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O País – A verdade como notícia

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu a ajuda militar a Ucrânia, dias depois do polémico confronto entre si e o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Sala Oval.

Depois de ter falhado o acordo de minerais entre Donald Trump e Volodimir Zelensky, presidente da Ucrânia, na sexta-feira, e da troca de acusações sobre o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, os EUA suspenderam ajuda militar a Ucrânia.

A informação foi partilhada, esta segunda-feira, por uma fonte ligada à Casa Branca, nos Estados Unidos da América, citada pela Agência France-Presse, que explicou que a suspensão não é permanente, mas, sim, uma pausa.

A fonte disse ainda que Trump quer que Zelensky se comprometa a chegar a um acordo de paz com a Rússia, para acabar com a guerra que perdura há cerca de três anos.

“O presidente deixou claro que está focado na paz. Precisamos que nossos parceiros também estejam comprometidos com esse objectivo. Estamos pausando e a fazer revisão da nossa ajuda para garantir que ela esteja a contribuir para uma solução”, disse o funcionário da Casa Branca.

Com a suspensão do apoio militar a Ucrânia, o estadista norte-americano acredita que está a contribuir para uma solução da guerra entre a Rússia e Ucrânia.

Ainda na segunda-feira, Trump disse que a Ucrânia deveria ser mais grata pelo apoio americano, ao responder uma declaração de Zelensky, que dizia que o fim da guerra está muito distante.

Segundo a fonte, a ruptura do apoio, que entra em vigor imediatamente, resulta de reuniões que ocorreram entre Trump e autoridades de segurança nacional.

É a primeira vez que os EUA impõe uma medida do tipo desde o início do conflito, em Fevereiro de 2022.

 

Uma criança de quatro anos se tornou a segunda pessoa a morrer de Ébola em Uganda, desde que o surto anunciado no final de Janeiro, informou a Organização Mundial da Saúde.

A morte da criança é vista como um revés para as autoridades de saúde de Uganda, que esperavam que a doença altamente infecciosa tivesse sido contida depois que oito pessoas se recuperaram após o tratamento.

A criança perdeu a vida no Hospital Mulago, na capital Kampala, a única unidade do país a lidar com casos de Ebola.

A primeira vítima foi um enfermeiro, que morreu um dia antes do surto ser declarado, a 30 de Janeiro.

Os sintomas da doença frequentemente fatal incluem febre, dores de cabeça, dores musculares e sangramento. O vírus é transmitido por meio do contacto com fluidos corporais e tecidos infectados.

A OMS doou à Uganda pelo menos três milhões de dólares para apoiar sua resposta ao Ébola, mas há preocupações sobre a ajuda após a decisão do governo dos EUA de cortar o financiamento à USAID.

O último surto em Uganda, descoberto em Setembro de 2022, matou pelo menos 55 pessoas antes de ser declarado encerrado em Janeiro de 2023.

Mais de 15 mil pessoas morreram de Ébola em África, nos últimos 50 anos. A doença foi descoberta em 1976, em surtos simultâneos no Sudão do Sul e no Congo, onde ocorreu em uma vila perto do Rio Ébola, que deu nome à doença.

Na última terça-feira, autoridades de saúde de Uganda confirmaram que o país registou 10 infecções pela cepa sudanesa do vírus.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestou disponibilidade para se reunir novamente com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, com vista a assinar o acordo sobre minerais, que ficou por rubricar depois da discussão da última sexta-feira, na Casa Branca

Em entrevista a vários jornalistas britânicos, antes de deixar o Reino Unido, onde participou numa cimeira com líderes internacionais, o presidente ucraniano considerou que o desentendimento com Donald Trump e com o vice-presidente, JD Vance, não trouxe nada de positivo para a paz.
Volodymyr Zelensky explicou que apenas queria que a posição da Ucrânia fosse ouvida, não queria que a sua posição fosse ambígua, escusando-se a responder sobre se considera ter sido “emboscado” pelos líderes dos Estados Unidos.

Zelensky insistiu que voltará a falar com o presidente dos EUA se for convidado a resolver os problemas reais e garante estar pronto para assinar o pacto mineral.

Acerca do plano de paz franco-britânico que o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, apresentou aos aliados europeus, Zelensky considerou que dará frutos nas próximas semanas.
Questionado sobre a trégua de um mês nas infra-estruturas aéreas, marítimas e energéticas da Ucrânia proposta pelo plano e anunciada pelo Presidente francês, Zelensky referiu apenas estar “ciente de tudo”.
Rejeitou ainda que em hipotéticas negociações de paz com a Rússia o seu país concordasse em desistir dos territórios ocupados pelos russos, uma vez que isso seria uma separação forçada e uma coerção, o que implicaria o risco de novas hostilidades no futuro.

 

Quatro pessoas morreram em vários ataques israelitas na Faixa de Gaza, após ter expirado a primeira fase do acordo de cessar-fogo.

De acordo com o Notícias ao Minuto, duas pessoas morreram num ataque com drones à cidade de Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza. Por outro lado, uma mulher foi morta num outro ataque em Khan Yunis (no sul) e um jovem foi atingido por um atirador israelita quando estava no telhado da sua casa, em Rafah, no extremo sul do enclave.

As autoridades de saúde contabilizam ainda 12 feridos na sequência dos ataques, que acontecem depois de ter terminado, este sábado, a primeira fase do cessar-fogo e de as negociações para a segunda fase não terem ainda começado.

Enquanto isso, o Hamas exigiu, hoje, a implementação da segunda fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza, criticando a proposta norte-americana de uma trégua até meados de Abril, uma proposta que foi aceite por Israel.

O Egipto rejeitou as tentativas de formação de um governo paralelo no Sudão por parte do grupo paramilitar das Forças de Apoio Rápido (RSF), em conjunto com outros 23 grupos políticos e militares.

“A República Árabe do Egito exprime a sua rejeição de qualquer tentativa de ameaçar a unidade, a soberania e a paz nos territórios do irmão Sudão, incluindo a tentativa de formar um governo sudanês em paralelo”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito em comunicado citado pela agência France-Presse (AFP).

No dia 22 de Fevereiro, os grupos políticos e militares sudaneses, sob uma Aliança Fundadora do Sudão, assinaram uma carta política na qual acordavam os princípios e as bases para a construção de “um novo Sudão” e que permitia a “autodeterminação” em áreas controladas pelas RSF.

No entender do ministério egípcio, este passo “complica o cenário no Sudão, dificulta os esforços em curso para unificar as visões entre as forças políticas sudanesas e agrava a situação humanitária”.

A tentativa de formar um governo paralelo surge num contexto em que as RSF têm perdido território para o Exército, especialmente nos estados de Cartum e Al Jazira, sendo que as Forças Armadas também têm conseguido penetrar no Cordofão do Norte e recuperado o controlo de localidades estratégicas.

O Presidente fundador da Namíbia, Sam Nujoma, que liderou o país rumo à liberdade do apartheid na África do Sul, foi sepultado no cemitério Heroes Acre do país, ontem.

Estiveram presentes sua viúva, filhos, netos e bisnetos, além de líderes africanos do passado e do presente. Eles descreveram Nujoma como um ícone africano e um homem de princípios que defendeu o continente africano contra os sistemas coloniais.

“Nestes solos sagrados, o local de descanso final dos heróis e heroínas da Namíbia para descansar. Um filho mais distinto da terra. Um gigante entre os líderes e um ícone revolucionário”, disse o presidente em exercício Nangolo Mbumba, citado pela Africannews.

Pessoas de todos os cantos do país se reuniram desde o início da manhã em Heroes Acre, na capital, Windhoek, para prestar suas homenagens a Nujoma, que morreu há duas semanas, aos 95 anos.

Descrito como o “pai fundador” da Namíbia, ele passou de pastor de gado quando menino a liderar a luta pela independência do país contra o apartheid na África do Sul.

Ele era visto como o último de uma geração de líderes que lideraram movimentos anticoloniais e lutaram pela liberdade em todo o continente.

“Ele é um epítome da luta pela libertação de uma pessoa africana. A pessoa africana neste contexto, a Namíbia, é um dos poucos que se levantou nos anos 50 para lutar contra o apartheid, a discriminação racial”, disse Pendukeni Ithana, vice-presidente da Sam Nujoma Foundation.

Nujoma, que serviu três mandatos como presidente, de 1990 a 2005, foi amplamente reconhecido por trazer paz e estabilidade à Namíbia.

A Namíbia observou um período de luto de 21 dias, com bandeiras a meio mastro. O corpo de Nujoma foi homenageado com uma despedida nacional, enquanto seus restos mortais foram levados para sete regiões, incluindo sua propriedade rural de Etunda, em Okahao.

Quando seu caixão, envolto na bandeira da Namíbia, foi baixado, houve uma salva de 21 tiros e um sobrevoo da Força Aérea da Namíbia.

Chefes de Estado e de Governo internacionais reúnem-se hoje, em Londres, para procurar uma saída para a crise diplomática resultante da desavença entre o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o homólogo norte-americano, Donald Trump.

Para além do Reino Unido, estarão representados a Ucrânia, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Espanha, Noruega, Canadá, Finlândia, Suécia, Dinamarca, República Checa, Polónia, Roménia. 

Segundo escreve a Lusa, o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, também vai participar, bem como o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. 

O encontro em Lancaster House, um palácio do século XIX cenário de vários eventos internacionais, está programado para esta tarde, seguido de uma conferência de imprensa. 

Segundo a mesma fonte, a cimeira vai abordar o “reforço da posição atual da Ucrânia, incluindo o apoio militar corrente e o aumento da pressão económica sobre a Rússia” e a “necessidade de um acordo sólido e duradouro que assegure uma paz permanente na Ucrânia e garanta que a Ucrânia seja capaz de dissuadir e defender-se contra futuros ataques russos”.

Os dirigentes também deverão discutir “próximas etapas do planeamento de fortes garantias de segurança”.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, repetiu as exigências por garantias de segurança, poucas horas depois de uma discussão pública com seu homólogo americano, Donald Trump.

“Apenas um cessar-fogo sem garantias de segurança, isso é tão sensível para o nosso povo. Estou a falar como o presidente de um povo que está nessa luta há três anos e eles só querem ouvir que a América está do nosso lado e que a América ficará conosco, não com os russos. Conosco”, disse Zelenskyy. 

O líder ucraniano tentou corrigir a narrativa depois que Trump afirmou que Kiev não leva a sério a garantia da paz.

“Ninguém quer terminar (a guerra) mais do que nós, porque nós, na Ucrânia, estamos nessa guerra. Estamos nessa batalha, uma batalha pela liberdade total, por nossas vidas. Então, estou apenas dizendo que acho que temos que estar do mesmo lado. E espero que o presidente esteja do nosso lado. E isso é muito importante para parar Putin”, acrescentou

Zelenskyy também observou que o acordo sobre minerais, que estava na pauta da reunião de sexta-feira antes do caos começar, será o primeiro passo em direção à paz.

 

Uma fonte do Vaticano revelou que o Papa mantém o uso de uma máscara de ventilação não invasiva e que, ao acordar, bebeu café.

Após uma crise respiratória, na sexta-feira, o Papa Francisco não está fora de perigo e continua com prognóstico reservado, avançou uma fonte do Vaticano, citada pela Sky News. 

Apesar do quadro clínico,  a fonte refere que Francisco tomou café esta manhã de sábado e que consegue comer comida sólida. 

“O Papa não teve mais nenhuma crise depois do ataque isolado de broncoespasmo sofrido ontem [sexta-feira]. Esta manhã tomou o pequeno-almoço, apreciou um café e leu os jornais”, informou o Vatican News, o órgão de comunicação oficial do Vaticano.

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou, esta manhã, que “após uma noite tranquila, o Papa está a descansar”, num indicador de melhorias no estado de saúde de Francisco. 

O Santo Padre mantém o uso de uma máscara de ventilação não invasiva, tendo os níveis de oxigénio regressado a níveis semelhantes aos registados antes desta crise. 

Porém, os médicos necessitam de 24 a 48 horas para avaliar o impacto desta crise no cenário clínico geral.

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