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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 59 pessoas morreram nos Estados Unidos da América, devido à tempestade Elliot, cujo impacto continua a sentir-se em Buffalo, no estado de Nova Iorque.

Só no estado de Nova Iorque, onde fica a cidade de Buffalo, perto da fronteira com o Canadá, morreram 37 pessoas, sendo que outras 22 perderam a vida em outros estados, de acordo com o mais recente balanço feito pelas autoridades norte-americanas.

Um das causas das mortes é que as pessoas não tinham sistemas de aquecimento operacionais em casa para enfrentar o frio intenso. Outras foram encontradas sem vida em carros e na rua.

No Natal, o frio chegou a grande parte do país, inclusive aos estados do Texas e da Florida, onde não tem sido habitual o registo de um inverno rigoroso.

Ainda segundo as autoridades, as temperaturas estão a aumentar, mas há possibilidade de inundações, devido à rapidez com que a neve derrete.

A governadora do estado de Nova Iorque, Kathy Hochul, pediu a população que se prepare para inundações.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, aprovou, na terça-feira, a declaração de estado de emergência para o estado de Nova Iorque, de modo a facilitar a ajuda em resposta às necessidades da população.

O especialista em Política Internacional, Tobias Zacarias, diz que os treinos militares entre a China e a Rússia, no mar chinês, podem ser um alerta para todos os países aliados dos Estados Unidos da América. Os exercícios militares navais, que terminaram esta quarta-feira, visavam capturar capturar submarinos inimigos.

Os últimos treinos militares entre a China e a Rússia decorreram entre os dias 21 a 27 de Dezembro corrente.

Apesar dos exercícios conjuntos ocorrerem, anualmente, desde 2012, o especialista em política internacional, Tobias Zacarias, diz que por se realizarem nas águas do Leste da China, pode ser um alerta aos países aliados, dos Estados Unidos da América, seu maior adversário.

Segundo a Imprensa Internacional, os exercícios visavam, essencialmente, treinar a captura de submarinos de inimigos.

Apesar do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, o analista político diz que a China mantém a posição de reforço do diálogo e respeito à soberania.

Para os próximos anos, Tobias Zacarias alerta para a possibilidade de surgimento de blocos e alianças militares.

O Papa Francisco anunciou, esta terça-feira, que o seu antecessor está “gravemente doente” e pediu uma oração especial por Bento XVI.

De acordo com o Vaticano, a saúde de Bento XVI piorou “nas últimas horas” devido à sua idade e os médicos estão a vigiar constantemente a condição do Papa emérito.

O porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, disse que o Papa Francisco foi visitar o seu predecessor no mosteiro do Vaticano onde Bento XVI vive desde que abdicou em Fevereiro de 2013.

O Papa Francisco anunciou, esta terça-feira, na audiência semanal, que o seu antecessor está “gravemente doente” e pediu uma oração especial por Bento XVI.

“Gostaria de pedir a todos uma oração especial pelo Papa emérito Bento XVI. Para manter viva a sua memória, porque ele está gravemente doente, para pedir ao Senhor que o console e apoie”, disse o Papa.

EMÉRITO DA DIOCESE DE ROMA

Bento XVI, cujo nome original é Joseph Ratzinger, foi Papa entre 2005 e 2013, quando abdicou e passou a ser emérito da diocese de Roma.

O antecessor de Francisco foi o primeiro Papa a renunciar em 600 anos, depois de Gregório XII em 1415. Vive há cerca de 10 anos no mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano.

Na sua decisão, Bento XVI citou o declínio da sua saúde física e mental, que terá piorado em 2020, devido a uma infecção por herpes zoster no rosto.

De acordo com o seu biógrafo, Peter Seewald, que visitou o Papa emérito em Agosto de 2020 para lhe entregar a sua biografia, Ratzinger estava racional e mantinha a sua memória, mas a voz já estava praticamente imperceptível.

O testamento de Bento XVI já está escrito e será tornado público após a sua morte, acrescentou

Ratzinger expressou o desejo de descansar no antigo túmulo do seu antecessor, o Papa João Paulo II, na cripta de São Pedro.

João Paulo II está sepultado na Capela de São Sebastião, contígua à que alberga a escultura La Pietà (A Piedade), de Miguel Ângelo.

O Presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto que proíbe a venda de petróleo russo a países que impuserem o preço máximo fixado pela União Europeia no início deste mês. O decreto entrará em  vigor no 1 de Fevereiro de 2023.

“O fornecimento de petróleo e produtos petrolíferos russos a pessoas e entidades jurídicas estrangeiras está proibido se os contratos relativos a estes fornecimentos, directa ou indirectamente”, estiverem a utilizar um limite de preços, lê-se no decreto presidencial, citado pela DW.

Segundo o documento, a proibição pode ser levantada em casos individuais, com base numa “decisão especial” do Presidente russo.

O limite de preço de 60 dólares por barril, acordado pela União Europeia, G7 e Austrália entrou em vigor no início de Dezembro e visa restringir as receitas da Rússia, assegurando, ao mesmo tempo, que Moscovo continua a abastecer o mercado global.

Segundo a escreve a DW, introduzido juntamente com um embargo da UE às entregas marítimas de petróleo bruto russo, o limite visa assegurar que a Rússia não possa contornar o embargo vendendo o seu petróleo a países terceiros a preços elevados.

Na prática, apenas o petróleo vendido pela Rússia a um preço igual ou inferior a 60 dólares pode continuar a ser entregue. Acima deste limite, as empresas ficam proibidas de prestar os serviços que permitem o transporte marítimo da matéria-prima, nomeadamente seguros.

O preço do barril de petróleo russo está actualmente a rondar os 65 dólares, pouco acima do limite fixado, o que provoca um impacto limitado de curto prazo desta medida, segundo analistas.

A Rússia garante que o limite máximo não afectará a sua campanha militar na Ucrânia e manifestou confiança em encontrar novos compradores.

A organização Médicos Sem Fronteiras alertou para o risco de as crises de insegurança alimentar em países africanos, agudizadas devido às alterações climáticas, inflação ou conflitos, poderem explodir “agudamente” em 2023.

Para a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF), “o ano 2023 representa uma continuação e mesmo um possível agravamento das possíveis crises de insegurança alimentar que foram anunciadas em 2022”, disse esta terça-feira José Mas, director-adjunto de operações da organização, numa entrevista à Efe.

Neste sentido, a MSF coloca o foco tanto nos países do Sahel, como Mali, Burkina Faso e Nigéria, como também no Corno de África, incluindo a Somália, Etiópia, Sudão e Sudão do Sul.

Mais de 35 milhões de pessoas passam fome na África Ocidental e Central devido à persistente insegurança e ao aumento dos preços no rescaldo da guerra na Ucrânia e da COVID-19, de acordo com os últimos números da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

PIOR SECA DOS ÚLTIMOS ANOS

Os países da África Oriental, entretanto, estão a sofrer a pior seca dos últimos 40 anos, que tem vindo a afectar cerca de 20,2 milhões de crianças na Etiópia, Quénia e Somália, um número que duplicou nos últimos cinco meses, segundo a ONU.

“Estamos a preparar-nos para responder a possíveis emergências nutricionais que possam resultar destas crises alimentares”, disse Mas.

A organização ainda não detectou “situações generalizadas de fome” num país, contudo, alertou para “zonas localizadas com indicadores muito alarmantes”.

Ao fim do mês de setembro, a MSF relatou uma crise “catastrófica” de desnutrição no noroeste da Nigéria, uma área que é frequentemente atacada por homens armados.

 

CONFLITOS

A organização não-governamental (ONG) salientou que muitas destas crises humanitárias são exacerbadas por conflitos, tais como a guerra entre o Governo federal etíope e a província do Norte de Tigray – que chegou a um acordo de paz a 02 de Novembro após dois anos de combates – e o terrorismo no Norte de Moçambique.

“A guerra não só tem um impacto directo nas pessoas, com mortes, ferimentos e violência sexual, mas também indirectamente, causando deslocamentos forçados ou restringindo o seu acesso aos serviços de saúde”, de acordo com o trabalhador humanitário.

Para 2023, Mas salientou também os efeitos da COVID-19 nos sistemas médicos de países com conflitos antigos, como a República Democrática do Congo (RDCongo) ou a República Centro-Africana (RCA), onde a pandemia interrompeu as campanhas de vacinação de rotina.

Em toda a África subsariana, vê-se “de novo em cima da mesa doenças, como o sarampo, que são evitáveis através da vacinação”, lamentou.

O Presidente eleito do Brasil, Lula da Silva, que tomará posse no dia 01 de Janeiro, garantiu, hoje, que o seu futuro governo trará mais democracia e direitos para o povo brasileiro.

“Ainda temos seis dias de muito trabalho para a nossa posse e início do nosso governo. Uma nova página para o Brasil, com mais democracia e direitos para o povo brasileiro”, disse Lula da Silva, citado pelo Notícias ao Minuto.

Após passar o Natal em São Paulo, o Presidente eleito anunciou que regressa hoje a Brasília para finalizar a definição do seu gabinete.

Lula anunciou até agora 21 dos 37 ministros que integrarão o seu governo a partir de 01 de janeiro.

Enquanto isso, os preparativos para a posse avançam em Brasília, em plena tensão, com a detenção, no fim de semana, de um simpatizante radical do actual Presidente, Jair Bolsonaro, de extrema-direita, por ter tentado detonar um explosivo na capital brasileira e a quem foi apreendido um arsenal em sua casa.

Segundo a polícia, a sua intenção era criar “caos” antes do regresso ao poder de Lula, líder do Partido dos Trabalhadores (PT), para provocar uma “intervenção” das Forças Armadas, refere o Notícias ao Minuto.

Lula, que venceu as eleições de Outubro contra Bolsonaro por uma diferença apertada de 1,8 pontos percentuais, assumirá a Presidência do Brasil pela terceira vez, depois de ter governado durante dois mandatos entre 2003 e 2010.

O número de mortos na explosão de um camião-cisterna de gás em Boksburg, cerca de 40 quilómetros a leste de Joanesburgo, na África do Sul, subiu para 15.

O balanço deste sábado era de 10 mortos. Esta manhã, o ministro da Saúde sul-africano, Joe Phaahla, disse, em conferência de imprensa no hospital junto ao local da explosão, disse que o número subiu para 15.

Ontem os serviços de emergência que acorreram ao local referiram a existência de pelo menos 40 feridos

O camião, que terá embatido numa ponte, transportava 60.000 litros de gás de cozinha, chegava do sudeste do país.

O Papa Francisco diz que a ganância e a fome pelo poder fazem com que os seres humanos queiram consumir até mesmo seus vizinhos. Por isso, o sumo pontífice pede para que a humanidade opte por viver em paz.

O Papa Francisco celebrou, no sábado, a tradicional Missa do Galo. A cerimónia contou com a presença de cerca de 7 mil pessoas dentro da Basílica de São Pedro, no Vaticano, e outras 4 mil que participaram do lado de fora, na Praça de São Pedro.

Na sua pregação o Sumo Pontífice convidou a humanidade a reencontrar o sentido do Natal e criticou o cenário de lutas pelo poder e dinheiro que se assiste no mundo, marcado por guerras, tal como entre a Rússia e Ucrânia, e ataques terroristas, como os que acontecem em Cabo Delgado.

“Enquanto os animais do estábulo consomem a comida, os homens do mundo, famintos de poder e dinheiro, devoram os seus vizinhos, os irmãos da mesma forma”, disse Papa Francisco.

Na sua homilia o sumo pontífice pediu também uma fé concreta, feita de adoração e caridade, não de palavreado e exterioridade.

Oito pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, em consequência da explosão de um camião-cisterna nas imediações de um hospital em Boksburg, na África do Sul.

Segundo o serviço de emergência local, a viatura destruiu parte do departamento de emergência da unidade sanitária.

O camião-cisterna teria ficado preso num viaduto, a uma distância de 100 metros do hospital afectado.

Devido ao impacto da explosão, o teto do departamento de emergência do hospital colapsou, destruindo duas casas e vários carros.

O motivo da explosão ainda está a ser investigado, mas acredita-se que o camião-cisterna transportava gás de cozinha.

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