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O País – A verdade como notícia

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou para a possibilidade de ocorrência de ataques russos durante as festividades do Natal, por isso, pediu atenção aos seus concidadãos para se prepararem para essa eventualidade.

“Por favor, lembrem-se de quem está a lutar contra nós. Com a aproximação da época festiva, os terroristas russos podem voltar a estar activos. Eles desprezam os valores cristãos e quaisquer valores em geral”,disse  o Presidene ucraniano, na sua página oficial no Instagram.

Zelensky apelou a todos os ucranianos: “prestem atenção aos sinais de ataque aéreo, ajudem-se uns aos outros e cuidem sempre uns dos outros”, escreve o Notícias ao Minuto.

O Governo da Etiópia e os rebeldes da região norte do Tigray acordaram, esta quinta-feira, em Nairobi, a retirada do país das tropas eritreias.

“O acordo assinado pelas duas partes estabelece a retirada de todas as forças estrangeiras. Portanto, e sem mencionar nomes, todas essas forças estrangeiras deixarão a região de Tigray”, disse o ex-presidente queniano Uhuru Kenyatta, citado pela DW. O governante participou nas conversas como mediador.

Durante mais de dois dias, representantes de Tigray e do Governo central etíope reuniram-se na capital queniana para chegar a este último acordo.

Através de um comunicado, a União Afircana felicitou a ambas as partes “pelas medidas positivas de construção de confiança” e encorajou-as “a continuar os seus esforços para restaurar a paz, segurança e estabilidade na Etiópia”.

Fontes diplomáticas disseram à agência EFE que a organização pan-africana já montou uma equipa para monitorizar e verificar o cumprimento do acordo, formada por especialistas militares do Quénia, África do Sul e Nigéria, escreve a DW.

A guerra começou em 4 de Novembro de 2020, quando o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, ordenou uma repressão da Frente Popular de Libertação do Tigray (TPLF) em resposta a um ataque a uma base militar federal e após uma escalada de tensões políticas.

Volodymyr Zelenskyy já está em Washington para uma visita relâmpago aos EUA, numa altura em que a guerra na Ucrânia entra numa nova fase e em que se assinalam 300 dias desde o início da invasão russa.
De acordo com fonte diplomática ucraniana, citada pela Euronews, o presidente ucraniano rumou, esta quarta-feira, a Przemyśl, na Polónia, de comboio, sob um forte dispositivo de segurança. Deixou depois o país a bordo de um avião militar americano rumo aos EUA.

A viagem, preparada em segredo, está repleta de simbolismo, até porque é a primeira deslocação internacional desde o início da ofensiva de Moscovo.

Esta é, também, uma oportunidade para os aliados enviarem um sinal para a Rússia.

Esta quarta-feira, antes da chegada de Zelensky, Washington anunciou um pacote de assistência a Kiev no valor de 1,85 mil milhões de dólares, cerca de 1,75 mil milhões de euros. O novo apoio inclui o envio dos sistemas de mísseis guiados terra-ar Patriot, que a Ucrânia tem pedido aos países aliados.

No encontro com Zelensky, o Presidente norte-americano acusou a Rússia de “tentar usar o inverno como uma arma”. Joe Biden frisou, mais uma vez, que os EUA estão disponíveis para continuar apoiar a Ucrânia. Em resposta, o líder ucraniano disse que era um “grande honra” estar na Casa Branca.

Os Estados Unidos estão a ponderar declarar formalmente a Rússia como um “estado agressor”. Segundo o The Guardian, os congressistas norte-americanos esperam receber a aprovação do líder ucraniano sobre a proposta. O rótulo é menos agressivo que a declaração de Estado.

 

UCRÂNIA ESTÁ VIVA, DIZ ZELENSKY

O presidente Voldymyr Zelensky disse, esta quarta-feira, em uma sessão conjunta da Câmara e do Senado que a Ucrânia está “viva e forte” e que os europeus, norte-americanos e ucranianos venceram “os russos na batalha pelas mentes do mundo”.

Zelensky começou o seu no Congresso dos Estados Unidos dizendo que o apoio dos EUA é crucial para a “segurança global”.

O presidente da Ucrânia afirmou que o apoio norte-americano é um “investimento na democracia”.

O líder ucraniano foi ovacionado pelos congressistas ao entrar no plenário da Câmara norte-americana. Ele fez um apelo ao Congresso e disse que só a ajuda militar não era suficiente.

De acordo com o presidente ucraniano, o ano de 2023 será um “ponto de virada” para o fim da guerra. Zelensky citou o Natal como um símbolo da situação dos ucranianos. “Em dois dias, celebraremos o Natal, talvez à luz de velas. Não porque seja romântico, mas porque não há eletricidade”, afirmou.

 

Vladimir Putin defendeu, esta segunda-feira, que a Rússia vai reforçar os laços militares com a Bielorrússia.

Putin, segundo a Euronews, frisou durante a sua visita a Minsk, capital da Bielorrússia que vai reforçar a cooperação em “todos os domínios”.

A visita de Putin tem como pano de fundo receios crescentes por parte da Ucrânia de que a Rússia abra uma nova frente na invasão a partir da fronteira bielorrussa e rumores, desmentidos por Lukashenko, de um possível envolvimento de militares bielorrussos no conflito.

A Rússia continuará formando militares bielorrussos para pilotar aviões com capacidade para transportar armas nucleares.

Aleksandr Lukashenko afirmou que a Rússia pode prescindir de seu país, mas a Bielorrússia não pode prescindir de Moscovo.

“E se alguém pensou que poderia nos separar, que poderia abrir uma brecha entre nós, não conseguirá”, completou o líder bielorrusso.

A primeira visita do presidente russo, Vladimir Putin, à Bielorrússia desde 2019 era vista do lado ucraniano como uma tentativa de envolver mais os bielorrussos na guerra, incluindo numa eventual entrada das suas tropas na Ucrânia. Do lado da oposição ao presidente Alexander Lukashenko era vista como mais um passo para a absorção da Bielorrússia pela Federação Russa.

O Congresso Nacional Africano reelegeu, hoje, Cyril Ramaphosa para a presidência do partido, e levará a formação política às próximas eleições gerais em 2024. Ramaphosa derrotou o antigo ministro da Saúde, Zweli Mkhize, por 579 votos.

A eleição de Cyril Ramaphosa, Presidente da África do Sul, foi antecedida por um fim-de-semana intenso no maior partido sul-africano, o ANC, que neste momento vive um ambiente de alta tensão, caracterizado por confrontação política entre o Chefe de Estado e Jacob Zuma.

Clivagens à parte! A reeleição de Cyril Ramaphosa para um segundo mandato na liderança do partido no poder na África do Sul, foi anunciada esta segunda-feira, durante a 55ª Conferência Nacional Electiva do ANC.

O Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder desde 1994 na África do Sul, deverá anunciar hoje a sua nova direcção na 55ª conferência nacional electiva do partido, em Joanesburgo, escreve o Notícias ao Minuto.

Após um fim-de-semana de intensa negociação entre os eleitos das estruturas nas nove províncias do país, os cerca de 4500 delegados votaram até cerca da meia-noite de domingo para eleger os sete primeiros dirigentes do comité central, faltando fechar a votação na província de Gauteng, o motor da economia do país.

Entre os candidatos à liderança do ANC está o ex-ministro da Saúde Zweli Mkhize, que concorre com o actual Presidente, Cyril Ramaphosa.

A reeleição na liderança do ANC permitirá a Ramaphosa recandidatar-se à presidência da África do Sul em 2024.

A 55ª conferência nacional electiva do ANC tem a duração de cinco dias e termina na terça-feira, no centro internacional de convenções Nasrec, sul de Joanesburgo.

A missão da NATO no kosovo confirmou, este domingo, que aumentou a sua presença em Jarinje, na fronteira com a Sérvia, depois de um grupo de sérvios ter protestado contra a presença de polícias kosovares.

Segundo o Notícias ao Minuto, que cita os jornais sérvios, os cidadãos Sérvios que se manifestaram passaram por uma primeira linha de segurança, mas foram detidos a 50 metros do posto de controlo.

Em resposta a uma possível presença de grupos criminosos entre os manifestantes, um porta-voz da kfor confirmou o início de uma operação de reforço de tropas na zona.

“É preciso que todas as pessoas que participam dos protestos evitem a violência e expressem a sua opinião de forma pacífica, evitando acções desproporcionais, atitudes agressivas e comportamentos que possam ser mal interpretados ou entendidos como provocação ou violência desnecessária”, pediu o porta-voz.

 

A Organização Mundial da Saúde alerta que o stock global de vacinas contra a cólera está a esgotar-se. O facto acontece numa altura em que há relatos de surtos de cólera em mais de 20 países.

Segundo as estatísticas da Organização Mundial da Saúde, cerca de 30 países e regiões relataram surtos de cólera este ano, incluindo Haiti, Iêmen e Líbano.

A situação é sem precedentes, pois não apenas estamos vendo mais surtos, mas esses surtos são maiores e mais mortais do que os que vimos nos últimos anos, disse o médico Philippe Barboza, chefe da equipa da OMS para cólera e doenças diarreicas epidêmicas.

Normalmente, cerca de 36 milhões de doses de vacina contra a cólera são distribuídas anualmente pelo Grupo de Coordenação Internacional de Fornecimento de Vacinas, cuja gestão também envolve a OMS.

Devido à escassez de vacinas, em Outubro deste ano, a OMS passou da recomendação anterior de duas doses para apenas uma dose, a fim de ampliar a cobertura da vacinação.

O Governo venezuelano exige dos Estados Unidos da América (EUA) a libertação do diplomata Alex Saab, detido em Cabo Verde, em Junho de 2020, posteriormente transferido para os EUA em Outubro de 2021.

Para a Venezuela, a detenção de Alex Saab, há mais de dois anos, foi ilegal e arbitrária e não houve notificação da INTERPOL sobre a ordem de prisão.

Segundo a imprensa internacional, o diplomata venezuelano “foi detido durante uma escala técnica no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na Ilha de Sal, em Cabo Verde, enquanto exercia funções em representação da Venezuela perante a República Islâmica do Irã numa missão humanitária especial para fornecer alimentos, medicamentos e combustível à Venezuela, país afectado pelas sanções impostas pelos Estados Unidos da América”.

“Uma vez que os factos são conhecidos pelas autoridades venezuelanas, como Estado acreditante, accionaram as vias diplomáticas, comunicando-se com o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, invocando o estatuto diplomático do seu funcionário, Alex Saab. Da mesma forma, as autoridades da República Islâmica do Irã como Estado receptor, também iniciaram a comunicação com Cabo Verde.

A Venezuela lembra e lamenta que, antes da transferência de Alex Saab de Cabo Verde para os EUA, “durante todo o processo judicial foi impedido” de gozar do “direito de acesso à justiça imparcial, o direito de ser ouvido por tribunais imparciais, o direito de exercer a defesa, tudo isto demonstrável e comprovado pela recusa das diferentes instâncias judiciais em lhe permitir falar nas audiências, a recusa em conhecer os incidentes apresentados pela defesa que lhe permitiriam apresentar os argumentos que sustentam as motivações políticas da sua perseguição”.

A imprensa internacional refere ainda que o Governo venezuelano lamenta que, apesar de não haver ordem de prisão ou aviso da INTERPOL para sua detenção, ele foi negado de seis medidas de Habeas Corpus, embora a sua detenção tenha sido por um período “mais do que é permitido na legislação cabo-verdiana e instrumentos internacionais”.

Alex Saab é um diplomata plenamente acreditado da República Bolivariana da Venezuela, nomeado Enviado Especial, em Abril de 2018 e Embaixador junto da União Africana. Para a Venezuela, esta “condição garante-lhe imunidade e o Governo dos Estados Unidos recusa-se a reconhecê-lo, violando os seus Direitos Humanos Fundamentais, pondo em grave perigo a estabilidade das relações diplomáticas internacionais e a coexistência pacífica dos povos do mundo”.

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