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O País – A verdade como notícia

O Príncipe Charles III, filho e sucessor da Rainha Isabel, diz que a morte da monarca representa um momento de dor e muita tristeza.

“A morte da minha querida mãe, Sua Majestade a Rainha, é um momento de grande tristeza para mim e todos os membros da minha família”, refere Charles, numa nota a que o “O País” teve acesso.

O filho diz ainda que Isabel era uma “monarca acarinhada e uma mãe muito amada”.

“Sei que a morte dela vai ser sentida por todo o país, reinos e na Commonwealth e por inúmeras pessoas em todo o mundo. Durante este período de luto e mudança, a minha família e eu seremos confortados e suportados por saber do respeito e profunda afeição pela Rainha”.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que reagiu à morte da rainha IsabelII, descreve a monarca como uma pessoa “admirada em todo o mundo pela sua liderança e devoção”.

Guterres disse ainda ter ficado “profundamente entristecido com a morte de Sua Majestade”. O diplomata apontou ainda para a “dedicação inabalável e vitalícia” com a qual IsabelII era conhecida.

António Guterres ressalvou ainda que a rainha IsabelII “era uma boa amiga das Nações Unidas e uma presença tranquilizadora ao longo de décadas de mudança”.

Liz Truss, Primeira-ministra há 48 horas, reagiu à morte da monarca dizendo que Isabel era a rocha sobre a qual a Grã-Bretanha moderna foi construída e o próprio espírito do país.

Na declaração feita instantes após o anúncio da morte, a primeira-ministra disse ainda que a monarca “foi uma grande inspiração” para si e marcou uma era.

A sucessora de Boris Johnson debruçou-se ainda sobre o seu encontro com a monarca, há dois dias, em Balmoral e sublinhou a devoção da rainha ao dever, sendo um “exemplo para todos nós”, escreve o Notícias ao Minuto.

Para Truss, inicia assim uma “nova era” com a sucessão ao trono. Para a chefe do governo britânico, o país deve unir-se para o apoiar e oferecer lealdade e devoção ao Príncipe Charles.

“Deus salve o Rei”, afirmou Liz Truss.

O Reino Unido e o mundo estão de luto. Morreu, no início desta noite, vítima de doença, a Rainha Elisabeth II. A monarca perdeu a vida no Palácio de Balmoral, na Escócia.

O anúncio ocorre após uma nova avaliação feita, esta quinta-feira, na qual  os médicos diziam que a situação era crítica e recomendavam que se mantivesse sob supervisão médica.

Na altura, a recém-empossada primeira-ministra britânica, Liz Truss, reagiu ao estado de saúde da Rainha, referindo que o país estava profundamente preocupado com as notícias do palácio de Buckinghams e que os seus pensamentos e de todo o Reino Unido estavam com a rainha e a sua família.

A morte de Isabel II ocorre um ano após a morte de seu esposo, o Príncipe Philip, Duque de Edimburgo, e pouco depois de ter empossado Liz Truss, a nova primeira-ministra e sucessora de Boris Johnson.

Isabel II, de 96 anos, foi rainha da Inglaterra desde os 25 anos de idade e a primeira monarca britânica a permanecer por mais tempo no trono.

No dia 6 de Fevereiro deste ano, completou 70 anos de reinado e comemorou o Jubileu de Platina.

Analisando o assunto, a partir de Maputo, o comentador político Alberto Ferreira explicou que a morte terá um grande impacto, sobretudo, para a geopolítica global, devido ao papel do Reino Unido na história mundial.

O filho mais velho e herdeiro da monarca, o príncipe Charles, será o novo rei da Inglaterra.

A Rainha Isabel II está a receber cuidados médicos no castelo de Balmoral, devido à deterioração do seu estado de saúde. A enfermidade levou a monarca a desmarcar uma série de reuniões.

Há dias que a rainha Rainha Isabel II não está bem de saúde. Após uma nova avaliação feita esta quinta-feira, os médicos da monarca de Isabel II mostraram-se preocupados e recomendaram que ela se mantivesse sob supervisão médica.

Apesar do alarme, a monarca está confortável, a receber cuidados médicos em Balmoral, na Escócia.

De acordo com o “Expresso”, os seus quatro filhos e outros descendentes e herdeiros directos, incluindo o primogénito, Carlos, príncipe de Gales, Camilla; e o filho, William, previsíveis próximos dois reis do país, deslocaram-se ao local esta quinta-feira.

Devido aos problemas de saúde e, principalmente, os de mobilidade, a Rainha Isabel II cancelou uma reunião do seu Conselho Privado.

A primeira-ministra britânica, Liz Truss, disse que todo o país está profundamente preocupado. Truss disse, ainda, que todos os britânicos manifestam o seu apoio à monarca.

A Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) alertou, esta quarta-feira, que mais de 22 milhões de pessoas vão ficar sem alimentos no Corno de África. Segundo a instituição, a situação poderá piorar em 2023.

“Milhões de vidas estão em risco, e à medida que a comunidade humanitária acelera a sua resposta, devemos garantir que os erros da década passada não sejam repetidos; é crucial que a ajuda esteja não apenas disponível, mas que chegue às pessoas certas de maneira eficiente”, disse o líder do IFRC no Quénia e Somália, Mohamed Babiker, acrescentando que a ajuda tem de ser garantida através de uma resposta local.

No comunicado, o IFRC afirma que quase um milhão de pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas à procura de comida e de água nalgumas partes da Somália e do Quénia, que atravessam uma “catastrófica crise alimentar, que continua a piorar”.

A resposta humanitária, apontou o responsável, enfrenta dois grandes desafios: “o maior é a falta de recursos para comprar materiais de emergência, mas mesmo que haja dinheiro, é preciso que essa ajuda chegue às comunidades nómadas de forma eficiente e consistente”.

Até agora, o IFRC no Quénia e na Somália já ajudaram pelo menos 645 mil pessoas afetadas pela seca, proporcionando-lhes serviços de saúde e donativos em dinheiro, bem como água, serviços de saneamento e de higiene, conclui-se no comunicado.

 

Mais de 50 milhões de crianças não tem acesso à educação em África, revelou, esta quarta-feira, um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e do Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC), citado pelo Notícias ao Minuto.

Um total de 57 milhões de crianças e adolescentes estão fora do sistema de ensino na África Central e Ocidental, perfazendo quase um quarto daqueles que não vão à escola no mundo.

No Burkina Faz, Chade, Mali e Níger, mais de metade das crianças não tem acesso à educação.

De acordo com o relatório das três entidades, apenas na zona central do Sahel o encerramento de escolas aumentou 66% e, em toda a região, havia mais de 12.400 centros educativos fechados no final de 2021.

“Cada criança fora da escola, cada dia de aprendizagem perdido, é um tijolo a menos para construir a paz e a prosperidade na região”, enfatizou a oficial regional do NRC, Maureen Magee.

Especialistas temem que haja uma geração perdida e, por extensão, anos de entrave ao desenvolvimento global.

Entre os desafios, segundo o relatório, a blindagem de centros educativos contra possíveis ataques, algo que as três organizações quiseram enfatizar ante do Dia Internacional para Proteger a Educação de Ataques, que é comemorado na sexta-feira.

As escolas são, por vezes, alvo de ataques que, por sua vez, fazem com que muitos estudantes optem por não ir às aulas por medo.

A violência também leva à fuga em massa de populações, cenários em que as famílias, inclusive crianças e adolescentes, deixam tudo para trás.

“Manter o acesso a uma educação segura e de qualidade é crucial também para refugiados”, ressaltou a directora do ACNUR, Millicent Mutuli.

O relatório ainda propõe reconstruir as escolas destruídas e oferecer formas de aprendizagem alternativas à presencial.

 

A Organização das Nações Unidas diz que a Somália precisa de mil milhões de euros para combater fome para evitar mortes devido à fome na Somália até ao início de 2023, diz a Organização das Nações Unidas, citada pelo Observador.

Falando a imprensa, a partir de Mogadíscio, capital da Somália, o chefe humanitário das Nações Unidas, Martin Griffiths, disse que, segundo um novo relatório de um painel de especialistas independentes, a fome chegará ao país entre Outubro e Dezembro.

A situação poderá piorar em 2023, quando se prevê que mais duas estações secas venham a agravar a seca histórica que atingiu o país do Corno de África, disse Griffiths no balanço da sua viagem de cinco dias à Somália.

De acordo com o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU, são necessários mais de mil milhões de dólares em novos fundos, para além dos cerca de 1,4 mil milhões de dólares que a organização já tinha solicitado.

O apelo teve sucesso, disse Griffiths, graças à Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) que anunciou uma doação de 476 milhões de dólares de ajuda humanitária e de desenvolvimento em Julho.

A Rede de Sistemas de Alerta Precoce da Fome, criada pela USAID, disse num relatório divulgado na segunda-feira que a fome deverá emergir ainda este ano em três áreas da região da Baía (sudeste), incluindo Baidoa e Burhakaba.

Cerca de 7,1 milhões de pessoas necessitam de assistência urgente para tratar e prevenir a desnutrição aguda na Somália e reduzir o número de mortes relacionadas com a fome, de acordo com uma análise recente da organização.

Pelo menos 730 crianças morreram de má nutrição na Somália desde Janeiro, e os números podem aumentar nos próximos meses, quando o centro e sul do país entrar em situação de fome, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

 

 

Liz Truss foi, ontem, indigitada primeira-ministra do Reino Unido depois de se encontrar com a rainha Isabel II, que lhe pediu para formar um novo Governo após aceitar a demissão de Boris Johnson. 

“A Rainha recebeu em audiência” Liz Truss “e pediu que formasse um novo Governo”, anunciou através da rede social Twitter, momentos depois de publicar uma foto da monarca de 96 anos apoiada numa bengala, apertando a mão àquela que se torna a 15.ª primeira-ministra em 70 anos de reinado.

A audiência teve lugar no Castelo de Balmoral, na Escócia, e não no Palácio de Buckingham, em Londres, como é tradicional, devido aos problemas de mobilidade de Isabel II.

Num comunicado, a família real indicou que Johnson “apresentou a sua demissão como primeiro-ministro e Primeiro Lorde do Tesouro, que sua majestade teve o prazer gracioso de aceitar”.

Liz Truss foi escolhida, esta segunda-feira (05/09), como nova líder do Partido Conservador e assume o lugar de Boris Johnson como primeira-ministra britânica. Truss recebeu 81 326 dos votos dos cerca de 180 000 membros do partido, enquanto Sunak obteve 60 399. O resultado era esperado e confirma a vantagem registada em várias sondagens publicadas desde Julho.

A vitória de Truss, no entanto, não foi tão avassaladora quanto muitos previam. Desde que o Partido Conservador mudou as suas regras eleitorais internas para dar aos membros uma palavra final, nenhum líder obteve menos de 60% dos votos.

Truss recebeu 57% dos votos dos membros, em comparação com 66,4% obtidos por Boris Johnson, em 2019; 67,6% por David Cameron, em 2005; e 60,7% por Iain Duncan Smith, em 2001. Theresa May não foi eleita por meio da votação.

DESAFIOS À FRENTE

Como chefe de Governo, Truss prometeu agir rapidamente para enfrentar a crise do custo de vida no Reino Unido, afirmando que, em uma semana, apresentará um plano para enfrentar o aumento das contas de energia e garantir o abastecimento futuro de combustível.

“Precisamos de mostrar que vamos entregar nos próximos dois anos. Vou entregar um plano ousado para cortar impostos e fazer crescer nossa economia”, afirmou ela após o anúncio do resultado.

“Vou responder à crise de energia, lidando com as contas de luz dos cidadãos, mas também lidando com os problemas de longo prazo que temos no fornecimento de energia.”

As contas médias anuais dos serviços públicos domésticos no Reino Unido devem aumentar 80% em Outubro, para 3549 libras, além de um aumento esperado para 6 000 libras em 2023, dizimando as finanças pessoais dos britânicos.

“O SEGUNDO MANDATO MAIS DIFÍCIL DO PÓS-GUERRA”

Truss enfrenta uma longa, custosa e complicada lista de afazeres, que os parlamentares da oposição afirmam ser resultado de 12 anos de um governo conservador fraco. Vários pediram eleições gerais antecipadas – algo que Truss adiantou que não permitirá.

O veterano parlamentar conservador David Davis descreveu os desafios que ela enfrentará como chefe de governo como “provavelmente o segundo mandato mais difícil dos primeiros-ministros do pós-guerra”, após a conservadora Thatcher em 1979.

Truss afirmou que planeia nomear um gabinete forte, dispensando o que uma fonte próxima a ela chamou de “estilo presidencial” de governo, e terá que trabalhar duro para conquistar alguns parlamentares do seu partido que apoiaram Sunak na corrida interna.

O think tank Institute for Government acredita que Truss terá um início de Governo mais complicado do que qualquer um de seus antecessores, já que ela não era a escolha mais popular entre os legisladores da sua legenda.

Como terceira primeira-ministra depois de Margaret Thatcher (1979-1990) e Theresa May (2016-2019), o anúncio da composição do governo será um primeiro teste de Truss.

O ministro da Economia, Kwasi Kwarteng, 47 anos, é apontado pela imprensa como o próximo ministro das Finanças, a procuradora-geral, Suella Braverman, 42 anos, d everá assumir o Ministério do Interior, James Cleverly, de 53 anos, passará da Educação para os Negócios Estrangeiros, e a ministra do Trabalho, Theresa Coffey, é esperada no Ministério da Saúde.

O ministro da Defesa, Ben Wallace, deverá permanecer em funções, mas Nadine Dorries recusou continuar com a pasta da Cultura e os ministros da Justiça, Dominic Raab, e dos Transportes, Grant Shapps, deverão ser preteridos devido ao apoio a Sunak.

Depois da estreia de Truss no debate semanal com os deputados e frente ao líder da oposição, o Trabalhista Keir Starmer, no Parlamento, quarta-feira, o novo governo pretende anunciar, já quinta-feira, um pacote para tentar travar a crise económica.

Segundo a imprensa britânica, este incluirá um congelamento dos preços da energia para famílias e empresas.

Dentro de dias, é esperado o anúncio de cortes fiscais para impulsionar a economia prometidos durante a campanha.

 

BORIS JOHNSON FAZ DISCURSO DE DESPEDIDA: “É TEMPO DE APOIARMOS LIZ TRUSS”

Boris Johnson expressa tristeza por ter sido forçado a sair do n.º 10, dizendo que as regras mudaram “a meio do caminho”. Johnson faz discurso de despedida: “É tempo de apoiarmos Liz Truss”

Boris diz que a nova primeira-ministra encontrará um grupo fantástico de funcionários, e vangloria o trabalho feito pelo gabinete no que concerne à COVID-19 e ao processo de vacinação, bem como o Brexit.

“Isto é o que um governo conservador faz”, declara.

“Apesar de toda a oposição e de todos os negativistas, conseguimos aprovar um plano de apoio económico para esta crise provocada pela guerra de Vladimir Putin”, refere. “Se Putin pensa que pode ser bem-sucedido com chantagem e bullying sobre o povo britânico, está completamente enganado”.

Num apoio claro à sucessora, diz que “é tempo de a política acabar. É tempo de apoiarmos todos Liz Truss e o programa dela”.

“Hoje lançámos as fundações que ião resistir ao teste do tempo”, assevera. “E eu irei apoiar Liz Truss e o novo governo em cada passo”.

“Vou dar a este Governo nada mais do que o mais apoio fervoroso. Este é um momento difícil para a economia, para as famílias de todo o país, mas nós podemos e vamos sair disto mais fortes”, afirmou.

Sobre o seu futuro, deixa ainda uma mensagem: “Sou como um daqueles propulsores que já cumpriu a sua função e irá agora reentrar suavemente na atmosfera e cair de forma invisível num canto remoto e obscuro do Pacífico”.

Terminado o discurso, Boris Johnson abandonou o Nº10 de Downing Street de mãos dadas com a mulher, Carrie Johnson.

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