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O País – A verdade como notícia

O economista e antigo ministro da Energia, Salvador Namburete diz haver necessidade de se diversificar as exportações no país. Namburete defende que se se diversificar as exportações, o país não fica somente dependente de um grupo de produto e reduz a vulnerabilidade de choques devido a depreciação dos mesmos.

O economista desenvolveu um estudo sobre o papel das exportações na economia moçambicana. De acordo com o seu estudo, os cinco produtos que correspondiam a 80 por cento das exportações no país na década de 80 à 90, actualmente representam apenas 8 por cento. Os produtos agrícolas deram espaço aos de origem mineira. Namburete diz que há necessidade de se mudar este cenário através da diversificação dos produtos exportados.

O antigo ministro diz ainda que nenhum país pode dispensar as exportações, mas há necessidade se tomar medidas para as incentivar.

Salvador Namborete apresenta estas conclusões no livro “A exportação primeiro” valorizando o papel da promoção da exportação no país, que será lançado hoje em Maputo. 

Moçambique está a converter-se numa economia de crescimento modesto, depois de anos a impor-se como um país de rápido crescimento, considera a última análise do Banco Mundial sobre o país, em 2017.

"Os desenvolvimentos na segunda metade deste ano indicam que o abrandamento do desempenho económico de Moçambique pode estar a instalar-se e a tornar esta economia, outrora em rápido crescimento, numa economia com um ritmo de crescimento mais modesto", diz o Banco Mundial, citado pela Reuters.

A previsão para este ano, prossegue o documento, indica para que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caia para 3.1 por cento em 2017, apesar do aumento substancial nas exportações de carvão e alumínio.

Entre 2011 e 2015, a taxa do Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 7 por cento, assinala o Banco Mundial. "Embora as exportações de carvão e alumínio tenham disparado, as pequenas e médias empresas ficaram ainda mais para trás, com destaque para o setor da indústria transformadora, que, pela primeira vez desde 1994, registou uma contração", lê-se no documento.

O nível de concentração na economia também intensificou em 2017 e há algumas matérias-primas a dominar as exportações e responsáveis por uma maior quota de entrada de divisas, o que aumenta a exposição a choques externos.

"A maior concentração de produção no setor dos minerais e da indústria extrativa mantêm Moçambique rumo a uma economia a duas velocidades", refere a análise.

O actual padrão de crescimento da economia, prossegue, tem hoje menos capacidade de gerar empregos suficientes para absorver o influxo líquido de quase 500.000 pessoas por ano.

Para o Banco Mundial, as tendências observadas em 2017 deixam claro que Moçambique precisa de redobrar esforços no sentido de apoiar as pequenas e médias empresas e de olhar para além do setor extrativo para alcançar um crescimento adequado.

Aquele organismo defende uma resposta mais forte em termos de políticas fiscais e mais transparência, assinalando que essas ações são cruciais para a recuperação.

O Banco Mundial faz notar que medidas decisivas em termos de política monetária e um sólido desempenho em termos de exportações de matérias-primas ajudaram a estabilizar o metical e a reduzir a inflação em 2017.

A política fiscal, prossegue, também começou a responder aos desafios do momento, porém, a um ritmo mais lento.

O antigo ministro da Energia, Salvador Namburete, lança, amanhã, a obra intitulada “A Exportação Primeiro: Valorizando o Papel da Exportação no país”, obra que aborda a necessidade de o país apostar na promoção de exportação diversificada.

O lançamento contará com a presença de diversas personalidades.

Economista de profissão, Salvador Namburete ocupou a pasta de Vice-Ministro da Indústria e Comércio entre 1999-2004.

Foi ministro da Energia entre 2005-2014 e actualmente, desempenha as funções de Presidente do Conselho Administrativo do Banco de Investimento Global, (BIG Moçambique).

Esta é a terceira obra literária de Namburete, depois de ter lançado: Economia Internacional em 2002 e a Organização Mundial do Comércio: Uma Visão Africana em 2005.

7.8 biliões de meticais é o dinheiro que o Governo espera poupar com as medidas de contenção anunciadas há semanas. O ministro da Economia e Finanças explicou que será parte destas poupanças que vai pagar o décimo terceiro salário. No mesmo diapasão, Adriano Maleiane explicou que as mais-valias da venda de activos entre a italiana ENI e a Exxon Mobile não são para o consumo. A decisão do que se fará com valor será conhecida em 2018.

O governante diz, por outro lado, que a dívida pública interna parece crescer com o trabalho que se tem feito de contabilização da dívida dos anos anteriores. Mas, tirando a consolidação fiscal, há uma redução da dívida interna.

Maleiane acredita que Moçambique tem estado a recuperar a confiança dos parceiros internacionais e argumenta que há novos investidores a entrar no mercado nacional.

 

 

No dia 13 de Dezembro, o empresário norte-americano, Erik Prince, presidente do Frontier Service Group, empresa de logística e transporte com presença na África do Sul, mostrou interesse em investir no sector de pescas em Moçambique, através da empresa EMATUM. Questionamos o Ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas sobre o significado dessa intenção e Agostinho Mondlane respondeu que acredita na capacidade do Conselho de Administração da EMATUM na busca de soluções para viabilizar as actividades da empresa.

A EMATUM é uma empresa criada em 2013 para explorar atum, usando 24 embarcações adquiridas através de um empréstimo contraído com uma dívida avalizada pelo Estado.

 

 

 

A poucos dias do Natal e ano novo, a cidade do Chimoio verifica um agravamento dos preços de produtos frescos. Os vendedores dizem que a subida galopante tem a ver com custos de transporte da mercadoria.

Numa ronda efectuada à cidade, constatamos que o saco de 10 quilos de batata está a ser comercializado a 450 meticais contra os anteriores 300. O quilo de tomate passou dos 40 para 60 meticais, o frango é vendido a 250 meticais contra o preço de 175 meticais.

Os clientes dizem não ter alternativa senão comprar a preços especulativos.

Contudo, produtos como arroz, óleo, massas esparguete e outros de primeira necessidade não registaram subida de preços.

 

 

O Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC) autorizou a operação de voos internacionais de e para o aeródromo de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado. De acordo com a AIM, citando a Rádio de Moçambique, esta autorização foi concedida após trabalhos realizados para adequação às normas de segurança requeridas para abertura do aeródromo aos voos internacionais.
 

 

A CTA ainda não se sente satisfeita com a política monetária estabelecida pelo Banco Central. Agostinho  Vuma, presidente da CTA, disse, hoje, em Maputo, que o Banco Central ainda pode melhorar as condições monetárias, de forma a incentivar o mercado.  

Assim, sugere a CTA sugere que o Banco de Moçambique reduza a taxa de juro de referência para 8.35 pontos base e que faça um ajustamento da política monetária que impulsione as actividades do sector pivado.

Vuma falava no balanço do ano de 2017, tecendo perspectivas para 2018. De acordo com o Presidente da CTA, este ano foi muito difícil para o sector privado, apontando para a elevada taxa de câmbio e as taxas de juros como principais barreiras.

Em 2017, o sector privado diz que gastou 14 mil milhões de meticais devido a taxa de juro efectuada.

Para 2018, a CTA pretende introduzir medidas para melhorar a posição de Moçambique no Doing Bussines.

Ainda hoje, a Confederação das Associações Económicas, a Agência de Desenvolvimento do Zambeze e a Olam assinaram um acordo que permite a compra de matéria-prima nacional para ser usada na produção de sumo e óleo alimentar.

No acordo assinado esta sexta-feira, a Confederação das Associações Económicas compromete-se a identificar produtores nacionais de matérias-primas necessárias para abastecer a Olam. Já a Agência de Desenvolvimento do Zambeze vai financiar os agricultores e a Olam vai utilizar soja por eles produzida para obter óleo alimentar.

O acordo vai impulsionar a venda de produtos dos pequenos agricultores nacionais.

Este memorando também vai facilitar o uso de matéria-prima nacional para a produção de sumos na multinacional Compal.

 

 

 

A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) denunciou, hoje, nas suas instalações em Maputo, a existência de falsos inspectores que se dirigem a unidades económicas e cobram valores monetários para que a inspecção não ocorra. As cobranças ilícitas aconteceram semana passada, na Machava e cidade da Matola, província de Maputo.

Para reverter o cenário, a INAE revelou que, quando os seus inspectores se dirigem a estabelecimentos comerciais vão trajados de coletes, contendo o timbre da instituição e credencial.

 

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