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O País – A verdade como notícia

Militares de Myanmar, ex-Birmânia, invadiram uma pequena vila do noroeste do país e detiveram civis que, posteriormente, foram queimados vivos, numa aparente retaliação a um ataque a um comboio militar.

De acordo com a agência de notícias norte-americana Associated Press (AP), um vídeo do ataque, realizado na terça-feira, mostra os corpos carbonizados de 11 vítimas, algumas delas provavelmente adolescentes, colocados em círculo junto ao que parecem ser os restos de uma cabana no vilarejo de Done Taw, na região de Sagaing.

A indignação espalhou-se à medida que as imagens foram compartilhadas nas redes sociais, naquele que parece ser o mais recente ataque de militares birmaneses para tentar reprimir a resistência antigovernamental cada vez maior após o golpe militar realizado pelo exército a 01 Fevereiro.

O Notícias ao Minuto escreve que a organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) pediu hoje que a comunidade internacional assegure que os comandantes que deram a ordem sejam incluídos nas listas de sanções direccionadas e que, de forma mais ampla, os esforços sejam intensificados para cortar qualquer fonte de financiamento aos militares.

“Os nossos contactos estão a dizer que eram apenas rapazes e jovens aldeões que foram apanhados no lugar errado na hora errada”, disse uma porta-voz da HRW, Manny Maung, acrescentando que incidentes semelhantes têm ocorrido regularmente, mas que este foi filmado.

As imagens não puderam ser verificadas de forma independente, mas um relato feito à AP por uma pessoa que alegadamente esteve presente quando as imagens foram gravadas corresponde às descrições do incidente veiculadas pelos meios de comunicação independentes de Myanmar.

O Governo negou que houvesse tropas na área do incidente.

O Secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, foi recomendado a entrar em isolamento preventivo depois de ter, ontem, mantido contacto com uma pessoa infectada pelo Coronavírus.

Segundo avança o “Observador”, que cita a AFP, o líder da ONU, com 72 anos, teve que cancelar encontros presenciais marcados para esta semana.

Hoje, António Guterres deveria participar, como convidado de honra, na gala anual da associação da imprensa da ONU, em Manhattan, e na amanhã numa reunião do Conselho de Segurança sobre os desafios do terrorismo e as alterações climáticas, liderada pelo Presidente do Níger, Mohamed Bazoum.

O porta-voz do chefe das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, disse há dias, segundo escreve o “Observador”, que Guterres recebeu recentemente a terceira dose da vacina contra a COVID-19, depois de ter hesitado sobre se deveria tomar o imunizante de reforço, quando milhões de pessoas em todo o mundo ainda não tiveram acesso à primeira dose.

A COVID-19 provocou pelo menos 5.261.473 mortes em todo o mundo, entre mais de 265,80 milhões de infecções pelo novo Coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Olaf Scholz foi eleito, hoje, chanceler pelo parlamento alemão. Olaf Scholz sucede a Angela Merkel que liderou o país por dezesseis anos.

O social-democrata Olaf Scholz foi eleito hoje chanceler federal onde o partido que lidera e os aliados da coligação governamental, verdes e liberais, têm maioria no parlamento. O novo chanceler alemão foi eleito com 395 votos a favor, 303 votaram contra e houve seis abstenções, de acordo com o RFI.

Feminista convicto, Olaf Scholz assume um governo constituído, pela primeira vez, com o mesmo número de homens e mulheres. Três delas assumem ministérios importantes: Relações Exteriores, para a ecologista Annalena Baerbock, Defesa e Assuntos Internos, para as social-democratas Christine Lambrecht e Nancy Faeser.

É a primeira vez que uma “coligação semáforo”, assim designada por causa das cores dos três partidos (o vermelho do SPD, o amarelo do FDP e o verde), vai governar o país.

No acordo de coligação firmado na terça-feira, os partidos falam numa “responsabilidade especial” para servir a Europa, mas ainda falta perceber o projecto que este novo tem para a União Europeia.

A luta contra HIV/SIDA abrandou com o aparecimento da COVID-19 e apenas nove países, incluindo Cabo Verde, estão em vias de cumprir o objectivo de eliminar a epidemia até 2030. A informação foi avançada ontem pela Organização Mundial da Saúde.

Na Conferência Internacional sobre a SIDA e doenças sexualmente transmissíveis, que decorre na África do Sul, a Organização Mundial de Saúde apelou a um combate simultâneo contra o HIV/SIDA e a pandemia da COVID-19, alertando que a luta contra o vírus do SIDA que registava progressos há dez anos, abrandou em 2020.

De acordo com a instituição, vários países afastaram-se dos objectivos internacionais e as dificuldades ligadas à COVID-19 agravaram a situação, colocando em causa o terceiro Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, que inclui pôr fim à epidemia de SIDA até 2030.

Segundo dados apresentados na conferência, apenas nove países estão para alcançar esse objectivo, nomeadamente o Botswana, Cabo Verde, Quénia, Lesotho, Malawi, Nigéria, Uganda, Ruanda e Zimbabwe.

A Organização Mundial da Saúde indica ainda que a África Subsaariana acolhe dois terços, cerca de 67 por cento das pessoas que vivem com HIV e as mulheres e raparigas representam 63 por cento das novas infecções. Com 7.8 milhões de casos, a África do Sul é o país mais afectado do mundo.

Segundo a Organização das Nações Unidas, o número de novas infecções diminuiu 43 por cento na última década e o número de mortos tinha diminuído para quase metade. Actualmente, 37.7 milhões de pessoas vivem com o vírus. Em 2020, 680 mil pessoas morreram de uma doença ligada à SIDA.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse ontem que as vacinas são eficazes contra a nova variante da COVID-19, Ómicron. A organização diz ainda que os imunizantes podem proteger as pessoas das formas graves da doença.

Desde que a nova variante da COVID-19, Ómicron, foi detectada na África do Sul, surgiram muitas dúvidas relacionadas com a eficácia das vacinas contra a estirpe.

Na terça-feira, o director de programas de emergências na Organização Mundial da Saúde, Michael Ryan, disse numa entrevista, que as vacinas são eficazes para proteger as pessoas contra a nova variante da COVID-19, Ómicron, e disso não há dúvidas.

“Não há razão para duvidar de que as vacinas actuais protegem os doentes infectados com Ómicron contra formas graves de COVID-19. Temos vacinas muito eficazes que se mostram potentes contra todas as variantes até agora, em termos de gravidade da doença e hospitalização, e não há razão para acreditar que não seja o caso com a Ómicron”, disse Michael Ryan.

Michael Ryan afirmou que os estudos feitos sobre a nova variante apontam que a estirpe não mostra um aumento da gravidade da doença.

“De facto, alguns locais da África Austral estão a relatar sintomas mais ligeiros, mas tem de se ter muito cuidado na forma como se analisa estes dados, uma vez que estamos na presença de uma variante detectada recentemente”, acrescentou Michael Ryan.

Descoberta no dia 24 de Novembro, a variante Ómicron é classificada como preocupante pela Organização Mundial da Saúde e a estirpe já está presente em cerca de 40 países de todos os continentes.

Os Emirados Árabes Unidos decidiram mudar o seu fim-de-semana de sexta-feira e sábado para sábado e domingo e instituir uma semana de trabalho de quatro dias e meio.

Além do sábado e do domingo, os habitantes dos Emirados terão mais meio-dia de descanso na tarde da sexta-feira, dia da grande oração semanal nos países muçulmanos.

“Os Emirados Árabes Unidos são a primeira Nação do mundo a introduzir uma semana de trabalho nacional mais curta do que a semana global de cinco dias”, segundo a WAM, acrescentando que, na maioria dos países árabes, o fim-de-semana decorre entre sexta-feira e sábado.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a federação que reúne os sete emirados vai tornar-se o único país do Golfo com um fim-de-semana de sábado e domingo, decisão que lhe permite alinhar com a maioria dos países fora do mundo árabe.

Os funcionários também poderão optar por trabalhar a partir de casa na sexta-feira, segundo a agência de notícia dos Emirados.

“Este fim-de-semana prolongado faz parte dos esforços do Governo dos Emirados Árabes Unidos para melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional (…) e também para aumentar o desempenho da competitividade económica do país”, refere a WAM.

A semana nacional de trabalho passa a ser obrigatória para o sector público a partir de Janeiro.

O número de mortos devido à erupção do vulcão Semeru, na Indonésia, subiu de 22 para 34, disse o porta-voz da Agência Nacional de Desastres da Indonésia, Abdul Muhari, acrescentando que outras 17 continuam desaparecidas.

De acordo com um balanço anterior do organismo, pelo menos 51 pessoas ficaram feridas com queimaduras, incluindo 35 em estado grave.

O Notícias ao Minuto escreve que cerca de 5.200 pessoas foram afectadas pela erupção do Semeru, tendo mais de 1.700 sido retiradas para os 19 centros de acolhimento criados, enquanto cerca de três mil casas e 38 escolas, num raio de cinco quilómetros da cratera, ficaram danificadas, além de uma ponte que liga duas das principais cidades daquela região.

A erupção do vulcão Semeru, no distrito de Lumajang, na província de Java Oriental, ocorreu no sábado e causou uma enorme coluna de cinzas que atingiu os 12 mil metros.

O vulcão está em actividade intermitente, com várias erupções todos os dias desde o final de semana.

As fortes chuvas e a actividade do vulcão estão a dificultar o trabalho das equipas de resgate que procuram sobreviventes nas 11 povoações da região.

A Indonésia situa-se no chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, onde o encontro de placas continentais causa uma elevada actividade sísmica. O arquipélago do Sudeste Asiático tem quase 130 vulcões activos.

No final de 2018, a erupção de um vulcão entre as ilhas de Java e Samatra provocou um deslizamento de terra subaquática e um tsunami, matando cerca de 400 pessoas.

A insuficiência dos registos civis em África poderá excluir milhões de pessoas da vacinação contra a COVID-19. A informação foi avançada pela Fundação Mo Ibrahim, que refere que mais de 50 por cento de crianças que nasceram no continente não têm existência legal.

Segundo o estudo da Fundação Mo Ibrahim, denominado “COVID-19 em África: um caminho difícil para a recuperação”, mais de 50 por cento das crianças que nasceram em África não têm existência legal por falta de registo, serviços que foram perturbados ou interrompidos durante a pandemia.

A organização alerta que a falta dos registos civis no continente africano poderá excluir milhões de pessoas da vacinação contra a pandemia da COVID-19.

Estimativas dos autores da pesquisa indicam que o número vai ultrapassar 100 milhões de crianças sem registo até 2030, se não houver investimento neste serviço público.

Na África do Sul, estima-se que 15,3 milhões de pessoas não estejam registadas oficialmente, o que pode excluir quase 30 por cento da população da vacinação.

Cabo Verde é o país africano com melhor desempenho nesta área, tendo Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola e Guiné Equatorial registado melhorias desde 2010.

Apesar da pandemia da COVID-19, a venda de armamento aumentou 1.3 por cento em 2020. As 100 maiores empresas internacionais de armamento tiveram um lucro de um total de 469 biliões de euros no ano passado.

Em 2020, o comércio de vários bens foi duramente afectado pela pandemia da COVID-19, mas nem com isso o negócio de armamento abrandou.

Segundo o Notícias ao Minuto, a venda de armas aumentou em 1.3 por cento no ano passado, um lucro de um total de 531 mil milhões de dólares para as 100 maiores empresas internacionais de venda de armas.

Os dados constam do relatório sobre comércio de armas e serviços militares do Instituto Internacional de Pesquisa sobre a Paz de Estocolmo, sublinhando que as despesas militares subiram em grande parte do mundo e, em alguns casos, os Governos aceleraram os pagamentos à indústria do armamento.

Os Estados Unidos mantêm a hegemonia mundial, com 41 empresas entre as 100 maiores cotadas neste mercado, representando 54 por cento do total de facturação em 2020, 285 mil milhões de dólares.

Na lista das 100 empresas, 26 são do continente europeu, que somaram 109 mil milhões de dólares de facturação em 2020. Destaque também para cinco empresas chinesas de comércio de armas, que facturaram 66 mil milhões de dólares.

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