O País – A verdade como notícia

O Presidente de Cabo Verde endereçou, este domingo, uma mensagem de condolências pela morte da cantora e compositora Sara Tavares.

Numa mensagem publicada pouco depois de noticiada a morte da artista portuguesa, José Maria Neves disse que a figura da cantora Sara Tavares continuará presente, “como luz que alumia caminho”.

“Continuarás connosco, Sara, dizendo coisas bonitas! A tua luz alumiar-nos-á o caminho que ainda nos cabe, nesta terra que transitoriamente nos acolhe”, escreveu o chefe de Estado, na sua página oficial do Facebook, despedindo-se com um “até sempre, cara amiga”.

Segundo o Notícias ao Minuto, o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa recordou hoje a “vocação, dedicação e determinação” da cantora e salientou a sua “grande proximidade à música e aos músicos africanos”.

A cantora, diagnosticada com um tumor cerebral, morreu este domingo, aos 45 anos, em Lisboa, escreve o Observador que cita a SIC Notícias.

Sara Tavares tinha sido diagnosticada com um tumor cerebral em 2009 (que a fez parar durante oito anos) e nos últimos meses acabou por acumular sucessivas complicações.

Ao longo do último ano, Tavares divulgou alguns temas novos, ao fim de cinco anos de silêncio. Deu-se a conhecer nos anos 1990 no concurso televisivo “Chuva de Estrelas”, da SIC, ao interpretar um tema de Whitney Houston.

Pouco depois venceu o Festival RTP da Canção de 1994 com “Chamar a Música”, tema de Rosa Lobato Faria e João Oliveira, e com o qual obteve o oitavo lugar no Festival Eurovisão da Canção por Portugal.

A República do Zimbabwe está sob estado de emergência, desde a última quinta-feira, na capital Harare, devido a um novo surto de cólera.
O surto de coléra no Zimbawe tem causado preocupações entre os residentes locais, principalmente depois de o país ter declarado estado de emergência na sua capital, Harare, no dia 17 de Novembro.

De acordo com o Ministério da Saúde e Cuidados Infantis do Zimbabwe, até 17 de Novembro, o país já tinha registado 51 mortes confirmadas por cólera, desde que o surto foi relatado em Fevereiro.

Autoridades de saúde dizem que o governo tomou medidas para conter a propagação da doença, que é contraída por uma bactéria geralmente transmitida por alimentos ou água contaminados.

De acordo com autoridades locais, citadas pela BBC, há mais de 7.000 casos suspeitos, no surto que tende à espalhar-se, cujas características trazem aos zimababweanos, memórias do surto mortal havido em 2008 causando a morte de milhares de pessoas.

O juiz do processo por fraude civil contra Donald Trump negou, esta sexta-feira, o seu requerimento para anular o julgamento, rejeitando alegações de preconceito e enviesamento político feitas pelos seus advogados, escreve o Observador.

A defesa do ex-presidente dos EUA Donald Trump instou o juiz Arthur Engoron na quinta-feira a parar o caso com efeitos imediatos, argumentando que tinha prejudicado irremediavelmente o direito do republicano a um julgamento justo por “desvios surpreendentes dos padrões normais de imparcialidade”.

Citaram as suas decisões contra o seu cliente, o proeminente papel do oficial de justiça chefe, as doações políticas do funcionário judicial e a partilha de artigos sobre o caso pelo juiz, com antigos colegas da escola secundária.

“O meu oficial de justiça principal não faz sentenças nem emite ordens, eu sim”, escreveu Engoron, acrescentando que “as minhas sentenças são minhas e apenas minhas”.

Rejeitou ainda que a partilha de artigos através de uma newsletter da escola secundária interfira com a sua imparcialidade e profissionalismo no caso, o qual, recordou, acompanha há mais de três anos, e que pretende concluir.

A advogada de Trump Alina Habba divulgou um comunicado no qual se lia que, “conforme esperado, o tribunal recusou assumir responsabilidades pelo seu falhanço a presidir este caso de forma imparcial e sem enviesamento”, mas garantindo que se manteriam “firmes e a continuar a lutar pelo direito dos seus clientes a um julgamento justo”.

O processo desencadeado pela procuradora-geral Letitia James alega que Trump, a sua empresa e executivos de topo inflacionaram a sua fortuna em milhares de milhões de dólares nas suas declarações financeiras, entregues a bancos, seguradoras e outras entidades para garantir empréstimos e concretizar negócios. Trump e os outros arguidos declararam-se inocentes.

O governo do Hamas elevou sexta-feira o número de mortos na Faixa de Gaza para 12 mil, em resultado da guerra iniciada a 7 de Outubro entre Israel e o movimento islamita palestiniano.

Entre as mortes registadas, até à data, incluem-se cinco mil crianças e 3.300 mulheres e cerca de 30 mil pessoas ficaram feridas, detalhou o governo palestiniano do Hamas.

O Ministério da Saúde, por sua vez, afirma que dezenas de corpos estão espalhados nas ruas do norte da Faixa de Gaza e que é impossível contá-los devido à intensidade dos ataques israelitas.

O actual Presidente da Libéria, George Weah, admitiu a derrota e felicitou Joseph Boakai pela vitória nas eleições presidenciais de terça-feira à noite, enquanto o país aguarda a publicação dos resultados finais.

“Embora os resultados anunciados, na noite de ontem, não sejam definitivos indicam que Boakai tem uma vantagem, que não podemos recuperar. Falei com o Presidente eleito Joseph Boakai para o felicitar pela vitória”, disse Weah

“Esta noite, o CDC (partido de Weah) perdeu as eleições, mas a Libéria ganhou. Este é um momento de elegância na derrota”, afirmou Weah, uma antiga estrela do futebol eleita em 2017, num discurso difundido na emissora pública na sexta-feira à noite.

“Embora os resultados anunciados na noite de ontem não sejam definitivos, indicam que Boakai tem uma vantagem que não podemos recuperar. Falei com o Presidente eleito Joseph Boakai para o felicitar pela vitória”, disse Weah.

Os resultados publicados na sexta-feira pela comissão eleitoral, após contados os votos em mais de 99% das assembleias de voto, deram 50,89% a Boakai, de 78 anos, e 49,11% a Weah.

Depois de contados cerca de 1,6 milhões de boletins de voto, Boakai tinha uma vantagem de pouco mais de 28 mil votos. Esperava-se que cerca de 2,4 milhões de liberianos fossem às urnas na terça-feira, mas ainda não foi dada qualquer indicação sobre a taxa de participação.

Os observadores da UE e da Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) tinham felicitado a Libéria pelo desenrolar “largamente pacífico” da segunda volta das presidenciais.

No entanto, a CEDEAO indicou ter registado incidentes isolados nas províncias de Lofa, Nimba, Bong e Montserrado, que resultaram em “ferimentos e hospitalizações”.

Este foi o primeiro acto eleitoral realizado sem a presença da missão da ONU (2003-2018), criada para garantir a paz após as guerras civis que causaram mais de 250 mil mortos entre 1989 e 2003.

Os confrontos durante a campanha causaram várias mortes antes da primeira volta e fizeram temer a violência pós-eleitoral.

Não vai entrar ajuda humanitária hoje na faixa de Gaza. Segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina, a medida se deve à falta de combustível no território palestiniano cercado e devastado pelos combates entre Israel e o grupo Hamas. 

Os palestinianos vivem, hoje, uma sexta-feira de azar. Não entrarão camiões para dar mantimentos e outros apoios à população da Faixa de Gaza.

Segundo um comunicado da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina não se permite a entrada de combustível na região, cercada e devastada pelo conflito entre Israel e o grupo palestiniano Hamas. 

Devido à falta de combustível, Gaza enfrenta uma interrupção total dos serviços das telecomunicações, o que torna a coordenação humanitária, no enclave, ainda mais difícil. 

Dadas as circunstâncias, a agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina suspendeu, esta sexta-feira,  as operações de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

O comissário-geral do órgão ligado à ONU, Philippe Lazzarini, afirmou, esta quinta-feira, ter recebido informações de que a região estaria também sem acesso à internet.

O Programa Mundial para Alimentação já havia alertado para uma grande ameaça de fome para os palestinianos, dado que desde o reinício do conflito, a 7 de Outubro, só 10% dos alimentos necessários para os habitantes da faixa de Gaza chegaram aos deslocados. 

Segundo as Nações Unidas, com a aproximação do inverno, a insegurança e a superlotação dos abrigos levará à morte de vários civis.

Milhões de crianças estão sem a primeira dose da vacina contra o sarampo, a maioria nos continentes africano e asiático, que são as regiões mais afectadas por surtos desta doença. Estes são os dados de um novo relatório de organizações internacionais,citadas pelo Notícias ao Minuto.

O documento da Organização Mundial de Saúde (OMS) e dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) indica que os casos de sarampo aumentaram 18% em 2022 e as mortes subiram 43% em todo o mundo, em relação ao ano anterior.

O número estimado de casos de sarampo foi de nove milhões, dos quais 136.000 mortais, atingindo principalmente as crianças.

No ano passado, de acordo com a fonte, 37 países registaram surtos de sarampo “grandes ou perturbadores” (22 em 2021), dos quais 28 se situam na região da OMS para África, seis no Mediterrâneo oriental, dois no sudeste asiático e um na região europeia.

Trata-se de uma doença que pode ser prevenida com duas doses da vacina, mas em 2022 cerca de 33 milhões de crianças tinham em falta uma dose da vacina contra o sarampo, dos quais 22 milhões perderam a primeira dose e outros 11 milhões perderam a segunda dose.

A taxa de cobertura global da primeira dose da vacina (83%) e da segunda dose (74%) ainda estava muito abaixo da cobertura de 95% com duas doses, que é necessária para proteger as comunidades de surtos.

Os países de baixos rendimentos, onde o risco de morte por sarampo é mais elevado, continuam a apresentar as taxas de vacinação mais baixas, com apenas 66%, “uma taxa que não revela qualquer recuperação em relação ao retrocesso verificado durante a pandemia” de covid-19.

Segundo as duas organizações, dos 22 milhões de crianças que não receberam a primeira dose da vacina contra o sarampo em 2022, mais de metade vive em 10 países: Angola, Brasil, República Democrática do Congo, Etiópia, Índia, Indonésia, Madagáscar, Nigéria, Paquistão e Filipinas.

 

O Presidente do Malawi suspendeu, esta quinta-feira, todas as viagens de governantes, incluindo ele próprio, ao exterior. A medida surge como forma de conter os custos do país, após a desvalorização da moeda local.

Todos os ministros e funcionários públicos do Malawi, que viajaram ao exterior, foram ordenados a regressar ao país pelo seu Presidente Lazarus Chakwera.

Chakwera anunciou esta quinta-feira a suspensão de viagens de governantes e funcionários públicos, incluído o Presidente da República, ao exterior, até ao final do exercício financeiro, em Março de 2024, como medida de contenção de custos.

Para o caso dos ministros que estão de viagem no exterior, o Presidente malawiano ordenou que estes regressassem.

“Qualquer viagem considerada absolutamente necessária por qualquer pessoa durante esse período deve ser submetida ao meu escritório para minha autorização pessoal”, disse Chakwera.

O Presidente malawiano ordenou ainda que todos os direitos de combustível para ministros, secretários principais, directores e todos os membros da alta administração de instituições públicas sejam reduzidos pela metade.

O país da África Austral enfrenta uma crise económica que resultou na escassez de combustível, no aumento dos preços dos alimentos e na escassez de divisas.

Na semana passada, o banco central anunciou que estava a desvalorizar a taxa de câmbio da moeda local, kwacha, em relação ao dólar em cerca de 30%.

Cinquenta e sete milhões de pessoas estão em situação de insegurança alimentar e nutricional na Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral.

Este número representa dezanove por cento da população da região da SADC. A situação resulta de vários factores, entre os quais as mudanças climáticas, os efeitos da COVID-19, a guerra russo-ucraniana, o conflito entre Israel e Hamas e os respectivos impactos económicos.
Os dados foram divulgados pelo director de Alimentação, Agricultura e Recursos Naturais da SADC, à margem da reunião anual das Redes das Áreas de Conservação Transfronteiriças.

Domingos Gove disse que a situação de nutrição e segurança alimentar é preocupante na SADC, e apontou casos de países onde trinta por cento da população passa fome.

Segundo Gove, é preciso potenciar a produção e quebrar as barreiras na movimentação dos produtos agrícolas entre os países da SADC, para que o pouco que se produz seja acessível entre Estados-membros desta organização regional.

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