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O País – A verdade como notícia

A Triton Minerals já estava presente no negócio e nesta semana adquiriu os restantes 20% de participação, lê-se em comunicado divulgado pela companhia.

“A aquisição da plena propriedade económica acontece num momento importante para o desenvolvimento do Projecto Ancuabe”, um dos locais de prospecção promissor para abertura de minas, referiu Peter Canterbury, director de operações da empresa.

A medida vai também ajudar a montar a operação financeira para que a Triton tome uma decisão de investimento “no segundo trimestre de 2018”, acrescentou.

Segundo a Lusa, a licença de exploração mineira em causa situa-se no distrito de Ancuabe, província de Cabo Delgado, uma região do norte de Moçambique, onde já operam outras minas de grafite e onde novas empresas planeiam também iniciar exploração.

A procura por grafite está em alta a nível mundial, por ser um componente usado em baterias, numa altura em que o mercado de automóveis movidos a electricidade e outros produtos eléctricos, como as aeronaves autónomas (drones), está em expansão.

Com dois projectos em curso na província de Cabo Delgado (norte) – Balama Norte e Ancuabe -, a mineira australiana tem vindo a anunciar importantes descobertas nos cerca de 30 furos de prospecção que já realizou em ambas as áreas, que são próximas a uma concessão da Syrah Resources, já com actividades de exploração de grafite.

Entre os 20 accionistas da Triton Minerals estão o Citicorp Nominees PTY Limited (23,8%), do grupo financeiro Citigroup, e o JP Morgan Nominees Australia Limited (3,11%), do JP Morgan.

 

O Governo e o Reino da Bélgica assinaram, nesta sexta-feira, o acordo para a segunda fase do projecto de Energias Novas e Renováveis para o Desenvolvimento Rural. Serão alocados 12 milhões de euros, cerca de 900 milhões de meticais para a construção de centrais com base nas energias renováveis na província da Zambézia.

Este projecto enquadra-se no programa de electrificação de postos administrativos e localidades situadas em áreas rurais não contempladas no programa de expansão da rede eléctrica nacional.

Já foram electrificadas no país 51 localidades e construídas quatro centrais mini-hídricas através de energias renováveis.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa vai investir cerca de três biliões de meticais na reabilitação da subestação de Songo. A reabilitação da estação faz parte do projecto de modernização do equipamento da companhia.

Tendo em conta o acentuado estado de degradação dos equipamentos de conversão da corrente alternada e da corrente contínua e do impacto do mesmos no sistema de transporte de energia para África do Sul, a empresa Hidroeléctrica de Cahora Bassa decidiu investir cerca de 40 milhões de euros, correspondente a cerca de três biliões de meticais na subestação do Songo.

Segundo o comunicado de imprensa da HCB, a acção está inserida no projecto Brownfield fase 2, que visa minimizar o risco de redução da disponibilidade e fiabilidade do sistema de conversão de energia.

A companhia anunciou ainda que está em curso a aquisição de um novo transformador conversor de 400kV, a reabilitação de 15 transformadores conversores, a importação e a instalação de um gerador de emergência.

Para a fase 3 do projecto de modernização da Subestação do Songo, que decorre de 2018 à 2026, a empresa procedeu ao lançamento de um concurso público para a contratação de uma empresa de engenharia que deverá trabalhar com os técnicos da HCB na elaboração dos cadernos de encargos, lançamento do concurso de empreitada e a fiscalização das obras.

As acções em curso fazem parte do plano de engenharia, denominado CAPEX VITAL, que tem o horizonte temporal de 10 anos e tem a missão de optimizar a produção e transporte de energia da hidroeléctrica. O investimento está orçado em cerca de 500 milhões de euros, o equivalente a 38.8 biliões meticais. 

Os ministros do Comércio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) decidiram "consolidar os esforços" para aumentar "os fluxos de comércio e de investimento" entre os Estados-membros da comunidade lusófona, durante a III Reunião de Ministros do Comércio da comunidade, que decorreu na capital brasileira, Brasília .

Os governantes decidiram também incentivar a cooperação técnica, no âmbito da CPLP, nas áreas de infra-estrutura da qualidade, metrologia, avaliação da conformidade, acreditação, bem como na superação de barreiras técnicas ao comércio, escreve o Notícias ao Minuto.

Os membros do bloco lusófono declararam, ainda nesta terça-feira, o seu apoio à realização de um seminário sobre as "Zonas de Processamento de Exportação e regimes congéneres dos países da CPLP, a fim de partilhar experiência sobre o tema e de estimular a atração de investimentos para a implantação de projetos industriais", bem como juntar "esforços para a construção de um 'website' para a divulgação" destas zonas.

Além disso, os países querem promover o "diálogo sobre Indicações Geográficas, no âmbito da CPLP", e estimular a participação dos Estados-membros no III Seminário Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, a realizar-se no segundo semestre de 2018, no Brasil.

O secretariado-executivo da CPLP, liderado pela são-tomense Maria do Carmo Silveira, fica com a incumbência de "identificar mecanismos de apoio financeiro" junto de organismos internacionais para a prossecução dos "objetivos e ações propostas" nesta reunião.

Os Estados-membros devem transmitir ao secretariado-executivo as informações necessárias que permitam concluir o trabalho de levantamento de "eixos estruturais para a cooperação económica na CPLP.

Os países lusófonos reconhecem a "importância da criação de um ambiente propício ao desenvolvimento económico, industrial e social, bem como à inovação e ao empreendedorismo" nos Estados da CPLP.

 

As Alfândegas de Moçambique apreenderam 91 contentores de madeira na cidade da Beira que estava a ser transportada sem a devida assistência fiscal. A avaliação parcial da sonegação indica cerca de 95 milhões de meticais, sem incluir as multas que poderão advir neste processo. São no total 132 apreensões registadas no período entre Janeiro e Fevereiro do ano corrente que culminaram com a detenção de 12 pessoas em todo país.  Destaque vai para a apreensão de 91 contentores de madeira na cidade da Beira, que estavam a ser transportados sem a devida assistência fiscal.

Segundo relata Fernando Tinga, das Alfândegas de Moçambique, o primeiro caso deu-se no porto da Beira, quando um camião com 65 contentores de madeira foi flagrado a transportar o produto ilegalmente.

No local, foram detectadas várias irregularidades, dentre as quais madeira a ser transportada em touros, uma acção não permitida pelas autoridades.

Já os outros 26 contentores de madeira em situação ilegal foram interceptados quando circulavam por via férrea desde a capital provincial de Tete, no interior centro, até ao porto da cidade da Beira.

O Governo estima que Moçambique perca anualmente entre 140 a 187 milhões de euros devido ao contrabando de madeira. No mesmo período, as Alfândegas apreenderam 67 e retiveram 876 caixas de bebidas alcoólicas bem como registaram a aquisição fraudulenta de selos. “Temos vindo a registar um cenário preocupante nos últimos tempos, relacionado à aquisição e venda fraudulenta de selos no mercado moçambicano, no entanto temos estado a investigar os envolvidos para esclarecer o assunto”, avançou Tinga. Tinga referiu que a acção ocorre em alguns dos casos com a conivência de agentes das Alfândegas de Moçambique e que destas apreensões o valor sonegado fixa-se nos 2,5 milhões de meticais.

Apesar destes registos, as Alfândegas garantiram que o processo de selagem de bebidas alcoólicas decorre normalmente e que as metas serão alcançadas.

As Alfândegas referiram ainda que está para breve a terceira e última fase de selagem de bebidas alcoólicas, designada “selagem digital”.

 

 

 

O Governador do Banco de Moçambique (BM), Rogério Zandamela, a Presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, Amélia Nakhare, e o Presidente do Instituto Nacional de Estatística, Rosário Fernandes, assinaram, hoje, dois protocolos de cooperação por tempo indeterminado. Os acordos visam o alcance de melhores resultados na troca e produção conjunta de informação estatística, bem como na realização conjunta de um inquérito estatístico sobre o comércio informal transfronteiriço.

No mesmo evento, segundo o comunicado do BM, Rogério Zandamela e Rosário Fernandes assinaram um protocolo de cooperação visando o estabelecimento de uma relação de colaboração, com vista ao alcance de melhores resultados nas acções inerentes às atribuições do Banco de Moçambique e do Instituto Nacional de Estatística.

De acordo com o mesmo comunicado, o protocolo tripartido referente à realização conjunta de um inquérito estatístico sobre o comércio informal transfronteiriço preconiza o financiamento conjunto da sua implementação, incluindo a organização, condução, avaliação e sistematização de informação. Sugere ainda a criação de uma base de dados para efeitos de partilha de informação sobre o comércio informal transfronteiriço e a realização de encontros regulares de avaliação do nível de implementação do protocolo.

Por sua vez, o protocolo tripartido sobre a troca e produção conjunta de informação estatística obriga as partes a colaborar na elaboração de um modelo de recolha de informação financeira a ser aplicado às empresas do sector não financeiro. Por fim, o protocolo bipartido celebrado entre o Banco de Moçambique e o Instituto Nacional de Estatística preconiza obrigações recíprocas de troca de informação estatística, produção conjunta de informação estatística oficial, formação, capacitação e elaboração de metodologias de produção estatística, estudos e pesquisa, e alarga o escopo do que estava em vigor.

 

 

O governo de Angola vai submeter ao parlamento uma proposta de revisão do Lei do Investimento Privado que o governo de Angola que deixa cair a obrigatoriedade de os sócios nacionais terem uma posição de pelo menos 35% no capital social das empresas, medida que visa favorecer a captação de investimento directo estrangeiro, de acordo com o documento.

“Importa referir que a proposta da nova lei elimina os limites obrigatórios da participação de nacionais no capital social previsto no artigo 9.º da lei em vigor, isto porque se pretende dar realce à liberdade dos sócios decidirem sobre a estrutura do capital dos seus empreendimentos”, lê-se no documento do governo angolano, citado pela agência noticiosa Macauhub.

O artigo 9.º da lei do investimento privado, em vigor desde 2015, define expressamente que o investimento estrangeiro em Angola “apenas é permitido no caso de ocorrer em parceria com cidadãos angolanos, com empresas de capital público ou empresas angolanas, em que aqueles detenham pelo menos 35% do capital e participação efectiva na gestão reflectida no acordo de accionistas.”

É também assumida a garantia, pelo Estado, de “não interferência pública na gestão das empresas privadas” e o “não cancelamento de licenças sem o respectivo processo administrativo ou judicial.”

No que respeita à transferência de lucros e dividendos, o artigo 16.º da proposta de lei consagra ao investidor externo “o direito a transferir para o exterior” dividendos ou os lucros distribuídos, o produto da liquidação dos seus investimentos, incluindo as mais-valias, o produto de indemnizações e “royalties”, ou outros rendimentos de remuneração de investimentos indirectos associados à cedência de tecnologia.

A proposta mantém o regime de atribuição de benefícios fiscais aos investidores, como a redução no pagamento de impostos por um período até 10 anos, em função do montante do investimento, sectores de actividade e zonas de desenvolvimento, mas que deixa de estar condicionado, como prevê na lei em vigor, a um investimento mínimo, neste caso, de um milhão de dólares.

 

Perante homens de negócios, membros do Governo e outros participantes Filipe Nyusi defendeu, ontem, que a corrupção é um alvo a abater, pois tem vindo a prejudicar o ambiente de negócios no país. Para o Chefe de Estado, há que se tomar decisões mais arrojadas para frear e quiçá acabar com os efeitos desse fenómeno. “Entre os vários obstáculos que afectam o ambiente de negócios julgamos haver a necessidade de incluirmos na lista das acções prioritárias a desenvolver: a luta tenás contra práticas que configuram a corrupção. Onde reina a corrupção, o negócio torna-se oneroso, surge o desrespeito ao produtor e trava o desenvolvimento. Reconhecemos que por muitas reformas institucionais, por muitas revisões de leis ou códigos que possamos fazer, de nada valerá se a prática de corrupção prevalecer e estiver enraizada nos esquemas obscuros de fazer negócios. Pior ainda será se ninguém assumir que esta prática existe”, defendeu o estadista para depois explanar sobre os efeitos que este mal está a causar para o cidadão em particular e o país em geral. “Com este mal quem perde é o Estado e em particular o povo que vai gastar mais, recebendo serviços, bens ou obras de baixa qualidade com consequências na sua durabilidade e nos seus custos.

Por outro lado, reduz-se a credibilidade. Os agentes privados honestos que não trilham pelos caminhos invisíveis da corrupção, acabam também ficando prejudicados”, detalhou.

Filipe Nyusi avançou ainda que o seu governo está empenhado a mudar esse cenário. “Estamos empenhados em mudar esta mentalidade. Convidados o sector privado a contribuir para a divulgação e cumprimento das regras para que possamos, na base das ferramentas legais que possuímos responsabilizar e punir os infractores. Esta é a razão pela qual, nos últimos tempos, tem sido recorrente notícias sobre audições, detenções e julgamentos relacionadas com a corrupção”, disse.

Ainda na gala, a CTA ofereceu um quadro de recordação ao Chefe de Estado pelos esforços que tem vindo a desenvolver para a melhoria do ambiente de negócios no país. A confederação das Associações Económicas premiou igualmente três individualidades ligadas ao sector privado. Na categoria Promotor de Associativismo foi galardoado Salimo Eduardo Abdula, um dos primeiros quadros da CTA a desenvolver os termos de referência da organização; na categoria Promoção de Investimentos foi premiado Mohamed Rafique Jusob pelo seu trabalho no Centro de Promoção de Investimentos (CPI), já a Associação de bancos chamou a si a premiação de Melhor Associação.  

O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou, esta semana, que o país estude a possibilidade de liquidar as empresas públicas que contraíram empréstimos sem os publicitar, depois de passar os activos dessas empresas para o Estado.

No âmbito das recomendações conjuntas do FMI e do Banco Mundial sobre a economia moçambicana, feitas ao abrigo do artigo IV do FMI, os técnicos defendem que o Executivo deve “apoiar o processo de responsabilização e resolver a questão dos empréstimos não divulgados da Ematum, Proindicus e MAM”.

Estas empresas contraíram dívidas, com aval do Estado, que estavam escondidas da contabilidade oficial, uma situação que colocou o país no centro de uma crise financeira devido à falta de capacidade de pagar essas verbas, conduzindo à quebra de confiança dos mercados.

No documento, os analistas preconizam que esta acção inclui, entre outras medidas, a definição de que uma parte dos empréstimos vai ser incluída no orçamento e outra fica nas empresas, e a disponibilização de “informação clara, abrangente e credível sobre o uso efectivo das verbas dos empréstimos e as práticas de preços exagerados”.

Por outro lado, os técnicos defendem também que o Governo deve garantir “a transferência para o estado dos activos de segurança das três companhias e considerar a viabilidade destas três empresas, estudando a possível liquidação depois da reestruturação dos empréstimos”.

Este conjunto de recomendações surge na sequência da divulgação das análises anual da economia de Moçambique feita pelo FMI ao abrigo do artigo IV, e inclui um conjunto de recomendações para melhorar a governação económica e reduzir o valor da dívida pública, considerado insustentável face à trajectória recente.

Entre as principais recomendações, está ainda, neste âmbito, a introdução de uma moldura de responsabilização orçamental e a gestão eficiente da riqueza proveniente dos recursos naturais, bem como a audição prévia do Banco de Moçambique sempre que uma empresa pública queira contrair um empréstimo acima de um determinado valor.

As contas das empresas públicas, aliás, são um dos maiores focos das recomendações, que defendem também a divulgação de relatórios trimestrais sobre os activos, os empréstimos e as contas não só das empresas públicas, mas também daquelas em que o Estado detenha participações e que podem afectar as contas públicas.

 

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