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O País – A verdade como notícia

O parlamento da África do Sul chumbou, esta terça-feira, a destituição do Presidente daquele país, ao rejeitar o relatório de uma comissão independente que concluiu que Cyril Ramaphosa pode ter violado a Constituição num caso de alegada corrupção.

Os deputados votaram hoje, na Cidade do Cabo, contra a aprovação do relatório parlamentar com 214 votos contra, 148 votos a favor e duas abstenções, anunciou a presidente da Assembleia Nacional, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, do ANC, partido que detém a maioria no parlamento.

Segundo o Notícias ao Minuto, cinco deputados do ANC votaram a favor da aprovação do relatório parlamentar, entre os quais a actual ministra da Governação Cooperativa e Assuntos Tradicionais, Nkosazana Dlamini-Zuma.

Cyril Ramaphosa é acusado de tentar esconder da polícia e das autoridades fiscais o roubo de grandes somas de dinheiro, depois de terem sido encontrados mais de 10 milhões de rands na sua quinta agrícola Phala Phala, situada na província de Limpopo.

O voto da ministra Dlamini-Zuma surpreendeu os deputados da Assembleia Nacional, ao ser a primeira a ‘romper’ as “fileiras” do partido no poder e antigo movimento de libertação, na votação aberta. “Como membro disciplinado do ANC, eu voto sim”, declarou.

A sessão de hoje realizou-se no salão municipal da Cidade do Cabo, devido à destruição parcial do edifício da Assembleia Nacional por um incêndio no início deste ano.

Ramaphosa, que substituiu Jacob Zuma, é o primeiro Presidente pós-apartheid a enfrentar a possibilidade de um processo de destituição no parlamento.

Pelo menos 100 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, hoje, em consequência das inundações e deslizamentos de terra causados por fortes chuvas na capital da República Democrática do Congo, Kinshasa.

O primeiro-ministro, Jean-Michel Sama Lukonde, disse que as autoridades ainda estão à procura de mais corpos. “Viemos avaliar os danos e os primeiros danos que vemos são pessoas mortas”, disse Lukonde, citado pelo Notícias ao Minuto.

Cerca de 15 milhões de pessoas vivem nas 24 comunas de Kinshasa, atingidas por inundações e transbordo do rio Congo, de acordo com três autoridades locais que disseram à Associated Press, que além das vítimas mortais, há casas submersas e estradas destruídas, refere o Notícias ao Minuto.

Na comuna de Ngaliema, mais de três dezenas de pessoas morreram e os corpos ainda estão a ser contados, disse um autarca local.

As autoridades dizem que grande parte da destruição aconteceu em casas construídas em lotes sem permissão oficial.

Arranca, esta terça-feira, em Washington, a Cimeira Estados Unidos-África, encontro que irá reunir líderes do continente africano para discutir formas de fortalecer laços e promover prioridades compartilhadas com os Estados Unidos.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, participa da iniciativa promovida pelo seu homólogo norte-americano, Joe Biden, para demonstrar o compromisso duradouro do seu país com a África e destacar a importância das relações e da cooperação, tendo como foco prioridades globais compartilhadas com o continente.

“Estou ansioso para trabalhar com os Governos africanos, a sociedade civil, as comunidades da diáspora nos Estados Unidos e o sector privado para continuar a fortalecer a nossa visão compartilhada para o futuro das relações EUA-África”, disse o Presidente norte-americano, Joe Biden.

Cinco países foram excluídos da Cimeira Estados Unidos-África, designadamente Mali, Guiné-Conacri, Burkina Faso, Eritreia e a região separatista da Somalilândia.

Justificando a exclusão, o director de Assuntos Africanos do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Judd Devermont, disse que o Departamento de Estado “queria respeitar as decisões da União Africana e não convidou países que aquela organização internacional sancionou, como é o caso de Mali, Guiné-Conacri e Burkina Faso”.
Por outro lado, a Eritreia e a Somalilândia foram excluídas porque não têm relações diplomáticas com os EUA.

“A cimeira está realmente enraizada no reconhecimento de que África é um actor geopolítico chave e que está a moldar o nosso presente e moldará o nosso futuro”, disse um alto funcionário da administração de Joe Biden num “briefing” à imprensa na semana passada.

“África moldará o futuro não apenas do povo africano, mas do mundo. De facto, com uma das populações de crescimento mais rápido do mundo, as maiores áreas de livre comércio, os mais diversos ecossistemas e um dos maiores grupos eleitorais regionais nas Nações Unidas, as contribuições, parcerias e liderança africanas são essenciais para atender aos desafios que definem esta era”, acrescentou Biden.

Durante três dias, a cimeira também analisará como os EUA podem trabalhar com os Governos africanos nos desafios de segurança, que são especialmente graves na região do Sahel e na Somália.

Para hoje, primeiro dia da cimeira, o cronograma incluiu encontros como o Fórum de Jovens Líderes Africanos e da Diáspora; Fórum de Paz, Segurança e Governança; um evento de parceria para cooperação em saúde sustentável e outro de conservação, adaptação climática e transição energética.

Na quarta-feira, realizam-se fóruns empresariais, em que serão discutidas parcerias para financiar a infraestrutura africana e a transição energética; para fortalecer a segurança alimentar; ou para permitir o crescimento inclusivo através da tecnologia. No mesmo dia, Joe Biden fará um discurso e terá ainda lugar o jantar da cimeira.

Para quinta-feira, último dia do evento, está agendada a sessão de líderes que contará com discursos sob os seguintes temas: “Uma África de boa governação, democracia, respeito pelos direitos humanos, justiça e Estado de direito”; “Uma África pacífica e segura” e “Uma África próspera baseada no crescimento inclusivo e no desenvolvimento sustentável”.
O dia terminará com uma sessão de líderes visando a promoção da segurança alimentar e a resiliência dos sistemas alimentares.

O presidente Volodymyr Zelenskyy apelou, esta segunda-feira, às nações do G7 para uma “maior ajuda à Ucrânia na questão do gás natural”. De acordo com o chefe de Estado ucraniano, os ataques às centrais eléctricas estão a obrigar o país a usar mais gás do que o previsto. E por essa razão, é necessário um “apoio adicional, este inverno, de cerca de dois mil milhões de metros cúbicos de gás”.

Falando por videoconferência a um encontro do G7 organizado pela Alemanha, Zelensky também fez um apelo à Rússia para dar um passo “substantivo” rumo a uma resolução diplomática da guerra na Ucrânia e sugeriu que Moscou retirasse suas tropas até o Natal.

Os sete países mais industrializados do mundo chegaram já a acordo quanto à criação de uma “plataforma’ para coordenar “a ajuda financeira à Ucrânia”. A medida foi anunciada, após a reunião, pelo presidente do grupo e chanceler alemão, Olaf Scholz, para quem este apoio à reconstrução é visto como “uma tarefa para a humanidade comparável ao Plano Marshall após a Segunda Guerra Mundial”.

A reconstrução da Ucrânia vai ser discutida, esta terça-feira, em Paris. A capital francesa, onde já se encontra o primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, acolhe duas reuniões internacionais ao longo do dia.

Esta manhã, representantes de 40 Estados e duas dezenas de instituições internacionais e financeiras vão-se focar na ajuda imediata ao país. O encontro multilateral na capital francesa, segundo a Euronews, tem como objetivo promover uma resposta urgente às necessidades básicas da Ucrânia em áreas como a alimentação, a saúde, a água ou a eletricidade.

A tarde, caberá a 500 empresas francesas encontrar meios de apoio à reconstrução, escreve o portal de Notícias G1.

A Rússia está a aumentar a produção de armas de nova geração para se proteger dos inimigos da Europa, Estados Unidos e Austrália. Esta informação foi divulgada pelo ex-presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, na sua rede social Telegram.

“Estamos a aumentar a produção dos mais poderosos meios de destruição, incluindo aqueles baseados em novos princípios. O nosso inimigo cavou não apenas na província de Kyiv, mas de Malorossiya, a nossa terra natal. É na Europa, na América do Norte, no Japão, na Austrália, na Nova Zelândia e em vários outros lugares que juraram fidelidade ao nazismo”, afirmou Medvedev, citado pelo Notícias ao Minuto.

O vice-chefe do Conselho de Segurança da Rússia não deu mais detalhes sobre o fabrico das armas.

 

 

A presidente do Peru anunciou, esta segunda-feira, que vai propor a antecipação das eleições gerais para Abril de 2024, em resposta à exigência feita nos protestos de rua, nos últimos dois dias, em todo o país.

“Decidi tomar a iniciativa de chegar a um acordo com o Congresso para antecipar as eleições gerais para Abril de 2024. Nos próximos dias, enviarei ao Congresso uma proposta de lei para antecipar as eleições”, disse Dina Boluarte, num discurso, citado pelo Notícias ao Minuto.

Dina Boluarte tomou posse na quarta-feira para substituir o antecessor no cargo Pedro Castillo, afastado pelo Congresso, depois de ter ordenado a dissolução do parlamento, anunciado a formação de um executivo de emergência, para governar por decreto, e convocado uma assembleia constituinte e a reorganização do sistema de justiça.

Neste sentido, a nova presidente do Peru disse que tinha tomado a decisão de antecipar as eleições e não terminar o mandato em Julho de 2026, como previsto, executando “da forma mais ampla possível a vontade dos cidadãos.

Boluarte esclareceu que a aprovação desta lei implica reformas constitucionais “que devem ser aprovadas para um procedimento mais expedito”.

A vice-presidente do Parlamento Europeu, Eva Kaili, e três outras pessoas foram acusadas hoje, na Bélgica e estão em prisão preventiva, no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de corrupção relacionadas com o Qatar.

O Ministério Público Federal não forneceu nomes ao anunciar a prisão preventiva de quatro das seis pessoas presas nas últimas 48 horas, de acordo com o que avançou fonte judicial à agência de notícias francesa France Presse.

O Notícias ao Minuto refere que quatro pessoas foram presas após serem indiciadas por um juiz de instrução de Bruxelas por “pertencerem a uma organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção”, informou a procuradoria federal em comunicado à imprensa. Outras duas pessoas foram libertadas pelo juiz.

A mesma fonte explicou que Eva Kaili não pode beneficiar da sua imunidade parlamentar porque o crime de que é acusada foi detectado ‘em flagrante delito” na sexta-feira.

Na noite de sábado, a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, havia decidido uma primeira sanção contra Eva Kaili: foi destituída de todas as tarefas delegadas, incluindo a de representá-la na região do Médio Oriente.

Por sua vez, eurodeputados de esquerda exigiram a renúncia de Kaili, excluída do Partido Socialista Grego (Pasok-Kinal) na noite de sexta-feira.

A polícia de Bruxelas realizou na sexta-feira 16 buscas domiciliárias e efectuou as detenções, entre as quais o companheiro de Kaili, actual colaborador ligado ao grupo dos Socialistas e Sociais Democratas no PE.

Os EUA vão enviar a primeira delegação de alto nível à China com o objectivo de “descongelarem” as relações bilaterais. O envio ocorre na sequência das promessas feitas pelos dois Presidentes, em Novembro último.

O secretário de Estado adjunto para o Pacífico e Ásia Oriental norte-americano, Daniel Kritenbrink, acompanhará a directora sénior do Conselho de Segurança Nacional para a China e Taiwan, de 11 a 14 de Dezembro, anunciou no sábado o Departamento de Defesa. A delegação irá ainda visitar a Coreia do Sul e Japão.

Segundo o Notícias ao Minuto, na China, Kritenbrink irá preparar a deslocação do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, prevista para o início de 2023, naquela que será a primeira viagem do chefe da diplomacia norte-americana à China em quatro anos.

A visita da delegação acontece menos de um mês depois de uma reunião entre Biden e Xi na cimeira do bloco G20, na Indonésia, num encontro que serviu para tentar reduzir as tensões entre as duas principais potências económicas.

Na ilha de Bali, Biden exortou Xi a procurar formas de “gerir as diferenças” para evitar que a competição entre os dois países degenere num conflito, e manifestou disponibilidade para colaborar em “assuntos globais urgentes”, incluindo alterações climáticas e insegurança alimentar.

Por sua vez, Xi manifestou a intenção de manter um “diálogo franco e profundo” com Biden sobre os temas de importância estratégica nas relações bilaterais, a nível regional e global.

Morreu, este sábado, a cantora Elisabeth Tshala Muana Muidikayi, vítima de doença. A informação foi confirmada esta tarde pela família.

Segundo os parentes, citados pela Radio Okapi, que opera na República Democrática do Congo. Elisabeth Tshala Muana Muidikayi morreu na manhã de hoje, aos 64 anos de idade, em Kinshasa, num hospital local.

Tshala era carinhosamente chamada de “Rainha de Mutwashi, Mamu nacional” porque elevou o Mutwashi, dança do folclore Luba.

Tshala Muana foi cantora, dançarina, produtora, atriz e patrona da orquestra “a dinastia Mutwashi”. De 2000 a 2002, foi deputada à Assembleia Constituinte e Legislativa do Parlamento de Transição. Antes de mais tarde tornar-se presidente da Liga Feminina do partido político PPRD.

Tshala Muana deixa para trás uma herança musical riquíssima composta por canções bem trabalhadas como Malu, Mutwashi, Tshanza, lekela Muadi e outras.

 

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