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O Presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, desculpou-se pelos massacres sangrentos durante o domínio colonial alemão na Tanzânia e garantiu que a Alemanha está disposta a reconciliar-se com o passado.

Durante a sua visita ao país africano, o Presidente alemão pediu perdão pelos actos de violência cometidos pelos dirigentes coloniais alemães na então África Oriental Alemã. 

“Curvo-me perante as vítimas do domínio colonial alemão”, disse Frank-Walter Steinmeier durante uma visita à cidade tanzaniana de Songea. “Como Presidente alemão, quero pedir-vos perdão pelo que os alemães fizeram aos vossos antepassados aqui”,  enfatizou.

Segundo escreve a DW, o Presidente da Alemanha disse envergonhar-se dos actos dos colonizadores na então África Oriental Alemã. Dirigindo-se às famílias das vítimas, disse: “Gostaria de vos assegurar que nós, alemães, procuraremos convosco respostas para as perguntas que não vos deixam em paz”.

Steinmeier fez as suas declarações na cidade de Songea, que se situa na região onde se registou uma revolta contra os colonizadores alemães entre 1905 e 1907. Naquela altura, várias tribos uniram-se contra a África Oriental Alemã. 

A sua resistência ao trabalho forçado nas plantações ou ao aumento constante dos impostos transformou-se na Guerra Maji-Maji, que se estendeu a todo o sul da colónia. 

Os alemães reagiram com dureza, mandaram executar os líderes e destruíram campos e aldeias. Muitas pessoas morreram de fome. Segundo as estimativas, o número de vítimas do lado tanzaniano ascende a 300 mil pessoas.

As autoridades do Níger confirmaram, hoje, que houve uma tentativa de fuga do presidente Mohamed Bazoum, deposto por um golpe de Estado e sequestrado, apesar de os seus advogados terem negado essa versão do novo regime. 

Citado pela Lusa, o procurador-geral junto do Tribunal de Recurso de Niamei, Salissou Chaibou, confirmou a tentativa de fuga, rejeitando a tese dos advogados do ex-presidente de que tudo não passa de uma encenação política.

No dia 20 de Outubro último, advogados de Mohamed Bazoum rejeitaram as acusações dos militares no poder de que este terá tentado uma fuga.

Mohamed Bazoum recusa-se a abandonar o poder e continua na sua residência presidencial, onde está detido com a mulher e o filho desde o golpe que o derrubou no dia 26 de Julho.

A França tem apoiado o presidente deposto Mohamed Bazoum e, tal como muitos outros países e organizações, tem apelado à sua libertação.

Em setembro, o presidente deposto apelou aos tribunais da África Ocidental para que o libertassem e para o restabelecimento da ordem constitucional no Níger.

Desde o golpe de Estado, o país tem sido alvo de sanções económicas internacionais e muitos países suspenderam a sua ajuda orçamental.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse, esta segunda-feira, que um cessar-fogo na Faixa de Gaza “não aconteceria”, pois representaria uma rendição ao Hamas e ao terrorismo.

“Os pedidos de cessar-fogo são pedidos para que Israel se renda ao Hamas, se renda ao terrorismo, se renda à barbárie. Isso não vai acontecer”, afirmou.

Falando em conferência de imprensa, Benjamin Netanyahu disse ainda que a comunidade internacional deve ajudar na luta pela libertação dos mais de 230 reféns israelitas, capturados pelo Hamas nos ataques de 7 de Outubro.

O líder afirmou que entre os reféns encontram-se 33 crianças e que o Hamas está a aterrorizá-las, escreve a DW

Netanyahu afirmou que Israel lutará até que esta batalha seja vencida e que o exército está a fazer tudo o que está ao seu alcance para “evitar vítimas civis” em Gaza.

Pelo menos 60 pessoas foram detidas e mais de 20 ficaram feridas, na noite de domingo, num aeroporto da República do Daguestão, no sul da Rússia, invadido por uma multidão que procurava israelitas e judeus.

Segundo escreve a DW, centenas de pessoas tomaram conta do aeroporto e da pista de aterragem após apelos na plataforma de mensagens Telegram para se dirigirem ao aeroporto antes da chegada de voos provenientes de Israel e revistarem aviões à procura de israelitas e judeus, num protesto contra o conflito entre Israel e o braço armado do movimento Hamas.

De acordo com meios de comunicação social russos, a multidão gritou palavras de ordem antissemitas e tentou invadir um avião proveniente de Telavive. Vídeos publicados nas redes sociais mostram manifestantes a arrombar as portas do terminal, alguns a correr para a pista e outros a quebrar as barreiras de controlo.

Segundo a agência de notícias TASS, duas das vítimas registadas nos tumultos estão em estado crítico e outras sofreram ferimentos ligeiros. 

Entre os feridos contam-se nove polícias, dois dos quais foram hospitalizados, segundo o Ministério do Interior local, que acrescentou terem sido identificados mais de 150 participantes nos tumultos.

As forças de segurança conseguiram evacuar o aeroporto após várias horas de agitação. A Agência Federal de Transportes Aéreos ordenou inicialmente o encerramento do aeroporto até 6 de Novembro, mas mais tarde disse que a medida só se aplicaria até esta terça-feira.

Um avião de pequeno porte caiu, na manhã deste domingo, nas proximidades do Aeroporto Internacional de Rio Branco, no Brasil, deixando 12 mortos. Não há sobreviventes e entre os mortos há uma criança. 

Segundo a imprensa local, estavam a bordo da aeronave o piloto, nove adultos e uma criança. 

O voo era particular, da empresa ART Taxi Aéreo, e tinha como destino o município de Envira, no Amazonas, informou a assessoria do governo brasileiro. 

Os relatos são de que, logo após a descolagem, o avião explodiu e caiu na mata. O acidente provocou ainda um incêndio numa zona de difícil acesso, pelo que os bombeiros foram também destacados para o local. 

O ex-Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que foi a “fraqueza e incompetência” do seu sucessor, Joe Biden, que provocou o ataque do Hamas a Israel no dia 7 de Outubro.

Donald Trump criticou, também, a ajuda, de cerca de 94 milhões de euros, em assistência humanitária à Faixa de Gaza e Cisjordânia ocupada, destinada a mais de um milhão de deslocados pelo conflito, anunciada por Biden na semana passada.

“O Hamas recebeu imediatamente 100 milhões de dólares. Deram-no a Gaza, mas (o Hamas) vai levá-lo a 100%”, disse Trump, citado pelo Notícias ao Minuto.

O conflito entre Israel e Palestina causou 7.703 mortos e 18.967 feridos. Outras 229 pessoas foram sequestradas e permanecem nas mãos do grupo islamita.

Trump, actual favorito na corrida às primárias republicanas para as eleições presidenciais de 2024 nos Estados Unidos, falava no encerramento de um encontro da Coligação Judaica Republicana realizada em Las Vegas.

Trump também garantiu que, caso volte à Casa Branca, punirá o Hamas e países do Médio Oriente que apoiam o grupo com sanções e cancelamentos de vistos para os Estados Unidos.

O exército de Israel aumentou o número das suas tropas na Faixa de Gaza, local onde ocorrem confrontos com o grupo Hamas. O anúncio foi feito hoje, pelo porta-voz militar de Israel.

“Estamos a aumentar gradualmente as operações terrestres e a extensão das nossas forças na Faixa de Gaza”, disse a fonte, citada pela Lusa.

De acordo com a imprensa internacional, de sábado para este domingo, um soldado israelita ficou gravemente ferido por morteiros no norte da Faixa de Gaza, e outro ficou com ferimentos ligeiros durante combates com membros do Hamas.

No sábado, caças israelitas atingiram 450 alvos do Hamas, incluindo centros de comando, segundo o exército de Israel.

Anteriormente, o comando israelita alertou os moradores das cidades israelitas de Ashdod e Ashkelon, na fronteira com Gaza, contra ataques de mísseis e foguetes. Três pessoas ficaram feridas no sábado após tiros disparados de Gaza, escreve a Lusa.

Este domingo, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA) afirmou que milhares de pessoas invadiram os seus armazéns de ajuda em Gaza para levar alimentos e outros artigos essenciais.

A ligação à Internet e aos telefones foi restabelecida para muitas pessoas na Faixa de Gaza, depois de os ataques israelitas terem interrompido a maioria das comunicações no território na noite de sexta-feira.

O conflito na região teve início em 07 de outubro, quando o Hamas invadiu Israel e provocou a morte de 1.400 e ainda mais de 200 reféns. Do lado palestiniano, já há mais de 7.700 mortos e mais de 19.000 feridos.

Um furacão de categoria 5, a mais alta da escala, atingiu a costa do México e matou pelo menos 30 pessoas. O Governo mexicano classificou o furacão como sem precedentes e decretou estado de emergência na região.

Com ventos de 270 quilómetros por hora, o furacão Otis deixou dezenas de mortos e causou estragos nos edifícios, em Acapulco, uma cidade mexicana.

O governo do estado de Guerrero, onde se localiza Acapulco, informou que 80 por cento dos hotéis da cidade turística sofreram danos.

A região permanece parcialmente isolada e o aeroporto e a rodovia que ligam a cidade à capital continuam fechados. A Organização Meteorológica Mundial descreve o furacão Otis como um dos ciclones tropicais de intensificação mais rápida já registados.

Os furacões atingem o México todos os anos, geralmente entre Maio e Novembro, embora poucos cheguem à costa com a mais alta categoria, como Otis.

Cientistas alertam que as tempestades têm se tornado mais poderosas à medida que o mundo fica mais quente em função das alterações climáticas.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, ontem, por maioria, um pedido de trégua humanitária na Faixa de Gaza. A resolução foi formulada por 120 países da ONU, que pedem também o fim da deslocação forçada de palestinianos.

O projecto de resolução apresentado pela Jordânia, e co-patrocinado por mais de 40 Estados-membros da ONU, obteve 120 votos a favor, 14 contra e 45 abstenções dos 193 países-membros da ONU.

Votaram contra este texto países como Israel, Estados Unidos, Áustria ou Hungria e entre os países que se abstiveram estão Ucrânia, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Iraque, Albânia e Cabo Verde.

Com exceção de Cabo Verde, que se absteve, e São Tomé e Príncipe, que não registou o seu voto, todos os restantes países lusófonos, incluindo Moçambique, votaram a favor desta resolução.

Apesar de não ter caráter vinculativo, esta resolução carrega um peso político e mostra o posicionamento da comunidade internacional em relação à forma como Israel está a conduzir a sua guerra contra o grupo islamita Hamas.

O Hamas saudou a aprovação e relatou esta sexta-feira ter estado em violentos combates na Faixa de Gaza com as forças israelitas, que terão feito incursões terrestres em dois sectores do território.

Incursões que terão levado à morte do chefe do comando aéreo do Hamas, que terá participado no planeamento do ataque de 07 de Outubro, avança o exército de Israel.

Este conflito já fez mais de 1.400 mortos e cerca de 5.000 feridos, em Israel. Já no território palestiniano provocou a morte de mais de 7.300 pessoas e pouco mais de 19.000 feridos.

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