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O País – A verdade como notícia

O director do Centro de Controlo e Prevenção e Doenças da União Africana (África CDC), John Nkengasong, alertou hoje para a possibilidade de a vacinação contra COVID-19 se tornar obrigatória nos países africanos, devido à renitência das pessoas em aderir à imunização contra a doença viral.

“É natural que essa tendência se espalhe pelo continente, muitos países vão adoptar essa política, porque as lideranças políticas estão muito preocupadas, já que se esforçaram para comprar vacinas e as populações não as usam, o que é uma pena, porque cria um peso financeiro desnecessário”, disse Nkengasong,

Diante das estatísticas da vacinação contra a COVID-19 em África, ainda aquém do desejável, John Nkengasong apontou para a imunização como alternativa eficaz para contornar a situação sanitária no continente.

Sobre a surgimento de novas variantes do vírus pandémico na África do Sul e Botswana, o líder disse que “a nova vaga pode ser mitigada se um grande número de pessoas for vacinada”.

“Não podemos usar a justificação do passado para dizer que as pessoas não se vacinam, as vacinas estão disponíveis, só 55% das vacinas disponíveis foram usadas, isto é mesmo inaceitável, porque, se as pessoas quiserem ser vacinadas, podem, por isso faço novamente um apelo para que se vacinem, porque só assim nos protegeremos e evitamos que as lideranças políticas imponham um requisito de vacinas obrigatórias”, apelou Nkengasong, citado pelo Notícias ao Minuto.

Recorde-se que o Quénia decidiu impor sanções às pessoas que não tiverem vacinado contra o Coronavírus. Neste contexto, partir de 21 de Dezembro, os quenianos que não estiverem vacinados contra o novo Coronavírus serão impedidos de entrar nos serviços públicos e hospitais, entre outros edifícios estatais, bem como de conduzir táxis e mototáxis, anunciou domingo o ministro da Saúde, Mutahi Kagwe.

Com 32 novas mutações na proteína spike, há uma nova variante a preocupar a comunidade científica. Estirpe foi detectada no Botswana e já há 10 casos confirmados em três países.

A comunidade científica está preocupada com uma nova variante da COVID-19 (designada de B.1.1.529) descoberta no Botswana. Esta nova estirpe tem um “número extremamente alto” de mutações (32), o que pode colocar em risco a eficácia das vacinas. “É realmente uma preocupação significante“, diz ao The Guardian Ravi Gupta, professor de microbiologia clínica da Universidade de Cambridge.

De acordo com o Observador, o primeiro caso da referida variante foi detectado no Botwsana, a 11 de Novembro. Três dias depois, foi reportada outra infecção pela mesma estirpe na África do Sul, tendo também já chegado a Hong Kong.

Alguns virologistas sul-africanos já demonstraram alguma apreensão, devido ao aumento recente de casos de COVID-19 nas cidades de Pretória e de Joanesburgo, onde a variante também já foi detectada.

Já Tom Peacock, virologista do Imperial College em Londres, mostra-se preocupado “pelo número incrivelmente alto de mutações [na proteína spike]”, o que “pode sugerir uma preocupação real”. Na sua conta pessoal do Twitter, ressalvou, no entanto, que esta variante ainda não se difundiu, aconselhando que se monitorize a evolução da estirpe.

As mutações na proteína spike podem potenciar a capacidade de o vírus infectar as células e também a sua transmissibilidade. Criam ainda problemas ao sistema imunitário, que não consegue responder tão eficazmente ao SARS-CoV-2.

François Balloux, director do Instituto Genético ICL, conjetura que esta variante possa ter surgido naquilo a que chamou uma “explosão”, sugerindo que o vírus pode ter evoluído num organismo de uma pessoa com o sistema imunitário frágil, possivelmente alguém que sofra de HIV ou de SIDA.

O mesmo especialista considera que esta variante deve ser “monitorizada de perto”, mas que, por agora, “não há razão para ficar excessivamente preocupado”, a menos que esta estirpe “comece a aumentar num futuro próximo”.

Também Ravi Gupta sinaliza que é necessário entender melhor esta variante, principalmente como é o organismo reage. “A fuga ao sistema imunológico é apenas parte do que pode acontecer”, remata.

O Governo talibã divulgou esta terça-feira um conjunto de restrições dirigidas aos órgãos de comunicação social afegãos, incluindo a proibição de dramas que incluem atrizes, assim como obrigar apresentadoras televisivas a usar Hijab.

De acordo com o ministério afegão do “vício e virtude”, citado pelo Observador, foram, na mesma sequência, emitidas nove normas a serem cumpridas pela comunicação social, visando banir qualquer forma de media que se oponha aos “valores afegãos ou do Islão”.

Já a agência Reuters, citada pelo Observador, escreve que apesar de a maioria das mulheres afegãs já usar a hijab islâmica no seu quotidiano, as regras impostas pelos talibãs preocupam activistas pelos direitos das mulheres, uma vez que são vagas e podem ser interpretadas de forma conservadora.

Face a medida anunciada, a organização Human Rights Watch (HRW) repudiou veementemente as imposições do Governo talibã, afirmando que a liberdade de imprensa estava a ser posta em causa no país.

“O desaparecimento de qualquer espaço para discórdia e o aperto das restrições para mulheres na comunicação social e nas artes é devastador”, diz a organização.

O Primeiro-Ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, anunciou que vai liderar o exército na frente de batalha contra as forças rebeldes de Tigray. Os combatentes da região de Tigray estão a tentar invadir a capital etíope, Addis Abeba.

Com os combatentes do Tigray a aproximarem-se rapidamente à capital da Etiópia, Addis Abeba, o Primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, anunciou, esta segunda-feira, que vai liderar a ofensiva contra as forças inimigas.

Nas redes sociais, o líder etíope sublinhou a necessidade de ele mesmo estar na linha da frente numa guerra, que já dura um ano.

“Este é um momento em que é preciso liderar um país com martírio. Vamos encontrar-nos na frente de batalha”, afirmou Abiy Ahmed.

Em resposta ao anúncio do Prémio Nobel da Paz de 2019, o porta-voz das forças do Tigray, Getachew Reda, disse que não vão abrandar no avanço para pôr fim à sujeição do povo da região pelo Governo central.

As forças do Tigray realçaram que estão a pressionar o Governo etíope para levantar um bloqueio que dura há meses na região, mas também pretendem que Abiy Ahmed deixe o poder.

Estima-se que dezenas de milhares de pessoas morreram vítimas do conflito que opõe o Governo etíope e as suas forças aliadas aos combatentes da região do Tigray. A comunidade internacional teme que o conflito desestabilize por completo o país.

O Governo do Quénia deu, ontem, ultimato à população para que vacinasse contra a COVID-19 num intervalo de um mês. Avisou ainda que quem não o fizer, será impedido de entrar nos bares e restaurantes e de apanhar o transporte público.

Quénia tem mais de 53 milhões de habitantes, segundo estimativas das autoridades locais. Neste momento, 20 milhões da população ainda não tomou a vacina contra a COVID-19, facto que levou o executivo a tomar a decisão.

Se as mesmas pessoas não tiverem vacinado até 21 de Dezembro, serão impedidas de entrar nos bares e restaurantes e de apanhar o transporte público de passageiro.

Porém, as autoridades não explicam que trabalho será desencadeado para atingir este número.

Aliás, há um obstáculo para as intenções do Governo. As vacinas mais usadas no Quénia são as da AstraZeneca, que requerem um intervalo de seis semanas entre a administração das duas doses, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

No Quénia, a doença já matou mais de 5.300 pessoas, em pelo menos 255 mil infectadas. Menos de 10% da população queniana encontra-se vacinada.

Morreu, aos 90 anos de idade, o antigo Presidente sul-coreano Chun Doo-hwan, figura criticada pelo golpe que o levou ao poder e pela brutal repressão que orquestrou sobre a revolta na cidade de Gwangju.

De acordo com a Lusa, Chun morreu em sua casa, no distrito de Seodaemun, em Seoul, vítima de doença.

Nascido em 1931 no condado sudeste de Hapcheon, entrou na Academia Militar da Coreia (KMA) com 20 anos. Lá, conheceu figuras como Roh Tae-woo e Jeong Ho-yong, com quem fundou a Associação Hanahoe, que reunia principalmente pessoal militar do sudeste do país e que acabaria por desempenhar um papel fundamental no futuro da nação.

Com Chun ao leme, o grupo Hanahoe encenou um golpe pouco depois do assassínio do então Presidente, Park Chung-hee, em 1979, que acabaria por o tornar Chefe de Estado até 1988.

No ano seguinte, Chun ordenou a supressão brutal de uma revolta popular na cidade de Gwangju (260 quilómetros a sul de Seul) que causou pelo menos 200 mortos e 1.800 feridos.

Após ter nomeado Roh como sucessor, protestos pró-democracia espalharam-se pelo país na primavera de 1987 e a junta militar de Chun acabou por concordar em realizar eleições presidenciais democráticas seis meses mais tarde.

Tanto ele como Roh, que continuariam a ganhar as eleições presidenciais e a governar até 1993, foram condenados em Agosto de 1996 por corrupção e pelo papel no golpe de Estado de 1979 e na repressão de Gwangju de 1980.

Chun foi condenado a prisão perpétua, mas recebeu um indulto presidencial em 1997.

O antigo oficial militar mostrou poucos remorsos pelo papel na repressão de Gwangju, tendo mesmo recebido uma pena de prisão suspensa de dois anos em 2020 por difamar uma das testemunhas do massacre.

Chun recorreu da sentença e apareceu em tribunal pela última vez no processo de recurso em agosto deste ano, demonstrando dificuldade em respirar e em compreender o que lhe estava a ser dito.

Pelo menos 45 pessoas morreram na madrugada de hoje, na Bulgária, num acidente de autocarro que transportava cidadãos da Macedónia do Norte.

O acidente “ocorreu na autoestrada perto da aldeia de Bosnek, 40 quilómetros a sul de Sófia, disse o comissário Nikolay Nikolov, chefe do serviço de controlo de catástrofes, na televisão estatal BNT”. Sete passageiros foram resgatados e transportados para um hospital na capital, segundo a fonte.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a causa do acidente não foi ainda determinada.

“Isto é uma tragédia. Não sabemos se todas as vítimas são da Macedónia do Norte, mas assumimos que sim porque o autocarro está registado no país”, disse o primeiro-ministro da Macedónia do Norte, Zoran Zaev, numa entrevista à Nova TV.

O ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, disse hoje que, até ao final deste inverno, os alemães estarão “vacinados, curados ou mortos”. O responsável pela Saúde naquele país europeu justificou a sua conclusão com base no aumento de infecções provocadas pela variante Delta da COVID-19.

Face à probabilidade, o dirigente aponta para a vacinação urgente contra o novo Coronavírus como alternativa eficaz para reduzir o número de perdas humanas no país.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, a Alemanha, especialmente as regiões sul e leste, foi duramente atingida por uma nova onda de infecções, que os investigadores e políticos atribuem, em particular, a uma taxa de vacinação (68%) das mais baixas da Europa Ocidental.

As estatísticas divulgadas pela imprensa internacional indicam que a pandemia do Coronavírus já causou a morte de cerca de 100 mil pessoas desde que eclodiu a doença viral.

Diante do cenário vivido na Alemanha, a chanceler alemã cessante, Angela Merkel, e o seu provável sucessor, Olaf Scholz, decidiram, na semana passada, apertar as restrições para os não vacinados, mas excluíram a vacinação obrigatória para toda a população.

Nos últimos dias, segundo o Notícias ao Minuto, a Alemanha tem registado números sem precedentes de infecções, ultrapassando o limite de 65.000 contágios diários na semana passada. “Hoje, a taxa de incidência a sete dias bateu o recorde de 386,5 infecções por 100 mil habitantes”.

A pandemia da COVID-19 já causou 5.144.573 mortes e 256,54 milhões de infecções em todo o mundo, segundo dados divulgados pela France-Presse, citada pelo Notícias ao Minuto.

Governos de diversos países europeus estão a ser acusados de retirarem oportunidade de escolha à população, que se tem manifestado nas ruas contra medidas mais restritivas para combater a pandemia da COVID-19. Isto, numa altura em que a Organização Mundial de Saúde estima que uma nova vaga da pandemia poderá levar à morte de 500.000 pessoas até Março do próximo ano.

O governo austríaco, por exemplo, foi acusado de se tornar numa “ditadura fascista” pelo Partido da Liberdade, de extrema-direita, por declarar que as vacinas se tornariam obrigatórias a partir do ano que vem, depois de apenas 66% da população ter aceitado a toma da vacina.

Activistas saíram à rua e fizeram-se ouvir com buzinas e tambores na Praça dos Heróis em protesto contra o anúncio de um novo confinamento, que entrou hoje em vigor, segundo refere o Notícias ao Minuto.

Em Bruxelas, também dezenas de milhares de manifestantes se opuseram às medidas que o governo belga adoptou para controlar a COVID-19, nomeadamente o impedimento do acesso a restaurantes ou bares por parte de não-vacinados.

O protesto foi feito contra a polícia no passado domingo, com pedras e canhões de água em frente à sede da Comissão da União Europeia. O jornal Le Soir avança que os manifestantes também lançaram bombas de fumo e material pirotécnico.

Croácia, Itália e Países Baixos assistiram também a uma onda de protestos violentos. Várias cidades nos Países Baixos têm sido palco de manifestações. Em Roterdão vários ficaram feridos, quatro pessoas foram atingidas por balas da polícia e permaneceram no hospital até ontem, segundo um comunicado das autoridades holandesas.

Em Enschede, também nos Países Baixos, as manifestações marcaram lugar pela terceira noite consecutiva. Ontem à noite, a polícia recorreu a cassetetes para tentar dispersar a multidão, de acordo com vídeos publicados nas redes sociais.

A população de Groningen, também partilhou momentos vividos  nos protestos, assim como de Leeuwarden, onde carros da polícia foram vandalizados por grupos vestidos de preto.

De acordo com as autoridades holandesas, cinco agentes da polícia ficaram feridos durante a noite de sábado e 64 pessoas foram presas, incluindo dezenas que lançaram objectos pirotécnicos durante um jogo de futebol no estádio do Feyenoord de Roterdão.

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