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O País – A verdade como notícia

Pelo menos dois milhões dos cerca de cinco milhões de sudaneses que abandonaram Cartum durante o conflito já regressaram às suas casas, numa altura em que a capital começa, lentamente, a dar sinais de retoma, após a vitória militar sobre as Forças de Apoio Rápido. Contudo, o regresso decorre num cenário marcado pela destruição e pela escassez de serviços essenciais.

O centro de Cartum permanece profundamente devastado. Onde antes existiam mercados movimentados, edifícios empresariais e bairros prósperos, predominam agora ruas desertas, edifícios destruídos, valas comuns e áreas contaminadas por minas terrestres.

A população enfrenta ainda sérias dificuldades no acesso aos serviços básicos. O fornecimento de electricidade continua irregular, a água potável é escassa e grande parte das infra-estruturas essenciais permanece sem funcionamento.

Apesar das adversidades, milhares de famílias decidiram regressar na esperança de reconstruir as suas vidas. No entanto, o reencontro com a cidade tem sido marcado pela desilusão, perante a dimensão dos estragos e a lentidão do processo de recuperação.

As autoridades haviam prometido um rápido restabelecimento da normalidade após a vitória militar, mas a realidade no terreno revela um quadro bastante diferente. As infra-estruturas continuam severamente danificadas, o abastecimento de energia mantém-se instável e muitos trabalhadores acumulam meses sem receber salários.

Para numerosos sudaneses, o regresso não representou uma escolha, mas antes a única alternativa possível, face ao agravamento das condições de acolhimento dos refugiados no vizinho Egipto.

De acordo com dados das Nações Unidas, menos de 80 mil pessoas regressaram até ao momento ao centro de Cartum, uma das zonas mais afectadas pelo conflito.

 

O número de mortos ‌pelos dois terremotos ocorridos na Venezuela, ⁠há ‌duas ⁠semanas, subiu para 3.811, informou, nesta ​quarta-feira, o presidente ​da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

De acordo com o ‌novo ​balanço, o número de ⁠feridos ​é ​de 16.740, enquanto ⁠o ​número de desabrigados ​subiu para 17.907. 

Profissionais de saúde que actuam no surto de Ébola na República Democrática do Congo agravam a greve devido às questões salariais, numa altura em que segundo as autoridades o surto continua a propagar-se mais rápido do que a resposta ao mesmo. 

Os Profissionais de saúde que estão na linha da frente na luta contra o Ebola na República Democrática do Congo começaram abandonar seus postos de trabalho em protesto contra atrasos salariais, ameaçando os esforços para conter o surto. 

Na província de Ituri, a mais atingida entre as três províncias do leste do Congo afectadas pelo surto , alguns profissionais de saúde e outros trabalhadores da linha de frente relataram à Associated Press que não recebem salários nem gratificações desde que o surto foi declarado, em 15 de maio.

Também alegaram trabalhar com equipamentos limitados e sofrer tratamento injusto tanto por parte das autoridades quanto das equipes de resposta.

A greve ocorre no momento em que se inicia o recrutamento para ensaios clínicos de tratamento contra o vírus Bundibugyo, responsável por este surto e esta não é a primeira vez greve de profissionais de saúde neste país africano.

Recorde-se que dois mil e quinhentos médicos e agentes de saúde do sector público da RDC anunciaram greve a partir de 11 de junho, por tempo indeterminado.

Dados governamentais mais recentes indicam 1.708 casos de ebola registrados, incluindo 580 mortes.

Subiu para 3 535 o número de vítimas mortais provocadas pelos dois fortes sismos que atingiram a Venezuela no passado dia 24 de Junho, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Governo venezuelano. O número de feridos também aumentou para 16 740, enquanto mais de 17 mil pessoas continuam desalojadas.

Na anterior actualização, as autoridades contabilizavam 3300 mortos, o que evidencia o agravamento da tragédia à medida que prosseguem as operações de busca e resgate nas zonas afectadas.

O Governo venezuelano indica ainda que mais de 800 edifícios ficaram danificados ou foram completamente destruídos, agravando a situação humanitária e dificultando os trabalhos das equipas de emergência.

Os dois sismos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de intervalo, a cerca de 200 quilómetros de Caracas, e foram seguidos por centenas de réplicas.

Entretanto, o Serviço Geológico dos Estados Unidos mantém o alerta para a elevada probabilidade de o número de vítimas mortais ultrapassar os 10 mil, tendo em conta a intensidade do abalo, a extensão dos danos e a continuidade das operações de busca sob os escombros.

O Papa Leão XIV manifestou, este domingo, solidariedade para com o povo venezuelano afectado pelos recentes sismos, garantindo que continua a rezar pelas vítimas e por todos os que enfrentam as consequências da tragédia.

A mensagem foi proferida após a recitação da oração dominical do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano, onde o Sumo Pontífice recordou as vítimas do desastre e deixou palavras de esperança à população venezuelana.

“Recordo sempre nas minhas orações às vítimas do terramoto e a todo  o povo venezuelano. Que o Senhor o sustente neste momento tão difícil”, afirmou Leão XIV, em espanhol, depois de saudar um grupo do coro da Universidade Métrica da Venezuela.

Na sequência da tragédia, vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, destacaram equipas de busca e salvamento para apoiar as operações de socorro.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, os dois sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, tendo sido seguidos por centenas de réplicas.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que até 6,76 milhões de pessoas possam ter sido afectadas pelo desastre, agravando a situação humanitária no país.

Subiu para quase 3 mil o número de mortes provocadas pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela, recentemente. Dez dias após a tragédia, as equipas internacionais de resgate começam a encerrar as operações de busca por sobreviventes.

Milhares de pessoas continuam desalojadas e dezenas de milhares permanecem desaparecidas, numa das maiores tragédias sísmicas da história recente da América Latina, na Venezuela.

Segundo o balanço, das autoridades este sábado, em menos de 24 horas, o número de mortes subiu de 2.654 para  2.954. 

A região de La Guaira, no norte do país, foi a mais afectada pelos abalos de magnitude 7,2 e 7,5, que destruíram bairros inteiros e reduziram edifícios residenciais a escombros. Muitas famílias continuam à procura dos corpos dos seus familiares, enquanto as operações de emergência entram na fase final.

As autoridades explicam que as probabilidades de encontrar sobreviventes diminuem significativamente após as primeiras 72 horas, embora alguns resgates tenham sido registados nos últimos dias, alimentando a esperança entre as equipas de socorro e os familiares das vítimas.

Além das perdas humanas, os terremotos deixaram mais de 16 mil pessoas sem habitação, aumentaram a pressão sobre os hospitais e agravam os riscos de surtos de doenças, numa altura em que as autoridades concentram esforços na assistência humanitária e na recuperação das áreas devastadas.

O surto de ébola continua a agravar-se na República Democrática do Congo, onde as autoridades sanitárias já confirmaram mais 1500 casos da doença e mais de 430 mortes. Nesta altura, o país regista uma expansão da epidemia para novas regiões.

Os dados foram divulgados, este sábado, pelo Instituto Nacional de Saúde Pública.

São 1.502 casos confirmados e pelo menos 438 mortes, desde a declaração oficial da epidemia, a 15 de Maio. 

O epicentro do surto permanece na província de Ituri, junto às fronteiras com Uganda e Sudão do Sul, mas a doença já se estendeu às províncias de Kivu do Norte, Kivu do Sul e, mais recentemente, Tshopo.

As autoridades sanitárias alertam que os corpos das vítimas continuam altamente contagiosos, tornando os funerais tradicionais um dos principais factores de propagação da doença.

O Instituto Nacional de Saúde Pública da RDC alerta para a expansão da epidemia em mais regiões, nos últimos dias, agravando desafios relacionados com os cuidados de prevenção ou o acesso aos serviços de saúde, bem como a detecção de possíveis novos casos provenientes de zonas de saúde não identificadas. 

As autoridades garantem que, nesta altura, equipas médicas preparam ensaios clínicos para avaliar possíveis alternativas terapêuticas, enquanto prosseguem os esforços para conter a transmissão.

O Governo sul-africano mobilizou mais de três mil militares para reforçar a segurança em várias regiões do país, em resposta ao recrudescimento dos protestos contra imigrantes em situação irregular e aos episódios de violência registados nos últimos dias.

A decisão foi autorizada pelo Presidente Cyril Ramaphosa, que determinou o destacamento de 3 405 efectivos das Forças de Defesa Nacional para apoiar a Polícia. A operação teve início a 28 de Junho e deverá representar um custo de cerca de 54 milhões de rands, mantendo os militares em prontidão para responder a eventuais novos incidentes.

Na última semana, milhares de manifestantes saíram às ruas de diversas cidades para exigir o endurecimento das políticas migratórias. Embora algumas marchas tenham decorrido de forma pacífica, outras degeneraram em actos de violência, pilhagens e destruição de estabelecimentos comerciais.

A Polícia anunciou a detenção de mais de 900 pessoas por diversos crimes, entre os quais violações da legislação migratória, violência pública, roubos e auxílio à permanência de imigrantes em situação irregular. Um dos principais pontos de reforço militar é um distrito de Joanesburgo onde reside uma numerosa comunidade de migrantes.

Os organizadores prometeram manter manifestações semanais para pressionar o Governo. Enquanto os manifestantes acusam os imigrantes de disputar postos de trabalho e de sobrecarregar os serviços públicos, especialistas sustentam que tais alegações não encontram suporte nos dados officiaes, os quais indicam que os estrangeiros representam apenas uma pequena percentagem da população sul-africana e têm um impacto limitado no mercado de trabalho e na prestação de serviços públicos.

O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil decidiu, na noite de sexta-feira, manter a prisão domiciliária humanitária do ex-Presidente Jair Bolsonaro, alegando que continuam a verificar-se as razões médicas que justificam a medida. Na mesma decisão, o tribunal determinou a apreensão de todas as armas de fogo registadas em nome do antigo Chefe de Estado.

Bolsonaro encontra-se em prisão domiciliária desde 27 de Março, depois de ter permanecido internado num hospital de Brasília para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana. Durante os cerca de três meses em que cumpre a medida, foi ainda submetido a uma cirurgia ao ombro e realizou sessões de fisioterapia no âmbito do processo de recuperação.

O juiz Alexandre de Moraes concluiu que persistem os fundamentos humanitários que sustentam a prisão domiciliária, mantendo inalteradas todas as condições anteriormente impostas. Desta vez, contudo, a decisão não estabelece um prazo para a reapreciação da medida.

No mesmo despacho, Alexandre de Moraes revogou o porte de arma de Jair Bolsonaro, anulando igualmente o seu registo de Coleccionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). O ex-Presidente dispõe de 48 horas para entregar todas as armas de fogo registadas em seu nome.

A decisão surge semanas depois de um elemento da equipa de segurança de Bolsonaro ter sido intercetado pela polícia durante uma operação de fiscalização rodoviária, transportando uma pistola registada em nome do antigo governante.

Chamado a prestar esclarecimentos às autoridades judiciais, Bolsonaro afirmou que mantinha a arma em casa por razões de segurança e que a entregou ao militar para que fosse submetida a reparação.

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