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O País – A verdade como notícia

O secretário-geral das Nações Unidas disse, esta terça-feira, que a reconstrução da Ucrânia é um longo caminho que deve começar agora, e manifestou apoio aos esforços internacionais para reerguer o país após a invasão russa, escreve o Notícias ao Minuto.

“Estamos a preparar o terreno para a reconstrução e reparação de infraestrutura críticas. Este é um longo caminho, mas deve começar agora”, disse António Guterres num vídeo gravado transmitido no último dia da conferência dedicada à Ucrânia, em Lugano, na Suíça.

António Guterres declarou ainda que as Nações Unidas estão empenhadas em apoiar o governo da Ucrânia para salvar vidas, fortalecer os esforços de socorro, em avançar com o plano de desenvolvimento e recuperação daquele país e em proteger os ganhos duramente conquistados, garantindo os objectivos de desenvolvimento sustentável.

Guterres alertou que a reconstrução dos danos e devastação de casas, escolas, hospitais e outras infraestruturas críticas levará anos.

“Trabalhando em estreita colaboração com o governo da Ucrânia e mais de 300 parceiros locais da sociedade civil e organizações não-governamentais internacionais, as Nações Unidas estão a chegar a quase nove milhões de pessoas com ajuda essencial e vital. O nosso objetivo é alcançar mais milhões nos próximos meses”, avançou o secretário-geral da ONU.

Guterres lembrou que 90% dos ucranianos correm o risco de cair na pobreza, pelo que se pede à comunidade internacional que apoie o povo da Ucrânia “durante estes dias sombrios”.

Cerca de 200 crianças morreram na Somália, desde Janeiro, devido à desnutrição e doenças causadas pela crescente seca no país, que deixou mais de sete milhões de afectados e cerca de 805 mil deslocados, segundo um relatório divulgado esta terça-feira pela ONU.

Segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, citado pelo Observador, os surtos de doenças voltaram, com mais de 5.830 casos suspeitos de cólera nos 24 distritos afectados pela seca desde janeiro, antes de referir que “oito áreas enfrentam alto risco de fome localizada.

“O rápido aumento das necessidades humanitárias requer um aumento maciço (da ajuda internacional) à medida que os parceiros passam de responder à seca para evitar a fome”, destaca o relatório, antes de enfatizar que 213.000 pessoas estão “catastroficamente em insegurança alimentar”.

A agência das Nações Unidas recordou, por outro lado, que o plano da ONU para responder à seca exige 993,3 milhões de dólares para ajudar cerca de 6,4 milhões de pessoas, das quais 3,9 milhões receberam ajuda desde Janeiro.

“A escala da resposta e do financiamento não é suficiente para sustentar a vida das pessoas em risco”, concluiu o relatório.

O coordenador humanitário da ONU para a Somália, Adam Abdelmoula, alertou no final de Junho que mais de 350 mil crianças podem morrer de desnutrição antes de Setembro se a situação não melhorar.

A Itália está a enfrentar uma onda de calor, incomum, acompanhada de falta de chuva, especialmente na planície agrícola do rio Pó, atingida pela pior seca em 70 anos, escreve o Observador.

Por esta razão, o Governo italiano declarou, esta segunda-feira, o Estado de Emergência em cinco regiões do norte do país até 31 de Dezembro. Trata-se de Emilia-Romagna, Friuli-Venezia Giulia, Lombardia, Veneto e Piemonte.

O Executivo anunciou, ainda, em comunicado citado pelo Notícias ao Minuto, a libertação de um fundo de 36,5 milhões de euros para responder ao impacto da seca.

O estado de emergência visa conceder “meios e poderes extraordinários” para assegurar a execução das intervenções urgentes necessárias à garantia da segurança pública, à reparação dos danos no património público e privado e às condições normais de vida.

Segundo o maior sindicato agrícola do país, Coldiretti, a seca ameaça mais de 30% da produção agrícola nacional e metade das herdades da planície do Pó, onde é produzido o presunto de Parma.

Os lagos Maggiore e Garda estão a revelar níveis de água abaixo do normal para esta época do ano, enquanto mais ao sul o nível do Tibre que flui através de Roma também diminuiu.

O Pó representa o maior reservatório de água da península, grande parte da qual é utilizada pelos agricultores.

Segundo o Observador, nos últimos dias, vários municípios anunciaram medidas restritivas: Verona, por exemplo, racionou o uso de água potável, enquanto Milão decidiu fechar as fontes decorativas.

Devido da seca, a produção de energia hidroelétrica caiu drasticamente, enquanto as usinas hidroelétricas, localizadas maioritariamente no norte da Itália, produzem cerca de 20% da energia deste país.

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou, esta segunda-feira, que as forças russas continuem a ofensiva no leste da Ucrânia, um dia após a tomada de Lysychansk, quando Kiev estimou a reconstrução do país em 750 mil milhões de dólares.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, em Moscovo, durante uma reunião com seu ministro da Defesa, Sergei Shoigu, o presidente russo deu ordem às tropas russas para “realizarem a sua missão com os planos já aprovados”.

No domingo à noite, o exército ucraniano anunciou a retirada de suas unidades em Lysychansk, o último bastião de Kiev na região de Lugansk (leste), que Moscovo diz ter agora o controlo total.

O primeiro-ministro ucraniano, Denys Chmygal, que viajou para Lugano, na Suíça, para uma conferência, apresentou um plano “estimado em 750 mil milhões de dólares”.

“Esta será a tarefa comum de todo o mundo democrático”, sublinhou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky por videoconferência na abertura da conferência para preparar o enorme projecto.

Durante o seu discurso, explicou que precisava de fundos para ajudar a população, reconstruir as cidades e infraestruturas destruídas pela guerra, mas também “preparar escolas e universidades para um novo ano letivo e preparar-se para o inverno”.

A conferência deverá terminar na terça-feira, enquanto o resultado da guerra desencadeada em 24 de fevereiro pela invasão russa da Ucrânia permanece incerto.

Jovens da Líbia manifestaram-se novamente em Tripoli, na noite de domingo para hoje, para protestar contra a deterioração das condições de vida, depois de a sede do parlamento em Tobruk (leste) ter sido invadida na sexta-feira.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, durante as manifestações, os jovens, maioritariamente encapuzados, queimaram pneus e cortaram várias vias, incluindo a estrada circular da capital e a estrada costeira que liga Tripoli aos subúrbios ocidentais.

Os protestos realizaram-se sem intervenção das forças de segurança, que não foram vistas nos vários locais da cidade onde os jovens se reuniram.

Os manifestantes protestam contra os cortes de energia, que duram em média 12 horas por dia no meio de uma onda de calor, e contra a negligência das elites políticas num país dividido, exigindo o seu afastamento.

A ONU condenou o ataque ao parlamento de Tobruk e considerou inaceitáveis os actos de vandalismo e os distúrbios ocorridos. Os protestos dos últimos dias também ocorreram em Bengazi, Sirte, Sheba e Zawiya.

A Líbia tem estado numa situação de caos político e económico desde o derrube do regime de Muhammar Kadhafi, em 2011.

O parlamento de Tobruk é um dos símbolos da divisão da Líbia entre um campo baseado no leste do país, liderado pelo marechal Khalifa Haftar, e o governo de salvação nacional, com sede em Tripoli.

A Guiné-Bissau assumiu, este domingo, pela primeira vez, a presidência da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), informou, em comunicado divulgado à imprensa, a Presidência guineense citada pelo Observador.

“A Guiné-Bissau acaba de fazer história. Pela primeira vez, pela mão de Sua Excelência o Presidente da República, general Umaro Sissoco Embaló, o nosso país conquista a presidência em exercício da CEDEAO”, lê-se no comunicado.

A decisão, segundo a DW, foi tomada durante a cimeira de chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, que decorreu este domingo em Acra, no Gana.

“A Guiné-Bissau consegue assim um feito inédito, graças à indiscutível magistratura de influência do Presidente da República. Desde a criação da CEDEAO em 1975, jamais um país lusófono presidiu esta organização”, salienta o comunicado.

Segundo a informação partilhada pela Presidência, Umaro Embaló terá agora em mãos os dossiês sobre a crise política na sub-região, sobretudo no Mali, Burkina Faso e Guiné-Conacri, mas também desafios da segurança, caso da vaga de terrorismos. Terá ainda por tarefa concluir a implementação das reformas em todas instituições da CEDEAO.

O primeiro-ministro, António Costa, felicitou ainda este domingo o Presidente da República da Guiné-Bissau por assumir a liderança da CEDEAO.

“Felicito calorosamente o Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, pela sua eleição como presidente da CEDEAO”, afirmou António Costa, numa publicação na sua conta oficial da rede social Twitter.

O primeiro-ministro português destacou ainda que esta é “a primeira vez que um líder de um país lusófono assume a presidência desta organização”.

Além da Guiné-Bissau também Cabo Verde integra a CEDEAO.

A União Europeia (UE) lamenta que o Mali se tenha oposto à liberdade de circulação para que a missão da ONU cumpra seu mandato, num contexto de aumento exponencial de violações e abusos de direitos humanos nos últimos meses.

“A UE insta o Estado do Mali a agir em conformidade com o mandato da Minusma e a realizar investigações eficazes sobre qualquer alegação de violação de direitos humanos, independentemente do suposto autor, bem como a realizar buscas efectivas”, disse a porta-voz, citada pela DW     .

A denominada Missão Integrada Multidimensional de Estabilização no Mali (Minusma), tem um papel importante a desempenhar no Mali, tanto na proteccção dos civis, como no acompanhamento do regresso à paz.

“As capacidades da Minusma em termos de investigação e recolha de provas são um atributo crucial e contribuem para a confiança da população no Estado serviços”, referiu uma porta-voz do Serviço Europeu de Ação Externa, em comunicado.

O Conselho de Segurança da ONU estendeu, na quarta-feira, o mandato da missão no Mali, mas o embaixador permanente do país na ONU, Issa Konfourou, disse que, embora o Mali tenha votado a favor dessa extensão, há oposição à liberdade de movimento da missão.

O Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, acusa Kiev de disparar mísseis contra o seu país. O governante afirmou este domingo e reiterou que o seu país não tem intenção de combater com a Ucrânia.

O presidente bielorusso diz que já há alguns dias, a Ucrânia tenta atingir alvos militares na Bielorrússia. Alexander Lukashenko diz que trata-se de provocações.

O governante diz, ainda, que os mísseis disparados pelas forças ucranianas foram intercetados.

Lukashenko garante que o seu país não tem qualquer intenção de combater com a Ucrânia.

Desde a ofensiva militar lançada pela Rússia contra a Ucrânia, no final de Fevereiro, a Bielorrússia, um aliado do Kremlin, tem servido de base de retaguarda para as forças russas, que já avançaram da Bielorrússia para a Ucrânia com a intenção de tomar a capital ucraniana, Kyiv em finais de Março.

O número de casos da Varíola dos macacos triplicou nas últimas duas semanas, na Europa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) insta os países a fazerem mais para prevenir a transmissão do vírus.

A OMS pediu, ontem, uma acção urgente para prevenir a transmissão da Varíola dos macacos na Europa, devido ao número de casos que tende a aumentar.

De acordo com a OMS, nas últimas duas semanas, o número de infecções pelo vírus triplicou, chegando aos cinco mil casos detectados em 51 países, em todo o mundo.

Na europa, o número de infecções representa cerca de 90% do total global, sendo que 31 países deste continente já identificaram casos, conforme avançou o director da OMS para a Europa.

Hans Kluge adiantou, ainda, que a maioria dos casos reportados até agora tem sido em pessoas entre os 21 e os 40 anos de idade.

O director da OMS para a Europa vincou que uma acção urgente e coordenada é imperativa, pois são necessários maiores esforços, apesar da decisão da agência de saúde da ONU de que a escalada do surto ainda não justifica ser declarada uma emergência de saúde global.

Recorde-se que a Varíola dos macacos é transmitida através de lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados.

O tempo de incubação é, geralmente, de sete a 14 dias.

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