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Desabamento de prédio no Cairo provoca seis mortos

Entre as vítimas mortais estão três crianças. Sete pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para unidades hospitalares. Pelo menos seis pessoas morreram, incluindo três crianças,

Desabamento de prédio no Cairo provoca seis mortos

Entre as vítimas mortais estão três crianças. Sete pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para unidades hospitalares. Pelo menos seis pessoas morreram, incluindo três crianças,

A Ucrânia, um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, pode ser forçada a restringir as exportações de alimentos se a invasão russa se mantiver, segundo os representantes ucranianos na Organização Mundial do Comércio (OMC) que alertam para um possível crise alimentar no mundo.

Os representantes da Ucrânia na OMC, segundo a Lusa, destacaram, durante as reuniões desta semana do Conselho de Agricultura, que a invasão russa colocou em perigo um dos maiores celeiros do mundo. Caso se gere uma crise alimentar, entre oito a 13 milhões de pessoas podem sofrer de desnutrição no mundo, frisaram os representantes, citados pela Lusa.

Para estes responsáveis, a guerra pode ter impacto na segurança alimentar global, visto que a Ucrânia é o maior país exportador de girassol e óleo derivado no mundo, bem como um dos cinco maiores de cevada, centeio, milho e batata. Este país europeu é o segundo do mundo com maior percentagem de terras cultiváveis.

A delegação agradeceu aos países que se comprometeram na OMC a sancionar a Rússia com medidas como a retirada da cláusula de “nação mais favorecida” e pediu a todos os membros da organização que façam o possível para impedir a agressão russa.

A representação russa também interveio neste Conselho de Agricultura, alegando que as sanções internacionais contra este país também podem ter um impacto negativo na segurança alimentar mundial, nos preços dos alimentos básicos e na cadeia global de suprimentos.
Os russos também alertaram que as sanções unilaterais apresentadas contra a Rússia por alguns membros da OMC (incluindo os EUA, os países da União Europeia ou o Canadá) ameaçam a viabilidade do sistema multilateral de comércio.

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) vai deixar de examinar os processos judiciais contra a Rússia, depois de aquele país ter sido expulso do Conselho da Europa, com aprovação do Comité de Ministros, anunciou o Tribunal, numa declaração divulgada esta quarta-feira.

Segundo o Observador, o TEDH decidiu suspender a análise de todas as reclamações contra a Rússia enquanto se avaliam as consequências jurídicas para o trabalho do Tribunal decorrentes da expulsão russa do Conselho da Europa.

O artigo 58º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem prevê um prazo de seis meses para continuar a analisar os casos, a partir do momento em que um Estado abandona a Convenção ou deixa de ser membro do Conselho da Europa.

Desde o início do ano, segundo a Lusa, a Rússia era o país com mais processos pendentes no Tribunal de Estrasburgo, com 17.013, 24,2% do total. Ou seja, quase um em cada quatro casos pendentes está relacionado à Rússia. Só no ano passado, quase 10.000 acções judiciais foram recebidas contra a Rússia.

Desde que a Rússia aderiu à referida Convenção em 1998, a TEDH concluiu o exame de 174.702 reclamações (7.214 sentenças), longe das 114.025 da Turquia (6.498 sentenças), das 45.091 de Itália (3.468 sentenças), 34.307 de França (1.243 sentenças) e 14.020 de Espanha (278 sentenças).

Em Fevereiro do corrente ano, o Conselho da Europa suspendeu a participação da Rússia no Conselho da Europa, após a invasão da Ucrânia. Sem a Rússia como Estado-membro da Convenção, quase 146 milhões de cidadãos russos ficarão desprotegidos.

A Rússia aderiu ao Conselho da Europa a 28 de Fevereiro de 1996.

Pelo menos 100 crianças foram mortas desde o início da invasão russa à Ucrânia ordenada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou ontem o Presidente Ucraniano, durante uma intervenção no parlamento do Canadá.

Na ocasião, Volodymyr Zelensky pediu aos presentes para terem em atenção as cidades da Ucrânia e os pontos turísticos a serem bombardeados, para devidas precauções, e voltou a apelar para o encerramento do espaço aéreo do país, de modo a privar ataques.

“Eles estão a destruir tudo: memoriais, escolas, hospitais e prédios. Eles já mataram 97 crianças ucranianas. Não estamos a pedir muito. Estamos a pedir justiça, apoio verdadeiro”, afirmou Zelensky, citado pelo Notícias ao Minuto.

Uma vez que o pedido já tinha sido feito, mas sem resposta esperada, o Chefe do Estado ucraniano questionou: “Quantos mais mísseis têm de cair na nossa cidade até que isso (encerramento do espaço aéreo) aconteça?”, e pediu humanismo: “Gostava que vocês entendessem e que sentissem isto”.

Segundo o Notícias ao Minuto, o Canadá, a segunda maior diáspora ucraniana do mundo depois da Rússia, já prometeu mais de 103 milhões de euros em ajuda humanitária à Ucrânia.

Na sequência de ataques levados a cabo por tropas russas, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que, nos últimos 20 dias, já foram registadas pelo menos 1.834 vítimas civis, entre as quais 691 mortos e 1.143 feridos.

A Rússia retaliou ao Ocidente e anunciou ontem sanções contra o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, várias personalidades norte-americanas, incluindo o secretário de Estado Antony Blinken, e o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau, em resposta às medidas punitivas de Washington contra Moscovo, devido à invasão russa à Ucrânia, anunciou o Ministério das Relações Exteriores russo em comunicado esta terça-feira.

Segundo a Agência de Notícias Francesa, France-Presse (AFP), o documento aponta para um total de 13 personalidades norte-americanas que estão na mira de sanções de Putin, cuja natureza exacta não foi especificada. Além de Joe Biden, a lista inclui o secretário da Defesa, Lloyd Austin, o director da CIA, William Burns, a antiga secretária de Estado e ex-candidata presidencial Hillary Clinton, filho de Biden, Hunter Biden, e a directora da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Samantha Power.

Esta medida “é a consequência inevitável do curso extremamente russofóbico seguido pelo actual Governo americano”, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia em comunicado citado pelo Observador.

Hillary Clinton reagiu com ironia ao facto de ter sido mencionado como alvo de sanções. Na sua conta pessoal do Twitter, a ex-candidata agradeceu à Academia Russa pelo “Prémio de Carreira”.

“Quero agradecer à Academia Russa por este prémio, pelas conquistas de toda uma vida”, disse Clinton numa mensagem publicada na sua conta oficial no Twitter, citada pela DW.

Em uma declaração separada, o Ministério das Relações Exteriores russo anunciou que havia sancionado 313 canadenses, incluindo Trudeau e vários ministros.

Segundo a chancelaria russa, citada pela AFP, mais sanções serão anunciadas para expandir a lista, incluindo “oficiais militares, parlamentares, empresários, especialistas e personalidades da media dos Estados Unidos consideradas “russofóbicas”.
A diplomacia russa assegurou que mantém “relações oficiais [com os Estados Unidos], quando isso coincide com nosso interesse nacional”.

BIDEN E TRUDEAU PROIBIDOS DE ENTRAR NA RÚSSIA

Ainda em consequência das sanções, cujos detalhes não foram revelados na íntegra, Joe Biden e o seu homólogo canadiano, Justin Trudeau, não poderão entrar na Rússia, avança a Reuters. A Rússia também proíbe a entrada do filho de Bide, Hunter Biden e da ex-secretária de Estado e ex-candidata presidencial democrata Hillary Cliton.

Kremlin informou que as medidas contra Biden, Blinken e vários directores de agências do Governo norte-americano entravam ontem em vigor e incluem a proibição de entrada no território russo, embora Moscovo não descarte manter “contatos oficiais” com os afectados, segundo as agências locais de notícias.

 

 

Maxime Jeoffroy Eli Mokom Gawaka é suspeito de crimes de guerra e contra a humanidade, cometidos em 2013 e 2014, quando era líder das milícias anti-Balaka.

De acordo com a DW, as autoridades chadianas entregaram o antigo líder das milícias da República Centro-Africana ao Tribunal Penal Internacional (TPI), ontem.

Maxime Jeoffroy Eli Mokom Gawaka é suspeito de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade, que terão sido cometidos em 2013 e 2014, em Bangui e noutros locais na República Centro-Africana, afirmou o TPI em comunicado.

“O Sr. Maxime Jeoffroy Eli Mokom Gawaka foi entregue ao Tribunal Penal Internacional pelas autoridades da República do Chade por causa de um mandado de captura do TPI, emitido a 10 de Dezembro de 2018”, disse o tribunal, citado pela DW.

Desde finais de 2012, tem decorrido uma guerra civil na República Centro-Africana (RCA) entre milícias de maioria muçulmana da coligação Seleka e milícias predominantemente cristãs e animistas anti-Balaka leais ao ex-Presidente François Bozize, deposto em 2013 pelas milícias Seleka.

Soldados do Chade foram fundamentais para uma missão de manutenção da paz africana na RCA, após a rebelião de 2013 em que foi deposto o Presidente. O Chade retirou as suas forças no ano seguinte, depois de terem sido acusadas de terem estado do lado dos rebeldes.

O TPI diz ter razões para acreditar que as forças anti-Balaka tinham conduzido ataques a civis muçulmanos em 2013 e 2014 como uma forma de punição colectiva de grupos que consideravam estar associados à Seleka.

Em 2019, Mokom tornou-se ministro do desarmamento e desmobilização do país. O TPI diz ter “motivos razoávei” para suspeitar que Mokom, na sua qualidade de coordenador nacional de Operações do Anti-Balaka, era responsável por crimes contra a humanidade, incluindo assassinato, tortura, perseguição e desaparecimentos forçados, disse o tribunal.

Na frente dos crimes de guerra, é suspeito de dirigir intencionalmente um ataque contra a população civil e de um ataque contra pessoal que prestava assistência humanitária, bem como de alistar combatentes a partir dos 15 anos de idade.

As negociações entre Rússia e Ucrânia para um cessar-fogo vão retomar esta terça-feira e estão a “correr bem”. A informação foi confirmada pelo presidente ucraniano, num novo vídeo dirigido ao país, na noite desta segunda-feira.

“O inimigo está confuso, eles não esperavam tamanha resistência. Eles acreditavam na sua propaganda, que lhes mentiu durante décadas”, disse Volodymyr Zelensky acrescentando que os soldados russos estão a viver um “pesadelo” na Ucrânia.

Para o presidente da Ucrânia, citado pelo Observador, as forças armadas russas não vão conseguir nada com a guerra.

“Eles vão tirar vidas, mas a sua também será tirada. Para quê é que vão morrer? Para quê? Eu sei que vocês querem sobreviver. Em nome do povo ucraniano, dou-vos uma oportunidade. Uma oportunidade de sobreviver. Se se renderem, nós tratar-vos-emos da maneira como as pessoas devem ser tratadas, referiu Zelensky.

“Em 19 dias, as forças armadas russas perderam mais na Ucrânia do que em duas guerras sangrentas que duraram anos na Chechénia”, reforçou o Presidente ucraniano.

No que diz respeito ao novo pacote de sanções União Europeia, Volodymyr Zelensky saudou a decisão, salientando que “seguramente não será o único”.

“Estamos a trabalhar com os nossos parceiros em novas restrições que serão aplicadas à Rússia”, indicou, garantindo que a responsabilidade por crimes de guerra é inevitável.

A guerra na Ucrânia entra, esta segunda-feira, no seu 19º dia, com novas negociações, por videoconferência, entre as delegações da Rússia e Ucrânia.

No domingo, o conselheiro do presidente ucraniano, Mykhailo Podoliak, citado pela CNN Brasil, escreveu na sua conta do Twitter que estão a decorrer conversações “contínuas” e espera avanços nos próximos dias pois, a Rússia “torna-se muito mais sensível”.

“As nossas propostas estão na mesa. Elas são muito duras. Entre elas, a retirada das tropas e o cessar-fogo. Não vamos desistir de nenhum ponto”, acrescentou Podoliak.

Um dos negociadores pela parte de Moscovo, Leonid Sloutski, disse, citado pela AFP, que, comparando a posição das delegações no início do processo, constatam-se “progressos significativos”.

No sábado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já tinha admitido existirem “avanços” e uma “abordagem diferente” da parte de Moscovo nas conversações com Kiev.

No domingo, a Rússia efectuou o ataque mais próximo do território da NATO desde o início da guerra na Ucrânia, ao bombardear uma base a cerca de 20 quilómetros da Polónia, no dia em que morreu um jornalista norte-americano.

O ataque à base foi efectuado, segundo dados preliminares divulgados pelas autoridades ucranianas, por 30 mísseis e terá feito, no mínimo, 35 mortos e 134 feridos. Kiev qualificou o bombardeamento de “ataque terrorista”.

O ex-Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Barack Obama, anunciou, este domingo, que testou positivo para COVID-19.

Na sua conta oficial Twitter, segundo a Sic Notícias, Obama disse que estava a sentir a garganta a arranhar há alguns dias, mas, neste momento, está a sentir-se bem”.

Michelle Obama, ex-Primeira-Dama, testou negativo, segundo o ex-Presidente norte-americano.

“A Michelle e eu estamos gratos por estar vacinados e ter recebido as doses de reforço”, acrescentou Obama e apelou a mais cidadãos a confiarem nas vacinas.

A central nuclear de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia e a maior da Europa, está actualmente sob o controlo de cerca de 400 soldados russos, anunciou este sábado em Viena a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

Em comunicado, a organização citou Petro Kotin, o presidente da Energoatom, o operador desta central, para vincar que o exército russo está presente a tempo inteiro no local desde o dia 04 de Março e que impõe a coordenação de todas as questões técnicas e operacionais de gestão. Segundo a AIEA, os funcionários estão a mudar de turno regularmente, enquanto os peritos russos chegaram ao local para monitorizar a radiação, segundo o Notícias ao Minuto.

Por outro lado, a agência internacional revelou que a Ucrânia transmitiu a intenção da Rússia em assumir o controlo permanente em Zaporizhzhia, colocando-a sob a gestão da empresa estatal Rosatom. Todavia, as autoridades russas já vieram negar essa situação, com o director-geral da entidade responsável pelo complexo energético nuclear russo, Alexei Likhachev, a garantir à AIEA a presença de um número limitado de peritos da Rosatom naquele local.

Os militares russos estão ainda desde 24 de fevereiro na antiga central de Chernobyl, local do maior acidente nuclear da história em 1986. O regulador nuclear ucraniano afirmou este sábado que os esforços de reparação das linhas eléctricas danificadas continuam, apesar de o fornecimento externo de energia ter sido cortado desde quarta-feira.

Na sua conversa telefónica com o director-geral da AIEA, Rafael Grossi, o responsável da empresa estatal russa Rosatom fez notar que as linhas elétricas poderiam ser alargadas a partir da Bielorrússia para fornecer Chernobyl, onde os 211 empregados ucranianos continuam a trabalhar no mesmo turno desde a tomada do poder pelos militares russos.

Perante a posição de Alexei Likhachev, Grossi salientou a necessidade urgente de assegurar que o pessoal possa descansar e rodar de turnos de forma adequada. A AIEA referiu, ainda, que as comunicações entre a central e o regulador ucraniano foram perdidas na quinta-feira, embora assegure estar em contacto constante com a direção da central de Chernobyl, que não está nas instalações.

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