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O País – A verdade como notícia

O número de pessoas que fogem do conflito na Ucrânia ultrapassou os 1,5 milhões, tornando esta a crise de refugiados “de crescimento mais rápido” na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, avisou hoje a ONU, citada pela AFP.

“Mais de 1,5 milhões de refugiados da Ucrânia saíram para os países vizinhos em dez dias. Esta é a crise de refugiados de crescimento mais rápido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial”, escreveu o Alto-Comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, numa publicação na rede social Twitter, citada pela agência de notícias francesa.

A Rússia lançou, na madrugada de 24 de Fevereiro, uma ofensiva militar à Ucrânia e as autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, disse ao secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que a China se opõe a quaisquer acções que “lancem mais achas para a fogueira” na Ucrânia.

Segundo o Notícias ao Minuto, Wang pediu negociações para resolver a crise na Ucrânia, bem como conversas sobre a criação de um mecanismo de segurança europeu equilibrado, de acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Num telefonema realizado no sábado, o diplomata chinês disse, ainda, que os EUA e a Europa devem prestar atenção ao impacto negativo que a expansão da NATO para o leste tem para a segurança da Rússia.

Durante a conversa, Blinken mais uma vez pressionou a China a ser mais crítica com a Rússia, indicou o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Ned Price, em comunicado.

A China, por enquanto, tem evitado condenar a invasão russa da Ucrânia, tendo expressado oposição às sanções unilaterais impostas a Moscovo pelos Estados Unidos, UE e outros países ocidentais.

O telefonema entre os dois chefes de diplomacia concentrou-se no conflito “premeditado e injustificado” provocado pela Rússia, disse o Departamento de Estado dos EUA.

Blinken aproveitou a oportunidade para lembrar a Wang que “o mundo está atento para saber quais as nações que defendem os princípios básicos de liberdade, autodeterminação e soberania”.

O secretário de Estado norte-americano também sublinhou que o mundo está a agir em uníssono para responder à agressão russa, procurando fazer com que Moscovo pague um preço alto pelas suas acções.

Pequim tem defendido a soberania territorial das nações, mas manteve uma posição ambígua em relação ao conflito na Ucrânia e absteve-se em duas votações de condenação à Rússia na ONU, uma no Conselho de Segurança e outra na Assembleia-Geral.

A Assembleia Nacional da África do Sul só tomou conhecimento a 28 de Fevereiro passado, sobre a prorrogação da missão militar da Força Nacional de Defesa daquele país para o combate ao terrorismo em Cabo Delgado, norte de Moçambique.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, alargou até 15 de Abril o destacamento da Força Nacional de Defesa da África do Sul em Moçambique no âmbito da missão militar em Cabo Delgado. Entretanto, a medida, tomada na segunda semana de Janeiro, no Malawi, ainda não era do conhecimento do Parlamento.

Os militares da Força Nacional de Defesa da África do Sul continuarão a apoiar a República de Moçambique no período de 16 de Janeiro de 2022 a 15 de Abril de 2022, lê-se na carta do Presidente Cyril Ramaphosa, datada de 28 Fevereiro deste ano, mas divulgada somente na última sexta-feira pelo Parlamento sul-africano.

A notícia é avançada pela News24, acrescentando que, de acordo com a carta do Chefe de Estado à Presidente da Assembleia Nacional, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, as tropas sul-africanas são compostas 1.495 homens, para uma operação que vai custar de 984 milhões de rands, dos 29,5 milhões de dólares previstos pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral para até Abril.

O alargamento da missão da SADC em Cabo Delgado foi decidida em Janeiro deste ano, numa Cimeira de Chefes de Estado da SADC em Lilongwe, no Malawi.

A Constituição da África do Sul obriga o Presidente a informar o Parlamento prontamente sobre assuntos como o que a 28 de Fevereiro deu a conhecer à Assembleia Nacional.

Contudo, Ramaphosa ainda não tinha informado à Assembleia Nacional sobre a continuidade do apoio da África do Sul no combate ao terrorismo em Cabo Delgado.

A Agência de Informação de Moçambique cita o ministro sombra para a Defesa na África do Sul, Kobus Marais, a esclarecer que o Parlamento foi informado da decisão de extensão da missão militar em Cabo Delgado na noite de quinta-feira, durante a reunião do Comité Permanente Conjunto para a Defesa.

Nesse sentido, foi solicitado ao presidente do Comité Parlamentar para se inteirar, junto do gabinete do presidente Ramaphosa, sobre as razões pelas quais só informou a 28 de Fevereiro sobre a prorrogação da missão em Cabo Delgado.

A Rússia anunciou, este sábado, cessar-fogo temporário para abertura de corredores humanitários que permitam a retirada de civis nas cidades ucranianas de Mariupol e Volnovaja, escreve o Observador.

Segundo a fonte, o cessar-fogo serve apenas para abrir corredores humanitários. Quatro cidades estarão cercadas e a Rússia capturou, depois de já ter tomado Kherson, Trostyanets, no norte da Ucrânia.

Ao décimo dia de invasão à Ucrânia, o porto estratégico de Mariupol, no leste da Ucrânia, continua a ser alvo de “ataques impiedosos” por parte do exército russo há já cinco dias. Neste momento, a localidade encontra-se “sob bloqueio” por parte das tropas invasoras, ecsreve Notícias ao Minuto.

Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, permanece com uma postura crítica face à NATO, pelo facto da aliança se recusar a impor uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia.

 

UCRANIANOS TÊM CINCO HORAS PARA ABANDONAR MARIUPOL

A população da Mariupol, na Ucrânia, têm cinco horas para abandonar a cidade.

Segundo informações recentes da Câmara Municipal de Mariupol, citadas pela Sky News, a evacuação de civis de Mariupol começou às 11 horas locais e deverá durar até às 16 horas deste sábado.

Uma notícia que foi, inicialmente, divulgada pela Rússia, mas que veio depois a ser confirmada pelas autoridades ucranianas, as quais garantem o estabelecimento de “corredores humanitários” destinados à evacuação de civis das cidades de Mariupol e de Volnovaja.

Em causa está uma medida que surge na sequência do “cessar-fogo temporário” acordado entre russos e ucranianos, que segundo confirmado por Pavlo Kirilenko, chefe da administração militar da região de Donetsk, começou já às 9 horas locais
De acordo com a Rússia, citada pela Sky News, ainda não existem grandes informações acerca da evacuação na cidade de Volnovaja.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediu ontem ajuda monetária no valor de 350 milhões de dólares para apoiar as suas operações na resposta humanitária à situação na Ucrânia.

O apelo, segundo a organização, visa apoiar as populações afectadas na Ucrânia, Moldova, Roménia, Hungria, Eslováquia e Polónia. Estes países estão na linha da frente da crise dos refugiados.

De acordo com os dados da OIM, desde o início do ataque russo, mais de 1,25 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia. Para alcançar as pessoas deslocadas e as comunidades dos países que os acolhem, a organização visa trabalhar em estreita colaboração com os seus parceiros.

A OIM vai estabelecer um mecanismo de coordenação eficaz que facilite a comunicação entre si, cidadãos de países terceiros e consulados relevantes.

Serão ainda estabelecidos instrumentos de encaminhamento apropriados com organizações não-governamentais (ONGs), governos e parceiros para ajudar até 20 mil cidadãos de países terceiros a viajar de forma segura e ordenada para os seus países de origem.

“A OIM vai fornecer abrigo temporário para pessoas deslocadas onde as condições de abrigo forem inadequadas. A organização também vai facultar produtos não alimentares, incluindo assistência para o inverno para garantir uma vida digna e sustentável de peças desenraizadas”, realçou.

A OIM adiantou que também planeia apoiar as pessoas que ficaram sem abastecimento de água e infraestruturas de saneamento.
“As hostilidades levantam múltiplas preocupações de protecção. Em resposta, a OIM fornecerá assistência de proteção individual, que inclui gestão de casos para necessidades específicas e maior acesso a informações, como linhas diretas para pessoas em movimento”, observou.

A organização também vai fornecer uma ampla gama de serviços de saúde, incluindo consultas de cuidados de saúde primários, triagem e gestão de doenças transmissíveis, cuidados de saúde reprodutiva, materna, infantil e neonatal de emergência e encaminhamentos para unidades de saúde especializadas para populações deslocadas e com acesso restrito.

Além disso, a OIM vai providenciar orçamentos de recurso para prestação de assistência à segurança alimentar e apoiar os governos nacionais e parceiros em trânsito, monitorizando a entrega e o acesso a serviços e proteção às populações afectadas.

A entidade vai também realizar avaliações e rastreamento de mobilidade com o objetivo de facultar estimativas sobre a presença e o número de grupos populacionais afectados no país para compreender e lidar melhor com a crise humanitária.

A OIM é um dos maiores actores humanitários na Ucrânia com sete escritórios no país. O organismo tem ainda funcionários permanentes e gabinetes em todos os países vizinhos há décadas, escreve a Lusa.

 

Um milhão de pessoas já fugiram da Ucrânia à procura de refúgio noutros países, devido à invasão russa. A incursão militar continua e sem fim à vista e a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que o número de deslocados pode ultrapassar 10 milhões de cidadãos nos próximos dias.

Em uma semana de conflito na Ucrânia, mais de um milhão de cidadãos já deixaram o país, com mais de 43 milhões de habitantes, para países vizinhos, sobretudo Polónia, de acordo com dados das Nações Unidas para os Refugiados.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância diz, por sua vez, que cerca de meio milhão de refugiados são crianças e espera que os números continuem a aumentar nos próximos dias.

Por conta do avanço das tropas russas para várias partes da Ucrânia, a Organização das Nações Unidas refere que mais de dez milhões de pessoas poderão deixar o seu território e refugiarem-se nos países vizinhos.

A instituição diz que está a reforçar a sua resposta humanitária, por isso mesmo tendo retirado parte dos seus funcionários da cidade de Kiev, outros continuam na capital ucraniana para apoiar na retirada e assistência a civis.

No âmbito da intensificação das suas operações na Ucrânia e nos países vizinhos, as Nações Unidas passaram a aceitar apoios no sentido de garantir que ucranianos forçados a fugir fiquem seguros onde se encontram.

As tropas russas na Ucrânia ocuparam a cidade de Zaporizhzhia, onde se encontra a maior central nuclear da Europa. Na quinta-feira, os militares incendiaram uma outra central nuclear, com o propósito de desestabilizar o exército ucraniano, mas o fogo foi prontamente debelado.

Após os ataques às centrais nucleares das cidades de Enerhodar e Chernobyl, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de ser um estado terrorista, com tendência de recorrer às armas nucleares.

Esta sexta-feira, as forças russas assumiram o controlo da maior central nuclear da Europa, na cidade de Zaporizhzhia, depois de na quinta-feira terem conquistado a cidade de Kherson, outra de maior importância.

A central nuclear de Zaporizhzhia é responsável pela produção de um quarto da energia da Ucrânia e as autoridades ucranianas classificaram o ataque russo à infra-estrutura como uma ameaça à segurança global.

Nos últimos dias, os russos têm tentado mostrar poder, lançando mísseis e promovendo ataques de artilharia em áreas civis, para cortar a ligação deste país com o mar Negro.

O corte do acesso da Ucrânia ao litoral seria um duro golpe para a economia do país e permitirá à Rússia construir um corredor terrestre que se estende desde a sua fronteira até à Crimeia, assim como para a Roménia, segundo o Notícias ao Minuto.

Uma bomba explodiu hoje numa mesquita na cidade paquistanesa de Peshawar, no noroeste do país, matando pelo menos 45 pessoas e ferindo outras 65, segundo a polícia, citada pelo Notícias ao minuto.

A explosão ocorreu quando os fiéis se reuniram na mesquita Kucha Risaldar, na cidade velha de Peshawar para as orações de sexta-feira.

O chefe da polícia de Peshawar, Muhammed Ejaz Khan, declarou que dois agressores armados abriram fogo contra a polícia do lado de fora da mesquita, que fica localizada na cidade velha de Peshawar.

Um agressor e um polícia foram mortos no tiroteio e outro agente de segurança ficou ferido. O outro atacante correu para dentro da mesquita e detonou uma bomba.

Várias ambulâncias acorreram ao local, percorrendo as estreitas e congestionadas ruas da cidade para transportar os feridos para o Hospital Lady Reading.

Waheed Khan, um oficial da polícia local, afirmou que a explosão ocorreu quando as pessoas estavam reunidas na mesquita Kucha Risaldar para as orações de sexta-feira.

O número de mortos provavelmente aumentará, pois muitos dos feridos estão em estado crítico, acrescentou Waheed Khan.

Pelo menos 150 pessoas estavam dentro da mesquita no momento da explosão, disseram testemunhas, citadas pela agência de notícias Associated Press (AP).

O ataque não foi reivindicado até ao momento.

 

Vinte e cinco organizações ambientalistas europeias pediram esta quinta-feira à União Europeia que pare de importar petróleo da Rússia e “acabe com o financiamento à guerra de Putin contra a Ucrânia”.

Segundo o Observador, as 25 organizações não-governamentais defendem ainda que as bombas de combustível devem identificar a origem de todos os produtos petrolíferos” para que os consumidores não “financiem inadvertidamente o regime” do Presidente russo, Vladimir Putin.

Os ambientalistas, segundo a fonte, pedem ainda que seja cobrada uma “tarifa ou taxa” sobre todos os combustíveis fósseis provenientes da Rússia e como medida principal, “um embargo completo” a estes produtos.

Os ambientalistas afirmam no manifesto enviado às instituições europeias que o lucro da exportação de petróleo e gás tem “sustentado os gastos militares de Putin em mais de duas décadas”.

O petróleo e o gás russos não estão cobertos pelas sanções económicas impostas pela União Europeia, lembram os ambientalistas, apontando que “todos os dias, países da União Europeia continuam a transferir centenas de milhões de euros para pagar petróleo e gás ao regime de Putin”, um comércio que movimentou entre 80 e 85 mil milhões de euros só em 2022, afirmam.

Dois terços do petróleo importado da Rússia servem para transportes, e embora reconheçam que parar o tráfego terá “impactos no preço da energia”, o ataque russo à Ucrânia “exige uma resposta extraordinária”, dizem as organizações.

Os ambientalistas defendem ainda que os países membros da Agência Internacional da Energia devem usar as reservas de petróleo que têm, suficientes para 90 dias de consumo, e cedê-las aos países mais dependentes da Rússia.

As organizações insistem em vários pontos da sua agenda habitual e pedem “um novo objectivo de 50 por cento de carros eléctricos em 2025” na União Europeia daqui a três anos, sobretudo nos setores dos táxis, frotas automóveis e autocarros.

Querem ainda “medidas para acelerar radical e imediatamente” o investimento na produção de energia solar e eólica e mais medidas de eficiência energética, incluindo a renovação de edifícios para os tornar mais eficientes e combater a pobreza energética.

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