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O País – A verdade como notícia

Cerca de 20 mil pessoas deslocaram-se, na manhã de hoje, à Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, para visitar o túmulo do Papa Francisco.

Segundo as autoridades da capital italiana, citadas pelo Notícias ao Minuto, desde as 07h00 locais aproximaram-se do templo cerca de 20.000 pessoas, das quais 13.000 tinham entrado até ao meio-dia local.

A Basílica de Santa Maria Maior abriu hoje pela primeira vez ao público depois de, no sábado, Francisco ter sido sepultado numa cerimónia privada, após a missa exequial, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

A sepultura consiste, tal como o sumo pontífice pediu no testamento, numa lápide simples de pedra de Ligúria, a terra dos seus antepassados italianos, com a inscrição “Franciscus” (Francisco, em latim).

O Papa Francisco morreu na segunda-feira, aos 88 anos, depois de 12 anos de pontificado.

Nascido em Buenos Aires, na Argentina, em 17 de dezembro de 1936, Francisco foi o primeiro jesuíta e primeiro latino-americano a chegar à liderança da Igreja Católica.

Trump e Zelenskyy encontraram-se, em privado, no Vaticano, antes do funeral do Papa Francisco. Trump instou a Ucrânia e a Rússia a realizarem conversações de alto nível para pôr termo à guerra em curso em Moscovo.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, e o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, reuniram-se, este sábado, antes do funeral do Papa Francisco no Vaticano.

O diretor de comunicação da Casa Branca, Steven Cheung, confirmou a reunião e disse que os dois homens “encontraram-se em privado e tiveram uma discussão muito produtiva”. E acrescentou: “Seguir-se-ão mais pormenores sobre a reunião”, segundo escreve EuroNews.

Entretanto, em fotografias divulgadas pela Administração Presidencial da Ucrânia, os dois líderes podem ser vistos no interior da Basílica de São Pedro, sentados frente a frente enquanto conversam.

Este foi o primeiro encontro entre os dois líderes desde o encontro tenso na Casa Branca, em Fevereiro.

Pouco depois de chegar a Roma, na sexta-feira, Trump disse nas redes sociais que a Ucrânia e a Rússia deviam reunir-se para “conversações de alto nível” sobre o fim da guerra de Moscovo, que já vai no seu quarto ano.

O Presidente da República, Daniel Chapo, participará nas exéquias do Papa Francisco, este sábado, na Praça de São Pedro, no Vaticano. 

A cerimónia da Missa das Exéquias terá início às 10 horas de Vaticano, mesma hora em Maputo, e será seguida do sepultamento do Santo Padre no átrio da Basílica de Santa Maria Maior. De acordo com o comunicado da Presidência da República, a Missa marca também o início do Novendiali, o tradicional novenário de nove dias de luto e orações em homenagem ao Sumo Pontífice falecido.

O Chefe do Estado será acompanhado pela Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, e o Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize.

“A participação do Presidente Chapo nas exéquias do Papa Francisco traduz o profundo respeito e a solidariedade do povo moçambicano para com a Igreja Católica e a comunidade internacional, neste momento de dor e homenagem à vida e legado do Santo Padre”, pode-se ler no comunicado da Presidência da República. 

 

O Vaticano vive hoje o último dia do velório do Papa Francisco. Desde as primeiras horas, milhares de fieis continuam a prestar suas últimas homenagens ao pontífice na Basílica de São Pedro.

Segundo informações do Vaticano, cerca de 90 mil pessoas já passaram pela basílica desde quarta-feira, demonstrando o carinho e respeito pelo líder da Igreja Católica. 

O caixão do Papa Francisco será fechado hoje em uma cerimônia privada, marcada para às 20h, horário.

O funeral está previsto para este sábado, dia 26, e contará com a presença de vários Chefes de Estado e outras autoridades internacionais.

Cristão em todo o mundo têm  estado a celebrar missas especiais em homenagem ao Santo Padre. Em Maputo, a sé catedral vai celebrar hoje, às 18 horas, a missa pela alma do Sumo Pontífice, e as portas estarão abertas para todos, independentemente da confissão religiosa. 

Representantes do governo congolês e dos grupos rebeldes M23/AFC (Movimento 23 de Março/Aliança do Rio Congo) concordaram em interromper os combates no leste da República Democrática do Congo, de acordo com uma declaração divulgada pelos dois partidos na noite de quarta-feira.

Embora combates entre as forças armadas congolesas e os rebeldes supostamente apoiados por Ruanda tenham devastado as províncias de Kivu do Norte e do Sul desde Janeiro e as negociações anteriores tenham produzido poucos resultados, o anúncio foi visto como um primeiro passo positivo para o fim da violência.

No entanto, tréguas anteriores foram rapidamente violadas e o caminho para uma paz duradoura em um conflito que já dura várias décadas ainda é longo.

E embora ambos os lados tenham afirmado que as negociações em Doha foram “francas e construtivas”, algumas dúvidas permanecem sobre o progresso das negociações, que as autoridades descreveram como lentas.

A guerra no leste da RDC deslocou centenas de milhares de habitantes e matou pelo menos 7.000 pessoas desde Janeiro, de acordo com as autoridades congolesas.

Quase 50 mil pessoas já passaram diante do caixão do papa Francisco desde quarta-feira de manhã na Basílica de São Pedro, em Roma, que permaneceu aberta durante quase toda a noite para receber os fiéis.

O anúncio foi feito pelo Vaticano nesta quinta-feira, que destaca que pelo menos 48.600 pessoas passaram pela basílica para prestar uma última homenagem, incluindo 13.000 durante a madrugada.

A basílica estava prevista encerrar à meia-noite, mas permaneceu aberta até às 5h30 para que as pessoas que estavam reunidas na praça de São Pedro pudessem despedir-se do papa Francisco.

Segundo vários testemunhos, as pessoas tiveram de esperar entre três a mais de quatro horas para entrar na basílica.

A igreja reabriu às 7h00 desta quinta-feira e uma multidão já se aglomerava na praça de São Pedro. A basílica deverá permanecer aberta até à meia-noite, mas o horário poderá voltar a prolongar-se se necessário.

Amanhã à noite se fará a cerimónia do fecho do caixão do Papa Francisco.

O funeral decorrerá no sábado, às 10h00 de Roma, na Praça de São Pedro, onde deverão estar presentes pelo menos 200 mil fiéis e 170 delegações estrangeiras.Chefes de Estado e de Governo de todo o mundo marcarão presença, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump, que entrou repetidamente em conflito com o papa sobre questões sociais como a imigração.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou a interrupção da sua visita à África do Sul para regressar à Ucrânia, depois dos ataques russos que fizeram pelo menos nove mortos em Kiev.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, os serviços de emergência da Ucrânia registaram um número ainda considerado provisório de nove mortos e 63 feridos, 42 dos quais estão hospitalizados, entre os feridos contam-se seis crianças. 

Na mesma mensagem divulgada através das redes sociais, o Chefe de Estado ucraniano disse que vai regressar a Kiev após o encontro hoje com o Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, cancelando a restante agenda da visita à África do Sul. 

Zelensky condenou os bombardeamentos russos contra a Ucrânia, apelando à Rússia para que cesse imediatamente os ataques.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano convocou o embaixador chinês, para expressar as suas “sérias preocupações” sobre a presença de combatentes chineses no exército russo e a assistência de empresas chinesas à Rússia no fabrico de armamento.

“O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Yevhen Perebyinis, sublinhou [ao embaixador chinês em Kiev] que a participação de cidadãos chineses nas hostilidades contra a Ucrânia ao lado do Estado agressor (Rússia), bem como o envolvimento de empresas chinesas na produção de equipamento militar na Rússia, são muito preocupantes e contradizem o espírito de parceria entre a Ucrânia e a China”, afirmou o ministério num comunicado, citado por Lusa.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sancionou, a 18 de Abril, três empresas chinesas, depois de ter acusado Pequim de fornecer armas à Rússia e de ter anunciado a existência de cidadãos da China a combater ao lado das forças russas.

O chefe de Estado impôs sanções à Beijing Aviation and Aerospace Xianghui Technology, à Rui Jin Machinery e à Zhongfu Shenying Carbon Fiber Xining, segundo a presidência ucraniana.

Zelensky disse ter recebido a confirmação dos serviços de informação e do Serviço de Segurança (SBU) de que a China estava a fornecer pólvora e artilharia à Rússia, uma alegação rejeitada por Pequim.

Anteriormente, o Presidente ucraniano anunciou no dia 08 de Abril a captura de dois cidadãos chineses a lutar ao lado das forças russas, indicando a seguir ter informações de que o número ascendia a várias centenas.

A diplomacia chinesa respondeu que nunca entregou armas letais à Rússia na guerra com a Ucrânia, criticando “acusações arbitrárias” e “manipulação política” a este respeito.

Pequim já rejeitara também o seu envolvimento na presença de cidadãos chineses nas forças de Moscovo.

Refira-se que a Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de Fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 – após a desagregação da antiga União Soviética – e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) suspendeu o tratamento de desnutrição de 650 mil mulheres e crianças, na Etiópia, esta semana, devido à grave escassez de financiamento, segundo informou a agência da ONU, citado pela revista Reuters. 

O PMA recebe financiamento de 15 a 20 doadores, incluindo os Estados Unidos, entretanto, muitos deles cortaram o financiamento este ano, disse Zlatan Milisic, Diretor Nacional do PMA na Etiópia.

Segundo a Reuters, a agência recebeu isenções do congelamento da ajuda humanitária imposto pelo presidente americano Donald Trump, que interrompeu o trabalho humanitário em todo o mundo. 

Mais de 10 milhões de pessoas na Etiópia sofrem com grave escassez de alimentos, incluindo 3 milhões de deslocados por conflitos e condições climáticas extremas, bem como refugiados do Sudão, devastado pela guerra, de acordo com o PMA.

Milisic disse que o PMA já havia reduzido as rações nos últimos meses, mas que suas operações estavam agora em um “ponto de ruptura” devido à grave falta de financiamento, forçando medidas mais drásticas.

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