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O País – A verdade como notícia

A Mozbife, uma companhia de capitais britânicos, baseada em Manica, e que se dedica a comercialização de carne bovina e caprina pretende, este ano, expandir o seu mercado, exportando os seus produtos para Europa.

Actualmente a fornecer o seu produto no país e contando apenas com a China como único mercado fora de portas, a Mozbife equaciona estender a sua linha de vendas, onde, numa primeira fase África do Sul poderá ser um potencial mercado. Para o efeito, a empresa diz estar a investir na qualidade do produto e equipamentos de manuseamento até aos locais de venda.

Além da carne, a Mozbife produz e comercializa igualmente seus derivados, segundo deu a conhecer Frederico Rebelo, supervisor daquela empresa.

Em média, a Mozbife abate cerca de 250 cabeças de gado bovino por semana, quantidade que perfaz 45 toneladas de carne.

O comércio entre a China e os países de língua portuguesa cresceu 29,81% em termos homólogos de Janeiro a Outubro para 97,99 mil milhões de dólares, revelam dados oficiais chineses divulgados, semana finda, pelo Fórum de Macau, segundo avançado no Macauhub.

Ao longo dos primeiros dez meses do ano, a China importou dos oito de língua portuguesa mercadorias no valor de 68,38 mil milhões de dólares (+32,21% em termos homólogos) e exportou para aqueles países bens no valor de 29,61 mil milhões de dólares, assumindo um défice comercial de 38,77 mil milhões de dólares.

Com o Brasil, o principal parceiro comercial mundial, a China trocou mercadorias no montante de 72,83 mil milhões de dólares (+29,26%), tendo vendido aquele país da América do Sul bens no valor de 23,50 mil milhões de dólares (+33,12%) e comprado produtos no valor de 49,33 mil milhões de dólares (+27,50%).

Angola surge no segundo lugar com um comércio bilateral no valor de 18,80 mil milhões de dólares (+47,06%), com vendas angolanas de 16,92 mil milhões de dólares (+48,83%) e vendas chinesas no valor de 1,87 mil milhões de dólares (+32,82%).

Depois de Angola surge Portugal com trocas comerciais com a China no montante de 4,66 mil milhões de dólares (+0,50%), com a China a ter vendido bens no valor de 2,97 mil milhões de dólares (-11,69%) e a ter comprado produtos cujo valor ascendeu a 1,69 mil milhões de dólares (+32,69%).

Moçambique aparece em quarto lugar, com um comércio bilateral no valor de 1,49 mil milhões de dólares (-0,88%), com as empresas chinesas a terem vendido bens no valor de 1,07 mil milhões de dólares (-5,27%) e a terem comprado produtos cujo valor ascendeu a 426 milhões de dólares (+12,19%).

Os restantes países de língua oficial portuguesa – Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste e São Tome e Príncipe – registaram nos primeiros dez meses do ano trocas comerciais com a China no valor de 196 milhões de dólares.

O indicador do clima económico (ICE), expressão que sintetiza a confiança das empresas do sector real, voltou a recuperar no mês de Outubro de 2017, interrompendo assim o ciclo desfavorável que vinha registando desde o mês de Julho do ano passado, revelam dados recentemente divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A apreciação positiva do ambiente económico foi influenciada pela previsão favorável das expectativas da procura (aumento do consumo) e de emprego, num ano marcado pelo prolongamento da instabilidade económica, que reduziu a procura e, por conseguinte, a facturação das empresas.

Os “Indicadores de Confiança e de Clima Económico” constituem uma publicação mensal sobre a conjuntura económica de Moçambique. É um estudo que expressa opinião de agentes económicos a cerca do andamento e perspectiva da sua actividade, particularmente sobre emprego, procura, encomendas, preços, produção, vendas e limitações de actividade. A informação em alusão é compilada com base no inquérito mensal de conjuntura realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) às empresas do sector não financeiro com vista a apurar o comportamento da economia num horizonte temporal de curto prazo de modo a proporcionar informação aos utilizadores sobre a gestão e monitoria da política económica.

De acordo com o mais recente relatório, que se refere ao mês de Outubro do ano recém-terminado, o indicador da perspectiva de procura aumentou e prolongou a trajectória positiva que vem registando pelo terceiro mês consecutivo. O aumento da procura pode ser traduzida pelo recuo da inflação (subida do nível geral de preços) que em 2016 atingiu um pico histórico de 25.27%, além do melhoramento de outros indicadores, com destaque para a recuperação das taxas de câmbio, que tem impacto directo nas contas das empresas.

Em resultado destas melhorias, em média, 28% das empresas inquiridas pelo INE enfrentaram algum obstáculo em Outubro, situação que representou uma redução de 5% de empresas com constrangimentos face ao mês anterior.

Num espaço de aproximadamente um ano, o metical conheceu uma recuperação cambial notória em relação ao dólar dos Estados Unidos, ao sair dos 80 meticais por unidade do dólar para os actuais cerca de 60 meticais. Este desempenho não passou despercebido das avaliações globais feitas por especialistas da agência norte-americana Bloomberg, que acaba de classificar a moeda moçambicana como a melhor para a realização de investimentos no mundo, com uma valorização de 21% em relação ao dólar.

Assim, o metical lidera um ranking de oito moedas com o melhor desempenho durante o ano, um sinal importante para os investidores internacionais. A seguir vem o zloty da Polónia e a coroa checa, da República Checa, ambas com uma apreciação de 18% face ao dólar norte-americano. A oitava e última moeda com melhor desempenho é o Euro, cuja apreciação foi de 12.7%.

A Bloomberg também apresenta sete moedas com pior desempenho em 2017, sendo o Saum do Uzbequistão a pior do mundo com uma depreciação de 60% em relação do dólar.

No ano passado, o metical registou a quinta pior depreciação em relação ao dólar, em 37%, elevando o custo as importações e contribuindo para o aumento do nível geral de preços de bens e serviços para um pico de 25.27%.

A apreciação do metical em 2017, aliada ao recuo da inflação, é um dos factores que consolidaram o início da retoma à estabilidade económica.

A província de Inhambane constitui um dos principais destinos turísticos quer para estrangeiros, quer para nacionais. Foi neste contexto, que Silva Dunduro, ministro da Cultura e Turismo, visitou, ontem, a província com objectivo de aferir os resultados do fluxo de turistas, após várias deliberações do Governo, que visam facilitar o movimento migratório sobretudo, nesta quadra festiva, e a avaliação é positiva.

No entanto, para potenciar a actividade, Dunduro defende a necessidade de se cadastrar os turistas.

Devido a maior procura de serviços hoteleiros, muitas pessoas transformam suas residências, em casas de hóspedes. Face a esta realidade, o ministro mostrou-se preocupado e desencorajou a prática.

Arrecadação de impostos já superou as metas previstas para 2017. Durante o ano, a economia foi emitindo sinais de que a coleta de impostos estaria aquém do desejável e até das metas estabelecidas em ambiente de crise económica.

Porém, os dados preliminares apresentados, hoje à imprensa, mostram o contrário: até 27 de Dezembro, a meta já tinha sido cumprida em 106%, correspondente a uma arrecadação de 198 mil milhões de meticais.

Estes feitos resultam de uma série de medidas tomadas para travar o contrabando de mercadorias, nomeadamente a selagem de bebidas e tabaco, além da introdução de auditorias a diferentes unidades económicas e a verificação da facturação de empresas e do consumo.

A Presidente da Autoridade Tributária, Amélia Nakhare, explicou ainda que apesar do alcance das metas, a capacidade de arrecadação de impostos durante o ano foi afectada pelos elevados preços de bens e serviços no ano passado, que reduziram o consumo das famílias e os impostos sobre o consumo, e a depreciação cambial do metical, que reduziu a tributação sobre o comércio externo.

A província de Sofala alcançou, neste ano, uma produção estimada em mais de 49 milhões de meticais, num plano de 56 milhões, o que representa uma realização de 88.1 por cento e um crescimento de 43.5 por cento, nos sectores da Agricultura, Pescas, Indústria e Comércio.

De acordo com Helena Taipo, governadora de Sofala, que falava aos empresários e outras figuras influentes da província, por ocasião do fim do ano, a estabilização da situação político-militar, contribuiu bastante para o alcance dos sucessos referidos.

O Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) será reformulado. Os detalhes ainda estão em estudo, mas não se descarta a possibilidade da redução do IVA dos actuais 17%, muitas vezes contestado pelo sector privado.

Por outro lado, no âmbito dos esforços para alargar a base de colecta de impostos em 2018, a cerveja e outras bebidas de consumo imediato deverão também ostentar selos de autenticidade para evitar a fuga ao fisco. A Autoridade Tributária deve iniciar, igualmente, a marcação dos combustíveis e introduzir a fiscalização dos grandes projectos.

A intensificação da mobilização interna das receitas do Estado foi forçada pela suspensão da ajuda externa ao Orçamento do Estado desde Abril de 2016.

A empresa mineira Syrah Resources deverá exportar o primeiro carregamento de flocos de grafite extraída em Moçambique dia 31 de Dezembro, informou a empresa australiana, citada pelo Macauhub.

O comunicado adianta que a empresa concluiu a preparação do primeiro conjunto de grafite ensacada para venda a partir do projecto Balama, na província de Cabo Delgado.

A empresa anunciou, no início do mês, ter assinado um contracto para fornecer à empresa chinesa Zhanjiang Juxin New Energy Materials 20 mil toneladas de grafite a ser extraída na concessão de Balama, ao longo de 2018.

A Syrah Resources anunciou, em Setembro, passado ter assinado um contracto para fornecer 30 mil toneladas de grafite à Jixi BTR Graphite Industrial, subsidiária do grupo chinês com sede em Shenzhen BTR New Energy Materials.

A concessão de Balama, província de Cabo Delgado, fica a cerca de 200 quilómetros da cidade portuária de Pemba, dispondo de reservas provadas e prováveis de 81,4 milhões de toneladas, com um conteúdo de grafite de 13,2 milhões de toneladas.

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