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O País – A verdade como notícia

Foi através de uma carta publicada em vários meios de comunicação que o presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou que vai candidatar-se às próximas eleições presidenciais, marcadas para abril, tentando assim conquistar a reeleição.

De acordo com a imprensa internacional, citada pelo Observador, na carta dirigida aos franceses, Macron pediu, mais uma vez, a confiança dos franceses para garantir resposta aos desafios do século.

“Sou um candidato para construir convosco, face aos desafios deste século, uma resposta francesa e europeia singular”, lê-se na carta do chefe de Estado dirigida aos franceses.

O objetivo para os próximos anos, segundo Macron, não será “desenterrar a França da nossa infância”, mas antes “construir a França dos nossos filhos”; e lutar “para defender os valores que os desvarios do Mundo ameaçam”.

Na carta, Macron admite que se fosse hoje teria feito algumas coisas de forma diferente neste primeiro mandato, mas assegura que as “transformações” por si promovidas permitem a França “viver melhor”, dando o exemplo da descida do desemprego.

E mais, Emmanuel Macron reconhece que não poderá fazer campanha como gostaria por causa da ofensiva russa na Ucrânia, embora se comprometa a explicar seu projecto com clareza.

A recandidatura é atípica, como o próprio explica, dado o contexto da guerra, que trava a campanha nos moldes em que gostaria de a fazer.

Uma sondagem recente citada pelo The Guardian coloca Macron, que chegou a sofrer perdas dramáticas de popularidade durante o mandato, à frente da corrida. Neste momento, o presidente terá 28% das intenções de voto, à frente da candidata da Frente Nacional, Marine Le Pen, que neste momento conquistaria 17% dos votos e que Macron já derrotou em 2017, na segunda volta.

Dos 193 Estados-membros das Nações Unidas, 141 aprovaram uma resolução que condena a invasão russa na Ucrânia. Porém, 35 países abstiveram-se, dos quais Moçambique e Angola. Cinco países votaram contra a resolução, nomeadamente a Rússia, Síria, Bielorrússia, Coreia do Norte e Eritreia.

Na quarta-feira, enquanto a Rússia bombardeava Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana, a Assembleia Geral das Nações Unidas apresentava um texto através do qual deplora a agressão russa contra a Ucrânia e exige que Moscovo ponha fim à sua intervenção militar e retire, imediatamente e incondicionalmente, as suas tropas do país vizinho.

O texto, apresentado pela União Europeia em coordenação com a Ucrânia, e subscrito por mais de uma centena de países, lamenta nos mais veementes termos a agressão da Rússia à Ucrânia, refere a imprensa internacional, explicando que as Nações Unidas, reafirma o seu apoio à soberania, independência, unidade e integridade territorial da Urânia, incluindo as suas águas territoriais.

No documento, lamenta-se o envolvimento da Bielorrússia no ataque à Ucrânia e apela-se ao acesso, sem entraves, à ajuda humanitária.

Segundo a DW, a Assembleia Geral das Nações Unidas foi convocada para sessão de emergência, a primeira desde 1997, depois de não ter sido possível fazer passar uma resolução condenando a invasão russa da Ucrânia no Conselho de Segurança, onde a Rússia, como membro permanente, tem poder de veto.

O juiz Ricardo Lewandowski do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil suspendeu, ontem, a última acção penal contra o antigo Presidente Lula da Silva.

O processo investigava possíveis irregularidades na compra de 36 caças suecos durante o governo de Dilma Rousseff. Ou seja, nesta acção, o antigo Presidente do Brasil havia sido acusado de tráfico de influência, branqueamento de capitais e associação ilícita devido a sua suposta interferência numa licitação da força aérea brasileira para compra de 36 caças, que foi decidida a favor da empresa sueca Saab, fabricante das aeronaves Gripen.

Segundo o Jornal de Angola, os advogados de Lula afirmaram que a acção penal suspensa conta com depoimentos de diversas autoridades civis e militares, ex-ministros de Estado e da ex-Presidente Dilma Rousseff. Isso mostra que a decisão do Brasil de adquirir caças da marca Gripen não teve qualquer intervenção, muito menos ilegal, de Lula da Silva.

“A recomendação para a compra das aeronaves foi das Forças Armadas, por meio das forças aéreas brasileiras”, destacaram os advogados.

Lula da Silva foi julgado pela primeira vez sobre as acusações da Lava Jato em 2017, quando foi culpado de crimes de corrupção pelo antigo juiz Sérgio Moro. Após ser condenado em segunda instância, em 2018, Lula da Silva foi preso por 18 meses num caso sobre a alegada posse de um apartamento de luxo na cidade do Guarujá que teria recebido como suborno da construtora OAS, segundo alegações dos investigadores da Lava Jato.

Após a sua prisão, Lula da Silva foi forçado a desistir da eleição presidencial. O antigo Presidente brasileiro foi finalmente libertado em Novembro de 2019, quando o STF decidiu que a execução de uma sentença só seria possível depois de os condenados terem esgotado todos os recursos.

No mesmo ano, Lula da Silva foi novamente condenado a 12 anos de prisão em segunda instância num outro caso em que foi acusado de ter beneficiado de obras no terreno de uma propriedade rural em Atibaia, no interior do Estado de São Paulo, em troca de facilitar contratos da Odebrecht e da OAS com a Petrobras.

As sentenças destes dois processos contra Lula da Silva foram anuladas pela maioria dos juízes do STF em decisão que reconheceu erro processual e determinou o reinício das acções e enviou de Curitiba, onde foram julgadas, para Brasília, onde acabaram encerradas a pedido do Ministério Público.
Lula da Silva recuperou seus direitos políticos e poderá concorrer a cargos electivos nas presidenciais de 2022.

 

LULA DA SILVA CONFIRMA SUA CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DO BRASIL

O antigo Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva confirmou ontem que vai disputer, pela terceira vez, a presidência do país, nas eleições marcadas para outubro.

Segundo a Sic Noticias, Lula da Silva lidera todas as sondagens de intenções de voto para presidenciais de outubro, divulgadas no Brasil.
O político garantiu que, se o Partido dos Trabalhadores vencer as eleições, “não vai abdicar de bens que foram adquiridos pelo povo”.
Lula da Silva foi eleito Presidente do Brasil em 2002 e reeleito em 2006.

Ao sétimo dia da invasão russa à Ucrânia, os dois países parecem não chegar a um acordo para travar a guerra que já fez mais de 100 mortos e 800 mil deslocados.

A Rússia diz estar preparada para continuar hoje as conversações com a Ucrânia, mas as autoridades ucranianas ainda não confirmaram um novo encontro. “De momento, não se sabe quando é que as novas negociações se vão realizar”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, citado pela agência espanhola EFE.

Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse antes que a delegação russa estava pronta para se encontrar com a parte ucraniana. “No final da tarde de hoje, a nossa delegação estará no local à espera dos negociadores ucranianos. A nossa delegação estará pronta para continuar as conversações esta noite”, disse.

A primeira ronda de conversações, organizada pelas autoridades da Bielorrússia, país aliado de Moscovo, ocorreu na segunda-feira, na região de Gomel, perto da fronteira bielorrussa com a Ucrânia. No do encontro, os negociadores regressaram às respectivas capitais para consultas, segundo o Notícias ao Minuto.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Bielorrússia, Anatoly Glaz, disse hoje à agência bielorrussa Belta que o encontro poderá ocorrer a qualquer momento.

“Temos afirmado repetidamente que estamos prontos a fazer o nosso melhor e a organizar uma reunião a qualquer momento. Neste momento, os últimos preparativos estão a ser finalizados. O lado bielorrusso está preparado para qualquer desenvolvimento”, disse o porta-voz da diplomacia de Minsk.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse na terça-feira, numa entrevista conjunta à agência Reuters e à TV norte-americana CNN, que a primeira condição para negociar é parar de lutar, porque, caso contrário, “o tempo será desperdiçado”. Entretanto, após a primeira reunião, Zelensky lamentou que os ataques russos não tenham parado durante as negociações de cinco horas.

Pelo menos 21 pessoas morreram e 112 ficaram feridas em bombardeamentos nas últimas 24 horas, em Kharkiv, onde os paraquedistas militares russos atacaram ontem um hospital militar. Enquanto o exército russo diz ter ocupado a cidade de Kherson, os separatistas afirmam que bloquearam a cidade de Mariupol.

Enquanto decorrem negociações entre as delegações da Rússia e Ucrânia para pôr fim ao conflito entre as duas nações, as tropas russas continuam a protagonizar ataques e a reivindicar controlo de algumas regiões.

Esta quarta-feira, as autoridades ucranianas anunciaram que pelo menos 21 pessoas morreram e 112 ficaram feridas nas últimas 24 horas, na cidade de Kharkiv, devido aos bombardeamentos das tropas russas.

Ainda esta quarta-feira, os paraquedistas militares russos atacaram um hospital militar na cidade de Kharkiv, mas não foram avançados os danos resultantes do ataque.

Segundo o chefe da Polícia de Kharkiv, Volodymyr Tymoshko, a situação perto do hospital está sob controlo e a segurança foi reforçada contra a escalada militar russa.

Kharkiv, segunda maior cidade ucraniana, a nordeste da Ucrânia, começou a ser atacada na passada segunda-feira, tendo-se intensificado os ataques na terça-feira. Os ataques aéreos persistentes contra a cidade já destruíram várias infra-estruturas.

O exército russo garantiu, igualmente, ter conquistado a cidade de Kherson, enquanto os separatistas pró-russos anunciaram ter conseguido bloquear totalmente a cidade de Mariupol, no sul da Ucrânia.

Pelo terceiro dia consecutivo, as negociações entre a Rússia e Ucrânia, que decorrem na fronteira ucraniana com a Bielorrússia, continuam.

Pelo menos 13 crianças ucranianas morreram desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, na última semana, anunciou ontem a diretora da UNICEF, Catherine Russell, durante o lançamento conjunto do Apelo Humanitário Urgente e do Plano Regional de Respostas a Refugiados na Ucrânia.

Segundo Catherine Russell, citada pela Lusa, a situação dos menores e famílias afectadas pela guerra na Ucrânia piora a cada minuto.

“Pelo menos 13 crianças morreram, de acordo com a informação confirmada pela Agência das Nações para os Refugiados, e estimamos que esse número aumente à medida que o conflito se intensifica”, disse Catherine Russell.

Para a directora da UNICEF, o conflito está a aproximar-se das populações, cada vez mais perto das casas e das escolas das crianças, dos hospitais e dos orfanatos. Catherine referiu ainda que centenas de crianças não iam à escola e que todas as 7,5 milhões de crianças na Ucrânia “correm riscos muito elevados”.

Os danos causados nas infra-estruturas deixaram “centenas de milhares de pessoas sem água potável e electricidade e os explosivos e resíduos de guerra nas áreas povoadas representam perigos reais”.

A UNICEF e os parceiros, segundo a representante Catherine Russell, estão a trabalhar 24 horas por dia para responder às necessidades humanitárias crescentes, que incluem serviços médicos de emergência, medicamentos essenciais, material e equipamentos de saúde, água segura para beber e para a higiene, e abrigo e protecção para os deslocados das suas casas.

“Neste momento, a UNICEF tem, neste momento, 140 pessoas na Ucrânia, mas vai enviar mais pessoal para atender às necessidades humanitárias para garantir “protecção e assistência às crianças nos países de acolhimento”, explicou Catherine Russell, referindo que “metade das pessoas em movimento são crianças”.

Para continuar a ajudar, a UNICEF está a apelar a 276 milhões de dólares americanos para as crianças na Ucrânia e a 73 milhões adicionais para o Plano Regional de Resposta a Refugiados nos países vizinhos, escreve a Lusa.

 

As tropas da Bielorrússia, país aliado de Vladimir Putin e que acolheu o exército russo antes e durante a invasão à Ucrânia, terão atravessado a fronteira na região de Chernihiv Oblast, a norte de Kyiv para se juntarem aos russos. Entretanto, Lukashenko nega intervenção.

A cidade de Chernihiv fica próxima da fronteira entre a Bielorrússia e a Ucrânia e foi uma das “portas de entrada” para as tropas russas que invadiram o país a partir da Bielorrússia, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, é um importante aliado de Vladimir Putin e tem ameaçado juntar-se à guerra desde o início da invasão, mostrando também disponibilidade para acolher armas nucleares.

No domingo, um referendo na Bielorrússia aprovou uma revisão constitucional para acabar com a neutralidade nuclear no país, permitindo assim a entrada de armas nucleares russas no território. A decisão foi considerada por Josep Borrell, chefe da diplomacia europeia, como muito preocupante.

O Presidente Ucraniano diz que já começou a receber alguns sinais da Rússia para pôr fim ao conflito. Enquanto isso, Vladimir Putin anunciou que iria destruir todos os carregamentos de armamento e que teria a Ucrânia como destino.

Esta segunda-feira teve lugar a primeira reunião de negociação para pôr fim ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Não se sabe ainda o que foi acordado entre as duas delegações, a não ser uma nova reunião numa data ainda por determinar.

O Presidente da Ucrânia, Volodomyr Zelensky afirma que o encontro que decorreu na Bielorussia foi um sinal positivo de Vladimir Putin para pôr fim ao conflito.

Entretanto, o arranque das negociações não travou o conflito que já resultou na tomada da segunda maior cidade ucraniana, Kharkiv.

O ruído dos ataques russos ouve-se cada vez mais na capital ucraniana. Kiev voltou a viver uma noite de terror esta segunda-feira. De acordo com a Euronews, há uma coluna militar russa de 64 quilómetros a caminho do centro da capital ucraniana.

Zelensky respondeu permitindo a entrada no seu país, sem visto, de todos os cidadãos que queiram ajudar o país a combater as investidas russas. As portas das prisões também foram abertas, ou seja, todos os prisioneiros com experiência militar foram chamados à guerra.

Numa outra jogada geopolítica, o presidente da Ucrânia assinou o pedido formal de adesão do país à União Europeia, numa altura em que este bloco se mostra parceiro fundamental para combater o conflito.

Os 27 dizem não ter medo da Rússia e apoiam mesmo estando na mira de Putin, que ameaça destruir todo e qualquer carregamento de armas que tenha a Ucrânia como destino.
O futuro ainda é incerto!

A Junta Militar, que está no poder no Burkina Faso, vai realizar eleições democráticas num prazo de dois anos e meio. Enquanto isso, o Movimento Patriótico de Salvação e Restauração, protagonista do último golpe de Estado, vai nomear um Governo interino.

O Movimento Patriótico de Salvação e Restauração, que protagonizou o golpe de Estado no passado mês de Janeiro, apresentou o resultado do trabalho da comissão encarregada de elaborar orientações sobre a realização das eleições gerais.

Nesta segunda-feira, o partido golpista, liderado por Paul-Henri Sandaogo Damiba, publicou um documento, no qual diz que o processo eleitoral no Burkina Faso poderá decorrer dentro de dois anos e meio.

No documento, a Junta Militar diz prever um Governo interino com um primeiro-ministro civil nomeado por Damiba e não mais de 20 membros, que irão gerir o país durante os próximos dois anos. Os membros do referido Executivo não podem concorrer às eleições.

Damiba tomou posse a 16 de Fevereiro como Presidente do Burkina Faso, menos de uma semana depois de o Tribunal Constitucional ter aprovado a sua nomeação após o golpe de Estado que depôs o anterior Presidente, Roch Kaboré, no dia 24 de Janeiro.

O golpe de Estado aconteceu depois dos protestos populares contra a insegurança e a falta de meios para lidar com o terrorismo, razão pela qual os soldados exigiram a demissão de Kaboré e de outras altas patentes das forças de segurança.

O Burkina Faso foi suspenso da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental no dia 28 de Janeiro, por causa do golpe de Estado e a referida organização exige um calendário eleitoral razoável, para o retorno da ordem institucional.

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