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O País – A verdade como notícia

O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Rogério Manuel, defende a importância da paz para a economia. Para Manuel, a paz é a condição para garantir o desenvolvimento do país.

O presidente da CTA, que se encontra em Quelimane, referiu que actual trégua militar está a contribuir para a dinamização da economia porque permite a circulação de pessoas e bens.

“Desde que iniciaram as tréguas, devo dizer que os negócios começaram a fluir. A transitabilidade começou a conhecer o seu melhor momento, daí que o escoamento dos produtos começou a fluir e os negócios estão a movimentar-se. Neste momento não temos razões de queixa”, referiu.

Rogério Manuel acrescentou que os empresários apenas precisam de estabilidade política para desenvolver seus trabalhos.

Na província da Zambézia, a tensão-política comprometeu a economia.

A empresa Kroll entregou ontem à Procuradoria-Geral da República (PGR) o relatório da auditoria internacional e independente aos negócios da Ematum, ProIndicos e MAM que recorreram a financiamentos em bancos estrangeiros com garantias emitidas pelo Governo. O relatório chegou à PGR no fim do dia desta sexta-feira.
A PGR informa que já está a fazer a verificação e análise do relatório com vista a aferir a conformidade com os termos de referência. Reverificação e tradução do documento para a língua oficial portuguesa pela Kroll, assim como a entrega de relatórios preliminares sobre o nível de realização da auditoria, eram alguns dos elementos dos termos de referência.

A instituição dirigida por Beatriz Buchili adianta, no entanto, que após terminar a análise irá partilhar com o público o documento entregue pela Kroll, com a salvaguarda do segredo de justiça, já que o processo da auditoria encontra-se em instrução preparatória.
Segundo a PGR, a auditoria visa aferir a existência de infrações de natureza criminal e outras, no processo de constituição, financiamento e funcionamento das empresas, Ematum, ProIndicos e MAM.

A auditoria internacional e independente que surge de um acordo entre o Governo Moçambicano e o Fundo Monetário Internacional (FMI) foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República de Moçambique e é financiada pela Suécia.

O trabalho realizado pelo auditor inclui a análise de extensas informações financeiras e outra documentação disponível, visitas aos escritórios das três empresas, visitas a infraestruturas e equipamentos em diversos pontos do país, entrevistas a membros do Governo, funcionários públicos e trabalhadores das três empresas e outras personalidades.

A Kroll, empresa baseada em Londres com 40 anos de experiência de auditoria, solicitou ainda informações e documentos adicionais às empresas fornecedoras, bancos e outras instituições, nacionais e estrangeiras, para completar ou esclarecer a documentação fornecida pelas três empresas.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) emitiu um comunicado de imprensa, hoje, no qual diz esperar que a Procuradoria-Geral da República (PGR) publique um resumo do relatório das dívidas ocultas que recebeu da empresa Kroll até ao final do mês. A instituição espera ainda que, no devido tempo, a PGR divulgue o relatório completo.

Na nota emitida pelo Representante Residente do FMI em Moçambique, Ari Aisen, lê-se ainda que “a entrega do relatório de auditoria internacional forense à Ematum, Proindicus e MAM a Procuradoria-Geral da República de Moçambique é bem-vinda”.

A Embaixada da Suécia em Moçambique também emitiu, hoje, uma nota a jornalistas onde diz que acolhe favoravelmente a entrega do Relatório de Auditoria Internacional Independente pela empresa Kroll à PGR. Diz ainda que aguarda a partilha do resumo do relatório com o público moçambicano pela PGR, o mais breve possível e subsequente publicação do relatório completo.

 

É já na tarde desta sexta-feira que o Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugura o Corredor Logístico de Nacala (CLN), um dos maiores investimentos em infra-estruturas da história do país e que compreende uma linha férrea de 912 quilómetros e um porto de águas profundas, no distrito de Nacala-a-Velha, em Nampula.

Trata-se de um investimento de 4.5 biliões de dólares injectados de 2011 a 2016, como forma de viabilizar o escoamento do carvão da Vale Moçambique, a partir do distrito de Moatize, província de Tete. A infra-estrutura já está a ser utilizada e transportou seis milhões de toneladas de carvão em 2016, esperando-se que, no presente ano, transporte cerca de 10 milhões de toneladas. Somente a partir de 2018 é que o CLN prevê que a linha transporte 18 milhões de toneladas de carvão por ano, o limite da sua capacidade.

“O investimento já foi finalizado e não foi feito apenas pelo CNL, mas também por outras empresas que trabalham no Corredor Logístico de Nacala, como é o caso do Corredor de Desenvolvimento de Norte (CDN) e a própria CA no Malawi, naqueles trocos que correspondem à sua concessão”, disse ao “O País Económico” José Carlos Sousa, director executivo do CLN.  

O empreendimento ganha mais sentido numa altura em que o preço do carvão no mercado internacional tende a recuperar, depois de anos consecutivos de queda. Devido à situação, a Vale teve que restruturar o seu projecto de exploração de carvão em Moçambique, despedindo milhares de trabalhadores.

Com o abrandamento dos investimentos na Zona Económica de Nacala (ZEN), os distritos de Nacala-porto e Nacala-a-Velha as populações sentem a crise na pele, agravada pelo encerramento de empresas na ZEN. Com esta infra-estrutura, a esperança ressurge no seio dos locais como uma luz no fundo do túnel.  

PORTO COM CAPACIDADE DE ARMAZENAR UM MILHÃO DE TONELADAS DE CARVÃO

O porto de Nacala-a-Velha tem capacidade para armazenar até um milhão de toneladas de carvão metalúrgico e térmico. Por se tratar de um porto de águas profundas, a infra-estrutura não precisa de dragagem, tal como o vizinho porto de Nacala.

O mesmo não acontece com os portos da Beira e de Maputo, que precisam frequentemente de ser dragados para receber navios de grande tonelagem. Com pouco tempo de operação, o porto de Nacala-a-Velha já recebeu um navio de 187 mil toneladas, cujo carregamento de carvão levou cerca de três dias.

Dos 912 quilómetros percorridos pela linha que integra o CLN, 60 quilómetros são de Tete para Malawi, onde percorre 200 quilómetros, sendo que, de Malawi a Nacala-a-Velha, a linha perfaz 652 quilómetros. Cada comboio que transporta carvão é composto por quatro locomotivas, 120 vagões e transporta 7 560 toneladas de carvão, que é armazenado antes de rumar a países da Europa e Ásia, onde a China é destaque.
 Com pouco mais de 500 quilómetros, fica para trás a linha de Sena como a maior linha férrea do país, com a entrada em operação do empreendimento que liga Moatize a Nacala.  

O Corredor emprega, no momento, 1 200 trabalhadores directos, mas o número chega a quatro mil trabalhadores, quando se considera os empregos das empresas subcontratadas e à volta do corredor logístico que hoje é inaugurado.  

CARVÃO DA VALE

A principal função do corredor logístico de Nacala é escoar o carvão produzido pela Vale, na província de Tete.
A capacidade de produção de carvão da mina Moatize é de 11 milhões de toneladas por ano. Para melhor responder à demanda de processamento de carvão, a Vale investiu na construção da maior central de enriquecimento de carvão do país. Além da indústria siderúrgica, utiliza-se o produto para a geração de energia.

O carvão metalúrgico e o térmico extraídos nas minas de Moatize têm como destino os mercados do Brasil, China e Japão, sendo que, até agora, foram exportados, através de Nacala, cerca de 6,5 milhões de toneladas. A meta é atingir 18 milhões de toneladas por ano, capacidade instalada do porto e da linha de caminho-de-ferro.

PRESENÇAS DE PESO NA INAUGURAÇÃO DO CLN

Para além do Presidente da República, Filipe Nyusi, na cerimónia de inauguração do Corredor Logístico de Nacala, deverão participar membros dos governos de Moçambique, Malawi, Brasil e Japão.

Contar-se-á, também, com a presença de gestores do topo das multinacionais Vale e Mitsui, principais accionistas do Corredor. Os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) são, também, accionistas de peso no Corredor Logístico de Nacala, em representação do Estado moçambicano na parceria público-privada.  

O director executivo do CLN revelou que estava tudo pronto para a cerimónia de inauguração de hoje, um evento cujos convidados e jornalistas transportados usam voos fretados pela companhia de logística, numa altura em que os voos da empresa Linhas Aéreas de Moçambique registam problemas, com os constantes cancelamentos e remarcações.

Em 2016, a África Subsahariana teve um crescimento de 1,4%, segundo o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre Perspectivas Económicas Regionais. “O País” vai analisar as perspectivas avançadas pelo FMI neste relatório, as projecções para 2017 e as possíveis soluções colocadas pela organização para que a África Subsahariana tenha um maior crescimento.

No ano passado, o crescimento desacelerou em cerca de dois terços dos países da região, o que representa 83% do Produto Interno Bruto (PIB) regional, e estima-se que tenha atingido apenas I,5 %. O que o FMI considera como o pior desempenho da região em mais de duas décadas. Em 2015, o crescimento foi de 3% um pouco abaixo da média de 6,8% atingidos entre 2003 e 2008. O documento avança que a seca na África Austral e queda do preço das commodites, aliadas ao défice orçamental em alguns países, contribuíram para este cenário.

Os problemas económicos enfrentados pelos países da região poderão afectar o crescimento neste ano. No relatório sobre Perspectivas Económicas Regionais, o FMI considera que a dinâmica de crescimento na África Subsahariana vai manter-se frágil, tendo como ponto de partida as avaliações e perspectivas dos últimos anos. Para 2017, espera-se um aumento de 2,6%, que será impulsionado em grande medida por factores específicos de três países nomeadamente:

I. a recuperação da produção de petróleo na Nigéria, II. o aumento das despesas públicas antes das eleições em Angola e III. o desaparecimento dos efeitos da seca na África do Sul, combinado com algumas melhorias nas trocas comerciais.

Segundo o relatório, as baixas perspectivas são reflexo, em parte, de insuficientes ajustes políticos. Angola, Nigéria e a Comunidade Económica e Monetária Centro-Africana (CEMAC) são os mais afectados pela redução do preço do petróleo a nível mundial. Estes países continuam a lutar contra a perda de receitas orçamentais e a pressão na balança de pagamentos. Os ajustes de políticas, nestes países, são considerados atrasados e limitados, o que prejudica ainda mais a economia nestas nações. Outros exportadores de commodities, como o Gana, a Zâmbia e o Zimbabwe enfrentam maiores défices fiscais.

Nos países com maior consumo de recursos, como a Costa do Marfim, o Quénia e o Senegal, os défices orçamentais mantiveram-se elevados durante vários anos, uma vez que os governos procuraram corrigir as deficiências sociais e de infra-estruturas. Embora o crescimento se mantenha robusto, as vulnerabilidades estão agora a emergir. O aumento da dívida pública, dos custos de empréstimos e, em alguns casos, a existência de empréstimos em atraso são algumas das vulnerabilidades apresentadas pelo FMI.

As perspectivas são também nubladas pela incidência da seca, das pragas e questões de segurança. O impacto da seca que atingiu a maior parte dos países da África Austral em 2016 está a desaparecer, mas um novo período de seca está a invadir partes da África Oriental. A seca está mais intensa no nordeste da Nigéria e no Sudão do Sul, que já declarou fome.

A possível normalização da política monetária nos Estados Unidos da América (EUA) poderá apertar ainda mais o cerco aos países da região. Donald Trump, presidente dos EUA, prometera durante a campanha eleitoral restringir o financiamento externo, mas particularmente aos países africanos. Este cenário desafia a África Subsahariana a adoptar políticas nacionais mais apropriadas. Para os países com maior consumo de recursos, a consolidação orçamental continua a ser urgentemente necessária para travar o declínio das reservas internacionais e compensar perdas permanentes de receitas. Este é especialmente o caso nos países da CEMAC, onde as medidas fiscais devem apoiar limites vinculativos sobre o financiamento dos bancos centrais aos governos e ajudar a conter as pressões externas.

Um olhar para a CPLP

Os países da região falantes da língua portuguesa também registarão um crescimento. Angola registará um crescimento de 1,3 e 1,5%, Guiné-Bissau manter-se-á nos 5%, nos dois anos seguidos, enquanto São Tomé chegará aos 5% em 2017 e 5,5% em 2018. Nestes dois anos Cabo Verde irá crescer 4% e 4,1% e por fim Moçambique ficará pelos 4,5% e 5,5% no período em análise.

Os problemas mencionados anteriormente também irão afectar os países da CPLP. Moçambique e Angola ganham destaque pelo nível dos juros da dívida praticados nestes países. Segundo o relatório de Perspectivas Económicas Regionais, Moçambique é o país africano que enfrenta os juros mais caros sobre as emissões da dívida em moeda estrangeira, com 20,4%, Angola com 8,7% é o segundo com os juros mais elevados, segundo escreve a Lusa.

Os juros exigidos pelos investidores para negociarem dívida pública de Moçambique estão acima de 8% desde Junho de 2015, tendo registado uma média de 20,4% em Março deste ano, segundo os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

“A trajectória da dívida está claramente numa perspectiva ascendente, com mais de 50% do valor do PIB em muitos países”, como Cabo Verde ou Moçambique, escrevem os analistas no relatório, que dá conta de uma dívida pública em Moçambique que valia 115,2% do PIB no final do ano passado, mas que deverá descer para 106,9% e 103,6% em 2017 e 2018.

Este valor do rácio da dívida face à riqueza do país só é superado por Cabo Verde, que apresenta valores de 134,7% este ano e 133% em 2018, mais do triplo da média da África subsahariana: 44,6%.

Com um crescimento previsto de 4,5% para este ano e 5,5% para o próximo, Moçambique enfrenta uma inflação de 19% este ano, que deverá cair para os 10% no próximo ano. Depois de ter melhorado o desequilíbrio das contas públicas no ano passado, melhorando de 10,4% para 7,4%, o défice orçamental deverá aumentar para 8,2% este ano e 8,5% em 2018, de acordo com as previsões do FMI presentes no relatório.

O candidato a presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Quessanias Matsombe, relançou, hoje, a sua campanha eleitoral, na cidade de Maputo, num encontro com jornalistas.

Quessanias lembrou as linhas de força da sua candidatura, entre elas, a transparência. Na campanha eleitoral, o candidato diz que vai privilegiar a participação em debates, colóquios e reuniões. Se for eleito, promete pressionar o Govermo a fazer reformas para melhorar o ambiente de negócios em Moçambique.  

Matsombe promete fazer de tudo para que as empresas moçambicanas sejam preferência nos concursos públicos de contratação lançados no país. E considera o relatório Doing Business do Banco Mundial um grande desafio para o Executivo, já que prevalecem muitas barreiras ao ambiente de negócios no país.

Oficialmente, a campanha eleitoral para presidência da CTA arrancou esta sexta-feira e termina no dia 23 de Maio e as eleições estão marcadas para o dia 25.

 

 

O ministro das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil, Aloyiso Nunes Ferreira, e uma delegação brasileira composta por 17 empresários participam, hoje, na cidade de Maputo, do Fórum Empresarial Brasil-Moçambique.

O objectivo do evento é divulgar as oportunidades de investimento e de negócios existentes em Moçambique nos sectores de actividade económica, bem como a promoção de parcerias entre empresários nacionais e brasileiro, indica um comunicado do Ministério da Indústria e Comércio.

Os empresários brasileiros são das áreas de indústria, agronegócio, saúde, comércio e outras. A visita do ministro das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil de dois dias, 11 e 12 de Maio, é de trabalho.
A sessão de abertura do fórum é dirigida pelo ministro da Indústria e Comércio, Max Tonela, e conta com a participação do ministro brasileiro, Aloyiso Nunes Ferreira, dos representantes do Centro de Promoção de Investimento (CPI), da Embaixada do Brasil em Moçambique e da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

“As relações de cooperação entre os governos da República de Moçambique e da República Federativa do Brasileira remontam há mais de três décadas, tendo os dois governos, a 15 de Setembro de 1981, assinado o Acordo Geral de Cooperação”, indica o comunicado de imprensa.

Empresários turcos estão em Maputo à procura de novas oportunidades de negócios nas áreas da agricultura, infra-estruturas, energia e turismo. O interesse foi manifestado, hoje, no Fórum de Negócios Moçambique-Turquia, organizado na capital, pela embaixada daquele país em parceria com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

O Fórum de Negócios Moçambique-Turquia acontece quatro meses depois de o presidente daquele país, Recep Erdogan, ter visitado Moçambique. Como resultado, mais de 30 empresários turcos reuniram-se com cerca de 200 empresários nacionais para se inteirarem das oportunidades de negócios no país.

O representante da embaixada turca em Maputo, Ahmet Mahir Yener, disse ao “O País” que a Turquia investe actualmente pelo menos 270 milhões de dólares americanos e que os empresários que participam no Fórum de Negócios estão interessados em ampliar esse investimento.

“Nossos empresários estão interessados em investir nos sectores da agricultura, Infra-estruturas, Energia e Turismo. Nós temos especialistas e experiência na comunidade turca nessas áreas. Estamos dispostos a cooperar e contribuir nestes quatro sectores escolhidos pelo Governo moçambicano como prioritários” disse Ahmet Mahir Yener.

Agostinho Vuma, vice-presidente da CTA, organização empresarial co-organizadora do Fórum de Negócios, considera que a vinda de empresários turcos em Maputo é importante porque os empresários nacionais terão oportunidade de partilhar oportunidades e firmar parcerias.

Participam no Fórum de Negócios, empresários vindos de quase todas as províncias do país que têm a terra como um dos recursos fundamentais para o aumento da produção em parceria com os empresários turcos, principalmente nas áreas de agro-negócios e turismo.

Empresa de telefonia móvel leva para MOZTECH 2017 tecnologias que podem dinamizar cadeia de valores nos sectores da saúde, educação e agricultura em Moçambique.
A Vodacom vai apresentar nos dias 24, 25 e 26 de Maio, na feira tecnológica Moztech, uma plataforma digital (Mezzanine) que permite integrar diversos sistemas de modo a melhorar a gestão nos sectores da saúde, educação e agricultura. Esta plataforma é um exemplo claro de como as tecnologias podem dinamizar a cadeia de valor nestes sectores em Moçambique.

O Mezzanine já existe e esta a ser usado, com sucesso, em alguns países da África. Em Moçambique, a Vodacom tem a honra de ser pioneira e já esta a fazer um teste na área da saúde, num projecto de vacinação, concretamente na gestão de stock. Dentre várias funcionalidades, esta plataforma permite medir a disponibilidade das vacinas nos centros de saúde, evitando rupturas de stock.

Ainda no que tange ao sector da saúde, esta plataforma: flexibiliza o acesso à informação sobre os testes de saúde; tem soluções que permitem fazer testes de malária, HIV-Sida, assim como de diabetes nas zonas mais recônditas do país; permite ainda, em pouco tempo, ter informação numa base de dados capaz de gerar relatórios para múltiplos fins”, afirmou o director executivo de vendas corporativas da Vodacom Moçambique, José Correia Mendes.

Para o sector da educação, por exemplo, a Vodacom pretende apresentar plataformas digitais que podem ajudar, entre várias tarefas, o controle de presenças de professores e alunos nas escolas, fazer inventários de livros, como também dar um contributo rumo à digitalização do ensino em Moçambique.
No sector da agricultura, esta solução tecnológica visa criar condições para os pequenos agricultores interagirem e terem rápido acesso à informação que facilita o acesso aos mercados e às finanças.

Tudo isso é possível, porque, nos últimos três anos, a empresa reforçou o investimento na fibra óptica e em torres 3G, contando hoje com mais de 13 mil quilómetros de fibra. Nesse período, a empresa aumentou quatro vezes mais a sua rede, sendo que, actualmente, conta com mais de 1600 antenas, das quais 90% são 3G.

A Vodacom considera a Moztech uma oportunidade ímpar na promoção e massificação das tecnologias, isto é, uma iniciativa que perspectiva a tecnologia ao serviço do crescimento económico e desenvolvimento humano em Moçambique.
“Através da sua subsidiária Mpesa (Vodafone-Mpesa SA), a Vodacom espera promover o uso da tecnologia, facilitando o acesso a pagamentos para serviços de colecta e desembolso para os clientes do segmento corporativo e também para os serviços de pagamento online, incentivando o comércio electrónico a escala nacional”, diz José Correia Mendes. Em síntese, estas serão as principais novidades que os participantes poderão interagir com elas na quarta edição da Moztech.

 

 

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