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O País – A verdade como notícia

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, está a receber tratamento para forma leve de COVID-19 depois de ter testado positivo este domingo.

Ramaphosa começou a sentir-se indisposto e um teste confirmou o diagnóstico de Coronavírus, segundo um comunicado da Presidência, que refere que está em isolamento na Cidade do Cabo e a ser monitorizado pelos Serviços de Saúde Militares da África do Sul, tendo delegado todas as responsabilidades no vice-presidente, David Mabuza, durante a próxima semana, escreve o Observador.

O chefe de Estado sul-africano, de 69 anos, tem a vacinação completa, e o comunicado não precisa se está infectado com a nova variante, Ómicron.

Na semana passada, Ramaphosa visitou quatro países da África ocidental e tanto ele como todos os membros da sua comitiva foram testados em cada um dos países durante a viagem.

Alguns elementos da comitiva testaram positivo na Nigéria e regressaram directamente à África do Sul, enquanto, durante o resto da viagem, o Presidente e a sua delegação testaram negativo. Ramaphosa regressou do Senegal em 8 de Dezembro.

Segundo o comunicado, o Presidente sul-africano afirmou que a sua infecção serve de alerta a toda a população do país para se vacinar e manter-se vigilante contra a exposição ao vírus, sublinhando que a vacinação continua a ser a melhor protecção contra doença grave e hospitalização.

As pessoas na África do Sul que estiveram este domingo em contacto com o Presidente foram aconselhadas a manterem-se atentas a sintomas ou fazerem testes, indica ainda o comunicado.

O ex-Presidente sul-africano, Jacob Zuma, lançou hoje o seu livro intitulado “Jacob Zumba fala” em que anuncia que vai “esclarecer as coisas” sobre os nove anos que esteve a presidir a África do Sul.

Cada exemplar do livro custa 16 euros, mas se tiver a assinatura do ex-chefe de Estado, que está em liberdade condicional, o preço sobe para 55 euros, segundo a agência de notícias France-Presse.

Envolto em escândalos, Jacob Zuma, 79 anos, foi forçado a demitir-se em 2018, tendo sido criada uma comissão de inquérito para investigar a corrupção generalizada durante os seus nove anos no poder.

Foi preso no passado dia 8 de Julho por desrespeito à Justiça, o que desencadeou uma onda de violência sem precedentes, tendo saído em liberdade condicional em Setembro por motivos de saúde.

Continua, contudo, a cumprir uma pena de 15 meses pela recusa em comparecer diante da comissão de inquérito sobre a corrupção do Estado durante a sua presidência, de 2009 a 2018.

Zumba está em liberdade condicional na sua luxuosa propriedade em Nkandla, na província oriental de Kwazulu-Natal.

Falando sobre a importância da “verdade”, o antigo chefe de Estado apareceu em forma, na passada sexta-feira, num vídeo em que fez o lançamento virtual do seu livro, escreve o Notícias ao Minuto.

“Não vale a pena inventar histórias porque tens uma máquina suficientemente poderosa para o fazer”, disse Zuma, sentado atrás de pilhas de livros vermelhos sobre os quais posa, sorridente, com os braços cruzados.

O seu julgamento por corrupção num caso de suborno, com 20 anos, envolvendo o grupo francês Thales, continua em curso após vários adiamentos.

O ex-Presidente não deixou de clamar perseguição e denunciou uma justiça que tenta fazer julgamentos políticos contra ele.

A polícia turca deteve, hoje, 35 estudantes que tentavam manifestar-se na capital, Ancara, por falta de condições e de habitações para os estudantes viverem, um movimento conhecido como ‘Estudantes sem tecto’.

A manifestação foi convocada para o meio-dia de hoje no centro de Ancara, mas o gabinete do governador da cidade tinha anunciado que não ia dar autorização para o protesto, pelo que a polícia dispersou os manifestantes que tentavam juntar-se, fazendo várias detenções.

De acordo com o Notícias ao Minuto, os agentes da autoridade estabeleceram vários pontos de controlo nos subúrbios da capital turca, pararam vários autocarros alugados pela organização, que esperava estudantes vindos de cidades como Istambul ou Esmirna, e impediram-nos de seguir viagem, de acordo com diário turco Birgun, citado pela agência espanhola de notícias, a Efe.

Nalguns casos houve confrontos entre a polícia e os manifestantes, dos quais resultaram alguns feridos, e pelo menos 13 manifestantes de um autocarro proveniente de Esmirna foram detidos, escreveram os organizadores numa rede social.

O movimento ‘Estudantes sem tecto’, formado em Setembro, denuncia que a drástica subida dos preços das habitações os impede de encontrar uma casa a uma distância razoável das universidades, muitas vezes situadas nos centros urbanos, a que se junta a escassez de lugares nas habitações públicas para o efeito.

Nesse mês, recorda a agência Efe, vários ativistas recorreram a meios originais de protesto, como dormirem em parques públicos rodeados de livros, mas a resposta do Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, foi que “exageraram”.

O ministro da Saúde sul-africano, Joe Paahla, diz que a nova variante do novo Coronavírus, Ómicron, está a tornar-se dominante na África do Sul e que é responsável por 70 por cento dos casos de COVID-19 desde Novembro.

Nas últimas 24 horas, a África do Sul teve cerca de 22.391 novas infecções por COVID-19 de um total de 75.251 pessoas testadas à doença, o que representa uma taxa de positividade de 29.8 por cento, segundo o Instituto Nacional de Doenças Infecciosas, números atribuídos a nova variante do novo Coronavírus, Ómicron.

Numa conferência de imprensa, esta sexta-feira, o ministro de Saúde Sul-africano, Joe Paahla, disse que a nova estirpe está a tornar-se dominante no país e está a ultrapassar a variante Delta.

O governante revelou que cerca de 70 por cento dos casos de COVID-19 identificados desde Novembro estão relacionadas à variante Ómicron, divulgada à comunidade internacional em 25 de Novembro pela África do Sul.

Phaahla disse que a transmissibilidade da estirpe é duas vezes e meia superior à registada no país por qualquer outra variante da doença respiratória pandémica até à data.

A ex-ministra da Justiça do Benim, Reckya Madougou, foi hoje condenada a uma pena 20 anos de prisão por um tribunal especial em Porto Novo, capital do daquele país da Africa Central. Segundo escreve a imprensa portuguesa, a ex-governante é acusada de “cumplicidade em atividades terroristas”

De acordo com o Notícias ao Minuto, Madougou, de 47 anos, foi considerada culpada de financiar “atividades terroristas” pelo Tribunal de Repressão a Infrações Económicas e Terrorismo, instância acusada pelos seus detratores de servir de instrumento jurídico do poder para amordaçar a oposição.

A ex-ministra, que se tinha declarado inocente, foi condenada à pena pedida pelo procurador.

Durante a audiência, Reckya Madougou disse que estava “chocada” com as acusações. “Há nove meses que me interrogo como é possível montar uma história destas”, afirmou, perante os juízes, acrescentando que “nunca fui e nunca serei uma terrorista.”

Segundo escreve o jornal português, a ex-ministra, cuja candidatura às presidenciais de 11 de Abril foi rejeitada, esteve detida durante algumas semanas antes da votação, na qual o Presidente, Patrice Talon, foi reeleito para um segundo mandato, com mais de 86% dos votos.

Madougou era acusada de ter financiado uma operação para assassinar figuras políticas para impedir a realização das eleições e assim “desestabilizar” o país.

O Primeiro-Ministro português, António Costa, entregou, ontem, na sede da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, o documento referente à ratificação do novo acordo de mobilidade entre os membros da agremiação.

Segundo disse António Costa, citado pela RTP “este não é mais um acordo, mas um acto de afirmação política muito importante”, porque a concórdia facilita as estadias de curta duração e temporárias, e os vistos de residência dentro da comunidade.

A ratificação, pelo Governo português, do novo acordo de mobilidade da CPLP representa um marco histórico, visto que a CPLP celebra 25 anos desde a sua criação.

Durante a sua intervenção, o Primeiro-Ministro português desafiou os países que ainda não procederam com a ratificação do acordo de mobilidade a fazerem-no.

“As nossas fronteiras estão bem firmadas. Agora o que importa é mesmo abrir as portas que permitam aos nossos povos fazer aquilo que naturalmente fazem, que é poderem circular e circular no mesmo espaço linguístico, no mesmo espaço que lhes é familiar”, disse António Costa.

Por seu turno, o secretário executivo da CPLP, Zacarias da Costa, defende que “a mobilidade das pessoas é a mobilidade da língua portuguesa enquanto língua de herança, sim, mas também enquanto língua de futuro, do digital e das redes sociais. Enquanto língua de conhecimento e de ciência, de diplomacia e de negócios”.

Com a ratificação formalizada por Portugal, o Acordo sobre a Mobilidade irá entrar em vigor no dia 1 de Janeiro.

Por enquanto, segundo a RTP, Cabo Verde, Portugal e São Tomé e Príncipe são os únicos países que já ratificaram o acordo, sendo que Angola já o fez aprovar no parlamento.

Os Estados Unidos da América (EUA) anunciaram que irão impor restrições de visto a Isabel dos Santos, pelo seu envolvimento em casos de corrupção, como parte de um pacote de medidas anti-corrupção no país.

O país justifica a sanção com o envolvimento da empresária em casos de corrupção, “ao desviar fundos públicos para seu benefício pessoal”, segundo o Notícias ao Minuto.

De acordo com o comunicado emitido a 9 de Dezembro por Antony Blinken, Secretário de Estado dos EUA, Isabel dos Santos foi sancionada pelo “seu envolvimento em corrupção significativa ao desviar fundos públicos para seu benefício pessoal”.

Com este pacote, o país pode impedir a entrada de “funcionários de governos estrangeiros envolvidos em corrupção significativa e aos familiares imediatos”.

Pelo menos 53 migrantes morreram e 59 ficaram feridos, devido a um acidente com um camião de mercadorias no sul do México.

“Até agora, 53 pessoas morreram e três ficaram gravemente feridas”, disse a Procuradoria-Geral da República do México em comunicado, citado pela agência France-Presse (AFP), sem precisar a nacionalidade das vítimas.

De acordo com a Protecção Civil do estado de Chiapas, onde se deu o acidente, as vítimas são nacionais da vizinha Guatemala.

Um relatório inicial do acidente, ocorrido ontem, apontava para 49 mortos e 37 feridos, três dos quais em estado grave, após o acidente perto de Tuxtla Gutierrez, capital do estado sulista de Chiapas, que faz fronteira com a Guatemala, de acordo com o Notícias ao Minuto.

Os migrantes viajavam amontoados no reboque de um camião, de acordo com as explicações iniciais dadas à imprensa pela Protecção Civil. O veículo, que seguiria com excesso de velocidade, capotou numa curva e embateu contra um muro, segundo contaram testemunhas.

O camião de mercadorias transportava “mais de 100 pessoas de várias nacionalidades”, disse a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) na Cidade do México, em comunicado.

O Presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, prometeu toda a assistência consular necessária, incluindo repatriamento, numa mensagem de condolências e solidariedade divulgada em rede social.

“Lamento profundamente a tragédia causada pelo capotamento de um camião em Chiapas que transportava migrantes centro-americanos. É muito doloroso”, escreveu.

O Instituto Nacional de Migração (INM) afirmou, em comunicado, que serão propostos aos sobreviventes cartões de visitante por razões humanitárias, além de ajuda humanitária, como alimentação e alojamento.

Bombeiros e ambulâncias foram destacados em massa para o local do acidente. Os feridos foram transportados para hospitais privados e públicos da região.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que a protecção contra formas graves da COVID-19 conferida pelas vacinas dura “até seis meses” depois da segunda dose ou da dose única.

As vacinas autorizadas pela OMS e pela maioria dos reguladores oferecem “uma protecção robusta pelo menos durante seis meses contra formas graves da doença, embora se tenha observado diminuição da eficácia face a quadros clínicos graves, especialmente em adultos mais velhos e pessoas com doenças subjacentes”, afirmou o presidente do grupo de peritos que assessora a organização, Alejandro Cravioto.

A OMS baseou-se na “revisão da informação e dados científicos relacionados com a duração da imunidade”, afirmou a directora do Departamento de Imunização da OMS, Kate O’Brien, citado pela Lusa.

O grupo, que assessora a OMS e revê esses dados, referiu que é ainda demasiado cedo para se pronunciar sobre a nova variante do Coronavírus SARS-CoV-2 (Ómicron).

Recomendou formalmente que os países actuem com flexibilidade na hora de planear as próximas fases dos seus programas de vacinação para conter a pandemia da COVID-19 com 4,1 milhões de novos contágios registados na semana passada, bem como 52.000 mortes atribuídas à doença.

A sua ideia de flexibilidade é poder imunizar toda a gente com a primeira dose de uma vacina e uma segunda de outra diferente, permitindo aos países que não têm reservas de vacinas ultrapassar essa circunstância.

Vários países têm até quatro vacinas nos seus planos de vacinação contra a COVID-19 e poder combiná-las evitará que as vacinas se estraguem, indicou O’Brien.

No entanto, a recomendação dos peritos é que se dêem, sempre que possível, todas as doses com a mesma vacina.

Quanto às doses de reforço, a OMS mantém a sua recomendação de privilegiar os grupos vulneráveis, bem como trabalhadores do sector da saúde, especialmente se tiverem sido inoculados com vírus inactivado, a tecnologia usada nas vacinas chinesas Sinovac e Sinopharm.

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