O País – A verdade como notícia

A Human Rights Watch acusou, hoje, Israel de comter crimes contra a humanidade, de extermínio e ainda actos de genocídio, ao privar intencionalmente civis palestinianos da Faixa de Gaza de produtos básicos necessários à sobrevivência.

Para a organização, as autoridades israelitas impediram intencionalmente os palestinianos em Gaza do acesso à água potável e ao saneamento básico necessários à sobrevivência humana desde Outubro de 2023.

“Restringiram o acesso de Gaza à água canalizada, inutilizaram a maior parte das infraestruturas de água e saneamento de Gaza cortando a eletricidade e restringindo o combustível, destruíram e danificaram deliberadamente as infraestruturas de água e saneamento e os materiais de reparação de água e bloquearam a entrada de abastecimentos de água essenciais”, denuncia.

Num relatório com mais de 100 páginas a Human Rights Watch refere que durante semanas, as autoridades israelitas cortaram toda a água e impediram a entrada de combustível, alimentos e ajuda humanitária na Faixa de Gaza o que deteriorou as condições de vida da população.

O Hamas também não fica de fora. A organização diz que o Hamas, ao perpetrar os ataques no sul de Israel, a 07 de Outubro de 2023, também cometeu crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Reagindo a acusacao, o Ministério das Relações Exteriores de Israel tambem a organização não-governamental de mentir ao acusar os israelitas de cometerem actos de genocídio na Faixa de Gaza ao restringir o acesso à água para civis.

Em comunicado, o executivo de Israel disse que o relatório está repleto de mentiras flagrantes e de propaganda anti-Israel.

A República Democrática do Congo (RDC) lançou, ontem, a sua campanha para um lugar não permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, no período 2026-2027. O lançamento foi feito durante uma cerimónia oficial em Kinshasa.

A ministra dos negócios estrangeiros e cooperação internacional, Thérèsa Kayikwamba Wagner, recordou que a RDC já foi, por duas vezes, eleita como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU. Primeiro em 1982 a 1983 e, novamente, 1991-1992, durante a Guerra do Golfo. 

A Chefe da diplomacia democrático-congolesa explicou ainda que durante a Guerra do Golfo, o seu país “desempenhou um papel fundamental na condenação do Iraque pela sua invasão do Koweit”. 

“Após mais de três décadas de ausência do Conselho de Segurança, o nosso país apresenta-se de novo como candidato, apoiado pela União Africana e pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC)”, disse Kayikwamba Wagner, citada por Lusa. 

Em 25 de Setembro, o presidente da RDC, Félix Tshisekedi, anunciou, em um discurso, perante a Assembleia Geral da ONU, a candidatura do seu país. 

No mesmo dia, várias centenas de pessoas manifestaram-se em Kinshasa contra esta iniciativa, denunciando as “repetidas violações dos direitos humanos” no país.

A eleição para este lugar não permanente no Conselho de Segurança está prevista para o mês de Junho.

Se for eleita, a RDCongo pretende “influenciar o debate sobre a reforma das operações de manutenção e de consolidação da paz, bem como a reforma do sistema de segurança coletiva das Nações Unidas”, afirmou Kayikwamba Wagner.

A República Democrática do Congo (RDC) é “palco”, há 30 anos, de violência e conflitos armados nas suas províncias do leste e nordeste.

O Conselho de Segurança, considerado o órgão mais poderoso das Nações Unidas, é responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais e pode adotar decisões juridicamente vinculativas, tendo ainda o poder de impor sanções ou autorizar o uso da força.

Atualmente apenas cinco países têm o estatuto de membros permanentes: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.

Várias crianças morreram durante uma confusão, na quarta-feira, em um parque, no sudoeste da Nigéria. A informação foi avançada pelas autoridades locais, que acrescentaram que foram detidos os organizadores do evento. 

Segundo avançou o governador do estado de Oyo,  Seyi Makinde, o incidente aconteceu no Islamic High School, em Basorun, estado de Oyo, perto do centro económico de Lagos. As forças de segurança nigerianas compareceram no local e detiveram os organizadores do evento.

“Hoje mais cedo, ocorreu um incidente na Islamic High School Basorun, o local de um evento organizado para famílias. Infelizmente, uma debandada no local levou a várias perdas de vidas e ferimentos. Este é um dia muito triste”, disse Makinde, citado pelo African News. O oficial acrescentou que solidariza-se com os pais cuja alegria, de repente,  transformou-se  em luto, devido a essas mortes.

Os serviços nacionais de emergência da Nigéria disseram que foi mobilizada uma equipa para ajudar a prestar assistência às vítimas.

Crianças feridas no local foram levadas para hospitais locais, onde os pais foram solicitados, para verificar se havia pessoas desaparecidas.

A mídia local identificou os organizadores do evento como a Women In Need Of Guidance and Support Foundation, que realizou um evento semelhante para crianças no ano passado.

O antigo Presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi condenado definitivamente a três anos de prisão por corrupção e tráfico de influências, um dos quais deverá passar com uma pulseira electrónica. O Supremo Tribunal de Justiça francês rejeitou, esta quarta-feira, os recursos apresentados por Sarkozy.

Aos 69 anos, Nicolas Sarkozy foi considerado culpado de corrupção e tráfico de influências, e será agora chamado, num prazo inferior a um mês, a comparecer perante um juiz de execução de pena, que determinará os termos e condições da pulseira eletrónica.

Além disso, o antigo presidente ficará impedido de concorrer a cargos públicos durante três anos.

Em reacção, o advogado de Sarkozy diz-se inconformado e garantiu que o seu cliente vai cumprir a sua sentença final, mas que ainda vai recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

A sentença ocorre no momento em que o antigo inquilino do Palácio do Eliseu deverá comparecer em Paris, a partir de 06 de Janeiro, durante quatro meses, num processo que envolve suspeitas de financiamento líbio da sua campanha presidencial de 2007.

No chamado caso das escutas, Sarkozy e o seu advogado terão subornado um alto magistrado do Tribunal de Cassação para obter informações sobre um outro caso de financiamento ilícito da sua campanha, em que o antigo Presidente conservador estava envolvido.

A decisão da primeira instância foi divulgada em 2021 e resultou na condenação de Sarkozy à mesma pena. Já em 2023, a segunda instância tinha rejeitado o recurso da pena apresentado pelo antigo Presidente. 

Para além de Sarkozy, o seu advogado Thierry Herzog e o magistrado Gilbert Azibert também viram a sua condenação confirmada pela última instância no mesmo caso.

Pelo menos 25 pessoas, incluindo crianças, morreram no naufrágio de um barco superlotado, num rio, no centro da República Democrática do Congo. Há ainda dezenas de desaparecidos.

O navio que naufragou transportava mais de 100 pessoas, segundo revelaram as autoridades locais e residentes. Até agora, contabilizam-se 25 mortos e dezenas de desaparecidos.

“Entre os mortos estão crianças, mas é difícil dar um número exacto de mortes no momento, porque o barco tinha muitos passageiros”, disse Alex Mbumba, um residente local. 

As autoridades locais dizem que além da sobrecarga de passageiros, a embarcação    estava carregada de mercadorias.

O naufrágio de terça-feira foi o quarto deste ano na província de Mai-Ndombe, uma região cercada por rios e onde muitos dependem do transporte fluvial.

As autoridades congolesas têm alertado contra a sobrecarga e prometem punir aqueles que violem as medidas de segurança para este tipo de transporte.

Pelo menos 78 pessoas morreram afogadas em outubro quando um barco sobrecarregado se afundou no leste do país e outras 80 perderam a vida num acidente semelhante perto de Kinshasa, em junho.

O juiz do julgamento de Donald Trump, em Nova Iorque, por pagamentos ocultos à atriz pornográfica Stormy Daniels, rejeitou o recurso para anular a condenação de Trump, com base na imunidade presidencial, segundo informação partilhada pela imprensa norte-americana.

Juan Merchan concluiu que os actos em questão não tinham caráter oficial e, por isso, não estavam cobertos pela imunidade presidencial, avançaram ontem o New York Times e a CNN.

Os advogados de Donald Trump tinham invocado a  presunção de imunidade penal concedida ao Presidente dos Estados Unidos pelo Supremo Tribunal, a 01 de julho, para pedir a anulação da sentença proferida contra o republicano a 30 de maio.

O caso diz respeito aos pagamentos ocultos de 130 mil dólares, mais de oito milhões e duzentos meticais, antes das eleições presidenciais de 2016, a uma atriz de filmes pornográficos, para manter silêncio sobre uma relação sexual ocorrida dez anos antes. Uma relação que Donald Trump sempre negou.

Dos quatro processos penais contra Donald Trump, este foi o único em que foi realizado um julgamento para o candidato vencedor nas presidenciais, um cenário sem precedentes na história do país.

Um acidente de viação matou 15 pessoas e feriu outras 11, em Cabo Oriental, na África do Sul. O sinistro foi provocado por uma colisão de duas viaturas, sendo uma delas de transporte de passageiros.

A manhã da última segunda-feira foi sangrenta na vizinha África do Sul. Dois carros colidiram e provocaram a morte de 15 pessoas, por volta das 06 horas e 30 minutos.

De acordo com o Departamento de Transportes do Cabo Oriental, o acidente envolveu uma viatura particular que transportava seis pessoas, e um minibus, que circulava no sentido contrário.

Todos os seis ocupantes da viatura particular, que se acredita serem familiares, morreram no local. 

O outro carro que transportava vários passageiros também foi fortemente impactado, causando a morte de sete pessoas,  no local do sinistro. 

Onze sobreviventes foram socorridos para o hospital. A causa do acidente continua sob investigação.

O Malawi enfrenta uma das piores escassez de alimentos. O Presidente do Malawi, Lazarus Chakwera, renovou o apelo internacional para fazer face à situação que afecta mais de cinco milhões de pessoas no país.

Um relatório recente do Comité de Avaliação de Vulnerabilidade do Malawi aponta que 5,7 milhões de pessoas estão afectadas pela fome. O número representa um quarto da população do país, que é de aproximadamente 20 milhões de pessoas.

Considerada uma das piores situações de escassez de alimentos naquele país, a fome no Malawi faz com que parte da população das zonas rurais recorra a produtos selvagens, como o feijão-macaco, para sobreviver.

O presidente Lazarus Chakwera disse, num discurso televisivo, que embora se tenha  distribuído milho e arroz para a população afectada, o país continua em crise de fome.

Chakwera reiterou, mais uma vez, o apelo internacional para lidar com a crise humanitária instalada no país.

Em Março deste ano, o Chefe de Estado solicitou 200 milhões de dólares em ajuda alimentar para milhões de cidadãos que enfrentam fome, devido à seca relacionada ao fenómeno climático El Niño.

O Departamento de Assuntos de Gestão de Desastres do Malawi, o Programa Mundial de Alimentação e diversas organizações humanitárias locais estão prestando assistência às comunidades que enfrentam escassez de alimentos.

 

Pelo menos 39 civis foram mortos em dois atentados no oeste do Níger. o anuncio foi feito este domingo, pelo  Ministério da Defesa do pais.

As autoridades afirmam que os ataques foram perpetrados por homens armados em motociclos, nas aldeias de aldeias de Kokorou e Libiri, zonas fronteiriças com o Burkina Faso, uma regiao de intensa actividade do grupo extremista Estado Islâmico e à rede terrorista Al-Qaeda.

O Ministério da Defesa local não especificava as datas dos ataques, mas uma fonte da região contactada pela agência de notícias EFE referiu que estes ocorreram entre sexta-feira e sábado, e que o número de mortos seria superior.

Os grupos extremistas islâmicos activos no Níger, que também actuam nos países vizinhos Mali e Burkina Faso, têm como alvo tanto as populações civis das aldeias como as posições militares.

O último ataque mortífero contra as forças de defesa e segurança do Níger foi há poucos dias, na mesma zona, matando 10 soldados.

De acordo com o Projeto de Dados sobre Localização e Eventos de Conflitos Armados, que monitoriza a violência em todo o mundo, entre Maio de 2023 e Maio de 2024, mais de 1.400 pessoas foram mortas no Níger em eventos violentos por grupos não estatais e 997 por forças estatais.

 

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