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O País – A verdade como notícia

Dois funcionários, por sinal inspectores da INAE, foram processados disciplinarmente no ano passado, acusados de envolvimento em actos de corrupção. Os nomes dos funcionários em causa não foram revelados, porém consta que os mesmos extorquiam valores monetários a agentes económicos com destaques para proprietários de estabelecimentos comerciais.

O processo em causa chegou à inspecção provincial das actividades económicas através de várias denúncias de agentes económicos baseados em Quelimane, onde os referidos inspectores procuraram, sem sucesso fazer, a extorsão. De acordo com Lourenço Jaime, delegado da instituição na Zambézia, para averiguar a situação, um júri independente foi criado e já está a investigar, tendo inclusive detectado a existência de indícios bastantes do cometimento deste crime.

E porque os visados nunca se envolveram em actos do género, o júri decidiu tomar medidas de repreensão pública. "A Repreensão pública está preconizada no estatuto dos funcionários e agentes do estado e constitui pena inicial em função da gravidade do assunto sobre tudo para aqueles que pela primeira vez cometem actos que não se coadunam com a função pública".

A elevada factura em dívida por parte de algumas empresas que operam na província do Niassa e que consomem energia fornecida pela Electricidade de Moçambique (EDM), está a condicionar a realização de trabalhos de expansão da rede eléctrica naquela parcela do país, noticiou a AIM.

As empresas em causa devem à EDM cerca de 6,2 milhões de meticais (106,007.09 dólares norte-americanos) referentes à facturação do consumo acumulado de corrente eléctrica dos últimos dois anos, facto que compromete os projectos de expansão da rede, para mais clientes que solicitaram a prestação do serviço.

Franco Chipanda, delegado da EDM área operacional de Lichinga, que cobre os distritos de Chimbunila, Majune, Mandimba, Mavago, Muembe, Lago e Sanga, precisou que o atraso na amortização das dívidas por parte das empresas públicas está, igualmente, a comprometer os investimentos, que a sua empresa tem planificado, visando melhorar a qualidade da energia.

“Planificamos uma intervenção na rede de baixa tensão numa extensão de 50 quilómetros e instalação de 10 novos transformadores de potência, num investimento que visa melhorar a qualidade de energia eléctrica em expansão”, disse a fonte da EDM.

Observou, no entanto, que a concretização deste plano está condicionada à disponibilidade de recursos que estão na posse de devedores.

O Município de Inhambane está a contratar uma empresa para montar um sistema de cobrança de impostos no valor de 108 milhões de meticais, quase o dobro do que recebe anualmente do Orçamento do Estado para investimentos.

A edilidade esclarece que o valor será pago em 10 anos com base nas receitas que o sistema vai gerar.  

Foi através do anúncio divulgado no jornal notícias, que o município da cidade de Inhambane tornou público a contratação da empresa RLB Systems Mozambique para instalar e fazer a manutenção de um Software de Cobrança de Receitas.

O edil de Inhambane, Benedito Guimino, esclarece que o investimento não vai acarretar custos imediatos ao Conselho Municipal. Caberá a RLB Systems Mozambique custear as despesas de montagem e manutenção do sistema e quando este começar a funcionar, a empresa receberá 15 por cento das receitas totais cobradas aos munícipes até completar o valor.

E o município prevê que a cobrança de impostos venha a triplicar com este investimento.

A produção anual da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, no ano passado, fixou-se em 13.778.414 Megawatts por hora, 6,76% acima do que estava planeado. Este volume de produção representa 75,7% da capacidade instalada, e 11,53% abaixo da produção de 2016. O resultado foi substancialmente condicionado pelos desafios impostos pela situação hidrológica adversa que tem afectado a região do alto e médio Zambeze nos últimos anos.

Em comunicado, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa explica que a situação de seca, que constitui evento extremo com um período de retorno de 25 anos, fez com que 2017 começasse com um nível de armazenamento historicamente baixo, com a cota a situar-se a 312.22 metros, ou seja, cerca de 8 metros abaixo do normal.

Por esse motivo, a gestão da Albufeira tem sido criteriosa procurando um compromisso entre níveis de geração e a necessidade de recuperação dos níveis normais de armazenamento que resultou num aumento da cota na Albufeira para 317,69 metros no início do ano de 2018, situação melhor que a do ano passado, mas ainda assim cerca de 3 metros abaixo do nível desejável.

Para o ano 2018, a meta de produção energética é de 13.471.686 MWh. Trata-se de uma meta definida para um ano em que inicia a implementação do novo Plano Estratégico 2018-2022 que assenta em cinco eixos estratégicos, nomeadamente, a Eficiência Operacional; Negócios, Mercados e Clientes; Gestão Corporativa, Risco e Accountability; Desenvolvimento do Capital Humano; e a Rentabilidade.

Nesse contexto, será continuada a implementação de um plano de investimento de médio prazo orçado em cerca de 500 milhões de euros, a executar ao longo dos próximos 10 anos. Trata-se de um instrumento elaborado com base numa avaliação de risco operacional e compreende um conjunto de projectos em áreas críticas do negócio, cujo objectivo é o aumento da capacidade de fornecimento de energia fiável e sustentável, a um custo competitivo.

As autoridades distritais de Gorongosa garantem que aquele distrito poderá voltar a assumir o estatuto de celeiro de Sofala, na sequência do fim do conflito armado, tendo em conta que os camponeses já retornaram as suas zonas de origem e há acções em curso para a reactivação de 14 regadios.

A trégua que o país vive desde finais do ano 2016, tem estado a contribuir sobremaneira para a retomada de produção de produtos diversos no interior do distrito de Gorongosa, um distrito considerado celeiro de Sofala, dado a sua grande capacidade de produção agrícola.

Na campanha agrícola 2015/2016, Gorongosa produziu menos de 100 mil toneladas de produtos diversos. Na campanha agrícola 2016/17 passada foram produzidas 140 mil toneladas e as previsões para a presente campanha indicam acima de 200 mil toneladas, uma cifra que o distrito quer ultrapassar nos próximos tempos.

O administrador garantiu ainda que as mais de cinco mil famílias camponesas que haviam abandonado o interior de Gorongosa devido o conflito, já retornaram as suas zonas de origem.

A Empresa Moçambicana de Dragagem (EMODRAGA) acaba de ser subcontratada pela firma holandesa Van Oord, para reforçar a operação de dragagem de emergência do canal de acesso ao Porto da Beira, iniciada em Novembro de 2017, com o fim previsto para Abril deste ano, informa a AIM.

Domingos Bié, Presidente do Conselho de Administração da EMODRAGA, sublinhou que a sua instituição opera nesta componente com duas dragas com capacidade para mil metros cúbicos cada.

Bié entende que a entrada em serviço da EMODRAGA como subcontratada nesta fase de emergência significa uma preparação e um afinar de máquinas para atacar a dragagem de manutenção, que é a sua principal actividade e razão da existência desta empresa pública.

O gestor descreve o facto como uma oportunidade para a EMODRAGA explorar as novas técnicas de dragagem e aperfeiçoar as melhores práticas em uso na área pois, no seu entender, a Van Oord é uma das melhores empresas de dragagem ao nível internacional.

A operação abrange a dragagem de emergência do cais e bacias de manobras do Porto da Beira, incluindo a repulsão de areias para o aterro da futura Terminal de Cereais.

O projecto está orçado em cerca de 25 milhões de Euros, assegurados por fundos próprios da Empresa de Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).

Basicamente, pretende-se que no final da obra, sob fiscalização do CFM, seja permitida a reposição das larguras do canal de 135 para 250 metros, bem como as cotas do projecto de menos 8.00 e menos 9.20 metros, nos troços rectos e na chamada curva de Macúti, respectivamente.

Terminada tal dragagem de emergência, o Porto da Beira voltará a ser demandado por navios de tipo PANAMAX até 60 mil toneladas de arqueação bruta, operando 24 horas por dia, contra a actual capacidade fixada em até 30 mil toneladas de peso bruto.

Assim, a EMODRAGA mostra-se disponível a atacar a empreitada já com uso da maior draga oceânica do país, denominada Macúti, com capacidade de 2.500 metros cúbicos de sedimentos.

A embarcação em causa está ser reabilitada na África do Sul depois de ter colidido, no ano passado, com um navio que navegava com bandeira de Panamá no canal de acesso ao Porto da Beira, tendo resultado em avultados danos materiais, sobretudo na dita casa das máquinas, que entretanto foram renovadas com fundos da sua seguradora internacional.

Cerca de 87 por cento dos colaboradores sentem-se desmotivados no local de trabalho. Esta é uma conclusão de um estudo desenvolvido pela Engage & Grow – uma empresa líder mundial de “team engagement coaching”.

Deste valor, 67 por cento dos colaboradores revela não se sentir “alinhado com a empresa”, realizando apenas tarefas mínimas, refere o comunicado da Engage & Grow, citado pelo Notícias ao Minuto.

Os restantes 20 por cento dizem-se enquadrados na categoria “altamente desmotivados” – “valores que representam um elevado risco para o negócio, tendo em conta que empresas com colaboradores desinteressados apresentam baixos níveis de desempenho e produtividade”, pode ler-se.

António Ribeiro, ‘master coach’ da Engage & Grow em Portugal, defende que “uma equipa pouco motivada não traz nada de bom para o negócio”. O especialista acrescenta ainda que é necessário “investir, acima de tudo, nas pessoas, pois são elas o segredo do sucesso”.

Face a estas circunstâncias, a Engage & Grow resolveu apostar num sistema direccionado para equipas de alto rendimento, PME, grandes empresas, organismos oficiais e entidades desportivas. Para tal, criou um programa que implementa uma abordagem de grupo que promove o envolvimento e o compromisso de equipa. De acordo com o comunicado, o sistema “garante um aumento superior a 300% da produtividade dos colaboradores”.

 

O Porto da Beira, no centro de Moçambique, vai adoptar, a partir deste ano, um sistema electrónico de gestão de carga, permitindo que os utilizadores registem as suas entradas no terminal com a devida antecedência, através da Internet, o que deverá resultar no aumento da eficiência portuária.

A tecnologia é introduzida depois da entrada em funcionamento, em Dezembro passado, do novo acesso rodoviário ao Porto, com cinco faixas de rodagem, contra uma que existia anteriormente, e ampliação da capacidade de armazenagem no Terminal de Contentores, que conta agora com uma área de três hectares.

Segundo a AIM que cita o “Notícias”, Jan de Vries, administrador-delegado da Cornelder de Moçambique, entidade gestora do Porto, espera que seja aumentada significativamente a capacidade de manuseamento do actual volume de 200 mil para 700 mil contentores por ano. O investimento realizado está próximo de 6.2 milhões de dólares norte-americanos, segundo Jan de Vries.

No prosseguimento de novos investimentos, àquele recinto ainda vai instalar no próximo ano novos sistemas de identificação e registo automático dos camiões e contentores que entram no terminal.

Tudo isto surge depois da implementação, em 2016, do sistema informatizado de gestão de contentores, denominado Navis N4. Esta plataforma informática é avaliada pelos respectivos gestores como tendo resultado em melhorias significativas na produtividade do Terminal de Contentores.

Com um intenso movimento diário, aproximadamente 700 camiões, o Porto da Beira conta com uma área reservada para 400 mil contentores por ano, sendo desafiado a aumentar a produtividade, capacidade e a segurança das operações para acomodar a demanda de tradicionais utilizadores como o Zimbabwe, Zâmbia, Malawi e República Democrática do Congo.

O Terminal de Contentores do Porto da Beira foi construído em 1992, com uma capacidade para manuseamento de 100 mil contentores por ano mas, volvidos 25 anos, manuseia volumes superiores de 200 mil contentores por ano, facto que confirma que Moçambique precisa efectivamente deste tipo de infra-estrutura.

A dragagem de emergência do canal de acesso ao Porto da Beira por uma empresa holandesa denominada Van Oord, numa operação orçada em 65 milhões de Euros, irá permitir que, até Abril próximo, navios de grande calado com 60 mil toneladas de arqueação bruta, vulgo PANAMAX, voltem escalar àquele complexo contra actuais de 30 mil toneladas.

Além disso, a conclusão igualmente prevista para Abril próximo, das obras de reabilitação e ampliação da EN6, entre o Porto da Beira e a fronteira de Machipanda, com o vizinho Zimbabwe, numa extensão total de 288 quilómetros, vai permitir que cada vez mais carga seja escoada através daquela infra-estrutura.

Vai igualmente reduzir o tempo de trânsito, tornando o Corredor de Desenvolvimento da Beira mais competitivo, atractivo e principal opção para os operadores do hinterland da África Austral.

Foi durante a conferência de imprensa conjunta do balanço da quadra festiva 2017-2018, envolvendo o Ministério da Indústria Comércio, a Electricidade de Moçambique e o Ministério do Turismo, que a Inspecção Nacional de Actividade Económicas (INAE) fez saber que no ano 2017 foram aplicadas multas no valor de 55 milhões de meticais das quais foram pagas apenas 15 milhões de Meticais, faltando ainda 40 milhões por serem pagos.

A INAE acrescenta ainda que durante o final de semana da transição do ano foram feitas mais de 5 mil inspecções em todo o país e foram registadas novas denúncias de falsos inspectores.

Por sua vez, o sector do turismo registou cerca de 450 mil visitantes com mais incidência para as províncias de Gaza, Inhambane e Cabo Delgado.

Já a Electricidade de Moçambique afirma que conseguiu responder à procura de energia eléctrica durante a quadra festiva.

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