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O País – A verdade como notícia

Os serviços públicos podem ser prestados com maior eficácia e eficiência caso sejam utilizadas as novas tecnologias de informação e comunicação. Os profissionais da empresa de tecnologias Novabase Moçambique propõem-se a desenvolver, por exemplo, ferramentas tecnológicas que podem facilitar a vida dos utentes dos transportes de passageiros. Com uma aplicação no telemóvel, o passageiro pode adquirir bilhetes, apenas aproximando o aparelho a uma máquina reconhecedora do dispositivo, a ser instalada no interior do autocarro ou nas paragens. É uma inovação que pode flexibilizar as viagens, minimizar os problemas de trocos e proporcionar mais segurança aos passageiros.

Trata-se de uma inovação que será apresentada na 4ª edição da maior feira tecnológica de Moçambique, a Moztech, a ser realizada nos dias 24, 25 e 26 de Maio.

Mas não será a única novidade. A Novabase Moçambique também vai apresentar uma nova tecnologia que pode ser usada nas escolas para facilitar a aprendizagem. Esta permite que os alunos de uma ou várias escolas interajam, trocando informações através de uma solução tecnológica. É uma tecnologia que ainda não é usada no país, mas a empresa diz que pode fornecer.

E para o sector de energia, vai expor uma experiência com a rede elétrica inteligente chamada SmartGrids, que permite melhorar a gestão do consumo de energia. Depois de instalada num poste de transmissão de energia eléctrica, pode permitir, por exemplo, a empresa pública Electricidade de Moçambique controlar os níveis de consumo de energia, a qualidade e quem está ou não a consumir energia eléctrica, para depois aumentar a qualidade, se necessário e fiscalizar os níveis de consumo.
O director-geral da Novabase, Nelson Teodoro, diz ainda que, nas discussões deste ano, a empresa vai partilhar soluções que agilizem o ambiente de negócios e que facilitem a interacção das pessoas.

Desde a sua chegada no país, em 2013, a Novabase tem participado em projectos que tendem a acelerar o desenvolvimento do país como o e-Gov (Governo Electrónico), Portal do Contribuinte e está, neste momento, a trabalhar com o Instituto Nacional de Estatística (INE) nos censos da população, além de ter desenvolvido a Novabase Academy, um projecto que já capacitou mais de 100 recém-licenciados.
O director geral da Novabase Moçambique defende que as tecnologias podem ajudar as empresas nacionais a terem visibilidade no estrangeiro. Nesse raciocínio, Nelson Teodoro considera que Moztech é o espaço ideal para a promoção da tecnologia. Moçambique é, independentemente do impasse dos últimos tempos, um país com um enorme potencial de crescimento, considera o director-geral da Novabase.
“Eventos da grandeza da Moztech têm influência de diferentes formas: posiciona Moçambique no mapa da África Austral; atrai investimento de parceiros estratégicos; promove o empreendedorismo; estimula o desenvolvimento do país ao elevar a reflexão e ao apresentar soluções que servem as necessidades do país e; acima de tudo, destaca o papel que a tecnologia pode ter felicidade dos Moçambicanos”, acrescenta o director geral da Novabase.

A Novabase está associada à MozTech desde a primeira edição, e, faz um balanço muito positivo da iniciativa, por ter melhorado a relação da empresa de tecnologias com seus clientes, o público em geral e seus parceiros.

 

Uma delegação moçambicana chefiada pelo ministro da Indústria e Comércio, Ernesto Max Tonela, encontra-se em Genebra para, perante os membros da Organização Mundial do Comércio (OMC), apresentar a III Revisão da Política Comercial.

De acordo com um comunicado enviado a jornalistas pelo Ministério da Indústria e Comércio, a política comercial é constituída pelas regras de comércio que os países membros daquela organização internacional especializada observam nas suas relações, expondo-as ao conhecimento de todos os países membros por forma a tornar o comércio multilateral transparente e previsível.

“A razão deste exercício é de contribuir para melhor adesão, por todos os membros, às regras, disciplinas e compromissos assumidos nos Acordos Multilaterais de Comércio, criando desta forma um melhor funcionamento do sistema multilateral do comércio, garantia de maior transparência e compreensão das políticas e práticas comerciais dos membros”, refere o documento.

As revisões anteriores centraram-se na melhoria do ambiente de negócios, aprofundamento do diálogo com o sector privado, que culminaram com a elaboração da Estratégia para a Melhoria do Ambiente de Negócios.

No âmbito da III Revisão da sua Política Comercial, que terminou o dia 5 de Maio de 2017, Moçambique vai apresentar os progressos feitos de 2009 até agora, bem como os desafios prevalecentes e que exigem uma assistência técnica multifacetada, tomando em conta a recente ratificação do Acordo de Facilitação do Comércio da OMC pelo nosso país e sua entrada em vigor para todos os países membros.

É através de uma plataforma digital que a empresa moçambicana Kamaleon pretende levar tablets às zonas rurais com o objectivo de difundir informações sobre prevenção de doenças, educação financeira e outras que podem criar condições para maior inclusão de pessoas no mundo digital.

O novo produto tecnológico chama-se Tablet Comunitário. Será apresentado na quarta edição da maior feira de tecnologias de informação e comunicação – Moztech -, marcada para os dias 24, 25 e 26 deste mês.

“Pretendemos, através de banda desenhada animada, em campanhas específicas que têm a ver com educação cívica relacionada com doenças e educação bancária, mostrar como fazer operações, isto porque há muitas pessoas nas comunidades que não fazem ideia que é possível transferir dinheiro, ou seja, que se pode ter um banco no telemóvel”, considera o director-geral da Kamaleon, Dayn Amade.

As campanhas cívicas que serão promovidas nas zonas rurais poderão consistir em ensinar, as pessoas, os cuidados a ter para não apanhar a cólera, entre eles, lavar as mãos antes de pegar os alimentos, que também devem ser lavados antes de consumir e ferver a água antes de beber.

A empresa produziu o protótipo com quatro tablets – dois de cada lado -, mas diz que tem capacidade para fazer plataformas com 40 visores de cada lado, como forma de abranger maior número de pessoas.

Dayn Amade disse ao jornal O País que o produto vai trilhar em breve as zonas rurais do território nacional. É uma inovação produzida, pensando nos moçambicanos, sobretudo, aqueles que vive fora das cidades.

“A estratégia que temos de levar esta plataforma às comunidades rurais consiste em transmitir mensagens através de banda desenhada animada e depois temos um pequeno quiz (teste de conhecimento) que se baseia em perguntas e respostas, onde os usuários poderão interagir com o quiz e daí, nós teremos a estatística da compreensão que as pessoas tiveram na campanha específica que formos a fazer”, explicou o director-geral.

Os jogos que estão na plataforma são produzidos pela Kamaeon e outros parceiros nacionais da empresa.

Através dos tablets com telas gigantes, a população residente no campo poderá ter acesso a uma tecnologia de informação com jogos educativos, internet, espaço para escrever textos e gravar informações diversas em flash.

Dayn Amade empresa que desenvolveu a ideia, explica ainda que crianças, a partir dos seis anos, podem usar estes tablets, basta ter noções de escrita. O director-geral da Kamaleon descreve as qualidades da plataforma, destacando a resistência a fenómenos naturais.
“A plataforma é resistente a temperaturas várias, nomeadamente, chuva, poeira, muito calor, muito sol e mesmo o nosso visor está protegido, se alguém pega numa pedra e tenta riscar, tem uma película que protege o visor”, assegura Dayn Amade.

Para chegar a zonas recônditas, a plataforma pode ser puxada por veículos automóveis, tractores ou por tracção animal. Na verdade, explica o director-geral da Kamaleon, a empresa identificou várias formas para levar a plataforma às comunidades, de modo a permitir que ninguém se sinta excluído.

Neste momento, a empresa está à espera de receber uma patente para certificar se esta é ou não a primeira iniciativa digital desta natureza no mundo.

A empresa Mozambique Community Network (MCNet) possui duas aplicações inovadoras que permitem melhorar a análise das informações digitalizadas através de scanner e a gestão de riscos no comércio entre Moçambique e outros países, bem como que possibilitam maior cobrança de impostos no território nacional. Na quarta edição da feira tecnológica Moztech, serão apresentados os detalhes sobre as inovações.
 
Porém, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da MCNet, Rogério Samo Gudo, considera que o processo de digitalização de imagens através de scanner nos portos, aeroportos e nas fronteiras moçambicanas, que depois são analisadas pelas Alfândegas de Moçambique, possui muitos aspectos por melhorar. A MCNet prontifica-se a dar soluções para essas necessidades, de modo a que os Operadores de comércio internacional, possam beneficiar de maior rapidez ainda no despacho de mercadorias.
Segundo Samo Gudo, a empresa tem uma solução tecnológica chamada D-Tech que permite o armazenamento e a análise das informações digitalizadas através de scanner pelos Operadores nos portos e em outros postos de controle, envolvidos em trocas comerciais com Moçambique. O responsável acentua que a plataforma pode ainda fazer a análise de riscos no comércio externo.

Outra aplicação que também vai ser apresentada na próxima feira tecnológica Moztech chamada Omnis. Tem a capacidade para fazer acompanhamento de mercadorias via satélite e detectar riscos de desvios nas mercadorias em trânsito. Rogério Samo Gudo explica que a MCNet tem vindo a acompanhar a preocupação da Autoridade Tributária de Moçambique (AT) em relação aos desvios constantes de combustíveis e contrabando de mercadorias e acrescenta que a empresa que dirige tem soluções para minimizar estes desafios.

Em suma, tratam-se de duas soluções que já estão a ser usadas em muitos países, que a MCNet quer trazer para Moçambique. Em primeira mão, a empresa vai apresentar as novidades aos participantes da maior feira tecnológica do país que deverá ser realizada nos dias 24, 25 e 26 de Maio no espaço do Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, na cidade de Maputo.

“Nós identificamos estas necessidades, desenvolvemos as plataformas e disponibilizamos ao mercado. Cabe a nossa contraparte entender que precisa. Nós, através da Moztech, vamos poder interagir para alcançar este objectivo comum, que é utilizar estas aplicações em benefício de todos”, explica o Presidente do Conselho de Administração da MCNet.
Rogério Samo Gudo lembra que quando iniciou o projecto Janela Única Electrónica existiam muitos desafios, em termos de infra-estruturas, sobretudo na qualidade de energia elétrica, qualidade das comunicações e falta de capital humano especializado. Mas, actualmente, poucas coisas ficaram por resolver, no entender de Samo Gudo. Diz que a Janela Única Electrónica, hoje em dia, está pronta para minimizar outro grande desafio da AT – a colecta de impostos internos.

“A nível de infra-estruturas e operacional, estamos prontos para responder os desafios. Temos conhecimento dos avanços da Autoridade Tributária relactivamente a aplicação, mas a nossa infra-estrutura está disponível para acomodar esta plataforma. Quer dizer que o Estado já tem condições para resolver o problema de modernização dos impostos internos. A experiência que o nosso quadro técnico moçambicano adquiriu ao longo do tempo pode ser usada para responder as necessidades de outros sectores”, entende o Presidente de Conselho de Administração da MCNet.

Em 2010, a MCNet, empresa concessionária da Janela Única Electrónica, recebeu a responsabilidade de conceber, desenhar, financiar e implementar o projecto da Janela Única Electrónica. A nível de concepção e desenho, Samo Gudo diz que tudo já foi feito e defende que o processo de financiamento é dinâmico e que em relação à expectativa inicial, a MCNet já dobrou o investimento, sendo que a nível das funcionalidades foi executado em 90%.

A Janela Única Electrónica tem como finalidade, facilitar o comércio externo na importação e exportação de mercadoria, sendo a MCNet gestora do projecto com a tarefa de modernizar toda a cadeia de desembaraço aduaneiro. Rogério Samo Gudo diz que, actualmente, todos os operadores, nomeadamente, despachantes, importadores, exportadores, agentes transitários, agentes de navegação, autoridades portuárias, os bancos comerciais e o Banco de Moçambique, ministérios que emitem licenças, têm estado a operar dentro da Janela Única Electrónica.

A MCNet participou nas primeiras três edições da Moztech e, este ano, confirma a sua presença como parceiro estratégica por reconhecer o papel importante da feira para o desenvolvimento tecnológico do país. Rogério Samo Gudo diz que através do evento é possível massificar a utilização das tecnologias em Moçambique e melhorar a vida das pessoas.

 

O banco Standard Bank, parceiro estratégico da Moztech há três anos, marca presença, mais uma vez, na maior feira tecnológica do país. Tratando-se de uma feira em que as tecnologias assumem todo o protagonismo, o banco comercial preparou uma série de novidades para apresentar ao público que vai participar no evento. O objectivo é facilitar a vida das famílias e empresas que estão no país.

Entre várias inovações, Chuma Nwokocha, administrador delegado do Standard Bank, destaca duas que estão em curso no banco e que facilitam as transações bancárias dos seus clientes.
 
Os visitantes da feira, desde o cidadão comum até as empresas, terão a oportunidade de conhecer uma nova tecnologia usada pelo banco que permite autorizar transacções bancárias através do telemóvel com recurso a uma impressão digital. O Standard Bank também vai apresentar uma solução para realizar transacções bancárias no celular, mesmo sem o acesso à internet.

 “Sabemos que muitas vezes é necessário usar uma rede telefónica para efectuar uma ligação e estar conectado para fazer uma transação. Queremos mostrar que é possível fazer isso sem uma ligação à internet”, diz o administrador delegado do Standard Bank.

O banco vai participar no evento como expositor e também vai integrar os painéis de debate da maior feira de tecnologia. É nessa conjuntura que também irá divulgar uma novidade direccionada aos jovens empreendedores e aos empresários, instalando na MozTech uma incubadora de negócios.

“Vamos trazer uma incubadora onde os jovens empreendedores podem ter acesso às facilidades que o Standard Bank dispõe. Já foi concebida, com base na experiência que temos com muito sucesso na África do Sul e estamos a replicar aqui no país, na baixa da cidade de Maputo. Vamos ter um espaço onde os jovens empreendedores podem ter acesso a mentores, salas de encontros e acesso a empresas que muitas vezes precisam de micro e pequenas empresas, com qualidade, para serem suas fornecedoras. Pretendemos ajudar a formar um ecossistema”, explicou administrador delegado do Standard Bank.

Chuma Nwokocha acredita que as tecnologias têm o poder de acelerar o desenvolvimento socioeconómico das nações e por isso, o Standard Bank abraça a Moztech. “Através desta feira, o Standard Bank pretende contribuir para a massificação do uso da tecnologia para a satisfação das necessidades do dia-a-dia dos moçambicanos, em particular, aquelas tecnologias que estão ligadas ao sector financeiro”, explicou. Um exemplo disso é que, através da tecnologia, o Standard Bank permite que os seus clientes do segmento empresarial, com operações em vários países, possam ter um acesso único às suas contas e transaccioná-las de acordo com a moeda do país pretendido. O banco comercial disponibiliza ainda um serviço automatizado de transferência de dados que facilita as transacções bancárias através da integração do sistema de ERP da empresa ao banco.

Na edição deste ano, a Moztech é realizada sob o lema “Era digital: Uma Nova Forma de Viver e Fazer Negócios”. A respeito disso, o administrador delegado da instituição bancária espera que depois desta feira, as pessoas e empresas adoptem, paulatinamente, as tecnologias na realização das suas tarefas diárias.

Nwokocha reconhece que a Moztech está a crescer em termos qualitativos, tanto a nível dos debates como da própria exposição e aplicabilidade das soluções apresentadas pelas empresas de modo a satisfazer as necessidades da população, mas aconselha que os jovens estudantes afluam em massa, pois o evento pode ajudá-los a desenvolver as suas habilidades. E aos empresários sugere que não se limitem a participar nos debates, mas que visitem os laboratórios de inovação, pois é lá onde irão descobrir jovens que estão a fazer coisas incríveis e que precisam de apoio para seguir em frente.

Para a quarta edição da Moztech já confirmaram a presença mais de 70% de oradores, provenientes de Moçambique, Estados Unidos de América (EUA), Suécia, África do Sul, Quénia, Portugal, Itália, China – Hong Kong e Brasil.

No primeiro dia do evento, 24 de Maio, no subtema “Pontos de Partida e Tendências”, serão discutidas as Tendências do Digital, Community Building (expressão inglesa que na língua portuguesa quer dizer Construindo, Desenvolvendo ou Capacitando as Comunidades) e Tecnologia no Desporto de Alta Competição.

Com o subtema “Uma nova Forma de Viver”, no dia 25, estão previstas as discussões sobre Internet of Everything (expressão inglesa que na língua portuguesa quer dizer Internet de Tudo), a Realidade Virtual versus Realidade Aumentada e o Futuro do Entretenimento e o Papel das Fintechs na Promoção da Inclusão Financeira.

Já no último dia, o subtema é “Uma Nova Forma de Fazer Negócios”, estando reservado para o debate sobre as Cidades Inteligentes (Icities, na língua inglesa), Marketing Digital, Comércio Electrónico e Empreendedorismo Tecnológico.

Em suma, a quarta edição da MozTech pretende aprofundar o debate sobre a era digital e o impacto da tecnologia na vida dos cidadãos e nos negócios, para além de estabelecer uma forte rede de networking capaz de criar novas oportunidades de negócio e contribuir para a transformação tecnológica em Moçambique.

“NOSSA EXPECTATIVA É QUE DEPOIS DESTA FEIRA O DIGITAL FAÇA PARTE DO ESTILO DE VIDA DOS MOÇAMBICANOS”

Que resultados o Standard Bank alcança por participar na Moztech?
Depois da última Moztech houve muitos contactos que foram feitos com o banco para perceber uma e outra coisa e também para procurar criar parcerias para melhorar a adesão às tecnologias no país.
Que importância tem um evento desta natureza para a sociedade moçambicana?

A Moztech é de capital importância para Moçambique pois é um espaço privilegiado para todos actores da sociedade, desde estudantes, governo até ao sector empresarial, encontrarem soluções para estimular a inovação tecnológica e sua aplicação na resolução de problemas do dia-a-dia, tornando o progresso real.

Qual é a expectativa do Standard Bank em relação ao tema deste ano “Era digital: Uma Nova Forma de Viver e Fazer Negócios”?
A nossa expectativa é que depois desta feira o digital faça parte do estilo de vida dos moçambicanos, isto é, que as pessoas adoptem paulatinamente a tecnologia na realização das suas tarefas.
Como é que as tecnologias têm ajudado o Standard Bank a desenvolver suas actividades?

Servir os clientes com rigor e qualidade é a principal prioridade do Standard Bank. Temos conseguido fazer isso com sucesso graças ao uso da tecnologia. Hoje, por exemplo, um cliente do Standard Bank fica ao corrente de todos os movimentos que ocorrem na sua conta bastando para isso que active o serviço de SMS alerta; ao entrar num balcão o cliente tem à sua disposição um canal de televisão interno onde pode consultar o câmbio do dia, conhecer os produtos que o banco oferece e ainda encontrar outro tipo de informação útil como a previsão meteorológica. Mais do que isso, através da tecnologia o Standard Bank permite que os seus clientes do segmento empresarial, com operações em vários países, possam ter um acesso único as suas contas e transaccionar de acordo com a moeda do país pretendido. Ainda para este segmento de clientes, o Standard Bank disponibiliza um serviço automatizado de transferência de dados bidireccional, que facilita as suas transacções bancárias através da integração directa do sistema de ERP da empresa ao banco.

De que forma é que o Standard Bank usa as tecnologias para alcançar a população que vive em zonas recônditas?

O Standard Bank, pela primeira vez em Moçambique, em parceria com o M-Pesa desenvolveu um projecto que nos permitiu alcançar a interoperabilidade entre um banco e uma operadora de telefonia móvel; já conseguimos fazer transferências entre uma conta bancária e uma conta móvel. Isto facilita a inclusão financeira, mesmo nas zonas rurais. Esta é uma das inovações que introduzimos no ano passado e assim será no futuro.

 

As despesas, que atingiram mais de 45 biliões de meticais de 1 de Janeiro a 31 de Março, incluem construção de novas infra-estruturas, pagamento de salários, apoio às vítimas de calamidades, num período marcado por chuvas e ventos fortes, que desalojaram famílias e destruíram infra-estruturas.
Estes gastos correspondem a 16.7% do Orçamento do Estado para todo o ano, avaliado em pouco mais de 272 biliões de meticais.
No Conselho de Ministros desta terça-feira, o Governo aprovou algumas propostas de leis e decretos, sendo de destacar o decreto que regula o licenciamento de telecomunicações.

 

Rogério Zandamela diz que várias riquezas tem sido descobertas no continente, em particular na África Oriental e Austral, entretanto tira-se poucos ganhos, pois são pessoas de outros continentes que exploram os recursos. Aponta como exemplo a bacia do Rovuma, que tem mais de 100 triliões de metros cúbicos de gás, cujas empresas envolvidas na exploração são de continentes de fora de África. “Nos últimos anos, a África Oriental tornou-se rapidamente num dos principais centros de jazigos de gás naturais do mundo. A região ao largo da costa, que faz fronteira, a nordeste, com Moçambique, e a sudeste, com Tanzânia, conhecida como bacia do Rovuma, contém um volume estimado em mais de 100 triliões de pés cúbicos de gás natural, tornando-a numa das maiores descobertas de gás a nível mundial”, referiu o governador do Banco de Moçambique, que falava na abertura do Fórum dos Vice-governadores e Secretários Permanentes dos Ministérios das Finanças do Instituto de Gestão Financeira e Macroeconómica, MEFMI (em sigla inglesa).

Zandamela acrescenta que “várias empresas multinacionais adiantaram-se a aproveitar esta oportunidade, em particular empresas sedeadas nos Estados Unidos da América e na Itália”, daí que, para o governador, nos próximos anos, “parece ser obrigatória uma abordagem proactiva da região para o desenvolvimento de capacidades regionais, no contexto do crescimento regional da indústria energética, tráfego e infra-estruturas ao largo da costa”.

E porque o tema do encontro é a integração regional entre os países membros do MEFMI, Rogério Zandamela destaca a importância dos países da região austral e oriental de África estarem unidos, para vencer a pobreza. “É nosso papel, como guardiões da política monetária e fiscal, que caminhemos em paralelo com o resto do mundo no que concerne à erradicação da pobreza e concretização dos objectivos económicos globais”, disse Zandamela.

O MEFMI, criado em 1994, é um organismo regional, que congrega países da África Oriental e Austral, com o objectivo de apoiar os seus membros a construir uma capacidade institucional sustentável, promover boas práticas nos Bancos Centrais, Ministérios de Finanças, ajudando-os na identificação de desafios emergentes, riscos e oportunidades. Moçambique é membro de pleno direito do MEFMI desde Dezembro de 2004, altura que o Governo assinou e ractificou os instrumentos de adesão ao organismo.

O Fórum dos Vice-governadores e Secretários Permanentes dos Ministérios das Finanças do MEFMI dura dois dias, devendo terminar amanhã. Tem como objectivo informar aos participantes sobre os desenvolvimentos e desafios no sector macroeconómico e financeiro, bem como a troca de experiências. O evento acontece uma vez em cada dois anos.

 

É um marco para as duas partes: a indústria Matama consegue entrar na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) para aumentar a sua visibilidade e projecção, e é a primeira empresa a aderir à Bolsa este ano, de um total de quatro que constituem a meta para este ano.

A adesão daquela indústria aconteceu a 24 de Abril findo, mas só hoje é que houve a divulgação oficial, num evento havido na cidade de Maputo. “A meta este ano são quatro empresas. Uma já está cotada, faltam três. Vamos continuar a trabalhar para esse objectivo, de termos pelo menos mais três empresas cotadas este ano”, anunciou Salimo Valá, Presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores de Moçambique.

A indústria Matama está sediada no distrito da Manhiça, a 60 km da cidade de Maputo, e conta com um capital social de 450 milhões de meticais. Até aqui processa gado bovino, contando com um centro de engorda, matadouro e talho. A carne processada abastece o mercado nacional, mas a perspectiva é de exportar.

“Na situação normal da Matama, estamos a falar de um facturamento anual de cerca de 10 milhões de dólares. Há-de haver economia de divisas, porque as pessoas deixam de importar, mas, ao mesmo tempo, há-de haver uma parte que vai ser para a exportação, numa primeira fase, para o mercado asiático, Maurícias e outros países”, precisou Boavida Muthombene, membro fundador da empresa em referência.

Ser cotado na Bolsa de Valores implica uma série de benefícios, segundo avançou Salimo Valá, dentre os quais “assegurar maior visibilidade da empresa, ter potencial de valorização, dar mais credibilidade à empresa e aos que investem nas acções das empresas e tem a possibilidade de aceder a fontes alternativas de financiamento, além de incentivos que o Governo atribui às empresas cotadas na Bolsa”.

Criada em 1998, a BVM conta, neste momento, com a Cervejas de Moçambique, a Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos, a construtora CETA, a seguradora EMOSE e agora a Matama.

A infra-estrutura com capacidade anual para transportar 18 milhões de toneladas de carvão mineral será inaugurada no próximo dia 12 de Maio. Possui 912 quilómetros de linha férrea que liga Tete a Nacala e um terminal portuário. O Presidente do Conselho de Administração do Corredor Logístico de Nacala, Renato Torres, fala do projecto

O Corredor Logístico de Nacala será inaugurado em breve. Como é que esta infra-estrutura deverá contribuir para o escoamento de mercadorias nas zonas centro e norte do país?

O Corredor Nacala foi concebido para ser de alta eficiência e de altos volumes. Por consequência, teremos um corredor com custos muito mais competitivos e que tem capacidade para carregar navios muito maiores. Com isso, o frete de carvão que se exporta pelo Corredor Nacala chega ao cliente final a um custo muito mais baixo. Então, isso gera competitividade tanto para as empresas como para o próprio país, que tem capacidade de exportar o carvão a custos muito mais competitivos no mercado internacional.

Em que consiste o Corredor Nacala, quais são as infra-estruturas de apoio que tem e qual é a zona geográfica abrangida?

O Corredor Nacala conecta a mina de carvão de Moatize até ao terminal portuário de carvão de Nacala-a-Velha. Para isso, temos parte da linha-férrea construída em Moçambique, temos aproximadamente 200 quilómetros dentro do território malawiano, voltamos a Moçambique através de Entre-Lagos, passando pelo distrito de Cuamba e cidade de Nampula até Nacala-a-Velha. Esse é o troço do chamado Corredor Logístico de Nacala. Em Nacala-a-Velha, temos um terminal portuário recém-construído, onde inclusive vai acontecer a inauguração do Corredor, no próximo dia 12. Há um terminal portuário de classe mundial, com capacidade para carregar navios de até 180 mil toneladas em tempo recorde, onde conseguimos até ser competitivos com qualquer país a nível mundial que exporta minerais como carvão.

Qual é a capacidade desta linha ferroviária em termos de toneladas de mercadoria durante o ano?

A capacidade que se espera atingir no próximo ano deve ser de 18 milhões de toneladas de carvão. Somado a isso, temos o transporte de carga geral, que inclui combustível e outras cargas, além do próprio transporte de passageiros, que hoje é feito entre Nacala, Entre-Lagos, conecta o Malawi, e também no troço Cuamba-Lichinga, onde já temos comboio de passageiros regular.

Há previsão de aumento desta capacidade ao longo dos anos ou trata-se de capacidade definitiva?

O projecto inicial foi concebido para atingir 18 milhões de toneladas, mas, a partir daí, deverão ser feitos novos investimentos, tanto na própria linha-férrea, nos vagões e locomotivas, como na própria infra-estrutura da mina, para poder produzir carvão suficiente para ser transportado acima dessa capacidade inicial.

Essa capacidade de 18 milhões de toneladas responde a expectativas dos vários operadores, especialmente os da área de carvão em Tete?

   
Com certeza, porque também existe a infra-estrutura do porto da Beira, que se soma a essa capacidade adicional de transporte do carvão. Os CFM também investiram, nos últimos anos, na capacidade da linha, então, hoje já se tem uma capacidade adicional ao Corredor de Nacala no porto da Beira que serve os operadores de carvão.

Qual foi o investimento feito para a implantação deste corredor, que teve a duração de quatro anos?

Totalizando toda a linha-férrea e o porto, foi na casa de 4,5 mil milhões de dólares. É um investimento muito grande e, hoje, essa linha-férrea e o terminal portuário estão totalmente reabilitados e em condições de operar numa capacidade de classe mundial. O investimento foi feito pela Vale e Portos e Caminhos-de-ferro de Moçambique (CFM). A Mitsui entrou recentemente, em Março deste ano, depois do investimento estar concluído. Então, o investimento que iniciou em 2012 foi uma parceria entre a Vale e os CFM.

Que impacto directo terá este terminal para a zona norte do país, mais concretamente na região de Nacala-a-Velha?

O imediato é a criação de emprego. Somando na linha-férrea e porto, trabalhadores próprios e de empresas contratadas, temos em torno de quatro mil empregos. Além do próprio emprego, gera vários serviços adicionais, como hotéis, restaurantes e transportes, que são empregos indirectos que acabam sendo atraídos por essa concentração de renda na região que não existia há quatro anos. Cerca de 95% dos empregados são moçambicanos. Por exemplo, de todos os trabalhadores das operações, tanto do porto como da linha-férrea, que são operadores directos e empregados do Corredor Logístico de Nacala, cerca de 99% são moçambicanos. Temos alguns estrangeiros com mais experiência, até para fazer os treinamentos e capacitação dessa mão-de-obra.

Qual é o traçado da linha-férrea em Moçambique?  

Em Moçambique, temos 700 quilómetros e, em Malawi, 200. Se não passasse por Malawi, a linha-férrea seria muito mais longa, daria uma volta grande e iria encarecer o projecto, aumentaria o custo de transporte e o que nós buscamos é ter uma linha-férrea o mais eficiente possível, para conseguir ter essa competitividade que buscamos.

Até que ponto este projecto vem responder ao desafio de competitividade e torna as matérias-primas moçambicanas competitivas no mercado internacional, em particular o carvão?

Com o Corredor Norte, projecto Nacala, passamos a ser competitivos com qualquer empresa a nível mundial. Se olharmos para os grandes exportadores de minérios do mundo, basicamente Brasil e Austrália, veremos que a linha-férrea e o porto do projecto Nacala foram feitos com a melhor tecnologia possível, para conseguir estabelecer um corredor logístico muito eficiente aqui em Moçambique. Com relação a isso, posso assegurar que hoje Moçambique está entre os exportadores de minérios mais competitivos do mundo.

Tem uma ideia do peso percentual de mercadoria que vai passar pelo Corredor, além de carvão?

Todas essas infra-estruturas ferroviárias e portuárias que requerem um investimento muito alto, precisam de uma carga que nós chamamos de carga âncora, que vai pagar o custo de operação do dia-a-dia, vai pagar a manutenção da infra-estrutura, então, o carvão é importante nesse sentido. Tendo garantia que esses 18 milhões de toneladas estão circulando pela linha-férrea, garante-se que a linha-férrea está aberta e competitiva e está operando na sua máxima capacidade. Com isso, abrimos espaço para todas essas mercadorias. Por exemplo, no Corredor de Desenvolvimento do Norte, que é a empresa que tem a concessão do terminal de Nacala-porto, opera-se diversas cargas, contentores, combustíveis, algodão. Hoje, você tem um comboio com 40 vagões saindo de Nacala-porto e chega ao Malawi em menos de 48 horas. Então, isso abre uma capacidade de logística para que qualquer investidor que queira entrar em Moçambique, ou no Malawi e Zâmbia, que também estão conectados a essa linha-férrea, transporte a sua mercadoria a um custo baixo, com segurança, competitividade e apetência de atender os clientes destas empresas. Todo o combustível que vai para Malawi, óleo, diesel e gasolina, é importado através de diversos portos, inclusive o da Beira.

Neste momento, o principal porto para escoar mercadorias para Malawi e Zâmbia é o da Beira. Será que esta nova infra-estrutura será o novo caminho a ser usado por esses países?

Acredito que, com o desenvolvimento, vamos ter um aumento da procura e do consumo. Então, o Corredor de Nacala é uma opção, principalmente pela questão ferroviária. Vamos transportar essa mercadoria a custos muito mais baixos para esses países e isso vai ter um impacto directo para a economia desses países. Basicamente, o combustível comanda os preços de tudo o que é comercializado no país. Penso que essa é a grande vantagem que esses países vão ter com a operacionalização desses projectos, além de Moçambique.

Vocês já têm uma ideia do que o Corredor Logístico de Nacala vai render de receitas ao Estado?

Vamos pegar num número. Só o Corredor Logístico de Nacala, que é a operadora de carvão, paga em torno de 650 milhões de meticais de impostos e tarifas. As contribuições indirectas de outras empresas que prestam serviços têm números que não podemos estimar.

Com a entrada da Mitsui, como é que ficou a estrutura accionista e o funcionamento do Corredor Logístico de Nacala?

A estrutura accionista não altera muito, porque a Mitsui entrou como sócia da Vale. Então, onde entrou a Vale, agora é Vale e Mitsui, sendo que os outros accionistas continuam inalterados. Temos os CFM, que operam a carga geral em Moçambique; temos os accionistas nacionais, que também são nossos parceiros nesse empreendimento. O que vai acontecer é que, daqui para frente, a própria Mitsui terá seus projectos de investimento. Eles têm uma visão de investimento de longo prazo e o Governo do Japão tem uma parceria muito grande com o Governo de Moçambique, então, penso que isso vai atrair novos investidores. Existe um projecto da JICA lá no porto de carga geral de Nacala-porto, que é uma parceria que já existia entre o governo moçambicano e o governo japonês, então, eu penso que isso tudo vai alavancar o investimento no Corredor e vai atrair novos investidores.

O Corredor será inaugurado dentro de dias.

Na próxima sexta-feira, dia 12 de Maio, teremos um evento com a presença do Presidente da República, ministros, quadros dos governos moçambicano, japonês e brasileiro e de todas as empresas, o presidente da Vale estará presente. Penso que vai ser um evento muito importante, além de tudo, para a divulgação dessa infra-estrutura.

O Corredor já está a funcionar em fase experimental.
Iniciou em meados de 2015 e, a partir de Janeiro de 2016, iniciou a evolução da operação, sendo que, a partir de agora, já estamos em fase normal de operação, onde faltam pequenos ajustes para atingir a capacidade máxima. Podemos dizer que, a partir do início deste ano, já estamos a operar em capacidade máxima.

Um factor essencial neste negócio de carvão é a oscilação do preço. Até que ponto isso pode afectar o desempenho do Corredor Logístico de Nacala? Será este um factor que vocês têm em conta?
Claro. A nossa missão é ser competitivos em qualquer cenário de preços. Procuramos sempre estar entre os produtores de custos mais baixos. Tanto na produção, na mina, quanto na logística, procuramos sempre ter custos baixos, para podermos suportar qualquer oscilação de preços e continuarmos, assim, a operar.

Até que ponto o Corredor pode servir os grandes projectos de gás e petróleo que estão a ser desenvolvidos em Cabo Delgado?

Claramente que qualquer grande projecto vai tirar proveito dessas infra-estruturas. Uma das nossas preocupações muito grandes é perder as pessoas que formámos desde 2012 para esses grandes projectos. Daí que temos que fazer um trabalho muito grande junto ao Ministério da Educação para formar mais pessoas. Esperamos, também, que o fluxo aumente no Aeroporto de Nacala.

Mais de 1 600 casas construídas para reassentar famílias
Um dos problemas sempre levantados nos grandes projectos de infra-estruturas em Moçambique são os reassentamentos. As pessoas, muitas vezes, queixam-se de não serem transferidas para locais similares ou melhores que os anteriores. Isso já aconteceu com grandes empresas. Não teremos neste projecto problemas similares aos já registados no país?

Aprendemos com projectos antigos. O nosso projecto é dos mais recentes em Moçambique. Fizemos um trabalho criterioso e cuidadoso com as famílias. Outro aspecto é que grande parte da infra-estrutura já existia, por isso, o impacto é um pouco menor do que se tivéssemos construído de zero. No projecto Corredor Logístico de Nacala, foram construídas mais de 1 600 casas para as pessoas que tinham construído moradias ao longo da linha férrea. Por questões de segurança, tivemos que reassentar as pessoas, foi feito até um estudo na área do porto. Tem havido reclamações isoladas que vamos atendendo ao longo do tempo. Nós temos monitores sociais que acompanham as famílias até dois anos após o reassentamento, para garantir que elas tenham uma actividade económica. Estamos a investir em agricultura familiar, para que as pessoas tenham rendimento. Para evitar atropelamentos, é importante que essas pessoas tenham uma actividade. Investimos em mais de 90 furos de água, para evitar que as pessoas tenham que se deslocar a outras comunidades para buscar água, atravessando as linhas.

 

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