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O País – A verdade como notícia

Ébola na RD Congo ultrapassa 5 mil casos

A epidemia do vírus Ébola na República Democrática do Congo (RD Congo) ultrapassou os 5 mil casos, anunciaram ontem as autoridades congolesas, e as equipas

Ébola na RD Congo ultrapassa 5 mil casos

A epidemia do vírus Ébola na República Democrática do Congo (RD Congo) ultrapassou os 5 mil casos, anunciaram ontem as autoridades congolesas, e as equipas

A Alemanha e a França juntaram-se a uma lista crescente de países que suspenderam o financiamento da agência das Nações Unidas de ajuda aos refugiados palestinianos, a UNRWA, depois de Israel ter alegado que 12 membros daquele órgão estariam envolvidos no ataque de 7 de Outubro protagonizado pelo Hamas.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha afirmou que iria suspender o financiamento, assim como os outros países, até que a investigação interna da UNRWA esteja concluída, escreve a DW.

“Esperamos que o director da UNRWA deixe claro no seio da força de trabalho da agência que todas as formas de ódio e violência são totalmente inaceitáveis e não serão toleradas”, afirmou o ministério nas redes sociais, no sábado.

O governo francês anunciou, este domingo, que não prevê uma nova doação de fundos para a agência das Nações Unidas de assistência aos refugiados palestinianos durante o primeiro semestre deste ano.

Apesar dessa decisão, o executivo garantiu que retomará a sua contribuição se, “forem dados todos os requisitos de transparência e segurança” necessários.

A iniciativa segue-se a outros países como os Estados Unidos, o Canadá, o Reino Unido, a Itália, os Países Baixos, a Suíça, a Finlândia e a Austrália.

Os finlandeses vão hoje às urnas escolher um novo Presidente, pouco depois da adesão à NATO e do encerramento da fronteira com a Rússia.

Ao contrário do que acontece na maioria dos países europeus, o Presidente da Finlândia detém o poder executivo e pode formular a política externa e de segurança, nomeadamente quando lida com países fora da União Europeia, como os Estados Unidos, a Rússia e a China. O Presidente é também o comandante supremo das forças armadas finlandesas.

Os finlandeses escolhem assim o sucessor do Presidente Sauli Niinisto numa corrida liderada pelo ex-primeiro-ministro Alexander Stubb (conservador) e o ambientalista Pekka Haavisto, com as relações com Moscovo e a recente adesão à NATO a dominarem o debate político, escreve o Notícias ao Minuto.

No total, nove candidatos concorrem às eleições deste país nórdico, com 5,5 milhões de habitantes, que partilha a mais longa fronteira europeia com a Rússia, a seguir à Ucrânia. Caso nenhum candidato consiga reunir mais de 50% dos votos, haverá uma segunda volta no dia 11 de Fevereiro.

Stubb, de 55 anos, que, tal como o Presidente Niinisto, pertence ao partido da Coligação Nacional (no poder), tem uma larga carreira política, foi eurodeputado, ocupou três pastas ministeriais, incluindo Negócios Estrangeiros, chefiou o Governo entre 2014 e 2015, e candidatou-se à presidência da Comissão Europeia (quando Ursula Von der Leyen foi escolhida) e à liderança do Partido Popular Europeu.

Segundo as últimas sondagens, Stubb obteria 26% dos votos e Haavisto 23%, embora se estime uma vitória do candidato conservador na segunda volta com 55% dos votos.

Abandonando décadas de não-alinhamento militar após a invasão da Ucrânia pela Rússia, a Finlândia tornou-se o 31º membro da NATO em Abril.

O Presidente da Comissão da União Africana manifestou a sua satisfação com a decisão do Tribunal Internacional de Justiça, segundo a qual Israel deve fazer tudo o que estiver ao seu alcance para evitar quaisquer actos de genocídio em Gaza.

Numa declaração nas redes sociais, Moussa Faki Mahamat disse que “a decisão confirma o respeito pelo direito internacional e a necessidade de Israel cumprir imperativamente as suas obrigações ao abrigo da Convenção sobre o Genocídio”.

Trata-se da primeira decisão num caso histórico apresentado pela África do Sul, membro da União Africana, que também ordenou a Israel que permitisse o acesso humanitário ao território palestiniano.

A África do Sul acusou Israel de violar a Convenção das Nações Unidas sobre o Genocídio de 1948, criada na sequência da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto, durante a sua campanha militar em Gaza, desencadeada pelos ataques de 7 de Outubro do Hamas.

Contudo, o Tribunal não disse  se Israel está ou não a cometer genocídio, mas emitiu ordens de emergência enquanto analisa a acusação mais ampla, um processo que provavelmente levará anos.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, considerou a
decisão do Tribunal Internacional de Justiça, contra o Estado
de Israel, um marco importante na procura de justiça para o
povo de Gaza.

“Como Governo sul-africano, nós saudamos a decisão do Tribunal
Internacional de Justiça. Tomamos nota da declaração da Corte, de que está perfeitamente consciente da tragédia humana e que está profundamente
preocupado com a contínua perda de vidas e da negação humana, e há uma
situação humanitária catastrófica na Faixa de Gaza, com uma série de risco
de se deteriorar ainda mais caso não se tome uma decisão”, disse.

A decisão do Tribunal Internacional de Justiça não aponta se houve ou não actos genocidas
contra a Palestina, no entanto, o Governo da África do Sul que acusou Israel de tais actos diz
estar satisfeito com a decisão da corte. Num breve discurso dirigido à nação arco-íris,
minutos após o anúncio da decisão, Cyril Ramaphosa disse que foi feita a justiça.

“Alguns nos disseram para cuidarmos da nossa vida e não nos intrometermos
em questões doutros países. Outros afirmaram que não era o nosso lugar. E,
no entanto, é o nosso lugar, como pessoas que conhecem muito bem a dor da
expropriação, da discriminação e da violência patrocinada pelo Estado.
Somos pessoas vítimas do crime de Apartheid, sabemos como é o
Apartheid. Nós somos sul-africanos, não ficamos impávidos e descansados,
assistindo a um crime de que fomos vítimas a ser praticado contra outras
pessoas. Continuaremos a defender a liberdade e a justiça, sempre”.

Ramaphosa condenou os que se opuseram a sua reaCção ao que chamou de violência
patrocinada pelo Estado.

O Presidente da África do Sul reiterou que as acções militares de Israel na Faixa de Gaza são
actos genocidas, pelos quais Israel deveria, e deve ser, responsabilizado.

A África do Sul agradece aos países que apoiaram a sua causa de justiça e independência.

O secretário de Estado dos Estados Unidos da América criticou a intervenção de grupos paramilitares, como o russo Wagner, no combate ao terrorismo em África. Antony Blinken diz que países que recorrem a tais grupos ficam piores.
Em mais uma visita a um país africano, no caso a Nigéria, o secretário de Estado dos Estados Unidos da América manifestou a sua preocupação em relação à actuação de grupos paramilitares no combate ao terrorismo em África.

Antony Blinken considerou que os países africanos que, para combater o mal, recorrem a grupos paramilitares, como o russo Wagner, “ficam piores” em termos de violência e de aumento do extremismo.

O chefe da diplomacia norte-americana fez referência ao Mali e ao Burkina Faso, onde, mesmo com a intervenção destes grupos, se tem registado o aumento da crise de segurança e extremismo violento.

Blinken acrescentou que “a violência, os extremismos e o terrorismo nos Estados que recorreram ao grupo Wagner estão a aumentar, e não a diminuir, e a isto se junta à exploração de recursos e de pessoas.

Sobre os golpes de Estado, Blinken defende uma forte intervenção das organizações regionais como a CEDEAO.

Mais de 3,5 milhões de crianças sudanesas foram deslocadas de suas casas, desde o início da guerra. O UNICEF descreve a situação como um pesadelo para os petizes e pede apoio da comunidade internacional.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, alertou, esta sexta-feira, sobre a grave crise humanitária que assola o Sudão desde o início da guerra, em Abril do ano passado, e que coloca milhões de crianças em perigo.

Desde o início do conflito, mais de 3,5 milhões de crianças sudanesas foram forçadas a fugir de suas casas, tornando o Sudão o epicentro da maior crise de deslocamento infantil do mundo.

A crise também se estende à educação. Segundo a organização, existem 19 milhões de crianças em idade escolar que não vão à escola, o que coloca o Sudão à beira de se tornar uma das piores crises de aprendizagem do mundo.

O UNICEF ressalta que 7,4 milhões de crianças no país enfrentam a falta de acesso à água potável, o que aumenta o risco de doenças e mortalidade.

Para o Fundo das Nações Unidas para a Infância as crianças sudanesas estão “a viver um pesadelo” e precisam de mais atenção do mundo. A organização pede apoio da comunidade internacional e dos meios de comunicação para garantir que a catástrofe humanitária enfrentada pelas crianças e mulheres seja divulgada.

O Tribunal  Internacional de Justiça decretou ontem um conjunto de medidas provisórias contra Israel, em resposta à acusação da África do Sul. Consta das medidas  que o Israel deve impedir  actos que desrespeitem a convenção internacional sobre o genocídio.
A Sentença do Tribunal Internacional de Justiça sobre a acusação de genocídio na faixa de gaza  feita pelo governo de Pretória foi lida esta sexta-feira em Haia, e exige que Israel tome medidas necessárias para prevenir que haja um genocídio na Faixa de Gaza.

Consta da decisão do Tribunal que a destruição de casas e infra-estruturas seja evitada e que os ataques contra a população não ocorram.

Embora a decisão dos juízes do maior órgão de justiça das Nações Unidas não considere um cessar-fogo imediato na faixa de Gaza, o Tribunal Internacional de  Justiça promete levar o caso avante, considerando que  uma decisão definitiva sobre genocídio levaria anos. 

Enquanto o tribunal pondera dar continuidade ao caso por considerar serem plausíveis algumas das acusações feitas pela África do Sul, Israel rebate as acusações destacando sua autodefesa e acusa Pretória de dar cobertura política ao Hamas.

Apesar da negação das acusações por parte do Israel,  foi ainda decidido em sede de Tribunal, que o país deve  informar, no prazo de um mês, sobre o que faz para cumprir a ordem de evitar actos de genocídio em Gaza.

Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reagiu à decisão garantindo que seu governo continuará a fazer tudo o que for necessário para se defender.

Já o Ministério de Relações Exteriores da Autoridade Palestina apontou que a decisão é um alerta de que ninguém está acima da lei, depois da leitura da sentença que cria obrigações legais internacionais para Israel.

O Secretário-geral das Nações Unidas exortou, ontem, para o combate ao racismo, discriminação e à intolerância no mundo. António Guterres falava por ocasião de mais um aniversário do holocausto, onde foram mortos mais de 6 milhões de judeus, durante a segunda guerra mundial.

A Organização das Nações Unidas recordou, nesta sexta-feira as vítimas e sobreviventes do Holocausto, destacando a coragem e resiliência destas pessoas, que durante a segundo guerra mundial foram perseguidas e outras cerca de seis milhoes, na sua maioria Judeus, foram assassinados pelo regime nazista de Adolfo Hitler.

Na ocasião, o Secretário-geral da ONU exortou ao mundo a ser mais unido e condenou a violação dos direitos do homem, o discriminação, o antissemitismo e todas as formas de intolerância, pois mesmo após decadas o mundo continua a testemunhar a proliferação do ódio a uma velocidade alarmante.

“Cabe a todos nós defender a verdade e a nossa humanidade comum. Trabalhando juntos, devemos combater as mentiras e o ódio ‘online’. Devemos promover a educação sobre o Holocausto como uma parte crítica da nossa defesa contra a ignorância, a indiferença e a intolerância”, apelou.

António Guterres aproveitou ainda para exortar à libertação imediata e incondicional dos reféns ainda mantidos em cativeiro pelo Hamas na Faixa de Gaza.

O Hamas afirmou hoje que acatará qualquer decisão emitida pelo Tribunal Internacional de Justiça, sobre um cessar-fogo no Médio Oriente, desde que a parte israelita faça o mesmo. A mais alta instância judicial das Nações Unidas deverá se pronunciar hoje sobre a acusação contra Israel de Genocídio.

A África do Sul apresentou em Dezembro um pedido urgente ao  Tribunal Internacional de Justiça, argumentando que Israel estava a violar a Convenção das Nações Unidas sobre o Genocídio, assinada em 1948 na sequência do Holocausto.

De acordo com a imprensa internacional, os juízes do Tribunal pronunciam-se hoje, em Haia, sobre o pedido de medidas de emergência apresentado pela África do Sul, que acusa Israel de genocídio de palestinianos na Faixa de Gaza.

Sobre a decisão ainda a ser conhecida desta instância judicial, o movimento islamita palestiniano Hamas  comunicou, esta quinta-feira que vai cumprir com todas as decisões sobre um eventual cessar-fogo, desde que o Israel cumpra com as regras.

O Hamas disse ainda que vai libertar todos os reféns sequestrados durante o ataque de 7 de Outubro no território israelita, se a outra parte libertar os prisioneiros palestinianos que têm nas suas prisões.

“O inimigo sionista deve pôr fim ao seu cerco de 18 anos à Faixa de Gaza e fornecer toda a ajuda necessária para o alívio da população e a reconstrução”, concluiu o Hamas em comunicado.

A instância judicial das Nações Unidas, com sede na Holanda, poderá ordenar a Israel que ponha fim à sua campanha militar em Gaza, desencadeada pelo ataque de proporções sem precedentes do movimento islamita palestiniano Hamas em território israelita a 7 de Outubro.

Esta sexta-feira, o tribunal só se irá pronunciar sobre o pedido de medidas de emergência feito pela África do Sul e não sobre a questão central de saber se Israel está ou não a cometer genocídio em Gaza.

Entretanto, o governo de Israel e o grupo terrorista Hamas estão a negociar um cessar-fogo de um mês. Além do envio de mais alimentos e suprimentos médicos, o novo acordo prevê a libertação de reféns palestinos e israelenses.

De acordo com fontes próximas das negociações, citadas pelo Observador, os reféns vão ser libertados de Gaza ao longo de 35 dias.

As negociações sobre o cessar-fogo têm sido mediadas pelo Catar, Estados Unidos e Egito.

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