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O País – A verdade como notícia

Desabamento de prédio no Cairo provoca seis mortos

Entre as vítimas mortais estão três crianças. Sete pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para unidades hospitalares. Pelo menos seis pessoas morreram, incluindo três crianças,

Desabamento de prédio no Cairo provoca seis mortos

Entre as vítimas mortais estão três crianças. Sete pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para unidades hospitalares. Pelo menos seis pessoas morreram, incluindo três crianças,

A polícia sul-africana e os imigrantes estão cada vez mais em alerta máximo devido à ameaças de actos xenófobos, sobretudo depois do assassinato de um zimbabwiano por um grupo de manifestantes anti-imigrantes.

Mantém-se o receio de mais uma vaga de xenofobia na África do Sul e os ânimos elevaram-se mais na quinta-feira, quando um cidadão zimbabwiano de 43 anos de idade, identificado pelo nome de Elvis Nyathi, foi morto por grupo de manifestantes anti-imigrantes.

O caso deu-se na província de Gauteng e o referido grupo invadiu a residência da vítima, espancou-a e incendiou tudo. Os autores deste acto ainda não foram localizados.

O assassinato do zimbabwiano ocorre numa altura em que a revolta popular aumenta contra a presença, na África do Sul, de cidadãos de outros países, alegadamente porque roubam oportunidades de emprego.

De acordo com a imprensa sul-africana, a situação está a originar pânico e coloca as autoridades policiais e os imigrantes em alerta máximo. Por isso, vários agentes da Polícia foram, esta sexta-feira, destacados para alguns pontos propensos à desordem na província de Gauteng.

Os focos de xenofobia na África do Sul intensificam-se desde Janeiro e já houve marchas organizadas por um grupo denominado Dudula, que tem estado a espalhar ódio contra estrangeiros ilegais.

A Organização Mundial da Saúde estima que 65 por cento da população africana já foi infectada pela COVID-19, mas diz que número real de casos pode ser 100 vezes superior aos que foram reportados.

A Organização Mundial da Saúde analisou 151 estudos da COVID-19 em África com base em amostras de sangue colhidas entre Janeiro de 2020 e Dezembro de 2021.

Segundo a instituição, em Setembro do ano passado cerca de 65 por cento das pessoas testadas já tinham sido infectadas e muitas outras expostas à COVID-19. Ao todo, estima-se que sejam 800 milhões de infecções, mas apenas oito milhões de casos foram reportados.

A análise da Organização Mundial da Saúde revelou também que 67 por cento de pessoas com o vírus em África, uma percentagem mais elevada do que outras regiões do mundo, não apresentou sintomas quando foram infectadas pela doença.

Apesar dos constantes avisos de que o Coronavírus devastaria a África, a Organização Mundial da Saúde esclarece que o continente tem sido dos menos afectados pela pandemia.

O continente africano comunicou 11,5 milhões de casos de COVID-19, incluindo mais de 250.000 mortes. A OMS afirmou que o vírus tem vindo a diminuir desde Janeiro, embora tenha havido algumas variações em alguns países, com destaque para África do Sul.

A Rússia anunciou, ontem, o encerramento dos escritórios locais de várias organizações não-governamentais (ONGs) de direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional (AI) e a Human Rights Watch (HRW).

“A representação local da AI (Reino Unido) e da HRW (Estados Unidos) foram excluídas do registo oficial de organizações não-governamentais estrangeiras na Rússia, devido a violações da legislação russa”, segundo um comunicado publicado esta sexta-feira pelo Ministério da Justiça russo, citado pelo Notícias ao Minuto.

Entre as outras ONGs excluídas do registo, 15 no total, estão a Carnegie Foundation for International Peace (Estados Unidos), a Friedrich Naumann Foundation for Freedom  (Alemanha) e a Friedrich Ebert Foundation  (Alemanha).

“Hoje as autoridades russas encerraram as representações da Amnistia Internacional e outras ONGs internacionais”, lê-se no comunicado.

A HRW, instituída na Rússia há 30 anos, também garantiu que iria continuar o seu trabalho no país.

“A HRW está presente na Rússia desde os tempos soviéticos, quando era um estado totalitário fechado. Encontramos maneiras de documentar os abusos dos direitos humanos na época e faremos isso no futuro”, disse em comunicado a vice-diretora da Divisão Europa e Ásia Central daquela ONG, Rachel Denber.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, acusou, ontem, a Organização das Nações Unidas de prejudicar os países em desenvolvimento, afirmando que a invasão russa na Ucrânia expôs a sua incapacidade de manter a paz e a segurança mundiais. Cyril Ramaphosa entende que o mundo mergulhou numa nova era de instabilidade económica e incerteza.

A actual composição do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas está desactualizada, é pouco representativa e prejudica os países com economias em desenvolvimento. Quem assim o diz é o Presidente sul-africano.

Falando na abertura da Conferência de Chefes de Missão de 2022, do Ministério das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul, Cyril Ramaphosa não poupou críticas à Organização das Nações Unidas, tendo afirmado que toda a arquitectura de paz e segurança das Nações Unidas precisa de ser reavaliada.

Segundo o Chefe de Estado, a tomada de decisões daquele órgão deve ser democratizada para que o Conselho de Segurança possa ser fiel ao seu mandato e ir além da paralisia provocada por alguns Estados-membros.

Ademais, os países poderosos não devem ser autorizados a desrespeitar o direito internacional e é preciso conter as acções unilaterais desses países para moldar a política global, disse Ramaphosa, acrescentando que o conflito não só causou extensa destruição e imenso sofrimento humano, como também expôs a incapacidade do Conselho de Segurança da ONU de cumprir o seu mandato de manter a paz e a segurança internacionais.

Para Ramaphosa, a África do Sul continuará a alavancar a sua participação em fóruns multilaterais para promover a causa da paz e, por isso, defende a sua posição não-alinhada e manterá uma política externa independente.

Os Estados Unidos da América revogaram hoje o estatuto comercial da Rússia e da Bielorrússia em resposta à guerra na Ucrânia, numa votação no Congresso que abre caminho para novas sanções contra os dois países.

Em Março passado, o Presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou, em coordenação com os seus aliados europeus, que iria isolar ainda mais a Rússia do panorama mundial.

A medida, que carecia de validação pela Câmara dos Representantes e pelo Senado, foi tomada esta sexta-feira.

Segundo a imprensa internacional, o projeto-lei do Congresso também exige que os Estados Unidos peçam a suspensão da Rússia da Organização Mundial do Comércio.

O Congresso norte-americano votou igualmente a favor da proibição da importação de energia russa.

Ao privar a Rússia da sua cláusula da nação mais favorecida, um princípio de reciprocidade básica no livre comércio, o Ocidente apagaria Moscovo do jogo global e teria o direito de tributar de forma pesada as importações de produtos russos.

Relativamente aos Estados Unidos da América, apenas Cuba e Coreia do Norte estão actualmente excluídos desse princípio de reciprocidade, que é a base da maioria das relações comerciais internacionais.

Em 2021, os Estados Unidos da América importaram cerca de 30 mil milhões de dólares em produtos russos, incluindo 17,5 mil milhões de dólares em petróleo bruto, uma commodity, a qual Washington acabou de impor um embargo total.

As sanções contra a Rússia somam-se a várias medidas ocidentais adoptadas nas últimas semanas com o objectivo de cortar gradualmente os laços económicos e financeiros.

A Rússia foi, ontem, suspensa do Conselho dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), após a medida ter sido aprovada por 93 países. Na Assembleia Geral das Nações Unidas, 24 países votaram contra e 58 abstiveram-se, um dos quais Moçambique.

As sanções à Rússia saem de todos os lados. O país está a ser duramente isolado política e economicamente e agora fora de um órgão humanitário das Nações Unidas.

Praticamente todo o continente europeu, excepto a Bielorrússia, votou a favor da suspensão da federação russa, posição também tomada por países como os Estados Unidos, Canadá, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Argentina e Israel.

A China e a própria Rússia estão entre os países que votaram contra a medida, tais como, Cazaquistão, Coreia do Norte, Cuba, Irão, Laos, Síria e Zimbabwe.

Dos países que se abstiveram, destaque vai para a Índia, Egipto, México, Qatar, África do Sul e dos Emirados Árabes Unidos.

Nos países falantes da língua portuguesa, em particular, apenas Timor-Leste se juntou a Portugal e votou a favor da resolução. Os restantes países abstiveram-se, nomeadamente, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

A ofensiva russa na Ucrânia e a recente matança na cidade ucraniana, Bucha, são as causas da suspensão do antigo país soviético do Conselho dos Direitos Humanos.

O Governo da Guiné-Bissau mandou encerrar, ontem, obrigatoriamente, 79 rádios por falta de pagamento de licença de emissão, refere o Ministério da Comunicação Social, num comunicado citado pelo Notícias ao Minuto.

A nota, emitida pela Inspecção-Geral do Ministério da Comunicação Social, indica que terminou, na quarta-feira, o prazo de 72 horas, dado pelo ministro, Fernando Mendonça, para 88 rádios regularizarem a situação de licença de emissão em falta.

“No universo de 88 rádios notificadas, até hoje, apenas compareceram no Ministério nove titulares de licenças para os devidos efeitos”, indica o comunicado, que aponta a situação como a continuação de incumprimento.

No comunicado, a Inspecção-Geral explica que o Ministério da Comunicação Social “tem apelado, reiteradas vezes”, para que as rádios regularizem a sua situação, pagando os emolumentos relativos às licenças que lhes foram atribuídas, mas, frisa, “tem sido confrontado com manifesta falta de vontade de cumprir com o plasmado na lei”.

“A Inspecção-Geral, no uso das suas prerrogativas legais (…), considera que as rádios que não regularizaram as respectivas licenças devem cessar as suas emissões a partir de hoje, impreterivelmente”, lê-se no comunicado.

A decisão do Governo fundamenta-se na lei 4/2013, indica a ordem de encerramento, que deve afectar as rádios de emissão nacional, regional e comunitária.

No documento, assinala-se ainda que serão tomadas medidas contra as estações que violarem a ordem de cessação de emissão.

A subida do preço dos alimentos devido à guerra na Ucrânia está a aumentar o risco de desnutrição de milhões de crianças do Médio Oriente e do Norte da África, alertou, esta quinta-feira, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), citado pelo Observador.

Segundo o UNICEF, as famílias estão a enfrentar muitas dificuldades para colocar comida na mesa durante o corrente mês do Ramadão, quando os muçulmanos praticantes se abstêm de comer e beber do nascer ao pôr-do-sol.

O UNICEF avisa que, se a situação se mantiver, vai afectar severamente as crianças no Egipto, Líbano, Líbia, Sudão, Síria e Iémen, países que já enfrentavam conflitos e graves crises económicas antes do início da guerra na Europa.

A guerra na Ucrânia causou a interrupção de exportações de alimentos, enquanto as sanções dos países ocidentais contra a Rússia têm vindo a dificultar as trocas económicas do país.

A Ucrânia e a Rússia respondem por um terço das exportações globais de trigo e cevada, dos quais os países do Médio Oriente dependem para alimentar milhões de pessoas.

Os dois países em guerra são também os principais exportadores de outros grãos e de óleo de semente de girassol, que é usado para quase todos os cozinhados das regiões do Norte de África e do Médio Oriente.

“Com conflitos em curso, instabilidade política, a pandemia da COVID-19 e a crise da Ucrânia, a região está a enfrentar aumento sem precedentes dos preços dos alimentos”, explicou a directora regional do UNICEF para o Médio Oriente e Norte da África, Adele Khodr.

O número de crianças desnutridas deverá aumentar drasticamente, salientou a directora regional.

Os países do Médio Oriente e Norte de África importam mais de 90% dos alimentos que consomem. Segundo a agência da ONU, apenas 36% das crianças da região têm, actualmente, acesso à alimentação de que precisam para crescer e desenvolver-se de forma saudável.

A secretária de Estado adjunta dos Estados Unidos, Wendy Sherman, alertou que os aliados não irão tolerar qualquer apoio material de Pequim a Moscovo na guerra russo-ucraniana.

Wendy Sherman  considera que as sanções impostas à Rússia pela sua invasão sobre o território ucraniano deveriam dar à China um bom entendimento das consequências que o país poderia enfrentar caso prestasse um apoio material a Moscovo, disse, esta quarta-feira, a secretária de Estado adjunta dos Estados Unidos, citada pelo Notícias ao Minuto.

A representante explicou que apontou as sanções e os controlos sobre as exportações, aplicados de forma coordenada entre Estados Unidos e aliados ao Presidente russo, Vladimir Putin, bem como à economia do país e aos oligarcas, deveriam servir de exemplo para Xi Jinping.

“Dá ao Presidente Xi, penso eu, um bom entendimento do que poderá vir a acontecer se ele, de facto, apoiar Putin de qualquer forma material”, esclareceu Wendy Sherman perante uma audiência da Comissão dos Negócios Estrangeiros na Câmara dos Representantes.

Wendy Sherman  disse esperar que a República Popular da China compreenda que qualquer ação desse tipo teria uma resposta da comunidade internacional, e não apenas dos Estados Unidos.

Até ao momento, a China recusou-se a condenar a investida militar da Rússia sobre a Ucrânia, tendo até criticado as sanções impostas pelo Ocidente ao país que perpetrou a invasão. Algo que se explica pelo facto de Moscovo ser, assumidamente, um dos principais parceiros estratégicos de Pequim.

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