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Mais cinco partidos anunciam boicote às legislativas na Tunísia

Foto: Notícias ao Minuto

No dia 09 de Setembro do mês em curso, a frente da oposição tunisina, que engloba partidos de esquerda liberais e o islamita Ennahda, anunciou que vai boicotar as eleições previstas para 17 de Dezembro. Ahmed Nejib Chebbi acusou o Presidente de elaborar sozinho a lei eleitoral que vai reger as próximas eleições, como fez com a Constituição, submetida a referendo em Julho passado e aprovada por maioria, mas com 70 por cento de abstenção.

“A participação nas próximas eleições apenas será decorativa, apenas comparável ao que ocorria durante a época do ex-Presidente Zine El Abidine Ben Ali”, declarou, em conferência de imprensa, o líder da oposição, citado pelo Jornal de Angola.

Esta segunda-feira, segundo o Notícia ao Minuto, mais cinco novos partidos da oposição tunisina anunciaram que vão boicotar as eleições legislativas previstas para 17 de Dezembro na Tunísia, com base numa controversa lei eleitoral imposta pelo Presidente Kais Saied.

Kais Saied promulgou na quinta-feira passada um sistema de votação que reduz consideravelmente o papel dos partidos políticos que participariam nas eleições.

A nova lei eleitoral substitui o sistema de primeira votação em duas voltas pelo de listas que estava em vigor antes do golpe liderado pelo presidente Saied, em Julho de 2021.

O novo Parlamento terá 161 deputados e as respectivas prerrogativas serão muito limitadas, segundo os termos da nova Constituição que o Chefe de Estado aprovou em Julho num referendo amplamente boicotado pela oposição.

Esta segunda-feira, uma coligação de cinco partidos políticos da oposição, incluindo o Partido dos Trabalhadores e a al-Joumhouri, anunciou que vai boicotar a votação.

“As eleições representam a última etapa da agenda política imposta por Saied”, declarou aos jornalistas Issam Chebbi, líder do partido centrista al-Joumhouri.

“Saied é um ditador”, atacou Hamma Hammami, líder do Partido dos Trabalhadores.

No início deste mês, a Frente de Salvação Nacional, uma coligação de partidos da oposição, incluindo a formação de inspiração islâmica Ennahdha, já tinha anunciado que boicotaria as eleições legislativas antes mesmo da publicação da polémica nova lei eleitoral.

 

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