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O País – A verdade como notícia

O Tribunal Judicial de Ka-Mpfumo, cidade de Maputo, decidiu eliminar a possibilidade da candidatura única a Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), assegurou ao nosso jornal o director de campanha de Quessanias Mastombe, candidato que havia sido excluído do processo pela Comissão Eleitoral.

“Confirmo que estão descartadas as eleições no dia 04 de Maio e serão marcadas numa data a anunciar”, disse ao nosso jornal o director de campanha de Quessanias Mastombe, Mateus Tembe.

Segundo Mateus Tembe, a CTA será ouvida no dia 11 de Maio para explicar porquê que se chegou à situação de reprovação da candidatura de Quessanias Matsombe, ficando apenas um candidato à corrida pela presidência da CTA, Agostinho Vuma.

“Trata-se de uma decisão proferida numa providência cautelar, sendo, por isso, provisória até que o mesmo Tribunal venha a tomar decisão contrária. No dia 11 de Maio corrente, a CTA será ouvida na referida providência cautelar”, refere um comunicado da direcção de candidatura de Quessanias.

Com a sua exclusão ao processo, Quessanias Matsombe informou que iria recorrer ao Tribunal. Seus apoiantes receberam a resposta do Tribunal na manhã desta terça-feira por volta das 10 horas, levantaram o processo no Judicial e notificaram a CTA para se apresentar ao Tribunal.

Importa referir que Agostinho Vuma tinha convocado uma conferência para anunciar o fim da sua campanha às 18 horas de hoje.

Entretanto, o presidente da Comissão Eleitoral, Pedro Baltazar, disse à nossa reportagem, por volta das 17h30, que ainda não tinha nenhuma informação oficial da Confederação das Associações Económicas de Moçambique. Daí que não confirma a suspensão das eleições marcadas para esta quinta-feira, 4 de Maio.

 

Foram vários momentos marcantes, a começar pela criação do próprio canal. Agitou-nos emocionalmente, era tudo novo, mas como me referi anteriormente, somos todos jovens e aceitámos esse desafio de peito aberto. No cômputo geral, as várias coberturas que fomos fazendo ao longo destes três anos de existência marcaram-nos muito e profundamente. A cobertura das eleições gerais em 2014, a tomada de posse do nosso Presidente da República e do seu Governo… E outros momentos não muito positivos para a nossa história, mas que também marcaram profundamente a forma como fomos noticiando esses acontecimentos, falo, por exemplo, da cobertura da descoberta dos corpos ou valas comuns nas províncias de Manica e Sofala, do caso dos refugiados moçambicanos no vizinho Malawi. Foram momentos muito tensos, porque pessoalmente tive que tomar decisões de risco, conjuntamente com os meus colegas que estavam no terreno. Eles ligavam e diziam, por exemplo, “há possibilidade de termos uma grande história, mas existe este e aquele risco. Então, directora, avançámos?” Eu colocava a mão na cabeça e dizia, nossa, é realmente difícil. E assumimos esses riscos, obviamente, nos acautelando daquilo que poderiam ser os cálculos possíveis para ter a confiança de que vale a pena assumir estes riscos. As equipas foram ao terreno e, no final do dia, quando ligavam e diziam conseguimos e estamos a salvo, era um momento de alegria e festejos, porque tínhamos de facto uma grande história. No caso dos corpos, era a confirmação de que existiam os corpos de que se falava, as pessoas estavam a ser mortas e jogadas de forma desumana nas matas de Manica e Sofala. E no caso dos refugiados, testemunhar a forma como eles viviam e colher o depoimento sobre as razões que os levavam a fugir do próprio país para o Malawi. Além destes eventos, lembro-me, e com alguma tristeza, da cobertura de vários momentos de instabilidade política. Positivamente, temos a cobertura do I Grande Fórum Mozefo, que marcou a nossa estação, porque abordámos vários temas da nossa sociedade, na perspectiva de dar um contributo para o desenvolvimento do nosso país, e foram várias personalidades que deram o seu contributo, quer nacionais como internacionais.

A forma como planificámos a cobertura do Fórum Mozefo marcou-nos, porque foram semanas e semanas a trabalhar no plano estratégico, na criação de equipas específicas para atender à demanda dos leitores do nosso site. E quem acompanhou o evento pôde ver que estivemos fortemente presentes a nível do site. Outro grande marco foi a criação do programa Grande Plano, tivemos que criar uma equipa nova, com pouca experiência para assumir um desafio muito grande de preparar reportagens profundas sobre temas que mexem com a nossa sociedade, na perspectiva de gerar uma reflexão sobre como esta sociedade pode desenvolver-se com estes problemas e como ultrapassá-los. Foi com muito entusiasmo que tomámos esta decisão e avançámos com este produto.

Depois do sucesso alcançado nas três edições anteriores, a MozTech, maior feira de tecnologias de Moçambique, lançou, esta quarta-feira, a sua 4.ª edição, que irá decorrer nos dias 24, 25 e 26 de Maio de 2017, em Maputo, onde serão debatidas novas tendências e produtos relativos a oito temáticas: “Tendências do Digital”; “Internet of Everything”; “O Futuro do Entretenimento”; “Realidade Virtual e Realidade Aumentada”; “Marketing Digital”; “Comércio Electrónico”; “iCities” e “Empreendedorismo Tecnológico”.

O PCE da MozTech, Daniel David, disse, durante um breve discurso, que pretende que a 4.ª edição reforce as parcerias, garanta a continuidade da vida e dos negócios, reveja o modelo de governanção, criando uma configuração e modelo de gestão deste evento de forma participativa. Por seu turno, a vice-ministra da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, convidada a fazer uma breve apresentação sobre o Comércio Electrónico em Moçambique, Desafios e Oportunidades, referiu ser necessário criar-se um ambiente propício para o desenvolvimento do sector e que a MozTech pode, através da sua plataforma, ajudar nesse sentido.

Na perspectiva de poder contribuir para o desenvolvimento e transformação do país, os organizadores têm várias ambições, entre elas superar os níveis alcançados na última edição, para além de colocar ao dispor dos visitantes e participantes as últimas tendências tecnológicas. Foi dentro desta perspectiva que o director-executivo da MozTech, Enoque Jerónimo, desafiou os presentes para a uma nova experiência. “Com as ideias que trazemos, queremos fazer da MozTech um dos eventos tecnológicos reconhecidos a nível internacional”, afirmou.

A 4.ª edição da MozTech pretende afunilar o debate sobre a era digital e o impacto da tecnologia na vida dos cidadãos e nos negócios, analisando ainda as implicações da tecnologia para o desenvolvimento de Moçambique. A edição 2017 traz algumas inovações, a primeira das quais será o novo local escolhido para acolher os debates dos diferentes painéis. Os três dias serão vividos no Centro Internacional de Conferência Joaquim Chissano e haverá uma forte aposta em oradores internacionais, numa clara intenção de cruzar ideias de fora que possam desenvolver o país. Outro novo conceito é o “MozTech City”, um espaço no qual, durante três dias, os participantes poderão viver numa atmosfera de serviços tecnológicos com todo o apoio de serviços indispensáveis. Um espaço para fazer negócios, onde patrocinadores e expositores poderão cruzar ideias.

A edição 2017 traz, ainda, muitos temas actuais, que obrigam a que os debates se ajustem à actualidade. O avanço da tecnologia faz mudar a forma como o consumidor vive as suas experiências. “Realidade Virtual, Realidade Aumentada” procurará debater sobre as mudanças no futuro.

Macurungo e Palmeiras registaram, na manha de hoje, várias situações críticas. Residentes perderam bens e gado. O INGC promete intervir.na manha de hoje, várias situações críticas. Residentes perderam bens e gado. O INGC promete intervir.

Os cartões de crédito American Express já podem ser usados em Moçambique, através de POS e ATM do BCI. O banco e a empresa que emite os cartões formalizaram, ontem, um acordo para o efeito. Trata-se de um meio que vai facilitar a vida das pessoas que visitam o país, assegura o presidente da Comissão Executiva do Banco Comercial e de Investimentos (BCI).

“Todos aqueles que nos visitam, em Moçambique, e que vêm em trabalho ou em lazer, em actividades turísticas, vão passar a utilizar os seus cartões American Express em todos os nossos terminais e, portanto, fazer os seus pagamentos de serviços, compras, utilização em ATM, o que até agora era impossível de ser feito”, explica o PCE do BCI, Paulo Sousa.

American Express é uma empresa de serviços financeiros que emite cartões de crédito, incluindo para o seguimento empresarial. O presidente da Comissão Executiva do BCI adianta ainda que o meio bancário vai permitir ao país captar mais divisas e a melhorar a balança de pagamentos, porque são estrangeiros que visitam Moçambique e fazem suas compras.

“Todas as empresas que nos visitam, seja por actividades de investimento, muitas empresas relacionadas com o petróleo e gás natural seguramente serão utilizadores de cartões American Express e passam a partir de hoje a fazer utilização normal dos seus cartões como faziam em outros países da região, por exemplo na África do Sul, onde os cartões eram já aceites há muitos anos e isso não era uma realidade em Moçambique, e passa a ser realidade“, diz o presidente da Comissão Executiva do BCI.

Paulo Sousa explica que o objectivo do banco comercial é permitir que os cerca de 9 600 comerciantes que têm o sistema de pagamento electrónico POS do BCI aderiram ao produto American Express nos próximos tempos.

No quadro do acordo rubricado ontem, cabe ao BCI a responsabilidade pela gestão das relações com os comerciantes, bem como a expansão da rede Americam Express no país. Desde 1997, a empresa American Express tem vindo a firmar parcerias com grupo de bancos e instituições financeiras em todo o mundo, emitindo produtos americanos de marca American Express e aceitando pagamento na sua rede. Ontem, o acordo entre as partes foi assinado por Paulo Sousa, presidente da Comissão Executiva do Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e a vice-presidente para o desenvolvimento de parcerias bancarias para a Europa, Médio Oriente e África, Catherine Malec.

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