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O País – A verdade como notícia

Os rebeldes Houthis do Iémen, que têm atacado navios comerciais no golfo de Aden e no mar Vermelho, garantiram hoje a passagem segura aos navios da China e da Rússia, no entanto prometem abater qualquer embarcação ligada aos Estados Unidos ou Grã-bretanha.

Os Houthis do Iémen, qualificados como terroristas pelos Estados Unidos da América, vêm atacando dezenas de navios comerciais, que consideram ligados a Israel, no golfo de Aden e no mar Vermelho, em solidariedade com o movimento islamita palestiniano Hamas, que desde 7 de Outubro está em guerra com Israel na Faixa de Gaza.

Em retaliação, os Estados Unidos da América e o Reino Unido têm vindo a fazer, desde 12 de Janeiro, bombardeamentos a posições dos Houthis.
A resposta não tardou. os Houthis prometeram atacar, na mesma rota marítima, todas as embarcações ligadas aos norte-americanos e britânicos, deixando a salvo os outros países, incluindo a China e a Rússia.

“Estamos até prontos para garantir a passagem segura dos seus navios no mar Vermelho. Mas os navios israelitas, ou aqueles com uma ligação mesmo que ténue com Israel, não terão a menor hipótese de cruzar o mar Vermelho”, sublinhou o responsável dos Houthis.

O Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, garantiu que os ataques contra os rebeldes vão continuar, enquanto os Huthis perturbarem o comércio marítimo internacional ao largo do Iémen.

Pelo menos 320 jornalistas em todo o mundo foram presos, no exercício da profissão em 2023. A informação consta de um relatório do Comité para a Proteção dos Jornalistas, que apela à maior protecção da classe.

O mundo foi mais injusto com a classe jornalística, em 2023, segundo um relatório do comitê para proteção dos jornalistas, uma organização internacional sem fins lucrativos.

De acordo com o documento, no ano passado, pelo menos 320 jornalistas estiveram detidos no exercício da sua profissão e aguardavam por julgamento, em todo o mundo.

O relatório refere-se a uma redução de 47 casos, em relação a 2022, entretanto diz que os números continuam preocupantes.

“A nossa investigação mostra até que ponto o autoritarismo está enraizado a nível mundial, com os governos encorajados a eliminar as reportagens críticas e a impedir a responsabilização pública”, sublinhou Jodie Ginsberg, directora executiva do comité.

Os dados indicam que um terço dos jornalistas presos estavam na China, Mianmar e Bielorrússia.

Uma outra parte esteve em Israel e no Irão. A Rússia tem pelo menos 12 jornalistas não locais detidos.

A organização não governamental alerta para uma tentativa perturbadora de sufocar vozes independentes em todo o mundo.

O ministro dos Transportes de Singapura demitiu-se hoje após ter sido acusado de 27 crimes ligados à organização do Grande Prémio de Fórmula 1.

Subramaniam Iswaran anunciou a demissão num tribunal de Singapura, onde foi acusado num caso que envolve o magnata imobiliário Ong Beng Seng, que trouxe a Fórmula 1 para a cidade-Estado em 2008, escreve o Notícias ao minuto.

De acordo com documentos judiciais citados pelo jornal The Straits Times, o ministro é acusado de aceitar subornos e bens de luxo, incluindo bilhetes para o Grande Prémio, no valor de mais de 218 mil dólares norte-americanos (200 mil euros), entre 2015 e 2021.

O gabinete do primeiro-ministro, Lee Hsien Loong, comunicou a demissão de Iswaran, que também deixará de ser membro do partido no poder e abandonará o seu assento no parlamento de Singapura.

Lee indicou que aceitou a demissão, depois de Iswaran o ter informado, por escrito, da decisão de devolver “todo o dinheiro recebido” em salário como ministro e subsídios como deputado desde o início das investigações, em Julho de 2023.

Uma juíza do estado de Maine, nos Estados Unidos da América, suspendeu, esta quarta-feira, a decisão de classificar o ex-presidente Donald Trump como não elegível naquele estado americano para as  eleições presidenciais de Novembro deste ano. Entretanto, negou o pedido do magnata para arquivar o caso. 

Trump aguarda ainda a decisão do Supremo Tribunal sobre um caso semelhante no estado do Colorado.

A defesa de Donald Trump procura provar, em tribunal, que o político pode concorrer às eleições presidenciais de Novembro deste ano, no estado americano de Maine. Tal acontece depois de a secretária deste estado, responsável por organizar as eleições, ter decidido, há dois meses, que Trump não apareceria nos boletins eleitorais por estar relacionado ao ataque ao Capitólio, em 2021.

Esta quarta-feira, a juíza do caso suspendeu a decisão da secretária do Maine, com instruções para aguardar pela decisão do Supremo Tribunal e, negou, igualmente, o pedido de Trump para suspender o processo. 

A decisão do Maine de desqualificar Trump para a disputa ao cargo de Presidente dos Estados Unidos seguiu-se à posição do Supremo Tribunal do Colorado, que em Dezembro determinou que o magnata republicano é inelegível às presidenciais naquele Estado.

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos aceitou examinar o caso e agendou, inclusive, uma audiência para 8 de Fevereiro próximo.

Pelo menos sete pessoas morreram hoje, no Sudeste do Irão, na sequência de um ataque com mísseis do Paquistão, informou a televisão estatal iraniana.

“O Paquistão atacou uma aldeia perto da fronteira com mísseis”, afirmou a televisão estatal, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

“Três mulheres e quatro crianças, todas de nacionalidade não iraniana, foram mortas”, acrescentou.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros paquistanês afirmou que a força aérea do país realizou ataques de retaliação contra o Irão, numa ofensiva desencadeada depois de um ataque de Teerão, na terça-feira, em solo paquistanês, que matou duas crianças na província de Baluchistão, no Sudoeste do país.

Israel e Hamas assinaram, esta terça, um acordo para a entrada de ajuda humanitária na faixa de Gaza, em troca de medicação para os reféns israelitas. A ajuda humanitária parte ainda hoje do Egipto.

Este acordo, firmado em cooperação com a França, permitirá a entrega de medicamentos e outro tipo de ajuda humanitária a civis nas áreas mais afectadas e vulneráveis em Gaza, em troca da entrega de medicamentos aos prisioneiros israelitas detidos.

Os medicamentos e a ajuda humanitária saem de Doha para o Egipto esta quarta-feira, antes de serem transportados para Gaza.

Cerca de 40 migrantes tunisinos que tentavam chegar a Itália, numa “operação de emigração ilegal”, estão desaparecidos há cinco dias no mar, anunciou ontem a Guarda Nacional da Tunísia.

De acordo com as forças de segurança, os tunisinos deixaram a cidade da costa sul Sfax na noite de 10 para 11 de janeiro a bordo de um barco, escreve o Notícias ao minuto.

A Guarda Nacional salientou que lançou uma operação de resgate após ter sido alertada por familiares dos desaparecidos.

A Tunísia é, em conjunto com a Líbia, o principal ponto de partida para milhares de migrantes que procuram chegar à Europa.

Nos primeiros 11 meses do ano passado, as autoridades tunisinas intercetaram mais de 69.963 pessoas candidatas à emigração ilegal, mais do dobro do registado no mesmo período de 2022, segundo dados transmitidos à agência France-Presse (AFP) pelo porta-voz da Guarda Nacional.

Medicamentos contrafeitos, e de baixa qualidade, contra a malária matam mais de 267 mil pessoas por ano na África Subsariana, comunicou ontem o Instituto de Estudos de Segurança.

Ao longo dos anos, os medicamentos antipalúdicos, que eram amplamente recomendados e fornecidos na África Ocidental – cloroquina e sulfadoxina-pirimetamina – perderam a sua eficácia, por isso governos da África Subsariana seguiram uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e mudaram para terapias combinadas à base de artemisinina (ACT), segundo o comunicado do ISS ontem divulgado, citado pelo Notícias ao Minuto.

Devido à sua eficácia e utilização generalizada, os medicamentos contra a malária, especialmente os ACT, estão entre os medicamentos contrafeitos mais comuns no mundo, de acordo com o comunicado do ISS escrito pelo coordenador regional do Observatório da Criminalidade Organizada da África Ocidental, Feyi Ogunade.

A nível mundial, a China e a Índia são os principais produtores de ACT, assim como de outros medicamentos. Os Emirados Árabes Unidos, Singapura e Hong Kong “funcionam como centros de trânsito na cadeia de abastecimento global”, segundo o ISS.

Um relatório de 2023 da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) identifica a África Ocidental, em especial a Guiné-Conacri e o Burkina Faso, como pontos críticos para a venda de medicamentos falsificados.

O Ministério da Saúde do Hamas declarou hoje que o número de vítimas dos ataques israelitas na Faixa de Gaza aumentou para 24.100, na maioria mulheres, adolescentes e crianças, frisando que durante a última noite morreram mais 60 pessoas.

De acordo com a mesma fonte, citada pelo Notícias ao minuto, 60.834 pessoas ficaram feridas sendo que “muitas outras” continuam soterradas nos escombros.

Em concreto, o Hamas, que controla o enclave palestiniano, declarou hoje que mais de 60 pessoas morreram durante a noite nos “intensos” bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza.

Por outro lado, regista-se o agravamento da violência na Cisjordânia ocupada por Israel e ao longo da fronteira entre Israel e o Líbano.

Entretanto, os Estados Unidos levaram a cabo ataques contra os rebeldes huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, que ameaçam a navegação internacional no Mar Vermelho.

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