O País – A verdade como notícia

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, apelou esta quarta-feira, no Qatar, ao Tribunal Penal Internacional (TPI) para investigar o que considerou como “crimes de guerra” cometidos por Israel na Faixa de Gaza.

Na ocasião, o chefe de Estado sul-africano disse que “está em curso um crime de guerra”, referindo-se ao recente alegado ataque israelita contra o hospital palestiniano al-Shifa.

“É necessário que o mundo inteiro se levante e apele ao Governo israelita para um cessar-fogo, para parar o que está a acontecer, e queremos que o TPI investigue e que sejam tomadas medidas legais a nível global”, afirmou Ramaphosa, de visita ao Qatar, citado pela imprensa sul-africana.

Ramaphosa, que iniciou ontem a sua primeira visita oficial a Doha, referiu que a África do Sul procura um consenso global para que o Tribunal Penal Internacional investigue “a conduta” de Israel no enclave palestiniano de Gaza.

“O nosso compromisso com a luta dos palestinianos é irrevogável e irá além da política, será muito prático”, adiantou o Presidente sul-africano. Segundo Ramaphosa, a Pretória tenciona enviar ajuda humanitária para os palestinianos, em Gaza.

Em Doha, Ramaphosa procura reforçar as relações económicas e de investimento com o Qatar, nomeadamente nas áreas do comércio, indústria, agricultura, defesa e energia, segundo uma nota da Presidência da República sul-africana, escreve o Notícias ao Minuto que cita a Reuters.

Já começaram a chegar a Bissau algumas das personalidades convidadas pelo Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, para assistir às festividades que vão marcar os 50 anos da independência do país.

Segundo o Notícias ao Minuto, a comemoração tem início marcado para às 10h00 desta quinta-feira na Avenida Amílcar Cabral, em Bissau, com a presença de representantes de 26 países, incluindo o Presidente, o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal.

Entre os Presidentes, estão confirmadas as presenças de Macky Sall do Senegal, Adama Barrow da Gâmbia, Julius Mada Bio da Serra Leoa, Brice Nguema do Gabão, Dennis Sassou Nguesso do Congo Brazzaville, Bola Tinubu da Nigeria, Azzali Assoumani das Comores e Marcelo Rebelo de Sousa de Portugal.

O evento decorreu no Dia das Forças Armadas guineenses, 16 de Novembro, apesar de a independência ter sido declarada no dia 24 de setembro de 1973.

Depois de uma revista às tropas, o presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, proferirá uma “mensagem à Nação”, culminando a cerimónia com um desfile popular e outro militar.

No final do desfile militar, Sissoco Embaló seguirá com os convidados, a pé, para o Palácio da República, situado na Praça dos Heróis Nacionais (antiga Praça do Império), para um almoço oficial, na Sala de Banquetes, que encerrará as cerimónias de celebração do cinquentenário da independência e do Dia das Forças Armadas.

O movimento islamita palestiniano Hamas acusou hoje o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de ser “inteiramente responsável” pela actual operação israelita contra o hospital de Al-Shifa, na Faixa de Gaza.

“Consideramos a ocupação [nome dado pelo Hamas a Israel] e o Presidente Biden inteiramente responsáveis pelo ataque do exército israelita ao complexo médico de Al-Shifa”, declarou o Hamas, num comunicado em árabe, citado pela RTP.

O exército israelita anunciou, esta madrugada, que estava a realizar uma “operação direcionada” contra o Hamas no hospital de Al-Shifa, o maior da Faixa de Gaza.

“O exército israelita tem equipas médicas e falantes de árabe no local que foram treinados especificamente para este ambiente sensível e difícil, para garantir que nenhum dano é feito aos civis utilizados pelo Hamas como escudos humanos”, acrescentou.

No início da noite de terça-feira, o Ministério da Saúde do Hamas disse ter sido notificado pelo exército israelita da intenção de efetuar uma operação no hospital, que tem estado no centro do conflito entre o movimento islamita e o exército israelita nos últimos dias.

Vários milhares de pessoas, entre doentes, pessoal e civis deslocados pela guerra que dura desde 07 de Outubro, estão amontoados nas imediações e no hospital de Al-Shifa, cercado “por todos os lados” pelo exército israelita, indicou o Hamas, que relata “disparos intensos”.

O exército israelita afirmou que o hospital alberga infraestruturas estratégicas do Hamas, acusando o movimento de estar a usar a população como “escudos humanos”.

Um quarto da população da Somália está em risco de passar fome até até fim do ano devido às inundações mortíferas que este país empobrecido do Corno de África enfrenta. Este é um alerta das Nações Unidas, citada pelo Notícias ao Minuto.

De acordo com o Programa Alimentar Mundial (PAM), as inundações afectaram gravemente as comunidades que já lutam para recuperar da pior seca das últimas décadas, a qual colocou milhões de pessoas à beira da fome.

De acordo com o PAM, a Somália está a enfrentar os piores níveis de subnutrição da última década. Devido a um financiamento insuficiente, a agência das Nações Unidas só consegue prestar assistência alimentar a menos de metade das pessoas mais necessitadas.

Segundo um relatório oficial de domingo, pelo menos 31 pessoas morreram e cerca de 500.000 tiveram de abandonar as suas casas na Somália devido às inundações causadas por chuvas incessantes.

A Somália, onde a maioria dos seus 17 milhões de habitantes vive da pecuária e da agricultura, é um dos países mais vulneráveis às alterações climáticas, registando fenómenos meteorológicos extremos com maior frequência e intensidade.

Setenta pessoas foram mortas no norte do Burkina Faso por assaltantes, a maioria das quais crianças e idosos, num massacre numa aldeia no início do mês. Os autores do crime ainda são desconhecidos e o caso continua a ser investigado.

Segundo as autoridades locais,citadas pela RTP, o ataque aconteceu na aldeia de Zaongo, a cerca de 60 quilómetros da cidade de Boulsa.

A nação da África Ocidental luta há anos contra insurgentes jihadistas ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, o que já motivou milhares de mortos e mais de dois milhões de deslocados internos.

As autoridades locais levaram dois dias a alertar para o ataque e mais quatro dias para que uma equipa de investigadores pudesse chegar ao local onde encontraram dezenas de casas queimadas.

A violência jihadista no Burkina Faso levou a dois golpes de Estado, com a actual junta no poder desde setembro de 2022.

Uma em cada três crianças, em todo o mundo, ou 739 milhões, já vive em áreas expostas a uma escassez de água alta ou extremamente alta, e as mudanças climáticas ameaçam piorar a situação, de acordo com um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), citado pelo Notícias ao Minuto.

O relatório “The Climate Changed Child”, publicado antes da 28.ª conferência das partes sobre as alterações climáticas (COP28), que começa dia 30 no Dubai, destaca a ameaça às crianças como resultado da vulnerabilidade da água, uma das formas como os impactos das alterações climáticas se manifestam.

O documento apresenta uma análise dos impactos de três níveis de segurança da água a nível global: escassez de água, vulnerabilidade da água e stress hídrico.

Além disso, o relatório sublinha que a conjugação de desafios provocados pela redução da disponibilidade de água e pelos serviços inadequados de água potável e saneamento aumenta os riscos para as crianças.

Complementar ao relatório “Children’s Climate Risk” da UNICEF, divulgado em 2021, o novo documento descreve também muitas outras formas como as crianças sofrem as consequências dos impactos da crise climática, incluindo doenças, poluição do ar e eventos climáticos extremos, como inundações e secas.

Segundo o relatório, a maioria das crianças expostas à escassez de água vive nas regiões do Médio Oriente e do Norte de África e do Sul da Ásia, o que significa que vivem em locais com recursos de água limitados e níveis elevados de variabilidade sazonal e interanual, declínio dos lençóis freáticos ou risco de seca.

Alguns dos países mais afectados são o Níger, a Jordânia, o Burkina Faso, o Iémen, o Chade e a Namíbia, onde oito em cada 10 crianças estão expostas.

O relatório destaca que, nestas circunstâncias, o investimento em serviços de água potável e saneamento seguros é uma linha de defesa essencial para proteger as crianças dos impactos das alterações climáticas, que estão também a levar a um aumento do stress hídrico, a relação entre a procura de água e as reservas renováveis disponíveis.

Até 2050, prevê-se que mais 35 milhões de crianças estejam expostas a níveis elevados ou muito elevados de stress hídrico.

No resumo do documento enviado à agência Lusa, a diretora executiva da UNICEF Portugal, Beatriz Imperatori, destaca que “as crianças são as mais vulneráveis à crise climática, mas têm pouca voz e voto nas decisões que afetam o seu futuro”.

Para a COP28, o UNICEF apela aos líderes mundiais e à comunidade internacional para tomarem medidas críticas relativas a este problema e para garantir um planeta habitável.

Entres as propostas estão incluir as crianças nas discussões da COP28 e convocar um diálogo de especialistas sobre as crianças e as alterações climáticas.

O Papa Francisco apelou hoje à paz no Médio Oriente e pediu para não se esquecer outros países em guerra como Ucrânia e o Sudão.

“O meu pensamento dirige-se, diariamente, para a situação muito grave em Israel e na Palestina. Estou próximo de todos os que sofrem, palestinianos e israelitas, abraço-os neste momento sombrio”, disse o sacerdote, após a oração do Angelus dominical, a partir da janela do Palácio Apostólico.

“Todo o ser humano tem direito a viver em paz”, afirmou o Santo Padre, que apelou ao fim das armas “porque nunca conduzirão à paz, e para que o conflito não se alargue”.

“Basta, irmãos, basta. Que os feridos em Gaza sejam socorridos imediatamente, que os civis sejam protegidos, que muito mais ajuda humanitária seja enviada a esta população exausta, que os reféns, entre os quais há muitas crianças e idosos, sejam libertados”, pediu.

António Costa veio a público mostrar-se envergonhado pelo seu chefe de gabinete esconder dinheiro na residência oficial do Primeiro-Ministro e, por isso, pediu desculpa. Numa mensagem aos portugueses, o Primeiro-Ministro explicou a importância do investimento estrangeiro e do dever dos governantes em tudo fazer na viabilização destes, ressalvando que sempre em respeito pela lei. Costa, em resposta a uma questão, deixou o desabafo que provavelmente não vai desempenhar mais nenhum cargo executivo.

O Primeiro-Ministro afirmou, hoje, que o dinheiro encontrado em envelopes no escritório do seu ex-chefe de gabinete, Vítor Escária, lhe suscitou mágoa pela confiança traída, envergonhou-o e pediu desculpa aos portugueses, escreve a imprensa internacional.

Esta posição sobre o seu ex-chefe de gabinete, detido na terça-feira para interrogatório, foi transmitida por António Costa logo no início da sua comunicação ao país, em São Bento.

Numa declaração ao país, Costa pediu desculpas aos portugueses e garantiu que se sente envergonhado por terem sido descobertos envelopes com dinheiro no gabinete de Vítor Escária, chefe de Gabinete do Primeiro-Ministro.

“A apreensão de envelopes com dinheiro no gabinete de uma pessoa que escolhi para comigo trabalhar, mais do que me magoar pela confiança traída, envergonha-me perante os portugueses e aos portugueses tenho o dever de pedir desculpas”, disse António Costa.

“UM PRIMEIRO-MINISTRO NÃO TEM AMIGOS”

António Costa falou também de Diogo Lacerda Machado e garantiu que o empresário “não tinha qualquer mandato” da sua parte para “fazer o que quer que seja neste caso”.

“Há muitos anos que ele não colabora neste gabinete. Nunca falou comigo a respeito deste assunto”, acrescentou o Primeiro-Ministro, descrevendo como “um momento de infelicidade” ter dito que ele era o seu melhor amigo. “Um Primeiro-Ministro não tem amigos e, quanto mais tempo exerce, menos amigos tem”, disse.

António Costa justificou a comunicação, sábado à noite, para contrariar “ideias muito perigosas” de que os governantes “não devem agir para atrair investimentos, resolver problemas” ou “simplificar procedimentos burocráticos”.

“Promover o desenvolvimento regional, retirar a burocracia, promover a transparência são opções deste Governo e exigem determinação. Sempre, sempre no estrito cumprimento da lei”, acrescentou.

O Primeiro-Ministro explicou que “os projetos em desenvolvimento em Sines, designadamente o centro de dados que é o maior investimento estrangeiro realizado em Portugal, desde a Autoeuropa, têm sido obrigados a respeitar a zona especial de protecção ambiental”.

“A qualquer Governo compete assegurar que o resultado é a melhor satisfação do interesse público no seu conjunto. Foi assim, por exemplo, que o licenciamento da exploração de minas de Lítio em Montalegre e Boticas foi sujeito a um estudo de impacto ambiental e os concessionários foram obrigados a cumprir as condições impostas por esses estudos”, acrescentou.

Nesta comunicação ao país, António Costa admitiu que existe uma “grande probabilidade” de não voltar a exercer um cargo público.

Mais de 850 camiões com ajuda humanitária entraram na Faixa de Gaza desde Outubro, avançaram as autoridades de Israel.

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Jonathan Conricus, confirmou em conferência de imprensa, citada pelo Notícias ao Minuto, que “a ajuda continua a ser entregue a Gaza”.

“Continuamos a dar ajuda a Gaza. Não vem de Israel, mas facilitamos todos os dias. Há cada vez mais camiões a entrar na Faixa de Gaza. Até à data, entraram mais de 850 camiões”, afirmou.

No entanto, os números da ONU sugerem que uma média de 700-800 camiões de ajuda humanitária entrava diariamente na zona antes do início da guerra.
Jonathan Conricus salientou que a entrega inclui alimentos, medicamentos, equipamento para refugiados, tendas, casas temporárias e água, entre outros.

“Os camiões podem não significar muito, mas estamos a falar de 6.000 toneladas de alimentos e 2.500 toneladas de diverso equipamento médico”, acrescentou.

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