O País – A verdade como notícia

Uma manifestação das famílias dos reféns raptados pelo grupo islamita Hamas reuniu, hoje, milhares de pessoas em Telavive, exigindo mais esforços do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para os libertar.

Quase um mês depois dos ataques de 7 de Outubro, várias pessoas também se manifestaram em Jerusalém para exigir a demissão de Netanyahu, que consideram responsável e culpado por falhas na gestão do país, escreve o Notícias ao Minuto.

Os manifestantes disseram que estavam determinados a acampar em frente ao ministério até que os reféns retornassem a casa.

Em Jerusalém, centenas de pessoas reuniram-se em frente à residência do primeiro-ministro, gritando “demita-se agora” e “07 de outubro, responsáveis e culpados”.

Os ataques causaram a morte de 1.400 pessoas em Israel, a maioria civis, e pelo menos 240 pessoas foram feitas reféns, segundo as autoridades israelitas.

Na Faixa de Gaza, cerca de 9.500 pessoas, principalmente civis, foram mortas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas.

Os ataques de 07 de Outubro enfraqueceram ainda mais Benjamin Netanyahu, que detém o recorde de longevidade como primeiro-ministro em Israel e já enfrentava protestos massivos contra a sua reforma judicial há vários meses.

Teve lugar hoje, na capital Angolana, Luanda, a sessão extraordinária dos chefes de Estado e de Governo dos países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, SADC. A principal agenda do encontro foi a crise de segurança prevalecente na República Democrática do Congo.

Os chefes de Estado e de Governo dos países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, SADC, estiveram reunidos, este sábado, na capital Angolana, Luanda, para uma sessão extraordinária da região.

O encontro, que foi orientado pelo Chefe de Estado Angolano, João Lourenço, na qualidade de presidente em exercício da SADC, acontece a cerca de um mês de eleições na República Democrática do Congo, um país mergulhado numa crise de segurança político-militar.

Por isso foi eleito, como o principal ponto de debate, a segurança e a paz na República Democrática do Congo, num contexto em que a região procura condições para destacar um contingente militar para restabelecer a segurança, bem como do início da retirada progressiva da Monusco, assim como da retirada dos militares da Comunidade da África Oriental.

A cimeira foi antecedida por uma reunião da Troika do Órgão da SADC, devendo, na ocasião, discursar o Chefe de Estado zambiano, Hakainde Hichilema, próximo presidente do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança.

Um ataque a uma caravana de cinco ambulâncias na faixa de Gaza fez, nesta sexta-feira, 15 mortos e cerca de 60 feridos nas imediações do hospital Al-Shifa. O exército Israelita assumiu o ataque e diz que visava eliminar uma célula terrorista do grupo Hamas.

Através de uma das redes sociais, o director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, também condenou o ataque,dizendo que Pacientes, profissionais de saúde, instalações e ambulâncias devem ser protegidos em todos os momentos.

Os ataques a civis não param na Faixa de Gaza.

Na noite desta sexta-feira, o exército israelita efectuou um bombardeamento aéreo contra ambulâncias que transportam feridos, que saem do hospital al-shifa, na faixa de Gaza.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo palestiniano hamas, contabilizou 13 mortes e 26 pessoas feridas e pede responsabilização criminal dos responsáveis pelas fatalidades.

“Pedimos à comunidade internacional que responsabilize as forças de ocupação por este crime contra o pessoal médico e as ambulâncias”, afirmou em comunicado o Ministério da Saúde.

As Forças de Defesa de Israel reconheceram o ataque e justificam.

“Reconhecemos uma célula terrorista do Hamas usando uma ambulância. Em resposta, um avião das FDI atacou e neutralizou os terroristas do Hamas, que operam dentro da ambulância”, acrescentou.

Uma informação que foi imediatamente desmentida pelo Ministério da Saúde de Hamas, através de uma nota publicada na plataforma de mensagens Telegram.

“As afirmações de Israel sobre a presença de combatentes no interior das ambulâncias visadas são falsas e são novas mentiras para além das constantes mentiras utilizadas para justificar os seus crimes”.

Esta madrugada, o Hamas também afirmou que 20 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas num ataque que visava uma escola transformada em campo improvisado para deslocados na zona de al-Saftaoui, no norte da Faixa de Gaza.

As autoridades sanitárias explicaram que há centenas de pessoas gravemente feridas e gravemente doentes que já não podem ser tratadas no hospital Al-Shifa e que requerem internamento em hospitais da República Árabe do Egito, mas temem por mais ataques.

Algumas cidades de, na África do Sul, vão sofrer corte total de água nos próximos dias devido a insuficiência do líquido. A maioria dos reservatórios da cidade estão abaixo de 30 por cento de armazenamento do líquido. 

A concessionária sul-africana  Johannesburg Water  disse, esta sexta-feira,  que a crise de água, que já muito vinha se registando na cidade de Johannesburg, agudizou-se. 

Johannesburg Water avançou que a maioria dos reservatórios de água da cidade estão abaixo de 30 por cento de armazenamento, o que forçará o corte total do fornecimento do líquido às famílias de Johannesburg.

A Johannesburg Water alertou, ainda, que os reservatórios de Crosby, Brixton, South Hills e Alexander Park enfrentam actualmente uma escassez significativa de água. 

Os reservatórios requerem um fornecimento mínimo de 2 500 metros cúbicos de água por hora para funcionarem adequadamente, mas o caudal actual é inferior a 2 100 metros cúbicos por hora.

Entre os reservatórios com baixo nível de armazenamento estão os  de  Brixton, actualmente em 21%.

A concessionária já vinha restringindo o fornecimento de água desde a noite até as primeiras horas da manhã em alguns dos reservatórios, a fim de aumentar a capacidade durante a noite e ter abastecimento ininterrupto aos residentes durante o dia.

O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, reafirmou hoje em Telavive o direito e a obrigação de Israel se defender para que não se repita o ataque do grupo islamita Hamas de 07 de outubro.
ªContinuamos convencidos de que Israel tem não só o direito, mas também a obrigação de se defender e de fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que o dia 07 de outubro não volte a acontecer”, afirmou.

Blinken aludia ao ataque sem precedentes do Hamas palestiniano em solo israelita, em declarações após uma reunião com o Presidente israelita, Isaac Herzog, segundo a agência francesa AFP.

Na segunda viagem que efetua ao Médio Oriente desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, Blinken apelou também para que os civis debaixo de fogo sejam protegidos.

O Parlamento da Tunísia começou, ontem, a debater um projecto de lei inédito no país e na região que criminaliza qualquer forma de normalização com Israel, defendendo penas de até prisão perpétua.

“Confirmamos que existe uma harmonia total entre a posição do Chefe de Estado, do Parlamento e das aspirações da opinião pública”, afirmou o Presidente do Parlamento, Brahim Bouderbala, na abertura de uma sessão plenária da Assembleia dos Representantes do Povo (câmara baixa) para analisar o texto.

“Estamos firmemente convencidos de que a Palestina deve ser libertada do rio até ao mar, que toda a pátria deve ser restaurada e que o Estado palestiniano deve ser estabelecido com a Cidade Santa de Jerusalém como capital”, acrescentou.

O projecto de lei é composto por seis artigos e foi elaborado por um grupo de deputados que apoiam o Presidente Kais Saied, que reviu a Constituição para estabelecer um regime presidencial após um golpe de Estado no verão de 2021.

Nas últimas semanas, milhares de tunisinos manifestaram-se em várias ocasiões para apoiar os palestinianos.

Saied classificou qualquer normalização com o Estado de Israel como “alta traição”, negando, no entanto, qualquer antissemitismo.

O texto debatido pelos deputados define normalização como “o reconhecimento da entidade sionista ou o estabelecimento de relações diretas ou indiretas” com Israel.

A nova legislação prevê uma pena de seis a 12 anos de prisão por “alta traição” para quem cometer “o crime de normalização” com Israel e prisão perpétua em caso de reincidência.

Por outro lado, proíbe “todos os atos intencionais que impliquem comunicação, contacto, propaganda, celebração de contratos ou cooperação, direta ou indiretamente, por parte de pessoas singulares ou coletivas de nacionalidade tunisina com todas as pessoas singulares e coletivas filiadas na entidade sionista”. Os tunisinos estão também proibidos de interagir com “indivíduos, instituições, organizações, entidades governamentais ou não governamentais” relacionados com Israel.  “É igualmente proibida a participação em atividades, eventos, manifestações, reuniões, exposições e competições, de caráter político, económico, científico, cultural, artístico ou desportivo, que tenham lugar em território ocupado ou controlado” por Israel. A Tunísia, que acolheu a OLP durante o período de Yasser Arafat, entre 1982 e 1994, sempre apoiou a causa palestiniana.

O Exército israelita anunciou, esta quinta-feira, ter completado o cerco à cidade de Gaza, uma semana após o início da sua operação terrestre no território palestino da Faixa de Gaza.

“Os nossos soldados completaram o cerco à cidade de Gaza, o centro da organização terrorista Hamas”, declarou em conferência de imprensa o porta-voz do Exército israelita, Daniel Hagari, citado pelo Notícias ao Minuto.

O porta-voz do exército reiterou que o conceito de um cessar-fogo não está em cima da mesa.

O Hamas lançou um ataque surpresa contra Israel, no dia 07 de Outubro último, considerado o mais intenso dos últimos anos. O ataque fez mais de 1.400 mortos, na maioria civis, e mais de 200 reféns e originou uma retaliação em força do exército israelita, com bombardeamentos diários ao norte daquele enclave controlado pelo Hamas.

Do lado de Gaza, fala-se de 9.061 mortos, incluindo 3.760 crianças, segundo as autoridades locais.

O Ruanda vai abolir a necessidade de visto para os africanos que viajem para o país, adoptando uma medida para impulsionar a livre circulação de pessoas e comércio no continente, para rivalizar com o espaço Schengen.

O Presidente Paul Kagame fez o anúncio esta quinta-feira, na capital ruandesa, Kigali, onde apresentou o potencial de África como “um destino turístico unificado” para um continente onde o turismo ainda depende em 60% dos turistas de fora de África, escreve a DW.

“Qualquer africano pode apanhar um avião para Ruanda quando quiser e não pagará nada para entrar no nosso país”, anunciou Kagame, que considera que “os africanos são o futuro do turismo global, uma vez que a nossa classe média continuará a crescer a um ritmo acelerado nas próximas décadas”.

Uma vez implementado, o Ruanda tornar-se-á o quarto país africano a remover as restrições de viagem para os africanos, depois da Gâmbia, o Benim e as Seicheles.

O Presidente do Quénia, William Ruto, anunciou, na segunda-feira , planos para, até 31 de dezembro, também abolir o visto.

Em 2016, a União Africana (UA) lançou um passaporte africano com muito alarde, dizendo que rivalizaria com o modelo da União Europeia (UE) ao “libertar o potencial do continente”. No entanto, apenas diplomatas e funcionários da UA receberam o documento de viagem até agora.

O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, diz não compreender a abstenção de Cabo Verde na resolução da ONU que apelava a uma trégua humanitária imediata na Faixa de Gaza. Por sua vez, o Ministério dos Negócios Estrangeiros justifica que estava em causa o “interesse nacional”.

“Constato, com pena, que este Governo tem sido muito tímido, beirando às vezes a deslealdade constitucional, na informação e articulação, agindo sozinho, como se isso fosse conforme à Constituição e mais proveitoso para o país”, escreveu o Presidente cabo-verdiano na rede social Facebook.

O Chefe de Estado já tinha dito aos jornalistas, na terça-feira, que não compreendia a abstenção de Cabo Verde, por estarem em causa direitos humanos, lançando um primeiro apelo à concertação neste tipo de matérias.

De acordo com a DW, José Maria Neves foi acompanhado nas críticas pelo partido que o elegeu, o Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV), na oposição, que classificou a abstenção como um acto de “auto isolamento diplomático”, sobretudo no contexto da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

A Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou na sexta-feira passada, com 120 votos a favor, uma resolução que apela a uma trégua humanitária imediata, duradoura e sustentada em Gaza e à rescisão da ordem de Israel para deslocação da população para o sul do enclave.

Votaram contra este texto países como Israel, Estados Unidos, Áustria ou Hungria e, entre os países que se abstiveram, estão Ucrânia, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Iraque e Albânia.

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