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Desabamento de prédio no Cairo provoca seis mortos

Entre as vítimas mortais estão três crianças. Sete pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para unidades hospitalares. Pelo menos seis pessoas morreram, incluindo três crianças,

Desabamento de prédio no Cairo provoca seis mortos

Entre as vítimas mortais estão três crianças. Sete pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para unidades hospitalares. Pelo menos seis pessoas morreram, incluindo três crianças,

A Rússia está cada vez mais isolada na Organização das Nações Unidas (ONU), após os países aliados avaliarem que “linhas vermelhas” com a guerra na Ucrânia foram ultrapassadas.

“Desta vez, a Rússia está a importar-se com o isolamento e aí está um óbvio efeito político das resoluções da Assembleia-Geral da ONU, que não têm efeito jurídico, mas que têm esse impacto político. Está a importar-se e está a notar-se não só na linguagem corporal dos diplomatas russos nessas votações, mas também noutros processos e isso é muito importante”, disse à Lusa uma fonte diplomática.

Exemplo desse isolamento foram os recentes resultados de duas resoluções na Assembleia-Geral das Nações Unidas, que, por duas vezes, durante o corrente mês obtiveram uma esmagadora maioria contra a Rússia.

A 2 de Março, por iniciativa da União Europeia, a Assembleia-Geral da ONU aprovou um primeiro texto condenando a Rússia por ter invadido a Ucrânia no dia 24 de Fevereiro.

A resolução foi descrita como “histórica”, por ter obtido 141 votos a favor, 35 abstenções e apenas cinco votos contra.
Cerca de 20 dias depois, a mesma Assembleia-Geral aprovou, com uma esmagadora maioria de 140 votos, uma resolução responsabilizando a Rússia pela crise humanitária na Ucrânia devido à guerra.

Ambas as resoluções obtiveram cinco votos contra: Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia e as abstenções oscilaram entre 35 e 38, dos 193 Estados-membros das Nações Unidas.

A fonte diplomática destacou que as abstenções de países aliados como Irão, Nicarágua, República Centro Africana e Mali significam que Moscovo foi demasiado longe e ultrapassou aquilo que seria “linhas vermelhas” para esses países.

 

O Presidente norte-americano, Joe Biden, pediu ontem ao Congresso que aprove um financiamento adicional para combater a pandemia da COVID-19, após receber uma segunda dose de reforço da vacina contra o vírus, assinalando a autorização pelos reguladores federais, escreve o Observador.

Na terça-feira, a Food and Drug Administration (FDA), agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, abriu caminho para uma nova dose da vacina para qualquer pessoa com 50 anos ou mais, que pode agora receber o reforço adicional pelo menos quatro meses após a última vacinação.

Ao receber a vacina, o Presidente norte-americano pressionou os legisladores a aprovar o financiamento adicional “imediatamente” para garantir o fornecimento contínuo dos instrumentos que ajudaram o país a começar a emergir da pandemia.

“Congresso, precisamos de garantir um reforço de fornecimentos agora”, disse o chefe de Estado, alertando para a escassez de vacinas, testes e tratamentos.

Biden, de 79 anos, recebeu a primeira série de duas doses da vacina contra o novo Coronavírus pouco antes de assumir o cargo presidencial e um primeiro reforço em Setembro. A dose de reforço adicional foi administrada por um membro da Unidade Médica da Casa Branca.

A dose adicional destina-se a reforçar a protecção do corpo contra a COVID-19 nas populações mais vulneráveis ao Coronavírus, que matou mais de 975.000 pessoas nos EUA.

O Reino Unido prometeu, ontem, doar 340 milhões de euros ao Afeganistão, antes da conferência de doadores das Nações Unidas na quinta-feira. O financiamento destina-se à alimentação e assistência médica, mas também a serviços básicos, a melhorar o acesso a cuidados de saúde e a ajudar os agricultores a superar o impacto da seca.

O dinheiro, segundo o Observador, será canalizado através da ONU e de organizações não-governamentais e não passará directamente pelas mãos do Governo talibã.

O Reino Unido é, junto à ONU, Qatar e Alemanha, co-organizador, da conferência de doadores de quinta-feira, que vai procurar apoios internacionais para a ajuda humanitária e proteger raparigas e mulheres. O ministro da Defesa, Ben Wallace, deverá conduzir os trabalhos.

A ONU quer angariar 4.000 milhões de euros, estimando que cerca de 10 milhões de crianças em todo o Afeganistão precisam urgentemente de assistência humanitária para sobreviver.

“O Reino Unido vai sensibilizar países para apoiarem o povo afegão e ajudar a abrir caminho para o fornecimento de alimentação, abrigo e meios médicos que salvam vidas. Ainda com aliados e parceiros, podemos fazer mais para ajudar o Afeganistão”, prometeu a ministra dos Negócios Estrangeiros, Liz Truss, num comunicado citado pela Lusa.

O Reino Unido já tinha destinado 340 milhões de euros de ajuda ao Afeganistão no ano financeiro de 2021-22, o dobro do que tinha sido previsto.

Desde que os talibãs chegaram ao poder, em Agosto passado, e com o fim da ajuda internacional, que representava 75% do orçamento afegão, o país mergulhou numa crise financeira profunda, agravando uma situação humanitária já desastrosa após quatro décadas de conflito e secas recentes.

Na terça-feira, o chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Achim Steiner, avisou que a ajuda da comunidade internacional pode ser direccionada para outras crises humanitárias no mundo se os talibãs demorarem a reabrir as escolas secundárias para raparigas no Afeganistão.

Oito “capacetes azuis” das Nações Unidas morreram, esta terça-feira, quando um helicóptero PUMA caiu na República Democrática do Congo (RDC). Entre as vítimas, estão seis paquistaneses, um russo e um sérvio, anunciaram as autoridades da ONU e do Paquistão, citados pelo The Guardian.

Segundo o exército paquistanês, citado pela Agência France-Presse, o helicóptero despenhou-se durante uma missão de reconhecimento, num lugar ainda por determinar e as causas do acidente ainda são desconhecidas.

O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, de acordo com uma nota do gabinete, citada pela imprensa internacional, expressou “profundo choque e tristeza” pela morte dos seis soldados de manutenção da paz, de acordo com uma nota do gabinete.

Num comunicado assinado pelo brigadeiro-general Sylvain Ekenge Bomusa, também citado pela imprensa internacional, as Forças Armadas da RDC anunciaram que o “movimento reincidente M23 abateu, na área que controla, um dos dois helicópteros de reconhecimento da Missão de Estabilização das Nações Unidas na RDC”.

“O helicóptero foi abatido no meio de uma missão inofensiva para avaliar os movimentos populacionais causados pelos ataques do Movimento 23 de Março (M23) na região, em antecipação das acções humanitárias a serem empreendidas”, salientou o general. As FARDC e a Monusco “estão a trabalhar arduamente para encontrar a aeronave e possíveis sobreviventes”, acrescentou.

O M23 começou como um grupo rebelde no início de 2012 e era constituído, principalmente, por soldados que desertaram do exército congolês para protestar contra o Governo.

Estes combatentes avançaram rapidamente e, em Novembro de 2012, conseguiram ocupar a cidade de Goma, a capital do Kivu do Norte, durante duas semanas. Na altura, a ONU acusou o M23 de ser apoiado financeira e militarmente pelo Ruanda e mesmo de receber ordens diretas de oficiais superiores do exército ruandês.

Com as eleições presidenciais marcadas para 31 de Março corrente, os atentados terroristas aumentam na Somália, tendo com alvo candidatos eleitorais e tropas estrangeiras. As autoridades pedem fim da violência para uma transição pacífica de poder.

De acordo com a DW, na noite de domingo, homens armados invadiram a base militar de Af-Urur, no norte da Somália, e mataram quatro soldados. O ataque ocorreu apenas uma semana após dois grandes ataques: um na capital, Mogadíscio, e outro em Beledwayne, no centro do país. Estima-se que mais de 50 pessoas tenham morrido nestes atentados.

O aumento da insegurança naquele país está a levantar dúvidas sobre as eleições presidenciais. Segundo o analista político e de segurança Mohamed Mubarak, citado pela DW, o próprio acto eleitoral explica, em parte, o agravamento da situação.

“Durante o período eleitoral o grupo extremista islâmico Al-Shabab tenta espalhar o caos para dificultar as eleições”, afirma o analista.

Por outro lado, continua Mubarak, o aumento da insegurança também se explica pela “redução e quase cessação de ataques com drones contra o grupo” e pelo facto de estarmos no mês que antecede o Ramadão.

Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, dirige-se, hoje, por videoconferência, ao Parlamento da Dinamarca, um mês após o início da invasão russa ao seu país.

Segundo a Lusa, desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, a 24 de Fevereiro do ano em curso, Volodymyr Zelensky já falou ao Congresso norte-americano e aos Parlamentos Europeu, britânico, alemão, canadiano, israelita, italiano, japonês, francês e sueco.

Na semana passada, o líder ucraniano também interveio em três cimeiras que tiveram lugar, na quinta-feira, em Bruxelas – NATO, G7 (as sete maiores economias mundiais) e Conselho Europeu.

Refira-se que a Rússia e a Ucrânia estão em negociações, desde ontem até amanhã, quarta-feira, na Turquia, visando pôr fim à guerra.

A Finlândia vai avançar com as negociações para aderir à NATO, mesmo que isso fira os interesses russos. A embaixadora daquele país em Moçambique diz que essa é uma forma de se proteger das constantes ameaças da Rússia aos antigos integrantes da União Soviética

Na mesma altura em que a Rússia atacava a Ucrânia por, supostamente, querer aderir à Nato, a Finlândia também anunciava a sua vontade de fazer parte da organização.

A Rússia disse, em Fevereiro, que a adesão da Filândia à NATO teria consequências militares graves. Ainda assim, a embaixadora daquele país em Moçambique, Eswatini e Madagáscar, Anna Kaisa, diz que seu Governo não teme.

“É uma decisão independente e a reacção vai ser uma outra coisa”, é a posição que a diplomata finlandesa apresentou à imprensa, na tarde de hoje, em Maputo, quando questionada sobre a ameaça russa.

Aliás, isso já não é uma cogitação, de tal modo que a Finlândia vai já começar com o processo a nível interno para, depois, avançar para a solicitação junto à Organização do Tratado do Atlântico Norte.

“O nosso Governo vai começar, em Abril, esta discussão com o parlamento. O resultado, esse é imprevisível. Por ser um ou outro”, referiu Kaisa, destacando que é interesse da Finlândia fazer esta adesão junto da Suécia, que é um país vizinho e com muitos cruzamentos históricos, mas reconhece que pode ser que não ocorra nesses moldes porque “somos países diferentes”.

Recordemos, a Rússia justificou a invasão à Urânia como uma resposta àquilo que Mosvoco considera ameaça ao cinturão de segurança estabelecido entre o país e a NATO. Porém, a embaixadora da Finlândia em Moçambique entende que, na verdade, a adesão à NATO é uma consequência e não um factor das ameaças russas.

“Todos os países membros da aliança (União Europeia) decidiram, voluntariamente, aderir à NATO porque queriam ter maior protecção, essencialmente das ameaças russas, isto porque todos estes países têm uma histórico de ataques russos”, explicou, vincando que não faz sentido que a Rússia diga que a adesão à NATO é uma razão de guerra.

A Finlândia também já teve uma guerra com a Rússia, chamada Guerra do Inverno, em 1939. Foi um pouco parecida com a que está a ocorrer na Ucrânia, só que na altura, ao invés da NATO, os soviéticos temiam pela aproximação alemã. Depois desse conflito, a Finlândia tinha decidido não ter alianças militares.

Entretanto, “depois do ataque russo à Ucrânia, nosso posicionamento mudou de forma muito rápida e agora temos muito apoio interno para que entremos à NATO”, finalizou.

A China anunciou que os passageiros que chegam de vários países, como Moçambique, Angola, Cabo Verde, Portugal e Brasil, terão de apresentar um teste negativo da COVID-19 feito 12 horas antes da partida. Anteriormente, os viajantes estavam sujeitos a apresentar teste de 48 horas.

Algumas cidades chinesas estão, desde a semana passada, a registar um pico de infecções da COVID-19, aumento atribuído à variante Ómicron, o que obrigou o país a impor duras medidas restritivas.

A partir desta segunda-feira, viajantes que pretendem entrar na China devem apresentar teste negativo feito 12 horas antes da partida. A medida abrange Moçambique, Angola, Cabo Verde, incluindo Portugal e Brasil.

Até agora, os passageiros destes países tinham de apresentar à embaixada chinesa dois testes negativos feitos 48 horas antes da partida, em dois laboratórios diferentes.

O teste feito 12 horas antes da partida deve ser apresentado ao pessoal da companhia aérea, no momento do embarque.

Milhões de habitantes em várias regiões da China estão sujeitos a confinamentos, para conter a nova onda de infecções por COVID-19, tal é o caso de Xangai, a maior cidade chinesa, com 25 milhões de habitantes, para conter um surto da doença.

Inicia esta segunda-feira mais uma ronda das negociações entre a Rússia e a Ucrânia, na Turquia, no quadro dos ataques que Moscovo tem vindo a realizar no seu vizinho. Segundo o Notícias ao Minuto, que cita a Lusa, as negociações vão decorrer entre hoje e próxima quarta-feira (30).

As delegações dos dois países reuniram-se pela primeira vez na região da bielorrussa, perto da fronteira ucraniana, em Fevereiro passado. Ainda no mesmo país, decorreram outras conversações entre os representantes dos dois países a 3 e 7 de Março em curso.

Mesmo após várias sessões de negociações, os dois países ainda não chegaram a um consenso, o que tem agravado ainda mais os ataques na Ucrânia.

Face a essa situação, o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, reconheceu que o processo de negociações estava a ser muito difícil.

“Não existe consenso com a Rússia sobre os quatro pontos mencionados pelo Presidente da Turquia”, afirmou Kuleba, apesar de elogiar os “esforços diplomáticos” de Ancara para pôr término à guerra.

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