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O País – A verdade como notícia

A Rússia anunciou, este sábado, que vai suspender a sua participação no acordo  alcançado em Julho com a Ucrânia e que permitiu a retoma da exportação de cereais ucranianos bloqueados nos portos do Mar Negro, devido à guerra.

Moscovo justificou a decisão com os ataques com drones a navios russos realizados na madrugada deste sábado, na Crimeia. Reagindo ao anúncio, a ONU exortou à preservação do acordo.

Em declarações, esta sexta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, já havia instado a Rússia e a Ucrânia a renovar o acordo, que termina a 19 de Novembro.

A ONU anunciou, entretanto,  estar a envidar esforços para preservar o acordo, depois do anúncio da sua suspensão pela Rússia.

“É vital que todas as partes se abstenham de qualquer acção que coloque em risco o Acordo de Cereais do Mar Negro”, disse, em comunicado, o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, enfatizando que o acordo teve um “impacto positivo” no acesso a alimentos para milhões de pessoas em todo o mundo.

Por seu lado, a Ucrânia acusou a Rússia do “falso pretexto” do ataque na Crimeia para justificar a suspensão do acordo, pressionando Moscovo para que respeite as suas obrigações.

Já estão abertas as mesas de voto para a segunda volta das eleições presidenciais no Brasil. O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e o ex-chefe de Estado Lula da Silva, estão na disputa.

Todas as assembleias de voto abriram às 08:00 de Brasília (13:00 em Moçambique), numa espécie de subordinação de todas as mesas ao fuso horário da capital.

Segundo o Notícias ao Minuto, os mais de 156 milhões de eleitores poderão votar até às 17:00 de Brasília (22:00 em Moçambique) nas mais de 570 mil urnas electrónicas espalhadas por 5.570 cidades do país.

As sondagens colocam como o favorito Lula da Silva. Na primeira volta das eleições realizadas em 02 de Outubro, Lula também era o principal favorito e venceu mesmo a primeira com 48,4%. Contudo, as sondagens não descortinam a força de Jair Bolsonaro, que acabou com 43,2%.

Em causa, nestas eleições, estão duas personalidades antagónicas que dividiram o país em dois, numa polarização nunca antes vista na sociedade brasileira.

Para além das eleições presidenciais há também segunda volta para escolher governadores dos estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo, o maior colégio eleitoral do país com 34 milhões de eleitores e que põe frente a frente o candidato apoiado por Lula, Fernando Haddad, e o apoiado por Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, escreve o Notícias ao Minuto.

Em oito cidades do país os eleitores escolhem ainda os novos prefeitos e vice-prefeitos.

“Ora Chegou” é o novo álbum da cantora moçambicana Elvira Viegas. Composto por 17 temas, a obra discográfica foi lançada esta sexta-feira, no Centro Cultural Universitário da Universidade Eduardo Mondlane.

Ao som da guitarra, do piano e da bateria, o público vibrou. A melódica voz de Elvira Viegas anunciava o lançamento do seu novo álbum “Ora Chegou”.

Com a música intitulada “khombo”, que significa azar, Elvira cantou e encantou. A música fala do azar, mas é no amor e educação que o casal Chissano se revê. “É uma mensagem educadora, que leva à reconciliação, à paz e, sobretudo, à valorização da nossa cultura e tradição”, afirmou o casal Chissano.

Roberto Chitsondzo fala da experiência de partilhar o palco com Elvira Viegas. “Quero felicitá-la pela perseverança. É uma pessoa que já não é jovem e que continua a marcar o espaço que todos nós queremos”, disse o músico.

Elvira Viegas, cantora com muitos anos de carreira, considera que a música é uma arma para moldar a sociedade moçambicana. “Devemos construir um Moçambique diferente, melhor para todos; um Moçambique em que a nossa criança não tenha medo de ninguém; um país em que um velho pai não tenha medo dos seus filhos. Então, não podemos ficar indiferentes diante de tudo o que acontece no nosso país”, vincou Elvira Viegas.

Para abrilhantar o espetáculo, o evento contou  ainda com artistas como Ivone Viegas, Chico António e Nelson e Tânia Chongo. Do lado da plateia, esteve um espectador especial, o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano.

O novo disco não foge dos traços habituais das composições de Elvira, marcadamente de intervenção social, afinal. Ela sempre defendeu a tese de que “o artista deve continuar a ser a voz dos que não conseguem falar”.

“Ora Chegou” foi produzido pelo falecido Pacha Viegas, mas ficou na gaveta durante anos, porque, segundo Elvira, o tema-título é demasiado crítico. “Eu tinha algum receio de ser mal-entendida, mas os últimos acontecimentos no nosso país levaram-me a decidir publicar o disco”, revelou a cantora.

Elvira Viegas contribui para a cultura moçambicana há 48 anos. Com 68 anos de vida, a cantora conseguiu fascinar o seu público com o mais recente trabalho.

Dos 17 temas que compõem o álbum, os elegidos para maravilhar o seu público no espetáculo são “Ora Chegou”, “Khombo” e “Na Hale Tsongo”, que serviram de cartão para o lançamento do seu disco.

Elvira definiu o seu mais recente trabalho como maturidade, crescimento e contínuo aprendizado.

As intenções de voto continuam a apontar Lula da silva como possível vencedor das eleições no Brasil. Num frente a frente, esta sexta-feira, Lula e Bolsonaro voltaram a trocar acusações.

Com as eleições à espreita, as intenções de voto apontam para o aumento da possibilidade de vitória de Lula da Silva dos anteriores 60 para a 65 por cento.

Esta sexta-feira, os dois candidatos à presidência do Brasil estiveram frente-a frente para apresentar os seus planos de governação. Entretanto, houve espaço para a troca de acusações.

O ex-presidente, Lula da Silva, chamou o actual de “descompensado” e que mentiu 6.498 vezes durante seu mandato, ao que que Jair Bolsonaro contra atacou ironizando a absolvição de Lula e chamando-lhe de criminoso.

Lula da silva falou ainda do aumento da corrupção desde que Bolsonaro assumiu a presidência do Brasil. O candidato disse, ainda, que há muito que não se aumenta o salário mínimo.

De acordo com a imprensa internacional, Jair Bolsonaro terá cometido um erro grave ao pedir um novo mandato como deputado federal, cargo que ocupou antes de ser eleito, em 2018, para o Palácio do Planalto.

A segunda volta das eleições no Brasil vai realizar-se este domingo.

O Presidente da República sul-africana, em nome do Governo, reconhecerá oficialmente este sábado o monarca MisuZulu ka Zwelithini do reino AmaZulu, o maior grupo étnico no país com mais de 10 milhões de súbditos. O anúncio foi feito ontem pela Presidência da República.

De acoro com o comunicado da Presidência, citado pelo Notícias ao Minuto, a cerimónia vai decorrer no hoje, no Estádio Moses Mabhida, em eThekwini, província de KwaZulu-Natal, sudeste do país.

O chefe de Estado apresentará um certificado governamental confirmando que Misuzulu Ka Zwelithini é o rei do reino AmaZulu nos termos da Lei de Liderança Tradicional e Khoi-San, de 2019, lê-se no comunicado da presidência sul-africana.

A cerimónia histórica oficial, denominada ‘Liphumile Ilanga KwaZulu’ (“O Sol Elevou-se na Nação Zulu”), contará com a presença de cerca de 48 mil pessoas, incluindo actuais e antigos chefes de Estado e de Governo e líderes tradicionais do continente africano e do mundo, referiu a nota.

O rei Misuzulu ascendeu oficialmente ao trono do reino Zulu na coroação realizada no Palácio Real KwaKhangelamankengane, em Nongoma, a 20 de Agosto de 2022.

Na década de 1990, o pai de MisuZulu, o rei Goodwill Zwelithini e a rainha Shiyiwe Mantfombi Dlamini Zulu, sua mãe, visitaram o Santuário de Fátima, em Portugal, para acender em conjunto uma vela por cada elemento das duas famílias.

A monarca Zulu, de 65 anos, irmã do rei Mswati III do reino de Essuatíni (antiga Suazilândia), morreu no hospital em maio do ano passado, depois de ter sido nomeada no mês anterior regente do reino amaZulu, após a morte do rei dos zulus Goodwill Zwelithini ka Bhekuzulu, em 12 de março, com 72 anos, também no hospital.

 

Ministério da Defesa russo anunciou esta sexta-feira que a mobilização militar parcial de reservas está agora completa, tendo sido recrutados mais de 300 mil homens para combater na guerra na Ucrânia.

Segundo o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, citado pela Sky News, 82 mil recrutas já estão na Ucrânia, enquanto que 218 mil estão em processo de completar o treino.

A mobilização foi anunciada em setembro pelo presidente Vladimir Putin, levando dezenas de milhares de russos a tentar fugir do país, por via aérea e terrestre, criando filas enormes nas fronteiras com a Finlândia, a Geórgia, entre outros.

Em vários locais da Rússia houve também incidentes de insurgência contra o recrutamento obrigatório, nomeadamente no Daguestão, com os civis a resistirem às autoridades.

O Kremlin disse, na altura, que a chamada era para homens com experiência militar, mas o regime foi criticado até por figuras da propaganda russa nas televisões, quando relatos de civis arrastados para autocarros começaram a circular.

Várias organizações internacionais alertaram para a falta de experiência militar que os milhares de homens chamados têm, além das fracas condições em que se encontra o armamento russo. As forças ucranianas alegam que já morreram em combate cerca de 70 mil soldados russos – um número que o Kremlin contesta.

O Presidente sul-africano considerou “infeliz” o aviso emitido na quarta-feira pela embaixada norte-americana sobre um possível ataque terrorista no fim-de-semana, em Joanesburgo, e garantiu que as autoridades trabalham 24 horas para conter os riscos.

Cyril Ramaphosa, que falava em Pretória acompanhado pelo Presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, em visita oficial à África do Sul, criticou a embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) por tornar público o aviso sem primeiro explicar os pormenores às autoridades sul-africanas.

O governante referiu que este tipo de aviso causa “muito pânico” entre a população, que deveria ser capaz de obter informações a partir do que o seu próprio Governo lhe diz.

Segundo o Chefe de Estado sul-africano, citado pelo Notícias ao Minuto, após a emissão do alerta, o contacto foi feito por iniciativa da África do Sul, que considerou ser necessário compreender “precisamente” questões como a origem das informações que deram origem à mensagem da embaixada.

A embaixada norte-americana na África do Sul alertou esta quarta-feira para possíveis ataques num dos subúrbios mais ricos de Joanesburgo, no próximo fim de semana, embora não tenha determinado o método ou o alvo.

“O Governo dos EUA recebeu informações de que os terroristas podem estar a planear realizar um ataque a grandes concentrações de pessoas num local não especificado na área de Sandton, no dia 29 de outubro 2022”, segundo o alerta emitido pela embaixada dos EUA.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a embaixada, que não forneceu mais pormenores, instou os seus trabalhadores a evitarem multidões nos próximos dias.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusa a antiga primeira-ministra britânica de ter acentuado o clima de tensão nuclear. Putin diz que Liz Truss “estava fora de si” e denuncia ameaça nuclear, escreve o Notícias ao Minuto.

Respondendo aos jornalistas depois de um longo discurso no Fórum de Discussão Valdai, em Moscovo, Putin defendeu que a Rússia “nunca disse nada proactivo sobre o possível uso de armas nucleares”, voltando a apontar o dedo ao Ocidente”.

“Os países ocidentais procuram aplicar pressão a todos os países, procurando por mais argumentos para encorajar e convencer os nossos amigos e estados neutrais que têm de se unir contra a Rússia. As provocações com o uso de armas nucleares são usadas nesse sentido – para ter um impacto nos nossos aliados, nos nossos amigos e nos estados neutrais”, argumentou.

Putin considera que “o risco do uso de armas nucleares é inevitável porque existe sempre o perigo de elas serem usadas, mas reitera que a Rússia apenas sugeriu o uso em resposta a declarações por líderes ocidentais”.

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, defendeu esta quinta-feira em Kiev, na Ucrânia, que África pode fazer a ponte para o reencontro entre Ucrânia e Rússia.

Umaro Sissoco Embaló, que visitou Moscovo e Kiev como presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), disse que tanto a Rússia como a Ucrânia são parceiros, mas “infelizmente estão em guerra neste momento”.

“Não podia ter vindo apenas à Rússia sem passar por Kiev para ver o meu irmão. Eu sou um homem independente. Os meus amigos sou eu que os escolho. São meus amigos. Eu não sou alguém a quem se possa impor amizades”, afirmou, numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, citado pelo Notícias ao Minuto.

O chefe de Estado guineense disse também que pode chamar “irmão” ao Presidente ucraniano, como pode chamar o mesmo ao homólogo russo, Vladimir Putin, com quem se reuniu na terça-feira.

“Porque um dia vão encontrar-se. É por isso que nós trouxemos uma mensagem de paz para os nossos dois irmãos. Podemos fazer a ponte para o reencontro”, disse, salientando que não se pode ter outras interpretações da posição guineense.

“A nossa posição nas Nações Unidas a Ucrânia sabe. O Presidente Zelensky acabou de me felicitar pela posição da Guiné-Bissau na Assembleia Geral. Isso demonstra qual é a posição da Guiné-Bissau. Estive ontem [terça-feira] com o Putin. Se o Presidente Putin pensa que a Guiné-Bissau e África podem encontrar uma solução para a paz, nós somos os primeiros a militar por isso”, afirmou Umaro Sissoco Embaló.

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