainda maior do que as estirpes anteriores.

A Austrália relaxou as restrições de fronteira neste mês, permitindo o regresso ao país aos residentes vacinados sem a necessidade de quarentena.

Desde o início da pandemia de COVID-19, o país da Oceânia acumula mais de 205.000 infecções, a que estão associadas 1.985 mortes.

Já é conhecido o nome da nova variante da COVID-19, B.1.1.529. Segundo escreve a ONU News, o nome Omicron é atribuído a variante que tem maior número de mutações e que foi recentemente descoberta na vizinha África do Sul.

Face ao surgimento de uma nova variante do novo Coronavírus, vários países suspenderam voos provenientes de vários Estados africanos incluído Moçambique, o que para a Organização Mundial da Saúde (OMS) devia ter sido feito mediante uma recomendação do sector da saúde, baseada e dados científicos.

A agência da ONU lembra à população mundial a importância utilização contínua das máscaras, evitar aglomerações e higienizar as mãos sempre que possível.

Os dois países africanos, Angola e Moçambique, são dos três países com mais incêndios na região da África Austral. Segundo especialistas, embora o fogo tenha benefícios, o aumento da intensidade e da frequência tem consequências para a biodiversidade e as alterações climáticas.

De acordo com José Miguel Pereira, investigador do Instituto Superior de Agronomia (ISA) da Universidade Nova de Lisboa, citado pela Lusa, o facto destes dois países, incluindo a Zâmbia terem maior actividade de fogo na África Austral tem muito a ver com a sua localização geográfica.

Em entrevista à Lusa, o investigador do Instituto Superior de Agronomia (ISA) da Universidade Nova de Lisboa José Miguel Pereira explicou que o facto de Angola, Moçambique e a Zâmbia serem os três países da região com mais atividade de fogos tem a ver com a localização destes países no globo.

“Ocupam uma faixa de latitude no hemisfério sul de África onde estão reunidas condições de meteorologia e de vegetação e de actividade humana propícias a um crescimento rápido da vegetação”, explicou o investigador, acrescentando que, naquela zona, a vegetação cresce muito na época das chuvas, acumulando combustível, e depois “arde extensivamente na parte seca do ano”.

Segundo escreve a Lusa, um estudo realizado pelo investigador, o fogo no continente tem um ciclo semanal e aos dias de descanso, o que prova que resulta da actividade humana.

A comissão anti-corrupção da Serra Leoa acusou um ex-ministro e actual líder da oposição para as eleições presidenciais de 2023 de corrupção, incluindo seis funcionários do actual Governo do país da África Ocidental.

Samura Kamara, candidato presidencial do partido da oposição All People’s Congress, é acusado de participar em esquemas de corrupção para benefício individual, e para além dele, foram identificados membros do Governo ligados ao Ministério das Finanças do país.

Kamara era ministro dos negócios estrangeiros à data dos factos, onde segundo a comissão, o mesmo teria cometido dois crimes, incluindo apropriação indevida de fundos públicos no valor de quase 3 milhões de dólares destinados à reconstrução de um edifício.

Os outros seis indivíduos ligados ao Governo são acusados de vários crimes de corrupção envolvendo 4,2 milhões de dólares destinados à renovação do edifício da chancelaria da Serra Leoa em Manhattan.

A sua equipa de campanha, Samura Kamara para as eleições de 2023 negou qualquer infracção numa breve declaração, dizendo que os seus quarenta anos de serviço público, o seu carácter imaculado nunca foi questionado, tanto a nível nacional como internacional.

O partido na oposição, a Aliança Democrática na África do Sul venceu a capital do país, Pretória, nas eleições municipais. O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, classificou a vitória como grande lição, que aconteceu um dia depois do partido no poder ter perdido Joanesburgo.

O Congresso Nacional Africano (ANC), o partido no poder na África do Sul, sofreu um retrocesso histórico nas eleições municipais no dia 1 de Novembro, caindo abaixo dos 50 por cento pela primeira vez em qualquer eleição.

Depois de ter perdido controlo da capital económica Joanesburgo, na segunda-feira, a formação política também perdeu na Pretória, capital do país, que vai ser dirigida por Randall Williams, do principal partido da oposição, a Aliança Democrática (DA).

Até então, o ANC tinha ganhado todos os sufrágios por maioria absoluta, desde as primeiras eleições democráticas do país, em 1994.

Reagindo à vitória da oposição, Cyril Ramaphosa classificou como uma grande lição para o partido no poder e que agora a melhor opção é respeitar a vontade do povo.

“É um grande revés para nós, mas é também uma grande lição. É decepcionante para o Congresso Nacional Africano (ANC), mas temos de aceitar a mensagem clara enviada pelo nosso povo”, disse Ramaphosa à margem de um encontro com o Presidente queniano, Uhuru Kenyatta, em Pretória.

Fundada no ano 2000, a Aliança Democrática (DA) é uma fusão de três partidos e por muito tempo foi vista como o partido da classe média branca, mas rapidamente atraiu muitos eleitores negros.

África do Sul, Namíbia, Lesoto, Botswana, eSwatini e Zimbabwe integram a lista vermelha do Reino Unido, devido ao risco associado à nova variante detectada na África do Sul e considerada a pior até agora. Por conta da situação, a Comissão Europeia vai propor a suspensão de voos da África Austral com destino à União Europeia.

Depois de alguns meses de calma, o mundo volta a ficar em pânico e agitado, por conta do surto de uma nova variante detectada na África do Sul, após ser descoberta no Botswana. Trata-se de um vírus mais transmissível que a Delta e as vacinas actualmente no mercado podem ser menos eficazes, segundo virologistas.

A partir desta sexta-feira, seis países africanos, nomeadamente África do Sul, Namíbia, Lesoto, Botswana, eSwatini e Zimbabwe estão temporariamente proibidos de efectuar voos para o Reino Unido, e os viajantes deste espaço europeu deverão ficar em quarentena.

Por sua vez, a Comissão Europeia disse que vai propor a suspensão de voos de toda a África Austral com destino à União Europeia, anunciou esta sexta-feira a presidente da instituição, Ursula von der Leyen.

A dirigente explicou que o travão de emergência aos voos de países da África Austral para o Reino Unido, visa fazer face a situações preocupantes, como novas variantes, permitindo aos Estados-membros o endurecimento de medidas para parar a progressão da COVID-19.

Na quinta-feira, a directora da Organização Mundial da Saúde para África, Matshidiso Moeti, disse que na última semana houve um aumento de infecções na África Austral, na ordem de 48%, comparativamente à semana anterior.

A situação ocorre após 18 semanas de queda de novos casos, excepto na África do Sul, onde se registou um ligeiro aumento.

 

MOÇAMBIQUE NA LISTA VERMELHA DE ALGUNS PAÍSES  

A Áustria, Itália, Israel e Singapura interditaram a entrada de viajantes provenientes de Moçambique nos respectivos países. Assim, o país entra na lista de outros Estados africanos cuja entrada de viandantes também tinha sido vedada no contexto da contenção da propagação da nova variante da COVID-19, B.1.1.529.

O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que governa o país desde 1979, rejeitou esta quinta-feira falar da sua sucessão. Obiang assegurou que haverá uma alternância própria de uma democracia.

De acordo com a DW, o Chefe de Estado, de 79 anos, disse, numa conferência em Bata, que, “no que diz respeito à permanência no poder, é preciso saber que, num Estado de democracia, não é bom falar de sucessão, como se fosse uma herança”. Obiang está no poder há 42 anos e alcançou o poder após um golpe de Estado no qual derrubou o seu tio Francisco Macías.

O Presidente compareceu perante os jornalistas após o encerramento do VII Congresso Nacional Ordinário do Partido Democrático da Guiné Equatorial, que está no poder e do qual Obiang é fundador. O congresso decorreu entre 22 e 24 de Novembro e antes do evento especulava-se acerca da eventual nomeação de um candidato às eleições presidenciais de 2023.

Segundo analistas, a sucessão de Obiang é disputada entre os seus dois filhos, que detêm cargos importantes no Governo. O primeiro, vice-presidente e responsável pela segurança nacional, Teodoro Nguema Obiang Mangue, conhecido como “Teodorín”. O segundo, Gabriel Mbega Obiang Lima, que é ministro das Minas e Hidrocarbonetos, sendo a Guiné Equatorial um dos maiores produtores de petróleo de África.

Tanto “Teodorín”, figura controversa devido à sua implicação em processos judiciais em países como EUA, França ou Suíça por alegado envolvimento em escândalos de corrupção e branqueamento de capitais, como Lima têm apoios nacionais e internacionais.

Ainda assim, a Constituição favorece o primeiro, já que estabelece que o vice-presidente deve assumir o cargo em caso de demissão, incapacidade ou morte do chefe de Estado.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE