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O País – A verdade como notícia

Um sismo de magnitude 6,8 na escala de Ritcher foi sentido na cidade de Yujing, na região de Tawain, na manhã deste domingo, o que levou o Japão a emitir um alerta de tsunami, mesmo não havendo, até ao momento, registo de vítimas.

De acordo com o Escritório Central de Meteorologia da ilha, o sismo ocorreu a uma profundidade de 7 quilómetros às 14h44, horário local, depois de um outro terramoto de magnitude 6,4 e de vários tremores secundários que teriam atingido a zona no sábado, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

O sismo ocorreu a 42 quilómetros da cidade de Taitung, que sentiu o tremor de magnitude 6, segundo a mesma fonte.

De acordo com os media de Taiwan, um prédio residencial de dois andares desabou perto do epicentro. O sismo foi também sentido no extremo norte da ilha, na capital, Taipei.

Pelo menos 16 crianças morreram esta sexta-feira, na sequência de uma colisão entre um miniautocarro escolar e um camião numa estrada a cerca de 300 quilómetros a norte de Durban, na África do Sul, adiantaram as autoridades.

O acidente ocorreu na região de Pongola, perto da fronteira com Eswatini.

A África do Sul tem uma das melhores redes rodoviárias do continente, mas a segurança rodoviária continua a ser um problema, devido ao comportamento de condução perigoso.

O Papa Francisco afirmou, esta quinta-feira, que é moralmente aceitável que os países enviem armas para a Ucrânia, se for para ajudar o país a defender-se da agressão russa.

Questionado sobre se é correcto que os países enviem armas para a Ucrânia, o Papa Francisco respondeu que se trata de uma “decisão política que pode ser moral, moralmente aceitável, se for feita em condições de moralidade”. Para o pontífice, essa situação verifica-se quando as armas são usadas para defesa, escreve o Notícias ao Minuto

“A legítima defesa não é apenas lícita, mas também uma expressão de amor à pátria. Quem não se defende, quem não defende algo, não ama. Quem defende (algo) ama”, sublinhou o Sumo Pontífice. Considera “imoral” fornecer armas para provocar mais guerra.

Todas essas declarações foram feitas depois de uma visita de três dias ao Cazaquistão, onde participou no VII Congresso de Líderes de Religiões Mundiais e Tradicionais. Até ao final de Agosto, as atenções estavam voltadas para uma aguardada reunião bilateral entre o Papa Francisco e o Patriarca de Moscovo, Cirilo I, líder da Igreja Ortodoxa Russa e um dos principais aliados de Vladimir Putin. No entanto, Cirilo I acabou por cancelar a viagem, frustrando pela segunda vez os esforços diplomáticos do Vaticano na busca de uma resolução para a guerra na Ucrânia.

Durante a viagem ao Cazaquistão, uma antiga república soviética, as primeiras palavras do Santo Padre foram sobre o conflito na Ucrânia, apelando ao fim da “guerra trágica e sem sentido” da Rússia. Mais tarde pediu também às religiões mundiais para nunca justificarem a violência, especialmente “quando o mundo ainda está marcado pelo flagelo da guerra”.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, esteve envolvido num acidente de viação, esta quarta-feira, quando o carro em que seguia colidiu com outra viatura e com veículos que faziam parte da sua escolta presidencial. As causas do acidente estão ainda por apurar, ecsreve o Notícias ao Minuto.

Numa publicação no Facebook, o porta-voz do presidente, Sergii Nykyforov disse que o acidente ocorreu quando Zelensky ia a caminho de Kyiv.

Segundo Nykyforov, os médicos que acompanhavam o Chefe de Estado prestaram socorro ao condutor do carro e transferiram-no para uma ambulância. O líder ucraniano também foi examinado por um médico, mas não sofreu ferimentos graves.

As circunstâncias do acidente serão investigadas pela polícia ucraniana, refere o documento publicado no Facebook.

Esta quarta-feira, o presidente ucraniano fez uma visita surpresa a Izium, uma cidade na região de Kharkiv que foi recentemente libertada durante a contraofensiva no nordeste da Ucrânia.

O Chefe de Estado de Angola, João Lourenço, prometeu, hoje, “ser o Presidente de todos os angolanos” e promover o desenvolvimento económico e o bem-estar da população, ao discursar na cerimónia da sua tomada de posse.

“Ao assumir, por mandato do povo soberano, as funções de Presidente da República de Angola, declaro por minha honra respeitar a Constituição e a Lei, ser o Presidente de todos os angolanos e governar em prol do desenvolvimento económico e social do país e do bem-estar de todos os angolanos”, disse o chefe de Estado angolano perante uma multidão em Luanda, citado pela LUSA.

Reeleito com 51,17% dos votos, numa eleição contestada judicialmente pela oposição, mas validada pelo Tribunal Constitucional, João Lourenço felicitou o povo angolano, que considerou “o real e verdadeiro grande vencedor” das eleições de 24 de Agosto, que lembrou já serem consideradas “as mais disputadas eleições gerais da história da jovem democracia angolana”.

Elogiou os angolanos por fazerem “as melhores opções” e escolherem “com muita responsabilidade o futuro do seu país”.

“Ao elegerem o MPLA [Movimento Popular de Libertação de Angola] e o seu candidato, apostaram na continuidade como forma segura de garantir a paz, a estabilidade e o desenvolvimento económico e social do país”, afirmou, felicitando também todos os partidos e coligações pela sua participação nas eleições, “o que contribuiu para o fortalecimento da nossa democracia”.

Sobre o seu segundo mandato, que agora começa, o Presidente prometeu dedicar todas as suas forças e atenção à “busca permanente das melhores soluções para os principais problemas do país, a começar pelo sector social e pelo bem-estar da população.

“Continuaremos a investir no ser humano como principal agente do desenvolvimento, na sua educação e formação, nos cuidados de saúde, na habitação condigna, no acesso à água potável e energia eléctrica, no saneamento básico”, disse.

E prometeu também incentivar e promover o sector privado da economia, “para aumentar a oferta de bens e serviços de produção nacional, aumentar as exportações e criar cada vez mais postos de trabalho para os angolanos, sobretudo para os mais jovens”.

“O cidadão em geral, o trabalhador e o jovem em particular, continuam no centro das nossas atenções”, disse João Lourenço, prometendo trabalhar para que a economia angolana “possa garantir ao trabalhador um salário condigno e um poder de compra que seja compatível com a capacidade de aquisição dos bens essenciais de consumo”.

Prometeu “dar continuidade e concluir” infra-estruturas como o porto de águas profundas do Caio em Cabinda, os aeroportos de Cabinda, de Mbanza Congo e o Internacional António Agostinho Neto em Luanda, as refinarias de petróleo de Cabinda, do Soyo e do Lobito, entre outros, e comprometeu-se a construir sistemas de captação, tratamento e distribuição de água do BITA e da Quilonga para solucionar o défice de água de Luanda, assim como os canais e barragens no âmbito da luta contra os efeitos da seca no Sul de Angola.

A igualdade de género foi outro tema abordado no discurso do chefe de Estado, que defendeu a igualdade de oportunidades e promoção da mulher nos mais altos cargos do Estado, nos cargos públicos e de liderança em diferentes sectores da sociedade angolana.

E insistiu na questão da prevenção e combate à corrupção e à impunidade, “que ainda prevalece”.

“Vamos todos trabalhar na educação das pessoas para a necessidade da mudança de paradigma, de vícios, más práticas e maus comportamentos instalados e enraizados há anos”, afirmou.

João Lourenço disse ainda contar com “a participação e o escrutínio de todos”, desde os deputados eleitos, as organizações não-governamentais, classes profissionais, sindicatos, do sector empresarial, académicos, igrejas e media.

Prometeu também que Angola continuará a trabalhar para proteger o planeta das alterações climáticas, nomeadamente, com programas de educação ambiental com vista a desencorajar a desflorestação e as queimadas, com acções concretas de redução do consumo dos derivados do petróleo e da utilização da lenha para consumo doméstico ou industrial e com investimento em fontes limpas de produção de energia como barragens, parques fotovoltaicos e projectos de hidrogénio verde.

INEMA REGISTA 46 OCORRÊNCIAS NA CERIMÓNIA DE INVESTIDURA

O Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola (INEMA) registou ontem 46 ocorrências diversas durante a cerimónia de investidura do Presidente da República, João Lourenço, e da Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, cujo acto solene decorreu na Praça da República, em Luanda.

O Presidente de Angola, João Lourenço, reeleito para um segundo mandato presidencial, decretou para quinta-feira, 15 de Setembro, tolerância de ponto em todo o território nacional para permitir aos angolanos “comemorar condignamente” a sua posse.

De acordo com o decreto presidencial publicado esta terça-feira, citdo pelo Observador, da tolerância de ponto estão excluídos os trabalhadores que trabalham em regime de turnos.

No documento, João Lourenço recorda que “o povo angolano exerceu com civismo e patriotismo (…) o seu direito de voto constitucionalmente consagrado nas eleições de 24 de Agosto”.

João Lourenço, reeleito Presidente de Angola para os próximos cinco anos, toma posse na quinta-feira e depois seguem-se os deputados eleitos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, instou esta terça-feira a Arménia e o Azerbaijão a “tomarem medidas imediatas para reduzir os conflitos”, após os mais violentos combates desde a guerra de 2020 entre os dois países.

Para Guterres, citado pelo Observador, os dois países devem resolver todos os problemas existentes que persistem através do diálogo.

Apesar de o conflito entre o Azerbaijão e a Arménia em torno do enclave separatista de Nagorno-Karabakh ter terminado no outono de 2020, com cerca de 10.000 mortos e a vitória do Azerbaijão, que recuperou grande parte dos territórios controlados por Erevan desde a guerra de 1992-1994, prosseguem os confrontos entre as duas partes.

O Azerbaijão acusou esta terça-feira à tarde a Arménia de violar “de forma intensa” o cessar-fogo negociado por Moscovo após os combates mais violentos desde a guerra de 2020 entre os dois países, uma escalada que se saldou, até agora, em cerca de 100 militares mortos de ambas as partes.

A Armênia anunciou esta terça-feira a morte de 49 soldados durante um confronto com o Azerbaijão. Em causa está a disputada pela região de Nagorno-Karabakh, zona rica em petróleo.

O primeiro-ministro da Arménia acusa o Azerbaijão de ter protagonizado o ataque. As autoridades azeris disseram, também, ter registado baixas.

Para resolver a situação, o primeiro-ministro da Arménia, Nikol Pachinian, pediu ajuda ao presidente russo, Vladimir Putin, ao homólogo francês, Emmanuel Macron, e ao chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken.

 

A escravatura moderna aumentou em todo o mundo nos últimos anos, impulsionada principalmente pela COVID-19, com quase 50 milhões de pessoas forçadas a trabalhar ou a casar no ano passado, revelou esta segunda-feira a Organização das Nações Unidas, citado pelo Notícias ao Minuto.

A informação consta no último relatório publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela Organização Internacional para as Migrações (IOM), duas agências da ONU, com a organização não governamental Walk Free Foundation.

Segundo o documento, a ONU quer erradicar este flagelo até 2030, mas no ano passado havia mais 10 milhões de pessoas em situação de escravatura moderna do que as estimativas globais para 2016.

Cerca de 27,6 milhões eram pessoas submetidas a trabalhos forçados e 22 milhões casadas contra sua vontade.

Mulheres e meninas representam mais de dois terços das pessoas forçadas ao casamento e quase quatro em cada cinco delas estavam em situação de exploração sexual comercial, segundo o relatório. No total, representam 54 por cento dos casos de escravidão moderna.

Em comunicado de imprensa, o director-geral da OIT, Guy Ryder, considera “chocante que a situação da escravatura moderna não esteja a melhorar” e apela aos governos, mas também aos sindicatos, às organizações patronais, à sociedade civil e ao cidadão comum para que combatam “esta violação fundamental dos direitos humanos”.

No relatório propõem-se uma série de acções, incluindo melhorar e fazer cumprir as leis e inspeções laborais, acabar com o trabalho forçado imposto pelo Estado, expandir as proteções sociais e fortalecer as protecções legais, aumentando a idade legal do casamento para 18 anos sem excepção.

Segundo o relatório, mulheres e crianças permanecem desproporcionalmente vulneráveis. Assim, quase um em cada oito trabalhadores forçados é uma criança e mais da metade deles são vítimas de exploração sexual comercial.

 

 

Após uma eleição contestada pelo principal adversário, Raila Odinga, o Presidente eleito do Quénia, William Ruto, toma posse esta terça-feira.

William Ruto tornar-se-á o quinto Presidente do Quénia desde a independência do Reino Unido, em 1963, e sucederá a Uhuru Kenyatta, que cumpriu o seu segundo e último mandato permitido pela Constituição.

Na cerimónia deverão estar presentes mais de 20 líderes africanos, incluindo os chefes de Estado da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, e de Moçambique, Filipe Nyusi, que na segunda-feira iniciou uma visita de trabalho ao Quénia.

Também o chefe de Estado guineense, presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), viajou esta segunda-feira para o Quénia para participar na cerimónia de tomada de posse de Ruto, seguindo depois para Angola, onde assistirá, na quinta-feira, à posse de João Lourenço para um segundo mandato na Presidência angolana.

De acordo com informações dos meios de comunicação locais, citados pelo Notícias ao Minuto, pelo menos 17 presidentes, oito primeiros-ministros e vice-presidentes, e sete ministros dos Negócios Estrangeiros confirmaram a sua presença no evento.

Além da presença de todos os presidentes da Comunidade da África Oriental, Ruto será acompanhado pelo primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, e pelos presidentes do Zimbabué, República do Congo, Djibuti, Comores e Maláui, entre outros.

O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Joe Biden, vai enviar uma delegação presidencial de cinco membros, liderada pela representante comercial dos EUA, Katherine Tai.

A vice-primeira-ministra cubana Inés Maria Chapman Waugh e o vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Nguema Obiang Mangue ‘Teodorin’, também participarão no evento.

A China também estará presente com um representante especial do governo chinês para África, Liu Yuxi.

A cerimónia de juramento será realizada no Estádio Kasarani de 60.000 lugares, no nordeste de Nairobi.

 

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