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O País – A verdade como notícia

Vários líderes mundiais demonstraram apoio incondiconal a Ucrânia e ao seu presidente Volodymyr Zelenskyy, após o tenso encontro com Trump e JD Vance, na Casa Branca. A Europa promete uma reação firme e imediata.

A Ucrânia tem apoio de várias nações, muitas das quais querem rapidamente ver o país fora do conflito com a Rússia. Por isso, não faltou apoio a Zelensky, após ter sido humilhado em directo na Sala Oval, no encontro com Trump e JD Vance.

A Austrália faz parte dos primeiros que deram voz à Ucrânia. Em uma mensagem escrita na sua rede social X, a presidente da comissão europeia Ursula Von Der Leyen, prestou apoio à Ucrânia.

“Sua dignidade honra a bravura do povo ucrniano. Seja forte, seja corajoso, seja destemido. Você nunca está sozinho, caro presidente Zelenskyy. Continuaremos  trabalhando ao seu lado, por uma paz justa e duradoura”, escreveu.

O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, tambem usou a rede social para abraçar zelenlesky. “Querido, Zelensky,  queridos amigos ucranianos, vocês não estão sozinhos”.

Dos países lusófonos, a mensagem de Portugal veio do primeiro ministro. Luís Montenegro diz que a Ucrânia sempre contará com Portugal.

O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, anunciou ter convocado um Conselho de Ministros extraordinário para este  sábado e uma comunicação ao país, às 22 horas de Maputo. Montenegro vai falar  sobre decisões pessoais e políticas acerca da empresa detida actualmente pela sua mulher e os seus filhos. 

A decisão surge depois da imprensa portuguesa ter avançado que a Spinumviva, empresa familiar da qual Luís Montenegro foi sócio, r

Em apenas duas semanas, mais de 60 mil cidadãos congoleses deslocaram-se para o Burundi, fugindo da violência mortal na República Democrática do Congo (RDC). Muitas dessas famílias já tinham sido deslocadas dentro do seu país e, agora, buscam refúgio no Burundi. A maioria dos que chegam são mulheres e crianças, que conseguiram escapar do conflito no Congo.

A medida que a luta se aproxima da cidade de Uvira, perto da passagem oficial da fronteira, espera-se que o número de deslocados aumente. O ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, elogia a decisão do Burundi de conceder aos refugiados status prima facie, garantindo que eles recebam proteção imediata e ajuda humanitária crítica.

Esses recém-chegados são, principalmente, cidadãos congoleses, que já tinham sido deslocados por conflitos passados, e agora são forçados a fugir mais uma vez, devido a novos confrontos.

Brigitte Mukanga-Eno, a Representante do ACNUR no Burundi, visitou recentemente os refugiados em Kaburantwa, onde ouviu as suas preocupações e avaliou  as suas necessidades. Os que chegam estão a ser transferidos para o local de refugiados de Musenyi, que pode acomodar 10 mil pessoas. A equipe do ACNUR está auxiliando com o registro e o transporte, garantindo que os refugiados sejam realocados com segurança.

O Governo do Burundi também planeja alocar terras adicionais, para expandir os locais de refugiados, fornecendo abrigo e apoio necessário.

 

Numa discussão, em direto na televisão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao seu homólogo ucraniano que este devia “estar agradecido”, acusando Volodymyr Zelenskyy de ser “desrespeitoso” e de “jogar com a Terceira Guerra Mundial”.

Após semanas de intensas negociações e declarações entre Washington e Kiev, as expectativas eram grandes para o primeiro encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy.

No entanto, o encontro transformou-se numa acesa discussão, em directo, na televisão. E Trump diz que o acordo de minerais com a Ucrânia, que levou Zelenskyy à Casa Branca, sexta-feira, foi cancelado.

“Eu conclui que o presidente Zelenskyy não está pronto para a paz, se a América estiver envolvida, porque ele sente que o nosso envolvimento lhe dá uma grande vantagem nas negociações”, escreveu Trump na rede social Truth Social, esta sexta-feira, cita Euronews.

Trump acrescentou ainda que não quer nenhuma vantagem do acordo com a Ucrânia. “Eu não quero vantagens, quero paz. Ele desrespeitou os Estados Unidos da América na Sala Oval. Pode voltar quando estiver pronto para a paz”.

A reunião desta sexta-feira não pareceu tensa no início, mas mudou de tom e tornou-se menos diplomática quando o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse a Zelenskyy que a Ucrânia não tinha gente suficiente para continuar a lutar.

O presidente ucraniano respondeu que JD Vance não tinha estado na Ucrânia para poder dizer isso, e acrescentou: “venha ver”.

A partir desse momento, o debate tornou-se cada vez mais aceso. Zelenskyy sublinhou a necessidade de garantias de segurança, nas quais Kiev tem insistido repetidamente. Trump interrompeu Zelenskyy e disse-lhe para “estar grato” pelo que os EUA já tinham feito para ajudar a Ucrânia.

“É preciso estar mais agradecido. Não têm as cartas. Connosco, têm as cartas. Mas sem nós, não têm cartas nenhumas”, disse Trump.

 

 

 

 

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reúnem-se, esta sexta-feira, para formalizar um acordo estratégico sobre minerais. O acordo a ser firmado concede aos Estados Unidos acesso às vastas reservas minerais da Ucrânia, incluindo elementos estratégicos como terras raras.

Pelo acordo assinado, a Ucrânia destinará 50% da receita gerada pela exploração de seus recursos naturais ao fundo de reconstrução administrado em parceria com os EUA. Os activos incluem minerais, petróleo, gás natural, além de infraestrutura estratégica como terminais de gás liquefeito e portos.

No entanto, o tratado não inclui garantias formais de segurança, por parte dos EUA, algo que Kiev esperava como contrapartida. Em vez disso, os recursos minerais serão utilizados para recuperar parte dos gastos bilionários feitos pelos EUA, no apoio militar à Ucrânia, através de um fundo de reconstrução conjunto entre os dois países.

A decisão de Trump de priorizar acordos económicos em detrimento do suporte militar e diplomático tradicional tem gerado divisões dentro do Congresso e entre os aliados da NATO.

 

O Sumo Pontífice está, há duas semanas, hospitalizado, após ter sido diagnosticado com uma pneumonia bilateral. Segundo informações actuais do Vaticano, o  Papa Francisco teve uma noite tranquila e está agora a descansar. 

Depois de, na quinta-feira, a Santa Sé ter confirmado que a condição clínica do Papa continuava a melhorar, hoje, as “boas notícias” continuam. De acordo com o Vaticano, o Papa “alternou a oxigenoterapia de alto fluxo com” com o uso de uma máscara de oxigénio.

Entretanto, “considerando a complexidade do quadro clínico, são necessários mais alguns dias de estabilidade para definir o prognóstico”, segundo uma nota do Vaticano, citada por Lusa. 

O Vaticano adiantou ainda que o Papa Francisco teve “fisioterapia respiratória”, durante a manhã de quinta-feira. “À tarde, após mais uma sessão de fisioterapia, recolheu-se em oração na Capela do apartamento privado, localizado no 10º andar, onde recebeu a Eucaristia; em seguida, dedicou-se às suas atividades de trabalho”, lê-se na nota do Vaticano.

As audiências do Papa Francisco previstas para sábado foram canceladas. O Papa, de 88 anos, foi hospitalizado a 14 de Fevereiro, na sequência de uma pneumonia nos dois pulmões e teve uma crise respiratória na sexta-feira, que agravou o seu estado de saúde.

Onze pessoas morreram e outras dezenas ficaram feridas, após uma explosão durante o comício do M23, na República Democrática do Congo (RDC), segundo partilharam líderes rebeldes.

O incidente ocorreu na cidade de Bukavu, no leste do Congo. O chefe da Aliança do Rio Congo, que inclui os rebeldes M23, declarou que o autor do crime estava entre os mortos.

“Gostaria de dar aqui a primeira avaliação que temos, que é que o ataque causou onze mortes, incluindo uma mulher. As verificações estão em andamento. O próprio autor do ataque faz parte dessas mortes. Há 65 feridos, incluindo seis em estado crítico”, disse Corneille Nangaa, líder rebelde da Congo River Alliance (AFC), cita o African News.

Nangaa também acusou o presidente congolês de não negociar com os rebelde.”Nós sempre expressamos o desejo de ver uma solução política para a crise multifacetada no Congo. E notamos, infelizmente, que ele (o presidente Felix Tshisekedi) está ligado à guerra.”

Os rebeldes do M23, apoiados por Ruanda, avançaram rapidamente na região e tomaram cidades importantes, incluindo Bukavu e Goma.

 

A oposição da Guiné-Bissau apelou à paralisia total do país a partir desta quinta-feira, em protesto ao adiamento das eleições legislativas. O grupo dos políticos afirma que Umaro Sissoco Embaló está fora do mandato desde Outubro do ano passado e já devia ter convocado eleições.

Um dia depois dos pronunciamentos do chefe de Estado guineense anunciar 30 de Outubro próximo para a realização das eleições legislativas, a oposição decidiu convocar a paralisação de todas as actividade públicas e privadas, em protesto à decisão que a chamam de ditatorial.

Entretanto, o secretário de Estado e Segurança Pública prometeu tolerância zero a qualquer manifestação relativa ao fim do mandato.

As eleições legislativas antecipadas chegaram a estar marcadas para 24 de novembro último, mas o Governo de iniciativa presidencial anunciou o seu adiamento, alegando falta de condições para a sua realização.

A situação acontece, num momento o presidente Guineense está de visita a República da Rússia. Na quarta-feira Sissoco Embalo foi recebido no palácio presidencial por Vladimir Putin.

Vários pais, em pânico, correram para as escolas, para buscar os seus filhos, devido a rumores de um recrutamento forçado pelo movimento rebelde M23, na cidade de Goma e no território de Nyiragongo, na República Democrática do Congo (RDC). 

Funcionários da escola e autoridades do M23 negaram veementemente as alegações de recrutamento forçado. O movimento rebelde chamou as alegações de parte de uma campanha de desinformação.

As novas autoridades do M23, em Goma, pediram ao público que permanecesse calmo, e insistiu que não há nenhum recrutamento nas escolas. O M23 também declarou que nunca realizou recrutamentos forçados, nas áreas que controla. 

Apesar dessas negações, o pânico gerou medo entre a população local, na cidade de Goma. Segundo o porta-voz da ONU, no Território de Lubero, ao norte de Goma, os confrontos da semana passada forçaram mais de 100 mil pessoas a deixarem suas casas.

Após um rápido avanço no leste do país, os rebeldes do M23 capturaram várias cidades e vilas importantes.

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