Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Controlar as perdas e fugas de água através de um monitoramento inteligente das redes de abastecimento é a nova aposta de um jovem inovador tecnológico. Trata-se de uma tecnologia que visa reduzir os níveis de perdas de águas nos sistemas de distribuição na cidade e província de Maputo, usando o controlo inteligente do sistema de abastecimento, implementar soluções para permitir a leitura automatizada de contadores analógicos e pagamento da água por meios electrónicos, particularmente, o celular.

Com uma tecnologia virada ao serviço da população, o inovador tecnológico, Abel Viageiro, refere que o sistema de gestão da água, através do uso da tecnologia, pode mudar o actual panorama de abastecimento e consumo. Actualmente, os níveis de perdas de água por fugas e perdas comerciais, que consistem nos furos clandestinos, rondam nos cerca de 40%. Com a nova proposta tecnológica espera-se reduzir o prejuízo para 5 a 10%.

O desenvolvimento do sector de águas é um sector chave para o desenvolvimento socioeconómico”, refere o inovador. Segundo Viageiro, as redes de abastecimento de água deterioram-se com o tempo e perdem a sua capacidade de retenção da água. A deterioração resulta do ambiente corrosivo, fracos padrões de construção, flutuação da pressão de água, excesso de tráfego e vibrações.

Os alunos da Escola Secundária da Matola beneficiariam, ontem, de educação cívica sobre cuidados a ter com a água e alimentos para evitar a cólera. A iniciativa denominada “Um Dia de Ciência e Tecnologia” visa levar mensagens sobre cuidados de saúde para as escolas secundárias de todo o país. A informação é difundida através do “Tablet Comunitário”, uma plataforma digital da empresa Kamaleon, em parceira dos ministérios da Ciência e Tecnologia e da Educação e Desenvolvimento Humano, donos do programa.

Com vídeos educativos e banda desenhada, os alunos da Escola Secundária da Matola, província de Maputo, tiveram a oportunidade de aprender técnicas de tratamento de água e alimentos para evitar doenças, entre elas, a cólera usando a plataforma digital. De seguida, testaram os seus conhecimentos através de jogos em “tablets” com telas gigantes e contam como foi a experiência.

“Aprendi que devemos lavar as mãos antes de comer, temos que lavar os recipientes antes de usar e devemos tapara sempre os alimentos”, disse o aluno Lourenço Elias, para depois sua colega de escola Augusta Mate dizer que “a experiência foi muito boa, porque pude aprender varias coisas, como por exemplo, como prevenir a cólera”.
A direcção da escola diz que a iniciativa enriquece o ensino e aprendizagem, não só na área da saúde, mas também promove o uso correto das tecnologias. “Pensamos que a plataforma é muito interessante, é mais uma forma de aprendizagem, por isso, achamos que o projecto é bem-vindo”, considera Virgílio Dava, director-adjunto pedagógico da Escola Secundária da Matola.

Já os representantes dos dois ministérios e a Kamaleon explicam que a parceira visa promover a inclusão digital, assim como evitar doenças.
“Vai ajudar ao aluno a despertar o interesse pelas áreas das Tecnologias de Informação e Comunicação”, disse Solange Matsinhe do Ministério da Ciência e Tecologia. Já Dayn Amade, director-geral da Kamaleon constatou que “a adesão dos alunos é boa. Em termos de resultados está a ser positivo, porque conseguimos notar que os alunos conseguem perceber a mensagem”, disse.

Com o objectivo de transmitir a sua experiência em áreas de capitalização de empresas e fortalecer a cooperação com o nosso país, o embaixador do Brasil em Moçambique, Rodrigo Baena efectuou, hoje, uma visita à Bolsa de Valores de Moçambique (BVM).

A parceria entre as bolsas dos dois países terá foco na formação de quadros e troca de experiências. Por outro lado, o Brasil vai dar suporte tecnológico às empresas cotadas na Bolsa de Valores de Moçambique.

O Presidente da BVM, Salim Valá, assumiu que, com a troca de experiências, a instituição irá aumentar o número de empresas e de investidores que usam a bolsa como meio para financiar a economia.

Actualmente, apenas cinco empresas estão cotadas na Bolsa de Valores de Moçambique. Até ao fim do ano, a meta é adicionar pelo menos três.

O metical vai ter uma nova série de notas com a assinatura do actual Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela.

As de 100, 50 e 20, de maior circulação, continuam em polímero, ajustadas a climas húmidos, e as de 200, 500 e 1 000 meticais continuam em papel. Os elementos de segurança também não serão alterados.

Lançadas hoje, data em que o Banco de Moçambique celebra a sua criação, as novas notas deverão começar a circular em Junho próximo, em simultâneo com as antigas.

As moedas não sofrem nenhuma alteração. O Banco de Moçambique diz que a impressão e divulgação das novas notas não vão ter custos adicionais.  

 

O Governo moçambicano investe, por ano, cerca de 100 milhões de dólares para a expansão da rede eléctrica do país. Dos 100 milhões de dólares investidos, 70% é disponibilizado pelos parceiros de cooperação. Esta informação foi revelada pelo director Nacional de Energia, Pascoal Bacela, ontem, durante a reunião entre o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) e os parceiros de cooperação. Pascoal Bacela reiterou que deste valor não está contabilizado o apoio directo a alguns projectos específicos.

“Estamos a investir cerca de 100 milhões de dólares ao ano para a expansão da rede eléctrica nacional e 70% por cento deste valor resulta daquilo que são os apoios dos nossos parceiros. Há apoios que vão directo para projectos específicos, que não estão inclusos nesta percentagem, como é o caso da construção das centrais que estão em construção, mais precisamente a central solar de Mocuba e a central termoeléctrica de gás natural em Maputo”, explicou Bacela.

Actualmente 26% da população moçambicana tem acesso à energia da rede eléctrica nacional e o alargamento desta percentagem faz parte dos desafios do MIREME, apontados por Letícia Klemens, titular do pelouro.

“Ainda temos muitos desafios por superar, nomeadamente a expansão da energia para todos os moçambicanos até 2030, a luz da iniciativa das Nações Unidas, de garantir o acesso universal dentro deste universo temporal, o melhoramento das estruturas de energia para impulsionar o sector da agricultura, dos transportes e da indústria”, disse Letícia Klemens.

A reunião anual com os parceiros do MIREME tem como objectivos identificar e avaliar os projectos que foram desenvolvidos e sugerir novas áreas de actuação. Klemens afirmou ainda que é da vontade do Governo continuar a trabalhar com os parceiros.

Ao todo são 26 parceiros de cooperação que estão divididos em dois grupos. O primeiro, que engloba 17 parceiros, lida com as questões de energias e o segundo ocupa-se do sector de recursos minerais, mais especificamente na indústria extractiva.

Os preços de combustíveis e outros produtos petrolíferos serão ajustados a partir de amanhã. Com o reajuste, a gasolina desce dos actuais 56.06 meticais o litro para 53.57, o gasóleo de 51.89 meticais o litro para 51.79 meticais.

Por sua vez, o petróleo de iluminação também regista uma redução do preço passado dos actuais de 41.61 o litro para 37.88 meticais, enquanto o gás doméstico (GPL) passa dos actuais 61.08/kg para 70.32/kg. Por seu turno, o gás comprimido (GNV) passa de 25.59 para 26.34 meticais.

A alteração do preço dos combustíveis e outros produtos petrolíferos surge da aplicação pelo Governo na íntegra da legislação sobre a matéria, que estabelece a necessidade da revisão dos preços de venda ao público numa base mensal, sempre que se verifique uma variação do preço-base superior a três por cento, ou caso haja alteração dos impostos.

Sublinhar que o último ajustamento do preço de combustíveis e outros produtos petrolíferos foi a 22 de Março deste ano, altura em que o Governo anunciou que passaria a actualizar os preços com base no decreto 45/2012 pondo fim ao subsídio generalizado que até então vinha sendo implementado.

 

 

O desenvolvimento do sector de avicultura, em Moçambique, está condicionado pela produção interna de milho e soja. A informação foi avançada hoje, durante uma encontro entre o Ministério da Agricultura e parceiros. A reunião visava analisar o estágio do sector avícola e encontrar saídas aos desafios.

Segundo o director nacional de Agricultura, Momed Valá, só a com integração da produção é que o país poderá suprimir a défice criado pela interdição da importação do frango brasileiro. “Só com incorporação de todas as províncias e na produção de milho de e soja é que Moçambique poderá ser autossuficiente”, detalhou Valá.

Contudo, o Ministério da Agricultura diz que houve uma redução de investimento no sector, nos últimos três anos, em parte devido a calamidades naturais. Mas, assegura que para a campanha agrícola 2017-2018, a produção deverá crescer em cerca de 7.2%.

Criado em 2014, três anos depois, já começa a surtir efeitos satisfatórios, na visão na máquina directiva da infra-estrutura. O Parque de Maluana conta com um Centro de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (CIDT), um edifício multidisciplinar que agrega várias funcionalidades, tais como incubação de empresas de base tecnológica; formação de recurso humanos nas áreas de tecnologias, incluindo a certificação internacional.  

Por se tratar de uma infra-estrutura que potencia a aprendizagem tecnológica procuramos perceber como funciona o processo. Encontramos jovens, cuja entrega à aprendizagem demonstrava entusiasmo e curiosidade.

A cada um daqueles jovens a curiosidade parece fluir da mesma maneira. São jovens inovadores, encontrados em instituições de ensino superior e não só. Concentrados, ligados ao mundo digital, aliás, procurando facilitar a vida das pessoas através de desenvolvimento de plataformas. Ali se aprende o ABC do mundo tecnológico. A exemplo disso, interagimos com o jovem Bruno Estêvão, que diz ter sido movido pela curiosidade quando frequentava o ensino secundário. Cursou engenharia informática, na Universidade Eduardo Mondlane. Entrou para a incubadora quando começou a desenvolver uma plataforma de pagamento de serviços de electricidade, televisão, água e recargas telefónicas. Bem, sendo um serviço que já existe, questionamos ao jovem inovador qual seria o diferencial da plataforma?
“O que trouxemos agrega a possibilidade de utilizador usar o serviço Credeasy independentemente da filiação  bancária, o que é impossível nas actuais plataformas’’, partilhou.

À semelhança de Bruno, José também foi movido pela curiosidade. Começou a interessar-se pela tecnologia quando viu a necessidade de desenvolver uma plataforma que agregue toda a informação referente ao futebol nacional. Junto com o seu colega, José começou a trabalhar na ideia e para optimizar o seu plano juntou-se ao parque.

Já que o Parque localiza-se em Maluana, distrito da Manhiça, província de Maputo, o Parque pretende futuramente colocar internatos como forma de promover o desenvolvimento tecnológico do país.

Refira-se que o Parque de Ciências e Tecnologias de Maluana vai estar presente na feira de ciência e tecnologia, MOZTECH, nos dias 24, 25 e 26 de Maio, no centro Internacional de Conferência Joaquim Chissano.
 

 

 

O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) está a elaborar uma Estratégia de Segurança Cibernética, uma ferramenta essencial para que as pessoas se sintam mais protegidas e seguras ao trocarem informações através de internet e telemóveis. Este é um dos assuntos que o INCM vai levar ao debate na feira de tecnologias Moztech.

O documento já está a ser finalizado e poderá ser entregue ao Conselho de Ministros para sua aprovação entre Junho e Julho deste ano, assegura o chefe do Gabinete de Sistemas de Informação do INCM, Adilson Gomes. A fonte defende a necessidade de cada moçambicano olhar para a segurança cibernética de forma séria para se evitarem crimes protagonizados através de Tecnologias de Informação e Comunicação.

Depois de o Governo aprovar o documento, cada cidadão moçambicano terá como processar e ou levar a barra do Tribunal as pessoas que violarem os seus direitos usando a internet. Para que haja efectivamente segurança cibernética no país são necessários investimentos multissectoriais, de modo a criar capacidade técnica para detectar os crimes.

“Se é atacado um banco ou se é atacada uma infra-estrutura crítica que garante que uma determinada infra-estrutura funcione, isso consequentemente terá impacto na economia. Porque se hoje pára um banco por um dia, por exemplo, qual é o impacto que isso tem? Ontem, um banco podia fechar ou ficar parado e com minha caderneta eu resolvia o meu problema, mas se hoje pára um banco por falta de energia, porque a Cahora Bassa ou EDM foi atacada por um hacker, a economia fica consequentemente afectada”, considera Gomes.  

 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE