Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A transportadora Intercape, que opera autocarros de longa distância entre África do Sul e Moçambique, foi a empresa mais visada por acções de violência e intimidação com 69 incidentes registados este ano, anunciou hoje no parlamento a Polícia sul-africana.

O comissário-adjunto da Polícia da África do Sul, Tebello Mosikili, que apresentava a estratégia de combate a este tipo de violência ao comité parlamentar do Turismo, advertiu que os violentos ataques contra autocarros de longa distância no país terão implicações para o turismo doméstico.

“Os serviços de autocarros alegam que a indústria de [carrinhas] táxis ameaça agir com violência caso não sejam atendidas as suas reivindicações, entre as quais, o aumento de tarifa por parte da Intercape entre a Cidade do Cabo e o Cabo Oriental”, explicou.

Nesse sentido, o responsável da polícia sul-africana, citado pela imprensa local, frisou aos parlamentares que os operadores sul-africanos de miniautocarros, localmente conhecidos por carrinhas-táxi, exigiram o pagamento de uma “taxa” não especificada por forma a “garantirem que os autocarros possam operar sem qualquer distúrbio”.

A polícia sul-africana indicou que a Intercape, do total de 69 participações, foi alvo de pelo menos 61 incidentes nas províncias do Cabo Ocidental e no Cabo Oriental, sul do país.

No mês passado, a empresa anunciou que foi alvo de 150 incidentes de violência desde o início de 2021, destacando assaltos à mão armada, intimidação, agressão, extorsão e apedrejamento.

O presidente russo aponta o ocidente como o principal inimigo da Rússia e acusa-o de querer destruir Moscovo. Vladimir Putin anunciou, ainda, uma “mobilização militar parcial” para proteger o povo russo nas terras libertadas na Ucrânia

O presidente russo, Vladmir Putin, discursou, esta quarta-feira, aos “cidadãos russos” pela segunda vez desde o início da invasão à Ucrânia e anunciou ao ocidente que vai garantir a “independência” e “liberdade” do país “com todos os meios” de que dispõe.

Vladimir Putin anunciou ainda uma “mobilização militar parcial” imediata de 300 mil reservistas para a Ucrânia.

Segundo o chefe de Estado, o decreto já foi assinado e a medida entra em vigor esta quarta-feira.

No seu discurso, Putin afirmou que “apenas os cidadãos que se encontram actualmente na reserva e, principalmente, aqueles que serviram nas Forças Armadas, têm certas especialidades militares e experiência relevante, serão sujeitos a alistamento”.

O líder russo justifica a medida com a necessidade de proteger “o povo russo nas terras libertadas” na Ucrânia.

Falando à nação, o chefe do Estado russo apelou à indústria de armas para que aumente a sua produção. Putin ainda endereçou uma mensagem ao ocidente:

“Quero dizer ao Ocidente: temos muitas armas em nosso poder, não estamos a fazer bluff. O nosso país também tem meios de ataque, mais modernos do que a NATO. Garantiremos a integridade territorial da nossa terra-mãe, a nossa independência e a nossa liberdade, repito, com todos os meios de que dispomos”, ameaçou Putin.

De acordo com a imprensa internacional, desde que o decreto sobre a mobilização militar parcial imediata foi anunciado, muitos russos procuraram sair do país com destino a Turquia e Arménia, onde é permitida a entrada de russos sem visto.

Em reação ao decreto anunciado por Putin, mais de 180 mil pessoas assinaram uma petição contra a medida, afirmando que os russos não estão dispostos a submeter os seus irmãos, filhos, maridos, pais e avós a perigos físicos e morais na “situação actual de incerteza”.

O Presidente de Angola, João Lourenço, nomeou esta terça-feira 23 personalidades para integrar o Conselho da República, incluindo líderes políticos e religiosos, empresários e jornalistas, a maioria ligada ao MPLA e anteriormente nas funções de conselheiros, escreve o Notícias ao Minuto.

Foram indicados para o órgão colegial consultivo do Chefe de Estado, a vice-presidente da República, Esperança Maria da Costa, a presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira, o procurador-geral da República, Hélder Fernando Pitta Gróz.

O Conselho da República integra também todos os líderes dos partidos com assento parlamentar: União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Partido da Renovação Social (PRS), Partido Humanista de Angola (PHA), bem como a vice-presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde a independência, em 1975).

Vão também fazer parte deste órgão, várias personalidades que participavam anteriormente no Conselho da República, como os empresários Alfeo Sachiquepa, Manuel António Monteiro e Carlos Cunha, o rei dos Baiacas, António Charles Muanauta Cabamba, e a ambientalista Fernanda René.

Mantêm-se os líderes religiosos Deolinda Dorcas Teca, secretária-geral do Conselho de Igrejas Cristãs em Angola (CICA), o reverendo Luis Nguimbi, presidente do Fórum Cristão Angolano, e a líder da Igreja Teosófica Espírita, a profetisa Suzete João.

Foram novamente chamados os jornalistas Ismael Mateus e Susana Mendes, aos quais se junta agora a também jornalista Paula Simons.

Mantém-se também o escritor Adriano Botelho de Vasconcelos, Jorge Alicerces Valentim (ex-dirigente da UNITA que se juntou ao MPLA) e a académica Rosa Maria Martins da Cruz e Silva.

Passa também a integrar o Conselho da República o ex-ministro da Justiça Francisco Queiroz.

Arranca, esta terça-feira, em Nova Iorque, a 77ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com atenções concentradas na crise internacional desencadeada pela invasão russa na Ucrânia. O tema para esse ano é “Um momento decisivo: soluções transformadoras para desafios interligados”, escreve a imprensa internacional. O encontro pretende focar em soluções conjuntas para as crises actuais, como a pandemia de COVID-19, a guerra na Ucrânia, o impacto das mudanças climáticas, e as crescentes ameaças à economia global.

Após dois anos em formato virtual e híbrido devido à COVID-19, esta nova sessão da Assembleia Geral decorrerá de forma totalmente presencial, apesar de a pandemia ainda marcar o quotidiano em várias partes do mundo, e estar no radar das discussões previstas para o evento.

Entre as figuras políticas, segundo o Notícias ao Minuto, estão o presidente norte-americano, Joe Biden, o Chefe de Estado do Brasil, Jair Bolsonaro e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov.

Apesar de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não deixar o seu país para se deslocar a Nova Iorque, as Nações Unidas autorizaram que faça um discurso pré-gravado na sessão de alto nível, uma exceção à exigência de que todos os líderes falem pessoalmente.

Portugal estará representado pelo primeiro-ministro, António Costa, que se deslocou a Nova Iorque para participar na Assembleia Geral pela segunda vez desde que é líder do executivo português, escreve o Observador.

Apesar da tentativa de restabelecer a normalidade pós-pandemia, o funeral da Rainha Isabel II alterou a ordem habitual dos trabalhos, uma vez que vários chefes de Estado e de Governo tiveram de alterar as suas viagens para poderem comparecer às cerimónias fúnebres em Londres e depois deslocarem-se para Nova Iorque. Um desses casos é o dos Estados Unidos, país anfitrião do evento.

A abertura da 77.ª Assembleia Geral ocorre num momento em que o planeta é assolado por crises em várias frentes: guerra russa na Ucrânia, as crises alimentar, energética e climática, as tensões entre China e Estados Unidos ou questões nucleares.

Contudo, espera-se que a invasão da Ucrânia seja mesmo o tema dominante, até por ter sido levada a cabo por um membro permanente do Conselho de Segurança, importante órgão da ONU cujo mandato é zelar pela manutenção da paz e da segurança internacional, e que acabou por desencadear uma crise de confiança sobre as próprias Nações Unidas.

“É por isso que a próxima semana é tão crítica. Acreditamos que este é um momento para defender as Nações Unidas e demonstrar ao mundo que ela ainda pode enfrentar os desafios globais mais prementes do mundo”, disse na sexta-feira a embaixadora dos Estados Unidos junto da ONU, Linda Thomas-Greenfield, apontando como prioridades principais da Assembleia Geral abordar a insegurança alimentar global, promover a saúde global e “defender a Carta da ONU para moldar o futuro das Nações Unidas”.

BRASIL ABRE DEBATE DA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU SOBRE SOLUÇÕES E DESAFIOS

Seguindo a tradição na ONU, o Brasil será o primeiro país a discursar na Assembleia Geral da ONU, através do Presidente, Jair Bolsonaro, na manhã desta terça-feira, numa altura de campanha interna, a menos de duas semanas para as eleições de 2 de Outubro.

Os Estados Unidos, de acordo com a ONU News, se apresenta em segundo lugar na abertura do, mas que só discursará na quarta-feira devido à presença do chefe de Estado, Joe Biden, no funeral da monarca britânica.

O único orador autorizado a falar por videolink, pré-gravado, é o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

 

 

No dia 09 de Setembro do mês em curso, a frente da oposição tunisina, que engloba partidos de esquerda liberais e o islamita Ennahda, anunciou que vai boicotar as eleições previstas para 17 de Dezembro. Ahmed Nejib Chebbi acusou o Presidente de elaborar sozinho a lei eleitoral que vai reger as próximas eleições, como fez com a Constituição, submetida a referendo em Julho passado e aprovada por maioria, mas com 70 por cento de abstenção.

“A participação nas próximas eleições apenas será decorativa, apenas comparável ao que ocorria durante a época do ex-Presidente Zine El Abidine Ben Ali”, declarou, em conferência de imprensa, o líder da oposição, citado pelo Jornal de Angola.

Esta segunda-feira, segundo o Notícia ao Minuto, mais cinco novos partidos da oposição tunisina anunciaram que vão boicotar as eleições legislativas previstas para 17 de Dezembro na Tunísia, com base numa controversa lei eleitoral imposta pelo Presidente Kais Saied.

Kais Saied promulgou na quinta-feira passada um sistema de votação que reduz consideravelmente o papel dos partidos políticos que participariam nas eleições.

A nova lei eleitoral substitui o sistema de primeira votação em duas voltas pelo de listas que estava em vigor antes do golpe liderado pelo presidente Saied, em Julho de 2021.

O novo Parlamento terá 161 deputados e as respectivas prerrogativas serão muito limitadas, segundo os termos da nova Constituição que o Chefe de Estado aprovou em Julho num referendo amplamente boicotado pela oposição.

Esta segunda-feira, uma coligação de cinco partidos políticos da oposição, incluindo o Partido dos Trabalhadores e a al-Joumhouri, anunciou que vai boicotar a votação.

“As eleições representam a última etapa da agenda política imposta por Saied”, declarou aos jornalistas Issam Chebbi, líder do partido centrista al-Joumhouri.

“Saied é um ditador”, atacou Hamma Hammami, líder do Partido dos Trabalhadores.

No início deste mês, a Frente de Salvação Nacional, uma coligação de partidos da oposição, incluindo a formação de inspiração islâmica Ennahdha, já tinha anunciado que boicotaria as eleições legislativas antes mesmo da publicação da polémica nova lei eleitoral.

 

As Nações Unidas debatem, esta terça-feira, a crise de segurança, alimentar, energética e ambiental no mundo. Dos assuntos a debater destaque vai para a guerra russo-ucraniana e as tenções China-Estados Unidos

A Crise de segurança, alimentar, energética e ambiental que se tem registado em vários países, tem preocupado as Nações Unidas.

Esta terça-feira a agremiação vai se reunir para debater sobre os impactos da guerra na Ucrânia, que tem sido a causa da crise de segurança, alimentar e energética na europa e em vários países de outros continentes.

De acordo com a imprensa internacional, espera-se que o ocidente reafirme seu apoio a Kiev, à medida que Moscovo poderá aproveitar o evento para tentar minar a narrativa dos Estados Unidos e da Europa sobre a guerra na Ucrânia.

A ONU entende que a paz ainda está longe de ser alcançada e aproveitará a Assembleia-Geral para tentar avançar em questões específicas como facilitar a exportação de alimentos e fertilizantes da Ucrânia e da Rússia, garantir a segurança na central nuclear de Zaporijia e assegurar um tratamento digno aos prisioneiros de guerra.

A assembleia-geral da ONU vai analisar, ainda, a situação das mudanças climáticas e, também, o dossiê nuclear iraniano e as relações fraturantes entre os Estados Unidos e a China.

Devido a fome que se regista em países como Iémen, Somália, Etiópia, Sudão do Sul, Nigéria e Afeganistão, a ONU vai realizar, na próxima semana, várias reuniões paralelas em Nova Iorque para tentar impedir que a ameaça se torne realidade.

O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, participou das cerimónias fúnebres junto a muitas personalidades globais que foram dar o último adeus à Rainha Isabel II.

Foi às 19h30, de hoje, que a família real se despediu de Isabel II numa cerimónia privada de enterro na Capela de São Jorge, em Windsor. As câmaras de televisão não estiveram presentes neste momento privado, em que a monarca foi enterrada junto do marido, o príncipe Filipe. Isabel II é a 11.ª soberana a ser enterrada na Capela de São Jorge, na mesma cripta do pai, o rei Jorge VI, a rainha-mãe e a irmã, a princesa Margarida.

No final da cerimónia na Capela de São Jorge, a coroa imperial, o orbe e o ceptro de Isabel II foram removidos do topo do caixão e colocados no altar da igreja pelo deão de Windsor, David Conner. Depois, o novo rei Carlos III colocou uma bandeira por cima do caixão da mãe. O lorde Chamberlain, Baron Parker, representante da casa real junto do Governo, marcou então oficialmente o fim do reinado mais longo da história britânica. No fim, ao som da gaita-de-foles, Carlos foi proclamado rei e líder da Commonwealth, enquanto o caixão era baixado para a cripta real.

Antes, milhares de pessoas encheram as ruas e atiraram flores à passagem do cortejo fúnebre de Isabel II. Com a típica pompa da monarquia britânica, a soberana desaparecida a 8 de Setembro foi homenageada na abadia de Westminster, no centro da capital, e na capela de São Jorge, em Windsor, onde repousa.

Ao longo dos últimos dias, milhares de pessoas homenagearam Isabel II. Há 25 anos, a morte da princesa Diana representou um forte abalo na monarquia britânica: inicialmente, a reacção de Isabel II não foi compreendida pela população, mas a monarca conseguiu reverter a situação.

No momento religioso, o deão de Windsor começa por lembrar a fé de Isabel II e o seu compromisso inabalável para com o Reino Unido e os países que compõem a Commonwealth, mas também para com a sua família, amigos e vizinhos.

“No nosso mundo em rápida mudança e muitas vezes conturbado, a sua presença calma e digna deu-nos confiança para enfrentar o futuro, tal como ela fez, com coragem e esperança”, afirmou o deão.

 

LONDRES ENCHEU-SE DE LÍDERES MUNDIAIS PARA O FUNERAL DE ISABEL II

Da família real espanhola à família real sueca. Londres começou a encher-se de monarcas, mas também de centenas de Chefes de Estado, de Governo e de representantes diplomáticos.

Foram todos para o funeral da Rainha Isabel II, acontecido ontem. A Abadia de Westminster recebeu, na manhã desta segunda-feira, dois mil ilustres convidados. À família de Isabel II em peso juntaram-se membros de outras famílias reais e políticos de todo o mundo.

O presidente dos EUA, Joe Biden, foi um dos que assinou o livro de condolências e partilhou algumas memórias.

“Quando a rainha nos levou ao castelo para tomar chá, ela ofereceu-nos bolos, mais e mais, e eu comi tudo o que ela pôs à minha frente. Mas ela era exatamente a mesma pessoa à imagem dela própria: decente, honrada e atenta ao dever”, sublinhou o presidente dos EUA.

Charles Michel, o presidente do Conselho Europeu, ou Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia, também passaram por Westminster, para prestar uma última homenagem a Isabel II.

Emmanuel Macron, o presidente francês, foi despedir-se de “uma amiga de França” junto à esposa, Brigitte Macron.

Como ele, também passaram por Westminster o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

A representar a Irlanda, estiveram o Presidente, Michael Higgins, e o Primeiro-ministro, Micheál Martin.

Deram igualmente um adeus definitivo à rainha o Primeiro-ministro da Ucrânia, Denys Shmygal, e a primeira-dama, Olena Zelenska.

O funeral da Rainha Isabel II, a monarca britânica mais longeva da história, realiza-se esta segunda-feira na Abadia de Westminster, em Londres.

Segundo os serviços do palácio de Buckingham, a urna da soberana, que morreu a 8 de Setembro, aos 96 anos, será colocada no jazigo real de Windsor, onde se encontram depositados os restos mortais do pai, Jorge VI, da mãe, Isabel Bowes-Lyon, e da irmã, a princesa Margarida; a urna do marido, o príncipe Filipe, que morreu em 2021 aos 99 anos, será também transferida para ficar junto à sua.

A cerimónia religiosa oficial, com início previsto para às 11h00 locais contará com a presença de cerca de 2.000 pessoas, entre as quais o Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o presidente da França, Emmanuel Macron, do Brasil, Jair Bolsonaro, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau e a primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelensky.

Alguns chegaram no fim de semana ao Reino Unido e estiveram no velório, que durou cinco dias.

MULTIDÕES CONGESTIONAM BUCKINGHAM NA VÉSPERA DE FUNERAL DE ISABEL II

Centenas de milhares de pessoas escolheram ir ontem, véspera do funeral de Isabel II, ao Palácio de Buckingham e aos parques envolventes, em Londres, provocando longas filas e congestionamentos nos acessos a diversos pontos de homenagem à monarca.

Já que hoje haverá “demasiada confusão e multidão”, Karen foi ontem com a neta de três anos colocar flores no Green Park, na zona do “tributo floral” à Rainha Isabel II de Inglaterra, criada pelas autoridades britânicas desde o dia da morte da monarca, a 8 de setembro, aos 96 anos.

A área para deixar flores, maior do que um campo de futebol, está a cerca de 350 metros do palácio de Buckingham, mas polícias e seguranças avisaram Karen, ao final da manhã, de que eram precisos 45 minutos a andar para chegar aos portões, dado o número de pessoas, as restrições de acesso a várias áreas dos parques e as inúmeras vedações colocadas para organizar as multidões e evitar superlotação em alguns pontos.

Centenas de seguranças vão dando instruções, em alguns pontos, com megafones, e foram instalados ecrãs que vão avisando, logo à saída das estações de metro e em outros pontos, que as pessoas estão a tentar aceder a uma zona congestionada que obriga a longa espera.

Em toda a zona são já visíveis também as vedações e outra logística que vai permitir a organização das multidões que previsivelmente vão querer na segunda-feira aceder aos pontos de passagem do cortejo fúnebre da Rainha Isabel II.

As autoridades revelaram em que pontos do cortejo poderá haver público, mas avisaram de que os acessos serão controlados e cada área terá uma capacidade máxima, alertando que todas as cerimónias serão transmitidas na televisão e que haverá também um espaço no Hyde Park, um dos maiores parques de Londres, com ecrãs gigantes.

A polícia assegurou que os movimentos de multidões em Londres serão constantemente monitorizados, para evitar esmagamentos ou pessoas empurradas.

O funeral da Rainha Isabel II de Inglaterra será a maior operação de segurança de sempre em Londres, com a maior reunião de líderes mundiais em décadas e, num dia que será feriado nacional, a previsão de enormes multidões nas ruas.

As autoridades policiais e da cidade dizem que a operação é maior do que a dos Jogos Olímpicos de 2012 e do que a do fim-de-semana do Jubileu de Platina, a celebração dos 70 anos de reinado de Isabel II, no início de Junho.

Segundo o Presidente da Câmara Municipal de Londres, Sadiq Khan, a polícia de Londres foi reforçada com agentes de todas as 43 forças policiais de Inglaterra e País de Gales.

Foram também mobilizados soldados dos vários ramos das forças armadas, nomeadamente Exército, Força Aérea e Marinha, e centenas de trabalhadores para prestar assistência nas ruas.

“Este funeral não tem precedentes. É o maior encontro de líderes mundiais em décadas e, em cima disso, existem centenas de milhares, se não milhões de pessoas que vêm prestar homenagem”, afirmou. Mais de 2000 agentes de todo o país foram recrutados para ajudar a Scotland Yard.

O PROGRAMA DAS CERIMÓNIAS FÚNEBRES DA RAINHA ISABEL II

O funeral da Rainha Isabel II terá lugar hoje na Abadia de Westminster, no centro de Londres, culminando décadas de preparação meticulosa, com um programa cheio de pompa e tradição num dia declarado feriado nacional.

Este é o programa das cerimónias fúnebres:
– 6h30: Encerram as visitas públicas ao Palácio de Westminster, o edifício do parlamento, onde o corpo da rainha se encontra desde quarta-feira. A fila de milhares de pessoas chegou a ultrapassar oito quilómetros e um tempo de espera de 25 horas.

– 10h44: O caixão é transportado para a Abadia de Westminster em cortejo militar acompanhado pelo Rei Carlos III e membros da família real. A urna segue numa carruagem de artilharia com 123 anos usada no funeral da Rainha Vitória, em 1901, e será puxada por cordas por 98 marinheiros.

– 11h00: Funeral de Estado na presença de cerca de 2.000 convidados, incluindo centenas de líderes e monarcas internacionais, bem como 200 pessoas condecoradas pelo serviço ao país e à comunidade, nomeadamente durante a pandemia da COVID-19.

– Cerca das 11h55: Dois minutos de silêncio na Abadia e resto do país após o soar do toque de corneta “The Last Post”, normalmente tocado em funerais de soldados mortos em combate.

– Cerca das 12h00: Hino “God Save the King” encerra cerimónia na Abadia. O caixão, acompanhado por membros da família real e soldados dos diferentes ramos das forças armadas, sai novamente em cortejo através das ruas de Londres, passando pelo Palácio de Buckingham.

– 13h00: Cortejo chega ao Arco de Wellington e o caixão é transferido para o carro funerário oficial, que transportará o corpo até ao Castelo de Windsor. Rei Carlos III e outros membros da família real partem para Windsor após o Hino Nacional.

– 15h00: Carro funerário chega a Windsor para um cortejo até ao Castelo real através de soldados das forças armadas, ao qual o Rei Carlos III e membros da família real se vão juntar no final, até à Capela de São Jorge. O caixão é levado para o interior da igreja.

– 16h00: Missa na Capela de São Jorge no Castelo de Windsor com o Rei e membros da família real, funcionários antigos e actuais da Rainha e outros dignitários, cerca de 800 pessoas no total. Pero do final, a Coroa Imperial de Estado, esfera e ceptro reais serão retirados de cima do caixão.

– 16h45: Fim da missa no Castelo de Windsor e os convidados, incluindo a família real, saem. Este evento representa o fim do programa público das cerimónias fúnebres.

– 19h30: Missa privada apenas para a família real na Capela Memorial ao Rei Jorge VI, onde se encontram os restos mortais dos pais e da irmã da Rainha. Isabel II e o marido, príncipe Filipe, sepultado em 2021 no Jazigo Real, serão enterrados juntos no mesmo local.

 

O Papa Francisco condenou os combates na fronteira entre a Arménia e o Azerbaijão e apelou a que o cessar-fogo seja respeitado, a fim de se chegar a um acordo de paz.

Depois de rezar o Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o líder da igraja Católica expressou a sua proximidade espiritual com as vítimas em ambos os países e disse que a paz só pode ser alcançada quando as armas são silenciadas e o diálogo começa.

Segundo o Notícias ao Minuto, durante a sua recente viagem ao Cazaquistão, entre 13 e 15 de Setembro, o Papa já tinha manifestado preocupação face às novas fontes de tensão na região do Cáucaso.

No Vaticano, após a oração do Angelus, o Papa pediu também orações pela “Ucrânia martirizada” e apelou à paz neste país e em todos os cantos do mundo onde há guerra.

Os confrontos entre Arménia e Azerbaijão, que irromperam no dia 13 de setembro, foram atribuídos pelas autoridades do Azerbaijão a uma “provocação em grande escala” da Arménia e já terão originado mais de 200 mortos.

A Arménia e o Azerbaijão declararam a independência em 1991 e o início do conflito, que se agudizou nos últimos meses, centrou-se em torno do enclave do Nagorno-Kharabak, região em território azeri, hoje habitada quase exclusivamente por arménios (cristãos ortodoxos), que declarou a independência do Azerbaijão muçulmano após uma guerra no início da década de 1990, a qual provocou cerca de 30.000 mortos e centenas de milhares de refugiados.

Na sequência dessa guerra, foi assinado um cessar-fogo em 1994 e aceite a mediação do Grupo de Minsk (Rússia, França e Estados Unidos), constituído no seio da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), mas as escaramuças armadas continuaram a ser frequentes e implicaram importantes confrontos em 2018.

Cerca de dois anos depois, no outono de 2020, a Arménia e o Azerbaijão enfrentaram-se durante seis semanas pelo controlo do Nagorno-Karabakh durante uma nova guerra que provocou 6.500 mortos e com uma pesada derrota arménia, que perdeu uma parte importante dos territórios que controlava há três décadas, refere o Notícias ao Minuto.

Após a assinatura de um acordo sob mediação russa, o Azerbaijão, apoiado militarmente pela Turquia, registou importantes ganhos territoriais e Moscovo enviou uma força de paz de 2.000 soldados para a região do Nagorno-Karabakh.

+ LIDAS

Siga nos