Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Desabamento de prédio no Cairo provoca seis mortos

Entre as vítimas mortais estão três crianças. Sete pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para unidades hospitalares. Pelo menos seis pessoas morreram, incluindo três crianças,

Desabamento de prédio no Cairo provoca seis mortos

Entre as vítimas mortais estão três crianças. Sete pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para unidades hospitalares. Pelo menos seis pessoas morreram, incluindo três crianças,

Os militares russos, que se encontram na Ucrânia, estão a retirar-se das regiões de Kiev e Chernigiv para “ganhar uma posição no leste e no sul”. A informação é avançada pelo Notícias ao Minuto, que cita a Lusa.

“Após uma rápida retirada russa das regiões de Kiev e Chernigiv (…), é bastante claro que a Rússia escolheu outra táctica prioritária: recuar para o leste e o sul, manter o controlo de vastos territórios ocupados e ganhar uma posição de uma maneira poderosa”, escreveu Mykhailo Podoliak, citado pelo Notícias ao Minuto.

Refira-se que o ataque russo à Ucrânia teve o seu início a 24 de Fevereiro passado e tem como objectivo, segundo a imprensa internacional, coibir o país de aderir à Organização do Tratado Atlântico Norte.

Durante os ataques pelo menos 1.276 civis morreram, incluindo 115 crianças, e foram feridas 1.981 pessoas, entre as quais 160 crianças. E, não só, a guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4,1 milhões de refugiados em países vizinhos e cerca de 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU alerta ainda para a possibilidade de o número de vítimas ser muito elevado.

O departamento de Defesa dos Estados Unidos (EUA) anunciou ontem que vai doar mais 300 milhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia para combater os invasores russos.

Esta verba eleva o montante total da ajuda militar dos EUA à Ucrânia, desde o início da guerra, para 1,6 mil milhões de dólares, escreve a CNN Portugal.

O porta-voz do Pentágono avança que esta tranche de apoio inclui sistemas de mísseis, drones, sistemas de comunicações táticas e componentes médicos.

Na semana passada, Biden prometeu ao homólogo ucraniano, Volodymyr Zelenski, que os EUA dariam à Ucrânia uma ajuda adicional de 500 milhões de dólares, sem esclarecer se esta se destinava a fins humanitários ou militares, ou a ambos.

O Tribunal Supremo do Quénia chumbou, ontem, um processo de revisão constitucional iniciado pelo Presidente Uhuru Kenyatta, acusado de querer um terceiro mandato. A invalidação põe fim a uma polémica política, quando faltam quatro meses para as eleições presidenciais e legislativas.

Designada “Iniciativa Construir Pontes”, uma reforma recomendada pelo presidente queniano, Uhuru Kenyatta, visava alterar a Constituição de 2010, para estabelecer um sistema presidencial do Governo.

Concretamente, a reestruturação da constituição pressupunha, entre outros aspectos, a criação de um cargo de primeiro-ministro, dois vice-primeiros-ministros e aumentar o número de assentos no parlamento.

Na quinta-feira, porém, o Tribunal Supremo do Quénia chumbou o processo de revisão constitucional que gerava instabilidade política no país africano.

A decisão frustra, pelo menos temporariamente, os planos do Presidente Kenyatta, uma vez que o Quénia, a potência política e económica da África Oriental, se prepara para as eleições a 9 de Agosto próximo.

O Presidente Kenyatta justificou que a reforma tem em vista mitigar o actual sistema de apostas vencedoras, o qual considera que tem sido a causa de conflitos pós-eleitorais ao longo da história do país.

No entanto, vários opositores do projecto-lei viram-no como uma artimanha do chefe de Estado, para se manter no poder como primeiro-ministro, já que não pode concorrer para o terceiro mandato nos próximos pleitos eleitorais.

A estratégia da defesa de Jacob Zuma sofreu mais um revés. O Supremo Tribunal de Apelação rejeitou o pedido do ex-presidente sul-africano para remover o procurador Billy Downer, do caso de corrupção que envolve Zuma. O julgamento está marcado para 11 de Abril corrente.

O Supremo Tribunal de Apelação deu mais um duro golpe à estratégia da defesa de Jacob Zuma, ao rejeitar o seu pedido para o procurador Billy Downer ser removido do caso no qual o ex-Presidente está envolvido, por supostamente ter recebido subornos de quatro milhões de Rands, num negócio de armas com a empresa francesa Thales, em 1990.

Em duas ocasiões diferentes, o juiz do Supremo Tribunal de Pietermaritzburg, Piet Koen, rejeitou o pedido da defesa de Jacob Zuma, para que Billy Downer, acusado de falta de imparcialidade, fosse afastado do processo contra o ex-presidente.

Depois da primeira rejeição pelo juiz Piet Koen, em Janeiro deste ano, e a segunda em Fevereiro, esta quinta-feira foi a vez do Supremo Tribunal de Apelação reprovar o afastamento de Billy Downer do processo sobre corrupção, deitando por terra as expectativas de Zuma e sua defesa, liderada por Dali Mpofu.

Zuma acusa o procurador Billy Downer de ter movido uma campanha de caça às bruxas contra si antes mesmo de ser deposto do cargo de Presidente da África do Sul, em 2018, e de ter agido ilegalmente em várias ocasiões, enquanto tratava de informações confidenciais.

Sobre o assunto, o ex-Presidente sul-africano, acusado de 16 crimes como fraude, suborno e extorsão, ainda não reagiu, mas, tendo em conta o seu habitual posicionamento, não é de afastar a hipótese de apresentar um recurso ao Tribunal Constitucional.

É já este domingo, 3 de Abril, que terão lugar as eleições legislativas, presidenciais e autárquicas na Sérvia. As sondagens, segundo uma nota publicada na Euronews, indicam que o Partido Socialista de Ivica Dačić e o Partido Progressista nacionalista liderado pelo presidente Aleksandar Vučić conseguirão os votos necessários para renovar o mandato da coligação no poder.

Aleksandar Vučić está no poder há dez anos e afirma que a sua coligação fez muito pelo país. Mas acredita que é um alvo constante dos meios de comunicação social.

“Não tenho problema com o facto de as pessoas dizerem que estou há anos no congelador. Todos os candidatos tiveram oportunidade de se apresentar na campanha eleitoral. Pessoalmente, considero que sou o homem mais atacado da Sérvia”, disse Aleksandar Vučić, presidente da Sérvia.

O principal adversário de Aleksandar Vucic é Zdravko Ponoš, líder da coligação liberal-democrata e conservadora “Sérvia Unida, Justa e Estável”.

Segundo os analistas políticos, citados pela Euronews, a campanha eleitoral foi acesa mas ineficaz, já que a intenção de voto dos eleitores está definida desde há, pelo menos, um ano.

Para Zoran Stojiljković, analista político “a campanha não foi dominada por nenhum tema em particular. Normalmente surgem escândalos interessantes, detenções, julgamentos e inaugurações. Mas de facto, a campanha durou apenas duas semanas, em que as atenções recaíram sobre a guerra na Ucrânia”.

O Presidente ucraniano anunciou na quinta-feira à noite a demissão de dois generais por violação do juramento militar de lealdade, com base no estatuto disciplinar das Forças Armadas da Ucrânia.

Volodymyr Zelensky disse que foram demitidos o chefe do principal departamento de Segurança Interna do Serviço de Segurança da Ucrânia, Naumov Andrii Olehovich, e o chefe do gabinete do Serviço de Segurança da Ucrânia na região de Kherson, Krivoruchko Sergii Oleksandrovich, escreve o Notícias ao minuto.

“Agora não tenho tempo para lidar com todos os traidores. Mas pouco a pouco serão todos punidos. Segundo o artigo 48.º do Estatuto Disciplinar das Forças Armadas da Ucrânia, os militares que não tenham decidido onde está a sua pátria, que violem o juramento militar de lealdade ao povo ucraniano no que diz respeito à proteção do nosso Estado, da sua liberdade e independência, serão inevitavelmente privados de altas patentes militares”, explicou Zelensky, que também agradeceu aos “heróis nacionais” por defenderem o Estado.

Os conflitos entre a Rússia e a Ucrânia já provocaram a morte de pelo menos 1.232 civis, incluindo 112 crianças, e feriu 1.935, entre os quais 149 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

O Presidente da Tunísia, Kais Saied, dissolveu o parlamento, depois de os deputados se terem reunido, online, e revogado todos os decretos do Chefe de Estado. A dissolução ocorre oito meses após ter sido suspenso.

A decisão do Presidente Kais Saied foi anunciada durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional da Tunísia, na noite de ontem, e é vista como um revés democrático no país.

“Anuncio hoje, neste momento histórico, a dissolução da Assembleia de Representantes do Povo para preservar o Estado e as suas instituições, para preservar o povo tunisino”, declarou Kais Saied, citado pela DW.

Entre os decretos adoptados em Julho do ano passado pelo Presidente, está a destituição do primeiro-ministro, Hichem Mechichi, e a nomeação de sua sucessora, Najla Bouden; a suspensão de quase toda a Constituição de 2014 e a dissolução do Conselho Superior da Magistratura (CSM) e sua substituição por um órgão temporário.

Na sua declaração à Nação na noite desta quarta-feira sobre a reunião online dos parlamentares, Kais Saied acusou os deputados de conspirarem contra a segurança do Estado.

“O encontro na internet nunca aconteceu na história de nenhum Parlamento, não tem qualquer legitimidade. É uma tentativa de golpe falhada e uma conspiração contra a segurança interna e externa do Estado. Eles serão processados criminalmente”, afirmou o Chefe de Estado.

 

Ainda segundo a DW, a central sindical UGTT, que apoia as medidas de Saied, também criticou a reunião e acusou os parlamentares de “conduzir o país ao conflito e à divisão política”.

 

Cerca de 124 deputados de um total de 217 participaram na sessão online e 116 votaram contra as “medidas excepcionais” que Saied tem utilizado desde Julho, disse o deputado Tarek Ftiti.

“O ponto um da nossa decisão é revogar todas as ordens e decretos presidenciais emitidos desde 25 de Julho de 2021. A sessão plenária respeitou a lei”, considerou.

O parlamento sul-africano rejeitou ontem uma proposta da oposição que apelava à destituição do Governo do Presidente Cyril Ramaphosa. Entretanto, a proposta foi chumbada.

De acordo com a Angop, que cita o vice-presidente da Assembleia Nacional, Lechesa Tsenoli, amoção apresentada pelo Aliança Democrática, teve 231 votos contra, 131 votos a favor, e uma abstenção. Maior parte dos votos contra foram do partido no poder, ANC, que detém a maioria parlamentar com 230 deputados.

A proposta do Aliança Democrática, principal partido na oposição com 84 mandatos, contou com o apoio do terceiro maior partido na oposição, Combatentes da Liberdade Económica, com 44 deputados eleitos.

Na apresentação da moção, o Aliança Democrática apelou à “remoção completa de todo o executivo”, salientando que o governo do ANC “deveria ser destituído e substituído por pessoas que possam fazer o trabalho”.

E mais, John Steenhuisen, referiu que o executivo do Presidente Ramaphosa “não conseguiu fazer da África do Sul um destino viável para negócios”.

Por seu turno, a presidente da Assembleia Nacional, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, do ANC, remeteu para um comité parlamentar a deliberação, hoje, sobre “os detalhes do que faremos a seguir” sobre o voto de não-confiança do ATM no chefe de Estado sul-africano.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o número de crianças que abandonam a escola está prestes a aumentar à medida que a pandemia da COVID-19 caminha para o seu terceiro ano consecutivo.

Prova disso é que 23 países ainda não abriram completamente as escolas, afectando quase 405 milhões de crianças em idade escolar, sendo que a maioria está em risco de desistir, segundo um novo relatório do UNICEF divulgado esta quarta-feira, intitulado “Are children really learning?”, ou seja, “As crianças estão realmente a aprender?”.

O documento aponta que quase 147 milhões de crianças faltaram a mais da metade da sua escolaridade presencial, nos últimos dois anos. Isto corresponde a 2 biliões de horas de aprendizagem presencial perdidas em todo o mundo.

“Quando as crianças não são capazes de interagir directamente com os seus professores e os seus pares, a sua aprendizagem sofre. Quando não são capazes de interagir com os seus professores e pares, a sua perda de aprendizagem pode tornar-se permanente”, disse Catherine Russell, directora executiva do UNICEF.

De acordo com Russell, esta desigualdade crescente no acesso à aprendizagem significa que a educação corre o risco de se tornar o maior divisor, e não o maior equalizador.

Além dos dados sobre a perda de aprendizagem, o relatório aponta para provas emergentes que mostram que muitas crianças não regressaram à escola quando as suas salas de aula reabriram.

Por exemplo, em Moçambique, o UNICEF avança que o encerramento das escolas afectou cerca de 80% do ano lectivo de 2020 para alunos das classes sem exames, bem como para jovens e adultos. No ano lectivo de 2021, escolas em áreas de alto risco foram fechadas de 19 de Julho a 27 de Agosto, ou 30 dias lectivos. Isso representa 18,7% do ano lectivo, afectando 18% do total de alunos do ensino primário e secundário.

Comparativamente a outros países africanos, na África do Sul, o número de crianças fora da escola triplicou de 250.000 para 750.000 entre Março de 2020 e Julho de 2021. No Uganda, cerca de 1 em cada 10 crianças em idade escolar não regressou à escola em Janeiro de 2022 depois de as escolas terem sido encerradas durante dois anos. No Malawi, a taxa de abandono escolar entre as raparigas no ensino secundário aumentou em 48%, de 6,4% para 9,5% entre 2020 e 2021. No Quénia, um inquérito a 4.000 adolescentes entre os 10 e 19 anos de idade revelou que 16% das raparigas e 8% dos rapazes não regressaram quando as escolas reabriram.

“As crianças fora da escola (que não frequentam escolas) são algumas das crianças mais vulneráveis e marginalizadas da sociedade. São as menos capazes de ler, escrever ou fazer contas básicas, e estão isoladas da rede de segurança que as escolas oferecem, o que as coloca num risco acrescido de exploração e numa vida inteira de pobreza e privação”, revela o UNICEF.

No caso de Moçambique, o UNICEF reconhece terem sido realizadas acções para reabrir as escolas. Entretanto, para esta instituição das Nações Unidas, as crianças precisam de apoio suplementar para recuperar os conteúdos académicos, sobretudo porque alguns alunos só podem ter as aulas presenciais alguns dias por semana, ou as crianças nas zonas afectadas por emergências tiveram interrupção de aprendizagem por causa dos ciclones ou crise do norte do país.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE